"Foi tudo muito
anti-séptico" - afirmou o diretor da
equipe que executou Timothy Mveigh. . Responsável pela morte de 168 e ferimentos em
700 o macro-terrorista não mostrou arrependimento. Nem o
Estado Americano. Matou, morre! Com a diferença de que as
mortes do terrorista foram sujas e sangrentas e a do Estado
foi anti-séptica.
Nem perceberam quando ele morreu. Para as
famílias das vítimas foi
justiça.
Para quem aprova pena de
morte, foi olho por olho e dente por dente; morte limpa demais
pelo que ele merecia.
Para quem crê em Jesus, que morreu
perdoando, nenhum ser humano tem o direito de matar. Nem os
juízes. Defender-nos e matar na hora quem tenta tirar nossa
vida é uma coisa; matar quem está preso, subjugado e manietado
é outra.
Mas o assunto renderá
livros e mil debates. Este frágil e violento ser chamado de
humano vai sempre matar sem motivo, ou arranjar um motivo para
matar quem o ameaça, quem dele discorda, ou quem já matou. A
lei do Talião parece fazer parte do DNA humano, mais do que a
do perdão. Retaliar, sim; perdoar, nunca. Jesus pregou uma
utopia que a cada novo tempo parece mais impossível. Perdoar
os inimigos!
Anti-séptica parece
também ser a nova maneira que uma ONG encontrou de livrar as
mulheres da gravidez indesejada. O grupo WoW, Woman on Waves,
mulheres nas ondas, da Irlanda, decidiu ir a países como o
Brasil, onde o aborto é proibido e, em águas internacionais,
realizar o aborto.
O projeto é
mundial. Tirariam aquelas vidas que as mulheres conceberam sem
as desejar, passando por cima das leis do país. Eles acham que
estão certos e que prestam um serviço à humanidade, matando
futuros seres humanos, sob a alegação de que ainda não são
pessoas humanas. Seria mais ou menos como tirar do ventre
materno um tumor incômodo. Se desejado, o feto vira filho, não
desejado, é um tumor que deve ser extraído logo no começo... E
ai de quem pregar algo diferente: ganhará o apelido de não
progressista!
Enquanto isso,
através de meticuloso trabalho na mídia internacional passa-se
ao leitor despreparado a idéia de que igrejas como a Católica
são desatualizadas, insensíveis e incompetentes para falar de
sexo, matrimônio e vida. Para eles, conservar fósseis,
filhotes de foca, mico-leão dourado ou animais em extinção é
ser progressista, mas conservar filhotes de humanos em
gestação é ser retrógrado. Há micos-leões de menos no mundo?
Que procriem! Há fetos humanos indesejados querendo crescer
num ventre que não os quer? Que se permita o aborto,
preferivelmente anti-séptico... A isso chegamos!...
padre Zezinho Scj