O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
“Os doentes
devem ser acolhidos como pessoas e cristãos” diz o Papa. Quando as pessoas
adoecem, a sua vida muda. Com freqüência não podem mais cuidar de si mesmas e
dependem da ajuda de outros. Não podem procurar ninguém, apenas podem esperar
que alguém venha ao seu encontro. Já não são valorizadas na vida social,
nada valem para a sociedade. Com freqüência, caem no isolamento, perdendo a
coragem e a esperança.
No Antigo Testamento o homem vive a doença diante de Deus. A enfermidade se
torna caminho de conversão e o perdão de Deus dá início à cura. (Ex 15,
26). O profeta Isaías anuncia em Isaías capitulo 33 que Deus fará chegar um
tempo para Sião em que toda falta será perdoada e toda doença será curada.
No Novo Testamento, Jesus não evitou os doentes (Mc 2, 5-12). Porque a sua
Igreja não é somente uma comunidade de fé, mas também de vida. Cada um deve
sentir que tem nela um irmão e uma irmã: visitar os doentes é uma obra de
misericórdia.
Desde as origens, a Igreja tem uma solicitude muito particular para com os doentes: "Há algum enfermo? Mande, então, chamar os presbíteros da Igreja, que façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará e, se tiver cometido pecado, será perdoado". (Tg 5, 14-15).
O sacramento ainda é administrado do mesmo modo. O sacerdote reza pelo doente e
com o doente. Unge-lhe a fronte e as mãos com o óleo sagrado. Por esta unção
santa e pela sua grande misericórdia, o Senhor reconforta com a graça do Espírito
Santo, para que, liberto de todos os pecados, conceda a salvação. Depois da unção,
o doente recebe a santa comunhão, o "viático" (pão para a viagem).
Quem confia a sua vida a Jesus, quem vive com Jesus, pode ter a certeza de que não
será afastado desta comunhão, mesmo em caso de doença ou de perigo de morte.
Os fiéis podem segurar-se no seu Senhor. Ele sabe o que é o sofrimento. (Mt
25, 36). Eles podem pedir-lhe ajuda. Podem unir o seu próprio sofrimento ao de
Jesus pela vida do mundo.
“Porque nenhum de vós vive para si mesmo, como nenhum de vós morre para si
mesmo. Pois, se vivemos é para o Senhor que vivemos, e se morremos, é para o
Senhor que morremos. Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Epístola
aos Romanos 14, 7-8)
O sacramento da unção dos doentes pode ser administrado no hospital ou numa
Igreja e várias pessoas podem recebê-lo. Se a doença perdura ou piora, o
doente pode receber o sacramento várias vezes.
Devemos buscar o exemplo de santos, que “inspirados pelos ensinamentos de
“Cristo, Médico Divino”, dedicaram a vida e as energias para dar ao mundo
da enfermidade, uma feição humana, marcada pela solidariedade” (Papa João
Paulo II).