O interesse em escrever sobre esse tema não foi só levar a
informação, mas mostrar como nosso cérebro funciona quando estamos em
estresse.
Durante muito tempo acreditava-se que o comportamento
emocional estava localizado em todo cérebro. Mais tarde constatou-se a
existência de áreas cerebrais especificas ligadas aos diversos tipos de
comportamento. Dentre as partes mais importantes que compõem o sistema
nervoso, destacamos o córtex cerebral, o tronco cerebral, o tálamo, o
hipotálamo e o sistema límbico. Cada um na sua função específica trabalha
para o nosso equilíbrio emocional.
Córtex Cerebral: Nele chegam os impulsos provenientes de
todas as vias da sensibilidade como visão, tato, dor, temperatura, olfato
e audição.Estes estímulos são codificados e tornam-se conscientes. Do
córtex saem os impulsos nervosos que comandam as atividades motoras
voluntárias. Sede não só das atividades sensoriais, como das atividades
intelectuais e dos fenômenos psíquicos.
Tronco Cerebral: Divide-se em três partes: mesencéfalo,
ponte e bulbo. Nele localizam-se os nervos cranianos, viscerais ou
somáticos. Quando ativados por impulsos nervosos, resultam em
manifestações emocionais de choro, expressões faciais de medo, sudorese,
salivação, aumento dos batimentos cardíacos, pressão sangüínea e redução
do sistema respiratório.
Tálamo: Funciona como um centralizador e seletor de
informações sensitivas (tato, dor, temperatura, pressão) internas e
externas do nosso corpo. Ele informa ao córtex cerebral a presença de
estímulos nocivos. Automaticamente, o córtex cerebral providencia a
retirada ou fuga do estímulo. Por exemplo, quando encostamos
distraidamente a mão em um objeto quente, a sensação de calor e dor vai
imediatamente para o tálamo, através de impulsos nervosos. Então tálamo
decodifica a informação, passa para o córtex cerebral que automaticamente
põe em ação os nervos motores necessários à ação de retirar a mão do
objeto.

Hipotálamo: Localizado debaixo do tálamo, controla as
funções autônomas, e a temperatura do corpo e o metabolismo, pelo qual
nosso organismo absorve os alimentos. As sensações de fome e de sede
dependem do hipotálamo. Exerce papel importante como regulador da secreção
das glândulas endócrinas. Segundo Bard, o córtex cerebral funciona como um
breque do hipotálamo que, quando liberado, manifesta expressões que
caracterizam a raiva.
Sistema Límbico: Conhecido como cérebro emocional, está
ligado aos fenômenos de emoção, ao nosso comportamento afetivo e ao
controle do sistema nervoso autônomo. Por sua vez o neocórtex funciona
como cérebro intelectual. O giro do cíngulo, o hipocampo, o fornix, as
amígdalas, o hipotálamo e os corpos mamilares, compõem o Sistema
Límbico.
As diversas áreas do Sistema Límbico ligam-se a uma série de
atividades relacionadas com as necessidades básicas de sobrevivência.
Sobrevivência: segurança (defesa ou luta) e fisiológicas:
(alimento e atividade sexual).
O Sistema Límbico, por se tratar de uma estrutura fortemente
ligada a nossas necessidades básicas, pode levar a pessoa a comportamentos
primitivos de sobrevivência, (luta, violência, morte) ou comportamentos de
afeto, compaixão, equilíbrio, compreensão.
A baixa tolerância à frustração, indisciplina e falta de
limites podem levar uma pessoa a desvios na área da sexualidade, da
alimentação, do comportamento e até a crises afetivas. Segundo o Dr. Nubor
Orlando Facure, as regiões anatômicas do Sistema Límbico, principalmente o
hipocampo, o giro do cíngulo e a amígdala, estão sendo vistas hoje como
centros de descargas para a epilepsia, crises de enxaqueca, e de pânico, e
sintomas depressivos.

Amígdala: Segundo alguns autores, esta parte do cérebro
relaciona-se à atividade emocional (agressividade e raiva). Outras
pesquisas revelam que focos epiléticos da região amigdalina do lobo
temporal associam-se a um aumento da agressividade social.
Segundo Daniel Goleman, a amígdala funciona como um alarme
do cérebro. Quando estamos em alguma situação de medo, por exemplo, ela
envia sinais de perigo para todas as principais partes do Sistema Límbico,
que automaticamente dispara secreção dos hormônios para lutar ou
fugir.
O sistema nervoso autônomo quando ativado aumenta os
batimentos cardíacos (taquicardia), a sudorese, os tremores, a ereção dos
pêlos, a respiração curta e acelerada, e a secreção de adrenalina.
Hipocampo: A memória, a capacidade de se reter
informações novas e a fixação de uma memória mais duradoura são as funções
mais importantes do hipocampo.
Segundo Lê Doux e outros neurocientistas, o hipocampo
estaria mais relacionado à lembrança de fatos puros como, por exemplo, um
cachorro dormindo na rua. Já a amígdala estaria mais relacionada a
lembranças emocionais que acompanham os fatos (cachorro dormindo na rua
com frio).
Conhecendo o cérebro emocional e sabendo que o hipocampo e a
amígdala trabalham juntos, concluímos que, se associarmos o conhecimento
de um fato a conteúdos emocionais, aumenta, a nossa capacidade de fixar
uma memória, tornando-se mais duradoura.
Como funciona o circuito do estresse.
A seguir temos um exemplo muito simples de uma situação de
estresse e como processamos neurologicamente a informação e como
respondemos a ela em atitudes e comportamentos. O estresse não é tão ruim
como se pensa. Ele é uma reação biológica do organismo que nos prepara
para sairmos de uma situação de perigo.
Supondo que uma pessoa passe por uma situação de estresse
muito forte como, por exemplo, um assalto.Neurologicamente o circuito
percorrido pelos impulsos nervosos é o seguinte:
A pessoa olha para o assaltante, a imagem do assaltante vai
diretamente para o tálamo (núcleo sensitivo, seletor e centralizador das
informações). A partir do tálamo os impulsos nervosos seguem dois
caminhos: uma parte vai para a amígdala e o hipotálamo, e a outra segue
para o córtex visual que faz uma análise mais sofisticada da imagem.
O hipocampo, área relacionada à memória, faz a checagem do
fato atual (assaltante) com os registros de informações e aprendizados do
passado. Se a conclusão for PERIGO IMINENTE, automaticamente a amígdala
dispara o alarme para as principais partes do cérebro.
A amígdala libera a secreção de hormônio (noradrenalina).
Ela também ativa o tronco cerebral para a expressão facial de medo e o
sistema nervoso simpático que automaticamente ativa as glândulas
supra-renais. A supra-renal (interna) secreta um hormônio importante do
estresse que é a adrenalina. A adrenalina quando lançada no sangue provoca
taquicardia, tremores, aumento da pressão arterial, aumento da secreção
sudorípara.
Tudo isso ocorre em fração de segundos e o corpo está
preparado para a reação de lutar ou fugir. Este é o caminho natural e
simplificado do cérebro emocional quando estamos numa situação de
estresse.
A maneira como a pessoa vai reagir nessa situação de
estresse varia muito. Algumas reagem impulsivamente; outras,
racionalmente. Se ela partir para o ataque, muito provavelmente é o seu
comportamento primitivo de sobrevivência que está atuando naquele
momento.
Pesquisas mostram que uma pessoa que vive sob pequenas doses
de estresse diariamente tem maior probabilidade de desenvolver alguma
doença do que aquela que, por exemplo, passe por um choque emocional, como
a morte de um familiar ou a perda do emprego.
Viver sob PRESSÂO faz com que o cérebro trabalhe com o
Sistema de Alarme ativado, preparado para a defesa ou ataque. Qualquer
máquina que trabalhe sem parar, por um longo período, chega ao estágio de
exaustão. Assim acontece com o nosso organismo quando exposto a períodos
constantes de estresse. Automaticamente ele passa a gerar recursos para
produzir mais energia, portanto, altas taxas de gordura, açúcar e
adrenalina são jogadas na corrente sangüínea. Vários órgãos ficam
comprometidos e mais vulneráveis a doenças. As doenças mais comuns, neste
caso, são: hipertensão, arteriosclerose, infarto, diabetes tipo2 e
problemas respiratórios. Outro fator que acontece é a baixa do sistema
imunológico, que deixa a pessoa debilitado e propensa a resfriados e
gripes constantes, infecções, úlcera e câncer.
Emocionalmente, devido a tantas situações de Pressão,
ficamos mais ansiosos e suscetíveis a algum transtorno de ansiedade como:
depressão, fobias, compulsão, obsessão, etc.
Todo comportamento está associado a uma aprendizagem e este
pode ser mudado ou melhorado. Saber gerenciar as próprias emoções de medo,
raiva, ódio, tristeza, mágoa e seus efeitos ajuda a pessoa a pensar antes
de agir e adiar frustrações emocionais. Parar de se cobrar é ter
autoconsciência.É conhecer suas emoções, capacidades e limitações. É saber
avaliar suas habilidades de maneira realista. É fazer o que se gosta e o
que se pode.
DICAS IMPORTANTES PARA VOCÊ:
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Reserve momentos para você.
-
Coloque-se em primeiro lugar.
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Identifique suas necessidades.
-
Descubra seus talentos.
-
Descubra o que motiva você
-
Diga o que você quer e não o que você não quer.
-
Satisfaça suas necessidades pessoais, emocionais, etc.
-
Planeje sua vida (pessoal, financeira, profissional,
espiritual).
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Delegue tarefas.
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Treine pessoas, seja um mestre.
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Saiba dizer NÃO.
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Perdoe
-
Elogie mais e critique menos.
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Honre o seu SER
Dra. Selma Ap. Amaro de Aguiar é
psicóloga, psicodramatista atuando na área Clínica e Educacional, com Pós
Graduação em Alfabetização pela PUC SP, especialização em Educação
Especial,PhotoReading pela Learning Strategies Corporation.É Master
Practitioner em PNL e PNL para Professores pela Sociedade Brasileira de
Programação Neurolingüística, Hipnose Ericksoriana com Stephen Gilligan,
Membro da Comunidade Mundial de PNL em Saúde pelo Institute for the
Advanced of Healt(IASH) & SynapsiS, Epistemóloga e Modeladora em
Programação Neurolingüística
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