1 -
Todos os Santos
Neste dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída
por todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão no
Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. Os inumeráveis heróis
anônimos, na sua imensa maioria esquecidos pelos demais homens e
pela História, que ao longo dos tempos foram passando desta vida
para a Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão de
Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso -- todos
esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela
Igreja neste dia.
2 -
Fiéis
defuntos
Depois de ter
celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória
eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje
aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no
Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os
fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade,
em benefício delas, os tesouros de suas indulgências.
3 -
São
Martinho de Lima (ou de Porres), confessor
(+ Lima, 1639)
Filho natural de um nobre
espanhol e de uma panamenha de origem africana, ingressou aos 15
anos como oblato de um convento dominicano de Lima, no qual mais
tarde professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os mais
humildes serviços com despretensão e amor de Deus. Encarregado da
enfermaria, possuía um verdadeiro dom para tratar os doentes,
curando-os não apenas fisicamente mas também às suas almas fazendo
bem. Tinha grande espírito de oração e penitência, praticava jejuns
severos e se flagelava diariamente. Recebeu graças místicas
extraordinárias, e eram tão freqüentes os milagres que fazia que
certa ocasião seu superior até o proibiu de os fazer, por achar que
eles estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo humildemente
obedeceu. Algum tempo depois, ele caminhava pelas ruas de Lima
quando viu um pedreiro cair de um andaime alto. Lembrando-se de que
não podia fazer milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já
volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença para fazer o
milagre de salvar o homem. O superior, atônito, consentiu, e São
Martinho retornou ao local do acidente, e fez com que o homem
pousasse suavemente no chão. Durante todo esse tempo ele ficara
milagrosamente suspenso no ar, sem cair...
4 -
São
Carlos Borromeu, bispo e confessor
(+ Milão, 1584)
De uma nobre família italiana, foi
feito cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV.
Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à
arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável D. Frei Bartolomeu dos
Mártires, arcebispo de Braga, o dissuadiu dessa idéia, convencendo-o
de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau
exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e
ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como
arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de
pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas
pelo Concílio de Trento. Faleceu com 46 anos.
5 -
São
Zacarias e Santa Isabel
(+ Palestina, séc. I)
Pais de São João Batista, o
Precursor do Messias. A Sagrada Escritura lhes faz em breves e
concisas palavras um dos mais altos elogios que podem ser feitos de
alguém: "ambos eram justos diante de Deus, e de modo irrepreensível
seguiam todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (São Lucas 1,6).
6 -
Beato
Nuno Álvares Pereira, confessor
(+ Lisboa, 1431)
Condestável do Reino de Portugal,
venceu brilhantemente os castelhanos nas batalhas de Atoleiros,
Aljubarrota e Valverde, assegurando assim à nação lusa a
independência e a fidelidade ao verdadeiro Papa. Rico e poderoso,
tinha o senhorio de aproximadamente um terço do território
português, mas a tudo renunciou por amor de Deus, ingressando como
irmão leigo no Mosteiro do Carmo de Lisboa, que ele mesmo edificara,
e adotando o nome religioso de Frei Nuno de Santa Maria. Sua espada
sempre invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de Maria,
foi depositada no altar, nas mãos do Profeta Elias, fundador da
Ordem carmelita. Uma filha do Santo Condestável casou com D. Afonso,
filho do rei D. João I de Portugal. Desse casal procede a
Sereníssima Casa de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no
Brasil até 1889.
7 -
Beato
Francisco Palau, confessor
(+ Tarragona, Espanha, 1872)
A personalidade
extraordinária do carmelita Francisco Palau, com seu zelo ardente e
combativo pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta
Elias, patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na
Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21 anos de
idade, no convento carmelita de Barcelona. Ordenado sacerdote,
apoiou com suas pregações os carlistas, então em guerra civil contra
os monárquicos liberais. Possuía um particular discernimento do
papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a
Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às
necessidades dos fiéis. Em conseqüência de suas opiniões religiosas
e políticas, foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações
religiosas femininas -- a das Carmelitas Missionárias e a das
Carmelitas Missionárias Teresianas -- e duas masculinas, que vieram
a se extinguir: a dos Irmãos Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos
Carmelitas Terciários. Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã
e anticlerical, deu início à publicação de "El Ermitaño", semanário
religioso, político e literário. Nesse órgão divulgava, acerca do
futuro da Igreja e das várias nações européias, análises e previsões
de impressionante agudez de espírito. Foi beatificado em 1988.
8 -
Cinco
Santos Escultores, mártires
(+ Panônia, 306)
Na Panônia, atual Hungria, cinco
escultores cristãos foram decapitados porque se recusaram a esculpir
estátuas de ídolos. Seus corpos foram lançados ao rio Danúbio.
9 -
São
Teodoro, mártir
(+ Ásia
Menor, séc. III)
Era militar e foi decapitado por ter confessado
corajosamente a fé cristã. Seu túmulo, em Achaita, atual Turquia,
foi grande foco de peregrinações. Juntamente com São Jorge e São
Demétrio constitui uma tríade de Santos militares orientais.
10 -
São
Leão Magno, papa, confessor e doutor da Igreja
(+ Roma, 461)
Foi Papa durante 21 anos,
num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo
e do donatismo e enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não
invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela
extraordinária força moral do Pontífice. Durante o IV Concílio de
Calcedônia, de que participavam 500 bispos, encerrou as discussões
definindo, por escrito, a verdadeira doutrina católica sobre a
dualidade de naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos reunidos no
Concílio aclamaram essa decisão: "Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro
que falou pela boca de Leão!"
11 -
São
Martinho de Tours, bispo e confessor
(+ Candes, França, 397)
Era filho de um
oficial romano que servia na Panônia, atual Hungria. Foi ele próprio
militar. Dois anos depois de se ter convertido à fé católica e
batizado na Gália, deixou o exército e passou a levar vida
solitária, sob a orientação espiritual de Santo Hilário de Poitiers.
Eleito mais tarde bispo de Tours, exerceu de modo admirável suas
funções de pastor. É considerado o iniciador da vida monástica na
Gália. Fundou, perto de Tours, o Mosteiro de Marmoutier, que se
tornaria centro de grande expansão missionária e civilizadora. De
Marmoutier saiu São Patrício, que evangelizou a Irlanda. A devoção a
São Martinho é tão intensa na França que nada menos que 3600 igrejas
e 480 povoados daquele país o tomaram como patrono.
12 -
São
Josafá Kuncewycz, bispo e mártir
(+ Vitebsk, Rússia Branca, 1623)
Em 1595, um numeroso
grupo de orientais membros da religião cismática russa se converteu
à Igreja Católica Apostólica Romana. Esses católicos, que aderiram
ao Papado e à verdadeira Igreja, conservaram a liturgia oriental de
São João Crisóstomo e foram chamados Uniatas. São Josafá foi um
deles. Monge basiliano e depois arcebispo de Polotsk, era entusiasta
do Papado e da aproximação com Roma, incorrendo por isso no
desagrado de cismáticos que o consideravam renegado e mau patriota.
"Vereis que ainda me vão matar", previu muitas vezes. E assim de
fato aconteceu em 1623, quando foi cruelmente ferido e lançado a um
rio. Contava então 43 anos de idade.
13 -
Santo
Estanislau Kostka, confessor
(+ Roma, 1567)
Pertencia a uma das mais nobres e
ricas famílias daPolônia e estudava em Viena, em companhia de um
irmão mais velho. Convidado a ingressar na Companhia de Jesus pela
própria Santíssima Virgem, encontrou grandes dificuldades para
atender ao chamado. Seu pai, embora católico, opôs-se
inabalavelmente à vocação religiosa de Estanislau. Em Viena, o
provincial da Companhia se dispôs a admiti-lo... desde que ele fosse
autorizado pelo pai, pois era menor de idade. Conhecendo a
obstinação paterna, Estanislau compreendeu que nunca obteria sua
autorização. Aconselhou-se então com o Pe. Francisco Antônio,
jesuíta português que era confessor da imperatriz, e fez um voto
heróico: o de peregrinar pela Terra inteira, se necessário fosse,
até encontrar uma casa da Companhia de Jesus que o quisesse aceitar
sem a licença do pai. Fugiu ocultamente de Viena e caminhou a pé 700
km, despistando o irmão que o perseguia, à procura de São Pedro
Canísio, superior dos jesuítas da Alemanha. Este o acolheu com
bondade e o encaminhou a Roma, com uma carta de recomendação a São
Francisco de Borja. Mais 800 km Estanislau caminhou a pé, até a
Cidade Eterna. Lá, teve a alegria de ser aceito como noviço da
Companhia, mas permaneceu nessa condição somente 9 meses, pois
morreu, como desejava, na festa da Assunção de Nossa Senhora do ano
de 1567. Não chegou a completar 17 anos de idade.
14 -
São
Serapião, mártir
(+
Alexandria, séc. III)
Foi martirizado no Egito, durante a
perseguição do imperador Décio. O historiador Eusébio de Cesaréia
registra seu martírio, com as seguintes palavras: "Preso Serapião em
sua casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas
as juntas dos membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de
cabeça para baixo".
15 -
Santo
Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja
(+ Colônia, Alemanha, 1280)
Foi sem
dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não apenas dominava
como Mestre a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como
discípulo a São Tomás de Aquino) mas estendia seu saber às ciências
naturais. Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia,
mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem,
navegação, agricultura. Tão assombroso acúmulo de ciência não o
impediu de ser um dominicano, piedoso e observante. Nomeado bispo de
Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas logo que pôde
pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou a sua cela
de monge humilde e sábio. Foi chamado "o Doutor Universal".
16 -
Santa
Gertrudes, a grande, virgem
(+ Helfta, Alemanha, 1302)
Entrou com 5 anos de idade
no Mosteiro de Helfta, na Saxônia, lá recebendo, sob a orientação de
Santa Mectildes, ótima formação cultural e religiosa. Foi uma das
maiores místicas da Idade Média. Teve, aos 25 anos de idade, a
primeira das visões que, conforme o seu próprio depoimento,
transformaram sua vida. Propagou a celebração litúrgica do Sagrado
Coração de Jesus.
17 -
Santa
Isabel da Hungria, viúva
(+ Turíngia, Alemanha, 1231)
Era filha de André II,
rei da Hungria, e foi casada com o piedoso duque Luís IV, soberano
da Turíngia. Tinha 20 anos e era mãe de três filhos pequenos quando
ficou viúva; o marido, que havia partido em Cruzada, morreu quando
estava a caminho da Terra Santa. Hostilizada cruelmente pela família
do marido, foi abandonada com os filhos na mais negra miséria.
Sofreu com admirável paciência toda espécie de humilhações, pois até
mendigos que ela outrora socorrera tinham agora a baixeza e a
ingratidão de a insultarem, porque sabiam que não se encontrava nas
boas graças da Corte. Ofereceu-se para ajudar num hospital de
leprosos e ali praticou atos de caridade heróica. Quando os cruzados
que haviam acompanhado seu marido retornaram à Alemanha, ficaram
indignados com o tratamento inqualificável de que estava sendo
objeto aquela que, até pouco antes, fora soberana do país, e
conseguiram reconduzi-la à Corte, onde faleceu pouco depois, aos 24
anos.
18 -
São
Romão (ou Romano), mártir
(+ Antioquia, 303)
Era diácono e sofreu o martírio
por ter incentivado os cristãos perseguidos a permanecerem firmes e
constantes em sua fé. Foi aprisionado e morreu estrangulado.
19 -
Santos Roque González, Afonso Rodríguez e João del
Castillo, Mártires
(+
Rio Grande do Sul, 1628)
Estes três sacerdotes jesuítas de
origem espanhola foram martirizados por índios selvagens, atiçados
pelos seus pajés, em território que então pertencia à Coroa
espanhola e hoje integram o Estado do Rio Grande do Sul. Os dois
primeiros foram chacinados na redução de Caaró e o terceiro o foi
poucos dias depois, em localidade não muito distante. Segundo
depuseram 53 testemunhas, do coração do Pe. Roque González,
arrancado de seu peito pelos índios enfurecidos, saía uma voz que
dizia: "Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém,
só o meu corpo, porque minha alma está no Céu!" Os índios, ouvindo
aquela voz, irritados atravessaram o coração com uma flecha e o
lançaram ao fogo, mas as chamas milagrosamente o preservaram. Esse
coração, ainda hoje intacto, é venerado como relíquia preciosa em
Assunção.
20 -
São
Félix de Valois, confessor
(+ Cerfroid, França, 1212)
Era príncipe da Casa real
francesa. Vivia como ermitão numa floresta quando São João da Mata o
convidou para, juntos, fundarem uma ordem religiosa que se
destinasse a libertar cristãos prisioneiros dos maometanos. Foi
assim que nasceu a Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação
dos Cativos.
21 -
São
Gelásio, papa e confessor
(+ Roma, 496)
Segundo o testemunho de Dionísio, o
Menor, reportado pelo Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais
servir do que exercer a sua autoridade, associou a castidade aos
méritos da doutrina, e morreu pobre, após ter enriquecido os
indigentes".
22 -
Santa
Cecília, virgem e mártir
(+ Roma, séc. III)
Era nobre e cristã, e tinha feito
voto de virgindade, quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo
com os costumes do tempo, não era necessário o consentimento da
noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou sem tê-la antes
consultado. Ela declarou ao marido sua condição de cristã e de
virgem consagrada a Deus, e conseguiu convertê-lo, assim como ao
cunhado, de nome Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por
amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. Santa Cecília, cujo corpo foi
reencontrado no século IX, éinvocada como padroeira da música e do
canto, porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para
Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão eficaz que ele
se determinou a respeitar na esposa o voto que ela fizera. Santa
Cecília foi das santas mais veneradas desde tempos imemoriais, e
teve seu nome incluído no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter
assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram casadas e
permaneceram virgens.
23 -
São
Clemente I, papa e mártir
(+ Roma, 97)
Foi o terceiro sucessor de São Pedro.
Escreveu uma famosa carta aos católicos de Corinto, restabelecendo
com sua autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese.
Trata-se de um documento de grande importância apologética, porque
demonstra que, já naqueles tempos, se entendia que o Papa possuía
uma verdadeira e efetiva autoridade sobre os demais bispos e as suas
dioceses, e não apenas uma posição honorífica de precedência.
Segundo a tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia, para
onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados pelo imperador
Domiciano.
24 -
Santos André Dung-Lac e
companheiros, mártires
(+ Vietnã,
séc. XVI)
De acordo com o Martirológio Romano-Monástico, eram
cristãos convertidos no século XVI pelos missionários dominicanos
que começaram a difundir o Evangelho no Vietnã, e foram martirizados
porque acusados de estarem introduzindo no país uma religião
estranha. O Papa João Paulo II os canonizou em 1988.
25 -
Santa
Catarina de Alexandria, virgem e mártir
(+ Egito, 305)
É sem dúvida uma das
santas mais populares da História da Igreja, universalmente
venerada. De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma
jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.
Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o
corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do
Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos. Não
conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinqüenta
filósofos mais cultos do Egito para que refutassem os argumentos da
jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate se
declararam cristãos. O imperador, encolerizado, condenou à morte os
cinqüenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por
rodas com lâminas cortantes.
26 -
São
Leonardo de Porto Maurício, confessor
(+ Roma, 1751)
Nascido na Ligúria,
ingressou na Ordemfranciscana e foi pregador popular de grande
sucesso, em várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de
Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações, por
mais endurecidos que estivessem. Foi grande propagador da devoção ao
Sagrado Coração de Jesus e incentivou a prática do exercício da Via
Sacra. Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a
proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual era defensor
apaixonado e intransigente. Quando morreu, tal era a fama de sua
virtude que o próprio Papa foi ajoelhar-se diante de seu corpo.
27 -
Santa
Catarina Labouré, virgem
(+ Paris, 1876).
Em 1830, Nossa Senhora apareceu, em
Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe
ensinou a devoção da Medalha Milagrosa. "Fazei cunhar uma medalha
com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes
graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as
pessoas que a usarem com confiança" - prometeu a Santíssima Virgem.
A promessa efetivamente se cumpriu. Em março de 1832, quando iam ser
confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de
cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18
mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a
haver 861 mortes. No fim de junho, as primeiras medalhas ficaram
prontas e começaram a ser distribuídas ~entre os flagelados. Na
mesma hora refluiu a peste e tiveram início, em série, os prodígios
que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente
célebre. Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um
bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo. Em
1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da
Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro.
28 -
São
Tiago da Marca, confessor
(+ Nápoles, 1476)
Franciscano, tinha vida
austeríssima, fazendo continuamente jejuns e penitências. Pediu a
Nossa Senhora de Loreto a graça de pregar eficazmente as verdades
eternas. A oração foi atendida e, desde então, sua palavra obteve
verdadeiros prodígios, conseguindo conversões que pareciam de todo
impossíveis. Acompanhou São João de Capistrano na pregação da
Cruzada contra os turcos e foi um dos artífices da gloriosa vitória
de Belgrado, em 1456. Depois de ter feito maravilhas nas regiões da
Alemanha, dispunha-se a ir pregar aos próprios turcos, na esperança
de receber assim a palma do martírio, mas o Papa Calixto III o
chamou a Roma, confiando-lhe o cargo de inquisidor-mor. Desempenhou
com dedicação esse cargo e teve a alegria de conseguir converter
grande número de hereges, mas, como não podia deixar de ser, atraiu
sobre si ódios e perseguições. Morreu com 90 anos, em
Nápoles.
29 -
São
Saturnino, bispo e mártir
(+ França, séc. III)
Foi um dos sete bispos enviados
por Roma para a evangelização das Gálias, onde fundou a diocese de
Toulouse. Segundo um relato do século V, incorreu na ira dos
sacerdotes de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o
ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro. Certo dia, os
devotos de Júpiter prenderam São Saturnino e exigiram que fosse ele
próprio sacrificar o touro. Diante da recusa do Santo, que ademais
desafiou Júpiter a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os
pagãos o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo touro.
Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm, na Espanha, como seu
protetor especial.
30 -
Santo
André, apóstolo e mártir
(+ séc. I)
Foi um dos primeiros discípulos de Nosso
Senhor. Era irmão de São Pedro, que apresentou ao Mestre. Segundo
antiga tradição, pregou na região dos Bálcãs e sofreu o martírio
sendo crucificado numa cruz em forma de X (conhecida heraldicamente
como Cruz de Santo André).