1 -
Santo Afonso Maria de Ligório,
bispo, confessor e
doutor da Igreja
(+ Itália, 1787)
Nobre napolitano, doutorou-se em Direito com 16 anos e iniciou
uma carreira brilhante. Poucos anos depois, um insucesso
profissional fez com que se desiludisse das glórias mundanas e
passasse a aspirar somente à perfeição cristã. Foi ordenado
sacerdote e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, de padres
dedicados a pregar missões populares entre os próprios católicos.
Aos 60 anos viu-se forçado a aceitar a sagração episcopal. Sua obra
intelectual é vastíssima, compondo-se de mais de 100 livros de
assuntos muito variados: escreveu tratados e compêndios de Teologia
Moral -- matéria em que sua autoridade é máxima, na Igreja -- obras
de Ascética, Espiritualidade, Mariologia etc. Fez e cumpriu um voto
tão heróico que ele mesmo não o recomendava a ninguém: o de jamais
perder um minuto na vida. Teve que padecer incompreensões por parte
dos religiosos da Congregação que fundara, chegando a ser
injustamente expulso dela. Faleceu aos 91 anos de idade.
2 -
São
Pedro Julião Eymard, confessor
(+ França, 1868)
Grande santo do século XIX, foi
inicialmente sacerdote secular zelosíssimo, a ponto de ser comparado
ao Santo Cura d'Ars. Tão fervorosa era sua paróquia que, certo ano,
conseguiu que cumprissem a obrigação pascal todos os seus fiéis que
estavam em idade de a cumprir, sem nenhuma exceção. Passou, a
seguir, 17 anos como religioso na Sociedade de Maria, chegando a
ocupar cargos dos mais altos nessa família religiosa. Somente depois
recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à
adoração perpétua da Eucaristia. Efetivamente fundou a Congregação
dos Padres do Santíssimo Sacramento.
3 -
São
Pedro de Anagni, bispo e confessor
(+ Itália, 1105)
Provinha da nobre família dos
príncipes de Salerno e era monge beneditino em Anagni, quando o Papa
Alexandre II, que ali se encontrava exilado, nomeou-o bispo da mesma
cidade. Esteve em Constantinopla, a mandado de Alexandre II, como
embaixador junto ao imperador. Participou da primeira Cruzada e
retornou à sua diocese. Foi canonizado apenas cinco anos decorridos
do seu falecimento.
4 -
São
João Maria Vianney, confessor
(+ Ars, 1859)
Ars era uma aldeiazinha de 230
habitantes, mas ficou famosa no mundo inteiro graças ao seu pároco.
João Maria Vianney, oriundo de uma família modesta, somente pôde
aprender a ler aos 18 anos de idade. Sentiu-se chamado para o
sacerdócio, mas não foi capaz de seguir o curso normal de seminário,
porque não conseguiu dominar o latim e a filosofia. Afinal,
considerando a virtude notória do candidato e a falta de padres na
diocese, o bispo resolveu ordená-lo, embora achando que ele nunca
teria discernimento suficiente para atender confissões. Foi
exatamente o contrário que se deu. O Padre Vianney revelou-se
extraordinário apóstolo do confessionário, com luzes sobrenaturais
que o faziam ler as consciências, converter os pecadores,
reconciliá-los com Deus. Começaram a acorrer de toda a França, e até
do estrangeiro, peregrinos desejosos de se confessar com ele ou de
lhe pedir orientação. Desde 1830 até sua morte, acorriam anualmente
100 mil peregrinos a Ars, o que perfazia uma média de mais de 270
por dia. Para atender a tanta gente o zeloso pároco precisava passar
no confessionário de 12 a 18 horas diárias. Levava, ademais, uma
vida muito austera e sacrificada, e durante 35 anos Deus permitiu
que o demônio o atormentasse com contínuos ataques. Foi canonizado
em 1925 e é venerado como padroeiro dos párocos.
5 -
Santa Afra, mártir
(+ Alemanha, 304)
Era prostituta e vivia com grande
luxo quando recebeu a graça de se converter ao Cristianismo e mudou
radicalmente de vida. A notícia espalhou-se logo pela cidade de
Augsburg, onde ela vivia e era muito conhecida. Chamada pelas
autoridades pagãs, deram-lhe ordem de sacrificar aos deuses, mas ela
recusou dizendo que não queria acrescentar mais um pecado aos muitos
que já havia cometido. Foi queimada viva por amor a Nosso Senhor
Jesus Cristo.
6 -
Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo
Neste dia a Igreja celebra,
conforme as palavras do Martirológio Romano-Monástico, " _o mistério
pelo qual Cristo manifestou sua glória divina, atestada pela voz do
Pai e pela presença de Moisés e de Elias, para preparar seus
discípulos para a provação da Cruz_ ".
7 -
São
Caetano de Tiene, confessor
(+ Nápoles, 1547)
Fundou, juntamente com Mons. Pedro
Caraffa, bispo de Chieti e futuro Papa Paulo IV, a Ordem dos
Clérigos Regulares, conhecidos como teatinos, os quais praticavam
heroicamente a virtude da confiança em Deus, vivendo só de esmolas
e, por paradoxo, nunca podendo pedi-las. Em outras palavras, deviam
esperar que Deus inspirasse aos benfeitores o desejo de ajudá-los.
Foi muito grande o papel dos teatinos na obra de reforma do Clero
italiano ameaçado pelos avanços do protestantismo.
8 -
São
Domingos de Gusmão, confessor
(+ Bolonha, 1221)
Nascido na cidade espanhola de
Burgos, foi filho da Beata Joana de Aza e do nobre Félix de Gusmão.
Compreendendo todo o mal que a heresia dos albigenses produzia no
sul da França, decidiu fundar uma Ordem mendicante com a finalidade
de defender a ortodoxia católica e pregar contra as heresias. Nasceu
assim a Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos, que, entre muitos
outros luminares, teve a glória de dar à Igreja o grande São Tomás
de Aquino.
9 -
Santos Juliano, Mariano e
oito companheiros,
mártires
(+
Constantinopla, séc. VIII)
Padeceram muitos tormentos e afinal
foram mortos pela espada, porque defenderam a veneração às santas
imagens, contra os adeptos da heresia iconoclasta.
10 -
São
Lourenço, mártir
(+
Roma, 258)
Era o principal dos diáconos de Roma e, entre outras
funções, administrava os bens da Igreja e distribuía entre os pobres
as esmolas colhidas entre os fiéis. Durante a perseguição de
Valeriano, os pagãos exigiram que revelasse onde estava escondido o
tesouro dos cristãos. O Santo prometeu fazê-lo e compareceu diante
das autoridades levando consigo um grande número de viúvas, órfãos,
doentes e desamparados dizendo que aquele era o tesouro da Igreja.
Colocado vivo sobre uma grelha em brasa, morreu assado lentamente.
Foi um dos santos mais celebrados em Roma. Seu nome passou a ser
diariamente lembrado no Cânon da Santa Missa.
11 -
Santa Clara de Assis,
virgem
(+ 1253)
Pertencia a uma família nobre e
tinha grande beleza. Enfrentando a oposição da família, que
pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, seguiu a São
Francisco de Assis e fundou o ramo feminino da Ordem franciscana,
também conhecidas como Damas Pobres ou Clarissas. Viveu na prática e
no amor da mais estrita pobreza. Certa ocasião, quando seu convento
estava sendo invadido por maometanos, enfrentou-os corajosamente,
portando nas mãos o Santíssimo Sacramento. Os agressores, tomados de
repente por inexplicável pânico, fugiram. Sua irmã mais jovem, Santa
Inês de Assis, acompanhou-a na vida de desprendimento e renúncia.
12 -
Santo Euplúsio, mártir
(+ Sicília, séc. IV)
Obedecendo a um
impulso excepcional da graça divina, apresentou-se voluntariamente
ao tribunal de Catânia, na Sicília, e professou sua fé em Jesus
Cristo. Quando o governador pagão lhe ordenou que sacrificasse aos
deuses, respondeu que de boa vontade oferecia ao único Deus
verdadeiro o sacrifício de sua própria vida. Sofreu vários tormentos
e foi, afinal, decapitado. Segundo alguns autores, era diácono.
13 -
São João Berchmans, confessor
(+ Roma, 1621)
Natural da Bélgica, ingressou na
Companhia de Jesus procurando em tudo ser um perfeito religioso. " *
Antes mil vezes morrer do que cometer o mais leve pecado ou
transgredir uma regra da Orde" era seu propósito. Destacou-se pela
pureza e pela inocência de vida. Foi aluno brilhante e esforçado,
modelar de todos os pontos de vista. Faleceu aos 22 anos.
14 -
São
Maximiliano Kolbe, mártir
(+ Auschwitz, 1941)
Sacerdote franciscano natural da
Polônia, fundou a Milícia da Imaculada, associação destinada ao
apostolado católico e mariano. Instalou uma tipografia católica e
editou uma revista marial que alcançou a tiragem de um milhão de
exemplares. Chegou a instalar uma emissora de rádio e a estender
suas atividades apostólicas até o Japão. Foi aprisionado pelos
nazistas, que temiam sua influência na Polônia. Estava no campo de
concentração de Auschwitz, em agosto de 1941, quando dez
prisioneiros foram sorteados e condenados a morrer de fome e sede. O
Padre Kolbe, que tinha então 47 anos, ofereceu-se para substituir um
dos infelizes, que se lamentava em alta voz, dizendo que tinha
mulher e filhos. Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio
para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência
religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres
condenados.
15 -
Nossa Senhora da Assunção
É uma das mais antigas festas marianas. Em
Portugal, chamava-se Festa de Santa Maria de Agosto. Foi na "
_vespora de Sancta Maria de Agosto_ " do ano de 1385 que se travou a
decisiva Batalha de Aljubarrota, na qual o Beato Nuno Álvares
Pereira, Condestável de Portugal, triunfou sobre o exército do rei
de Castela, adepto do anti-Papa de Avinhão. Em 1950, Pio XII
proclamou solenemente como dogma que " _a Imaculada Mãe de Deus, a
Sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi
assunta em corpo e alma à glória celestial_ ".
16 -
Santo Estêvão da Hungria, Rei e
confessor
(+ 1038)
Rei da Hungria, foi convertido por Santo Adalberto, Bispo de
Praga, e dedicou a vida a fazer de seu reino, tanto quanto possível,
uma imagem do Reino dos Céus. Foi casado com a Beata Gisela, irmã do
imperador Santo Henrique. Deixou por escrito normas de governo para
seu filho e herdeiro, Santo Américo, o qual não chegou a reinar pois
faleceu antes do pai. A coroa real de Santo Estêvão, oferecida pelo
Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo
da nacionalidade.
17 -
São
Jacinto, confessor
(+
Polônia, 1257)
Nascido perto de Cracóvia, foi recebido na Ordem
dos Pregadores pelo seu próprio fundador, São Domingos de Gusmão.
Formou a província polonesa da Ordem dominicana e pregou na Rússia e
na Prússia. É considerado o Apóstolo da Polônia.
18 -
Santa Helena, viúva
(+ Nicomédia, Ásia Menor, 330)
Era de modesta origem,
tendo sido criada numa pensão. Um oficial romano, de nome Constâncio
Cloro, atraído por sua beleza e sua elevação de alma, tomou-a à
maneira de esposa morganática. Dessa união nasceu Constantino, o
primeiro imperador cristão. Muito piedosa, Santa Helena partiu em
peregrinação para a Terra Santa, onde teve a graça de encontrar a
verdadeira Cruz do Salvador.
19 -
São
João Eudes, confessor
(+ Caen, França, 1680)
Foi inicialmente membro da
Congregação do Oratório, e durante anos se dedicou a pregar missões
no interior da França. Depois sentiu-se chamado por Deus a deixar
seu instituto religioso e fundar outro, dedicado não só às missões
mas também à reforma do Clero. Foi assim que nasceu a Congregação de
Jesus e Maria, dos Padres Eudistas. Fundou também a Congregação de
Nossa Senhora da Caridade, com o objetivo, entre outros, de
regenerar mulheres perdidas. Foi grande propagandista da devoção aos
Sagrados Corações de Jesus e Maria e combateu arduamente os erros do
jansenismo.
20 -
São
Bernardo de Claraval, confessor e doutor da
Igreja
(+ 1153)
O
"Doutor Melífluo" foi, sem dúvida, o monge mais afamado e de maior
influência religiosa, cultural e política de seu século. Nasceu na
Borgonha, de uma família nobre aparentada com os duques da Borgonha.
Quando, ainda jovem, ingressou na recém fundada Abadia de Cister,
que contava somente 20 monges, arrastou atrás de si, com seu exemplo
e entusiasmo, um tio, quatro irmãos e 25 amigos, todos da nobreza.
Dois anos depois foi mandado, por seu superior, para a fundação de
um novo mosteiro, em Claraval. Em breve esse novo mosteiro já
contava com 500 monges e se tinha tornado famoso em toda a Europa.
Nos 38 anos que São Bernardo dirigiu, de Claraval, a Ordem
cisterciense, esta cresceu até atingir 165 mosteiros, dentre os
quais 68 fundados pessoalmente por ele. Pregou, por ordem do Papa
Eugênio IV, a segunda Cruzada. Escreveu a regra para a Ordem dos
Cavaleiros Templários. Era conselheiro espiritual de Papas,
soberanos e prelados. Foi por conselho seu que D. Afonso Henriques,
primeiro rei de Portugal, prestou vassalagem a São Pedro. É imensa
sua obra intelectual, que lhe valeu o título de Doutor da Igreja.
Muito devoto da Santíssima Virgem, deu grande desenvolvimento à
Mariologia.
21 -
São
Pio X, papa e confessor
(+ Roma, 1914)
Nascido numa humilde família do norte
da Itália, foi com grande sacrifício que Giuseppe Sarto conseguiu
estudar e ordenar-se sacerdote. De grande inteligência e ainda maior
piedade, fez uma carreira eclesiástica brilhante, sendo
sucessivamente coadjutor de paróquia rural, pároco, cônego da
Catedral de Treviso, bispo de Mântua, cardeal-patriarca de Veneza e,
por fim, Papa. Seu lema, "Tudo restaurar em Cristo", acompanhou-o
desde a humilde aldeiazinha em que começou a trabalhar até o sólio
de São Pedro. seu Pontificado foi dos mais fecundos da História da
Igreja. Foi chamado o "Papa da Eucaristia", pois incentivou a
prática da Comunhão freqüente e permitiu a Primeira Comunhão a
crianças pequenas, tão logo atingissem o uso da razão. Restaurou o
canto gregoriano, ordenou a codificação do Direito Canônico,
reformou a Cúria Romana e o Breviário, defendeu os direitos da
Igreja lesados por governos anticatólicos e, sobretudo, foi o Papa
que fulminou a grande heresia de nosso século, o modernismo, chamado
por ele "a síntese de todas as heresias". Foi canonizado em 1954.
22 -
Nossa Senhora Rainha
Neste dia se celebra a Festa de Nossa
Senhora enquanto Rainha do Céu e da Terra. Antigamente, era a 31 de
maio que se celebrava a Realeza de Maria, mas a última reforma do
Calendário litúrgico transferiu essa celebração para a oitava da
Assunção, no mesmo dia anteriormente consagrado ao Imaculado Coração
de Maria.
23 -
Santa Rosa de Lima, virgem
(+
Lima, 1617)
O Peru constituiu, no século
XVII, um verdadeiro viveiro de santos. Santa Rosa de Lima, Padroeira
oficial da América Latina e das Filipinas, embora sem ingressar num
convento, viveu de acordo com a mais estrita perfeição religiosa, em
oração e em penitências contínuas. Recebeu graças místicas
extraordinárias. Foi perseguida pelo demônio mas, em contrapartida,
tinha freqüentes conversações com Nossa Senhora e com seu Anjo da
Guarda. Pertenceu à Ordem Terceira de São Domingos e faleceu aos 31
anos de idade.
24 -
São
Bartolomeu Apóstolo, mártir
(+ séc. I)
Também chamado Natanael, recebeu de Nosso
Senhor Jesus Cristo um elogio magnífico: "Eis um verdadeiro
israelita no qual não há fraude" (São João, 1,47). Já na ocasião em
que o Apóstolo São Filipe o apresentava ao Mestre, São Bartolomeu
reconheceu a realeza e a divindade de Jesus Cristo: "Mestre, tu és o
Filho de Deus, és o Rei de Israel" (id., 1,49). Segundo a Tradição,
São Bartolomeu foi martirizado no Oriente, para onde levou o
Evangelho.
25 -
São
Luís IX, Rei da França e confessor
(+ Tunísia, 1270)
Embora o calendário litúrgico
registre considerável número de monarcas santos, talvez nenhum deles
tenha realizado de modo tão completo a imagem ideal de Rei cristão
quanto São Luís IX. Herdou a coroa com 12 anos, assumindo a regência
sua mãe D. Branca de Castela, dama de excepcionais virtudes. Dizia
ela ao filho que preferia mil vezes vê-lo morto a vê-lo manchado por
um pecado mortal. Fiel aos ensinamentos maternos, São Luís foi
sempre homem de muita oração e piedade. Era modelo de governante, de
guerreiro e de legislador. Considerava um dos principais deveres do
monarca fazer justiça aos súditos, e por isso costumava sentar-se
todos os dias à sombra de um carvalho, e ali atendia a todos os
queixosos que se apresentassem, qualquer que fosse a condição social
deles. Realizou duas Cruzadas para libertar a Terra Santa da
opressão maometana, e morreu durante a segunda delas, vitimado pela
peste. Tão grande era seu prestígio moral que, tendo caído
prisioneiro dos maometanos, estes o tomavam como juiz para resolver
pendências que tinham entre si. Mandou construir em Paris a Sainte
Chapelle, um dos mais belos monumentos da arquitetura medieval, para
guardar a Coroa de espinhos de Nosso Senhor. Foi casado com
Margarida da Provença, da qual teve onze filhos. Em 1864, o Príncipe
Gastão de Orléans, Conde d'Eu, que trazia em suas veias o sangue de
seu antepassado São Luís, casou com a Princesa Isabel, filha do
Imperador D. Pedro II e herdeira do trono do Brasil. Em conseqüência
desse casamento, a Família Imperial do Brasil tem a glória de
descender, por linha direta, varonil e legítima, do grande rei
cruzado.
26 -
Santa Micaela do Santíssimo Sacramento,
virgem
(+ Valência,
Espanha, 1865)
Nascida em Madri, possuía o título de Viscondessa
de Jorbalán e empregou toda a sua fortuna em obras de misericórdia.
Fundou a Congregação das Senhoras Adoradoras e Escravas do
Santíssimo Sacramento, destinada a acolher pecadoras públicas
arrependidas. Estendeu sua obra a várias cidades espanholas. Morreu
vitimada pela cólera, a que se expusera voluntariamente para ir
assistir em Valência a suas filhas espirituais atingidas pela
epidemia.
27 -
Santa Mônica, viúva
(+ Óstia, Itália, 387)
Foi modelo de esposa e de mãe.
Conseguiu, com suas orações e seu bom exemplo, converter o marido
pagão, que lhe era infiel e tinha gênio muito difícil. Conseguiu
também converter o filho, que foi adepto da heresia maniquéia e teve
vida devassa, mas transformou-se depois no grande Santo Agostinho,
bispo de Hipona e Doutor da Igreja.
28 -
Santo Agostinho, Bispo,
confessor e doutor da
Igreja
(+ Hipona, 430)
Nascido na cidade africana de Tagaste, depois de uma juventude
viciosa e cheia de desvios doutrinários, converteu-se por influência
de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e sobretudo graças às orações e
lágrimas de sua mãe Santa Mônica. Ordenado sacerdote, foi durante 34
anos bispo de Hipona, no norte da África. Além de pastor dedicado e
zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já
produzidos em dois mil anos de História da Igreja. Escreveu
numerosas obras de Filosofia, Teologia e Espiritualidade, que
exerceram e ainda exercem enorme influência. Combateu vigorosamente
as heresias de seu tempo. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão
XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas
e divinas, combateu todos os erros de seu tempo".
29 -
Martírio de São João Batista
(séc. I)
Neste dia a Igreja celebra a
morte santa de São João Batista, o Precursor de Nosso Senhor Jesus
Cristo, que fora santificado ainda no seio materno por ocasião da
Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. São João
Batista, inflexível ao condenar a vida escandalosa de Herodes com
sua cunhada Herodíades, foi por isso degolado.
30 -
São
Félix e Santo Adauto, mártires
(+ início séc. IV)
Segundo uma antiga narrativa,
durante o reinado de Diocleciano São Félix era sacerdote e foi
condenado à morte por ser cristão. Quando estava sendo conduzido
para a execução, um homem desconhecido se aproximou da escolta
militar que o cercava e declarou ser também cristão. Foram, por
isso, degolados os dois juntos. Como era desconhecido o nome do
segundo mártir, os fiéis lhe deram o nome de Adauto, que significa
adicionado.