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Santos casados |
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Alguém, percorrendo o catálogo dos Santos, colheu a impressão de que nele só existem padres e freiras e que a santidade não é possível senão nos conventos ou nas fileiras clericais. Enganar-se-ia quem assim pensasse. Antes do mais, convém citar o Catecismo da Igreja Católica, que em seu n. 2.360, diz o seguinte: "No casamento a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor da comunhão espiritual. Entre os batizados os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento". Donde se vê que o matrimônio abençoado por Deus é um estado de vida que santifica os cônjuges. Deus concede aos esposos a graça necessária para que, atendendo aos afazeres e compromissos respectivos, mais e mais se unam ao Senhor e cheguem à perfeição cristã. A própria história atesta que houve santos e santas, de grande vulto, também entre as pessoas casadas. Um exame atento do catálogo dos santos dissipa a impressão contrária. Eis alguns nomes dentre os vários que poderiam ser citados: maridos
santos viúvos
santos esposas
santas viúvas
santas casais santos Henrique Imperador da Alemanha († 1024) e Cunegundes Isidoro († 1130) e Maria Toribia Lucchese (século XIII) e Buonadonna os genitores de Teresa de Lisieux (ainda não canonizados). O Concílio do Vaticano II, ainda uma vez, há poucos decênios (1965), lembrava a vocação de todos os cristãos à santidade, removendo a impressão de que somente em alguns estados de vida se pode chegar à perfeição cristã: "É evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (Lumen Gentium nº 40). "Todos os fiéis cristãos, nas condições, tarefas ou circunstâncias de sua vida, e através disso tudo, dia a dia mais se santificarão, se com fé tudo aceitarem da mão do Pai celeste e cooperarem com a vontade divina, manifestando a todos, no próprio serviço temporal, a caridade com que Deus amou o mundo" (ib. nº 41). "Todos os fiéis cristãos são convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado" (ib. nº 42) Dom Estêvão Bettencourt, OSB |