Padre Zezinho (José Dalla Mutta) nasceu na cidade de Faedo (Itália) em 19 de abril de 1909. Seus pais se chamavam Giordano Dalla Mutta e Gandeo Celestina. Chegou no Brasil como seminarista da congregação Salesiana. Chegou em São Paulo em 1936, onde ordenou-se padre em 1944 na catedral Santa Efigênia. Em 1945 foi transferido para Goiânia como primeiro vigário do Ateneu dom Bosco.

Ali lecionou latim, português, geografia e história. Em 1974 deixou a congregação Salesiana, encardinando-se na arquidiocese de Goiânia e, morando em sua casa, avenida T 07, nº 312, setor Oeste. Aqui viveu 46 anos.

Faleceu em 10 de setembro de 1991 e foi sepultado no cemitério Jardim das Palmeiras, quadra C, jazigo 761/62, Goiânia.

Devoto de dom Bosco, discípulo de são Leopoldo Mandic, padre Zezinho teve uma vida de apóstolo que marcou a alma de várias gerações goianas com o templo de seu coração. Permanentemente compreensivo, solidário e tolerante com os que erram, ele sempre trovejava ralhas, antes de dar a bênção do perdão; porém suas zangas soavam como relâmpagos, que trazem apenas a luz, nunca raios, que às vezes destroem, mas com uma toada de reza e paz em todas as atitudes.

Padre Zezinho despertava nas pessoas aquela confiança que os filhos necessitam ter nos pais, os irmãos nos irmãos, os pais nos filhos, os amigos nos amigos, a bondade de um parente de todo mundo, por isso o buscavam como se estivessem chegando à própria casa.

Não houve quem passasse por padre Zezinho sem levar dele uma saudade e uma sabedoria de vida. E sobretudo, quem conseguisse viver mais sem a ternura de suas palavras, ainda que apenas para escutá-lo, ou simplesmente ficar ali a seu lado, sem ouvir ou dizer nada, como que absorvendo um toque de leveza e paz.

Padre Zezinho foi o evangelho vivo de dom Bosco e a página maior da canonização de são Leopoldo em Goiás.

O santuário de são Leopoldo, erguido pela Sociedade amigos do padre Zezinho, em Goiânia, é um monumento à santidade de são Leopoldo. Mas é, também, um marco da fé que padre Zezinho eternizou no coração dos goianos.

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