SACRAMENTO Ritual destinado a
santificar os homens, é o sinal visível da graça.
SACRIFÍCIO Nas religiões antigas
era comum o sacrificar às divindades para conseguir uma benevolência ou mesmo
agradecer algum benefício obtido, já no Antigo Testamento aparece a oferta de
animais ou de produtos da terra a Deus. Os sacrifícios humanos também
aconteciam, mas foram suspensos quando Abraão, prestes a sacrificar seu próprio
filho, Isaac, tem a visão de um anjo que o impede de consumar o fato. Para o
Novo Testamento a morte de Cristo significou um sacrifício de expiação para
os cristãos.
SACRISTIA
Local da igreja onde se guardam objetos sacros.
SALMO
Denomina-se salmo uma coleção de 150 cânticos que devem ser acompanhados com
instrumentos de corda. Há os salmos de louvor, de ação de graças,
penitenciais, de lamentação e alguns messiânicos, formando, assim, um gênero
literário e uma fonte de inspiração religiosa.
SALVAÇÃO
Acesso do homem à vida eterna através da libertação do pecado e do
sofrimento.
SANGUINIUM
Pequena peça de pano que o sacerdote se utiliza para lavar e enxugar os Cálices
Sagrados depois da Consagração do vinho na missa.
SANTO No Antigo Testamento é considerado santo todo aquele que é consagrado a
Deus. Depois do século XVI passou a designar a pessoa que vive dentro dos
ensinamentos católicos. O culto dos santos nasceu do culto dos mártires no século
II.
SANTUÁRIO
Local dedicado ao culto divino.
SCHOLA CANTORUM
Na basílica paleocristã, a "schola cantorum" é o espaço que está
em frente ao altar, reservado aos cantores ou a outros participantes dos ritos e
delimitado por plúteos ou balaustradas dispostos em planta retangular, como,
por exemplo, em São Clemente e em Santa Sabina, em Roma. Dos dois lados
longitudinais do recinto encontravam-se, às vezes, dois balcões chamados ambões
a que se tinha acesso mediante uma escadinha e de onde se faziam as leituras ou
se cantava. As funções, depois do início da Idade Média, foram transferidas
para o coro e coral. Desde o início da liturgia católica é também chamado de
schola cantorum o grupo de cantores e a instituição de que eles fazem parte.
SÉ
É a igreja-mãe de uma arquidiocese, a sede oficial do governo eclesiástico
dentro de uma determinada circunscrição. É a coordenadora das atividades das
igrejas a ela filiadas.
SÉDIA GESTATÓRIA
Espécie de grande trono onde se senta o Romano Pontífice em ocasiões
especiais. É carregado por auxiliares do Papa.
SOBREPELIZ
Na liturgia católica, a sobrepeliz é uma túnica branca de linho ou algodão
que vai até os joelhos, com amplas mangas, usada pelos clérigos e pelos
sacerdotes nos ritos fora da missa. Seu simbolismo é variado: nas palavras com
que o bispo a impõe ao clérigo que recebe a tonsura, a fórmula do pontifical
faz referência ao candor que representa o estado de graça da alma.
SOLIDÉU Consiste em uma pequena touca parecida com o kipá judaico que é usada por
diversos religiosos, inclusive o papa, os cardeais, bispos, arcebispos, prelados
e abades da Igreja.
SUMA TEOLÓGICA
Obra que apresenta o saber teológico dos séculos XIII e XVI.
TABERNÁCULO Entre os antigos
hebreus, o tabernáculo era o santuário portátil que continha as tábuas da
Lei. Na Igreja cristã, a partir do século XII, chamava-se tabernáculo o nicho
fechado que continha a Eucaristia, inicialmente na parede junto ao altar e
depois colocado sobre o próprio altar (cibório), disposição que se tornou
obrigatória por ato do papa Paulo V, em 1614. Em sua forma externa, o tabernáculo
pode ter estrutura diferente, mas deve respeitar algumas normas básicas, como a
de ter uma só porta, ser iluminado pelo lado de fora e ser coberto por um pano
(conopéu) com a cor litúrgica do dia.
TEOLOGIA Conhecimento das coisas divinas em geral ou ciência das verdades reveladas
por Deus.
TERÇO
É a terça parte do rosário.
TRANSEPTO Nas basílicas cristãs e em muitas igrejas de planta longitudinal, é o
espaço disposto ortogonalmente ao eixo maior, compreendido entre a abside, o
coro e as naves.
TRANSUBSTANCIAÇÃO
É um termo introduzido pelos teólogos da Idade Média e depois aceito na
linguagem dos documentos oficiais do magistério eclesiástico até sua canonização
no decreto sobre a Eucaristia do concílio de Trento, para exprimir da maneira
mais correta possível a transformação em virtude da qual o pão e o vinho
preparados para a Eucaristia tornam-se no momento da consagração o corpo e o
sangue de Cristo. A fé dos cristãos, lembrados do gesto realizado por Jesus na
última ceia e obedientes a seu convite de renová-lo sempre, confessa que,
quando sobre o pão e o vinho eucarísticos são pronunciadas pelo sacerdote as
palavras de Jesus, o poder criador infalível daquelas palavras é tal que
operam a transformação que indicam. Os dois elementos deixam de ser pão e
vinho e tornam-se o que são declarados na fórmula-narração da consagração:
"Isto é o meu corpo"; "Este é o cálice do meu sangue". É
bom lembrar que "exprimir" não equivale a "explicar".
TRINDADE A crença na Trindade é o fundamento da fé cristã. Muito resumidamente,
explica-se a Trindade como fé dos cristãos em um só Deus, que é Pai, Filho e
Espírito Santo. Essa é a base do monoteísmo cristão, que se fundamenta na
explicação de que Deus é “um só Deus em três pessoas distintas numa única
substância” (Concílio de Nicéia, ano 325, e de Constantinopla, 381).
TURÍBULO O turíbulo é um
recipiente de metal em que se queimam perfumes com finalidade religiosa.
Conhecem-se turíbulos de diversas formas e dimensões, que, no entanto,
reduzem-se a dois tipos: um fixo, em forma de pequena bacia com suporte, outro móvel
em forma de lata com tampa furada e às vezes oscilante mediante o emprego de
correntes.
UNÇÃO Ação de ungir. Os
hebreus faziam unções na consagração dos sacerdotes, dos reis e dos altares.
Fonte: Coleção "Santo do
Dia" da Editora Casa Dois e o Site Jubilaeum