1 -
Santo Elói, bispo e
confessor
(+ França, 659)
Corria o século VII quando o rei Clotário II, desejoso de
possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e
começou a procurar algum ourives que lhe executasse o serviço. Mas
todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o
ouro acumulado não era suficiente. Afinal apareceu Elói, mestre
afamado de ourivesaria, e declarou que aquele ouro era suficiente
para a confecção do trono. O contrato celebrado, Elói recebeu o ouro
e se pôs a trabalhar. Sendo honestíssimo, aproveitou bem o ouro
recebido e conseguiu com ele fazer não somente um, mas dois tronos,
e os entregou ao rei. Admirado com a honestidade do artista,
Clotário o nomeou guardião e administrador do tesouro real. Essas
funções foram mantidas por Elói durante o reinado de Dagoberto II,
filho de Clotário. Depois de muitos anos de bons serviços ao rei e
ao reino, o antigo ourives foi feito bispo de Noyon, revelando-se um
grande e zeloso prelado que estendeu suas atividades apostólicas
muito além dos limites de sua diocese e até mesmo do reino.
2 -
Santa
Bibiana, virgem e mártir
(+ Roma, 363)
Seu pai, Flaviano, antigo prefeito de
Roma, e sua mãe, Dafrosa, foram martirizados durante o curto e ímpio
reinado de Juliano o Apóstata. Santa Bibiana foi obrigada a passar
seis meses num prostíbulo, para que se perdesse, mas com a graça de
Deus conservou a fé e a pureza intactas. Depois disso foi chicoteada
até à morte.
3 -
São
Francisco Xavier, confessor
(+ 1552)
Foi um dos primeiros discípulos
arregimentados por Santo Inácio de Loyola e estava entre os
fundadores da Companhia de Jesus. Pregou na Índia, no Japão e em
outras nações do Oriente. Converteu e batizou muitos milhares de
pagãos e praticou milagres portentosos. Faleceu aos 46 anos de
idade, no momento em que se aproximava das costas da China, que
pretendia conquistar para Nosso Senhor Jesus Cristo. É o patrono dos
missionários católicos.
4 -
São
João Damasceno, confessor e doutor da Igreja
(+ Síria, 749)
Nascido na Síria, gozava
de uma situação estável e prestigiosa no mundo, pois era prefeito de
Damasco e homem de confiança do califa. Por amor a Jesus Cristo
renunciou a tudo, distribuiu aos pobres sua fortuna e ingressou no
convento de São Sabas, perto de Jerusalém. Combateu a heresia
iconoclasta, que pregava a destruição das imagens religiosas,
escrevendo três livros para refutá-la. Escreveu também um tratado
famoso, sobre a fé e a ortodoxia dos Padres gregos. É considerado o
último dos grandes Padres da Igreja do Oriente. Morreu quase
centenário, depois de uma vida cheia de méritos e bons
exemplos.
5 -
São
Sabas, confessor
(+
Palestina, 532)
Pela sua virtude eminente, foi chamado "a pérola do Oriente".
Fundou, perto de Jerusalém, o mosteiro em que dois séculos depois
viveria São João Damasceno, comemorado no dia de ontem. É
considerado um dos principais organizadores do
monaquismo palestino.
6 -
São
Nicolau, bispo e confessor
(+ Ásia Menor, 324)
Bispo de Mira, na Ásia Menor,
durante a perseguição de Diocleciano foi preso e torturado por ser
cristão, mas não chegou a ser martirizado. Participou do Concílio de
Nicéia, no qual foi condenada a heresia ariana. Na abertura desse
concílio, o imperador Constantino ajoelhou-se diante de São Nicolau
e de outros santos varões que haviam padecido na última perseguição,
e beijou com respeito suas gloriosas cicatrizes. É um dos santos
mais populares da Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Suas
relíquias foram transportadas para Bari, no sul da Itália, onde até
hoje são objeto de grande veneração.
7 -
Santo
Ambrósio, bispo, confessor e doutor da Igreja
(+ Milão, 397)
Era funcionário do
Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de
Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura,
Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo.
Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele
momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma
hesitação, Ambrósio aceitou. Foi batizado, ordenado sacerdote e
sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas
responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar
capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja. Combateu
heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus,
empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do
Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a
ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos
escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na
conversão de Santo Agostinho.
8 -
Imaculada Conceição da Santíssima Virgem
Em 1854, atendendo aos
anseios mais profundos de toda a Igreja, o Papa Pio IX proclamou
como dogma de fé a Imaculada Conceição de Maria. Quase desde o seu
nascimento, o Brasil vive sob o manto e o patrocínio de Maria
Imaculada. Nossa Pátria, filha e de certa forma obra-prima de
Portugal, desde 1646 estava consagrada à Imaculada Conceição, pois
naquele ano o Rei D. João IV, reunido com as Cortes gerais do Reino,
consagrou Portugal e todos os seus domínios a Nossa Senhora da
Conceição. À mesma Padroeira Imaculada -- sob o título de Nossa
Senhora da Conceição Aparecida -- o Brasil se quis devotar desde
seus primórdios de nação plenamente emancipada. Em 1904, a Imagem da
Aparecida foi solenemente coroada, por mandado do Papa São Pio X,
com uma coroa de ouro cravejada de 40 brilhantes que lhe fora
oferecida pela Princesa Isabel. E em 1930, atendendo a uma
solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa
Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Principal do Brasil.
9 -
Santa
Leocádia, virgem e mártir
(+ Toledo, 304)
Era jovem, bela e de nobre família.
Cristã fervorosa, foi presa durante a perseguição de Diocleciano.
Confessou com firmeza sua fé em Jesus Cristo, foi torturada
atrozmente e sem se quebrantar recebeu a palma do martírio. É
padroeira da cidade de Toledo, na Espanha.
10 -
São
Melquíades, papa e mártir
(+ Roma, 314)
Foi durante seu breve Pontificado que o
imperador Constantino, pondo fim a 250 anos de perseguições,
autorizou a livre prática da verdadeira Religião em todo o Império
romano. Embora não tenha diretamente derramado o sangue em defesa da
Fé, São Melquíades recebe as honras de mártir pelo muito que sofreu
em diversas perseguições à Igreja.
11 -
São
Dâmaso I, papa e confessor
(+ Roma, 384)
Natural da cidade lusitana de
Guimarães, era irmão de Santa Irene. Possuía grande cultura, era
arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a
organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e
autênticas dos escritos dos primeiros Padres e mandando destruir
versões apócrifas e deturpadas, para que no futuro não pudessem ser
aproveitadas por hereges. Com a mesma profética intenção, quis que
houvesse uma única versão oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu
seu secretário, São Jerônimo, de fazer uma tradução latina das
Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí
nascendo a célebre "Vulgata". Ordenou que fossem feitas escavações e
obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que
Constantino dera liberdade à Igreja, em 312. Pessoalmente redigiu,
em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sendo
localizados nas galerias subterrâneas de Roma. Por influência sua
foi retirada do Senado romano a estátua da deusa Vitória, sendo
assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial. Foi um dos
primeiros Papas a definir explicitamente o primado do Papa sobre a
Igreja Universal, com uma autoridade que lhe vem de Nosso Senhor
Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios.
Apoiou Santo Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu
tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo. Em resumo,
pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais
fecundos dos primeiros séculos da História da Igreja.
12 -
Nossa
Senhora de Guadalupe, padroeira principal da América Latina
Em 1531, Nossa Senhora
apareceu a um príncipe indígena mexicano, o Beato Juan Diego e
deixou a ele um sinal de que era realmente a Mãe de Deus: no manto
do vidente apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem. A
partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil,
tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da
bárbara superstição dos aztecas, que escravizavam outros povos e
sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos. O manto de
Juan Diego, perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais
de 450 anos, é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de
Guadalupe, que foi declarada Padroeira de toda a América, em 1945,
pelo Papa Pio XII. Nesse santuário, o Papa João Paulo II consagrou
solenemente, em 1979, toda a América Latina a Nossa Senhora de
Guadalupe.
13 -
Santa
Luzia, virgem e mártir
(+ Sicília, séc. IV)
Vivia em Siracusa, na Sicília, e
tinha consagrado a Deus sua virgindade. Por amor a Ele renunciou, em
favor dos pobres, a toda a sua fortuna, que não era pequena. Chamada
pelo prefeito de Siracusa, confessou a crença em Jesus Cristo e foi
por isso decapitada. A devoção a Santa Luzia é muito antiga e se
generalizou por toda a Igreja. Há em Roma pelo menos vinte igrejas
consagradas a ela. É invocada como protetora especial contra as
doenças dos olhos.
14 -
São
João da Cruz, confessor e doutor da Igreja
(+ Ubeda, Espanha, 1591)
Colaborador de
Santa Teresa d'Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre
da Mística. Dele diz o Martirológio Romano-Monástico: "seu zelo e o
sucesso de seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe
ensinaram a subir, dentro da 'noite escura', até à experiência
mística do 'nada' do homem diante da Majestade Divina".
15 -
São
Mesmino, confessor
(+
França, séc. VI)
Fundou o mosteiro de Micy, perto de Orléans,
numa propriedade que o rei Clóvis lhe dera. Foi o primeiro abade
desse mosteiro e teve como discípulos São Calásio e Santo Avito.
16 -
Santa
Adelaide, imperatriz e viúva
(+ Sehl, Alemanha, 999)
Filha do rei da Borgonha,
casou em segundas núpcias com Oto I, rei da Germânia e primeiro
imperador do Sacro Império Romano-Alemão. Foi regente do Império
durante a menoridade de seu filho Oto II e, mais tarde, durante a
menoridade de seu neto Oto III. Amiga e dirigida espiritual de Santo
Odilon, abade de Cluny, colaborou ativamente com ele na expansão da
reforma cluniacense pelo mundo germânico.
17 -
Santa
Olímpia, viúva
(+
Bitínia, Ásia Menor, 408)
Pertencia à mais alta nobreza
bizantina e casou ainda muito jovem com o prefeito de
Constantinopla. Enviuvando aos 20 anos de idade, não quis contrair
novo casamento, mas resolveu consagrar-se inteiramente a Deus, e
utilizou sua imensa riqueza na fundação de um hospital e um
orfanato, servidos por religiosas das quais ela era superiora.
Quando São João Crisóstomo, seu diretor espiritual, foi injustamente
expulso do Patriarcado de Constantinopla, Santa Olímpia continuou
fiel a ele e se recusou a reconhecer o intruso irregularmente
nomeado para substituí-lo como patriarca. Foi por isso perseguida e
teve sua comunidade dispersada. Partiu para o exílio, onde morreu
ainda jovem.
18 -
São
Gaciano, bispo e confessor
(+ séc. IV)
Pregou o Evangelho na Gália e foi o
primeiro bispo de Tours. Muitos anos depois, São Martinho de Tours,
seu sucessor na mesma diocese, recebeu de Deus a revelação do local
exato em que fora sepultado São Gaciano, e passou a venerá-lo
convenientemente.
19 -
Beato
Urbano V, papa e confessor
(+ Avignon, 1370)
Antes de ser Papa foi monge
beneditino e abade de Saint-Germain de Auxerre e de Saint-Victor de
Marselha. Subiu ao sólio pontifício em 1362 e se esforçou para fazer
retornar a Sé Apostólica a Roma, mas não foi bem sucedido e precisou
regressar a Avignon, e ali morreu meses depois.
20 -
São
Domingos de Silos, confessor
(+ Castela 1073)
Nasceu no reino de Navarra, onde
ingressou na Ordem beneditina, mas precisou transferir-se para o
reino de Castela porque injustamente perseguido pelas autoridades
navarras. Em Castela coube-lhe restaurar a velha abadia de Silos,
que se encontrava decadente e moribunda. Não apenas a restaurou
física e espiritualmente, mas também do ponto de vista cultural a
elevou a um nível muito alto. Trabalhou para a libertação de
católicos prisioneiros dos muçulmanos e morreu com fama de santidade
eminente. Costuma ser invocado pelas parturientes. Quando uma rainha
da Espanha estava para dar à luz, era costume o abade de Silos levar
para o Palácio Real o báculo milagroso de São Domingos, e só depois
do bom parto o ia buscar de volta.
21 -
São
Pedro Canísio, confessor e doutor da Igreja
(+ Friburgo, 1597)
No mesmo ano em que
no Brasil o Beato José de Anchieta entregava sua alma a Deus, na
Suíça outro grande jesuíta dos tempos áureos da Companhia também
encerrava sua carreira na Terra: São Pedro Canísio, o homem a quem
considerável parte do mundo alemão deve sua fidelidade à Igreja de
Roma. Pelos seus escritos e pela sua palavra inflamada, esse filho
de Santo Inácio de Loyola conseguiu opor uma barreira sólida aos
avanços da heresia luterana. Os católicos alemães e suíços o
veneram, a justo título, como o segundo Apóstolo de suas pátrias.
22 -
Santa
Francisca Xavier Cabrini, virgem
(+ Illinois, 1917)
Nascida na Itália numa época em
que milhões de italianos emigravam para outros países, recebeu de
Deus a missão de cuidar dos interesses espirituais e materiais
dessas famílias católicas que estavam no desamparo, em terras
estranhas, de línguas e até de religiões diferentes. Fundou a
Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus,
destinada a dar assistência a esses emigrantes. Incansável, estendeu
sua obra a numerosos países e cruzou nada menos que 30 vezes o
Oceano Atlântico. Percorreu toda a América e chegou a transpor a
cavalo a Cordilheira dos Andes. No Brasil, contraiu febres que não
mais a abandonaram. Faleceu aos 67 anos, deixando fundadas
exatamente 67 casas de sua congregação. Foi nos Estados Unidos, onde
com o entusiasmo de uma jovem prosseguia incansavelmente seu
trabalho, que Deus a chamou a Si.
23 -
São
João Câncio, confessor
(+ Cracóvia, 1473)
Sacerdote polonês, professor de
Filosofia e Teologia na Universidade de Cracóvia, foi preceptor de
príncipes da Casa real polonesa. Faleceu aos 83 anos de idade,
depois de se ter santificado na prática virtuosa do estudo e do
ensino, assim como no exercício das funções de vigário numa
paróquia. Foi canonizado em 1767.
24 -
São
Charbel Makhlouf, confessor
(+ Líbano, 1898)
Sacerdote católico de rito maronita,
passou a maior parte da vida como monge contemplativo e solitário,
praticando jejuns e penitências, em contínua oração. Recebeu de Deus
o dom de fazer milagres. Sua vida maravilhosa nada fica a dever às
dos antigos monges do deserto da fase áurea do monaquismo
oriental.
25 -
Natal
de Nosso Senhor Jesus Cristo
No Natal de 1953, comentando num artigo a célebre frase
de São João "A Luz brilhou nas trevas" (1, 5), o Prof. Plinio Corrêa
de Oliveira assim escreveu: "Foi com estas palavras que o Discípulo
amado anunciou, para seu tempo e para os séculos vindouros, o grande
acontecimento que celebramos neste mês. Fórmula sintética, sem
dúvida, mas que exprime o conteúdo inexaurivelmente rico, do grande
fato: havia trevas por toda a parte, e na obscuridade dessas trevas
se acendeu a Luz. Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por
que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas
que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram a idolatria dos
gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza
dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos
soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a
conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo
inteiro à prepotência de Roma. Foi na mais profunda escuridão dessas
trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz. Qual a missão da luz?
Evidentemente, dissipar as trevas. De fato, aos poucos, foram elas
cedendo. E, na
ordem das realidades visíveis, a
vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que,
ao tempo de sua integridade, foi, embora com as falhas inerentes ao
que é humano, autêntico Reino de Cristo na terra" (transcrito de
"Catolicismo", dezembro de 1953).
26 -
Santo
Estevão, protomártir
(+
Jerusalém, séc. I)
Santo Estêvão foi um dos sete primeiros
diáconos de Jerusalém. Pregava admiravelmente e obtinha numerosas
conversões para o Cristianismo, razão pela qual incorreu no ódio dos
judeus inimigos da Igreja nascente. Preso e condenado como blasfemo,
foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o
primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo.
27 -
São
João, apóstolo e evangelista
(+ Éfeso, séc. I)
Filho de Zebedeu e irmão de São
Tiago o Maior, foi discípulo de São João Batista antes de ser o
"Discípulo amado" de Nosso Senhor. No alto do Calvário, representou
a Humanidade quando recebeu como Mãe a Maria Santíssima, e foi a Ela
entregue como filho. É autor do quarto Evangelho e de três epístolas
canônicas. Viveu, segundo a tradição, na ilha de Patmos, onde lhe
foi revelado o Apocalipse, e morreu quase centenário em Éfeso.
28 -
Santos Inocentes,
mártires
Neste dia a Igreja recorda os meninos
inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os
quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães
e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem
uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os
honra com o título de mártires. Em nossos dias, assistimos a uma
nova matança dos inocentes, desta vez -- é triste reconhecê-lo --
tantas e tantas vezes perpetrada pelas próprias mães desnaturadas!
De fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado?
Consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria
mãe. O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até
o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Eliminar o embrião,
seja em que fase for de seu desenvolvimento, é um assassinato que
viola os direitos humanos. Ora, com toda a naturalidade se vai
disseminando a prática pecaminosa do aborto, consagrada e protegida
pelas legislações! E em alguns casos são legalmente punidos médicos
ou enfermeiras católicos que em consciência se recusam a participar
desses crimes!
29 -
São
Tomás Becket, bispo e mártir
(+ Cantuária, 1170)
Depois de ter desempenhado com
brilho a função de chanceler do Reino da Inglaterra, foi indicado
pelo rei Henrique III para arcebispo de Cantuária e primaz da
Inglaterra. Como até então era leigo, foi ordenado sacerdote e dois
dias depois sagrado bispo. Logo se tornaram inevitáveis os conflitos
entre aquele rei absolutista, que queria reduzir a Igreja a mero
departamento do Estado inglês, e o prelado zeloso dos direitos de
Deus e das prerrogativas de sua Igreja. Em conseqüência dos choques
cada vez mais violentos, São Tomás precisou fugir para a França,
onde esteve exilado por seis anos. Mais tarde retornou a sua
diocese, mas recomeçaram os conflitos e o Santo acabou assassinado
brutalmente por partidários do rei, dentro de sua própria catedral.
30 -
Sagrada Família
No domingo dentro da Oitava do Natal ou, se não houver,
no dia 30 de dezembro, é celebrada a Festa Jesus, Maria e José -- a
Sagrada Família. Trata-se de celebração muito oportuna,
especialmente nos tempos atuais, em que a instituição tradicional da
família -- entendida cristãmente, ou seja, estruturada em torno do
casamento monogâmico e indissolúvel -- padece de grave crise. Com
efeito, o divórcio, o aborto e mais recentemente o chamado
"casamento homossexual", vêm entrando livre e impunemente nas
legislações de todo o mundo. E há legislações que não somente
permitem tais aberrações mas, indo ainda mais longe, prevêem
punições para quem, em nome da Lei de Deus, se opuser a elas! Com
isso se inverte a ordem natural das coisas e se viola gravemente a
justiça. Deus, como Criador, tem o direito de ser obedecido pelos
indivíduos, pelas sociedades, pelas nações. Numa época em que tanto
se fala, o mais das vezes abusivamente, de direitos humanos, por que
ninguém, ou quase ninguém, se lembra dos direitos de Deus?
31 -
São
Silvestre I, papa e confessor
(+ Roma, 335)
Foi Papa por 21 anos, desde 314 até sua
morte. Coube-lhe a tarefa não pequena de iniciar a organização da
vida da Igreja em condições de normalidade às quais ela não estava
habituada, depois de 250 anos de clandestinidade. Foi sob São
Silvestre que começaram a ser estabelecidas, como locais de culto,
as grandes basílicas romanas. Três concílios também foram realizados
em seu Pontificado, o de Arles e o de Ancira, em 314, e o de Nicéia,
em 325. Nesses concílios, a Santa Igreja defendeu sua integridade
contra os erros e desvios suscitados, naqueles tempos, como em todos
os séculos -- inclusive neste século XX cujo término coincidirá com
o do ano 2000 -- pelo demônio, na tentativa de atingir a integridade
do Corpo Místico de Jesus Cristo. Mas, por força da promessa de seu
Divino Fundador, a Igreja é imortal e perdurará até à consumação dos
séculos.