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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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601. Tristia amicitias solvere silentia ruptas. [Schottus, Adagia 587]. Tristes silêncios desfizeram amizades abaladas. nQuem não aparece esquece.

602. Tristia cuncta exsuperans aut animo aut amico. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Chilon]. Só se superam todas as tristezas, ou com coragem, ou com um amigo.

603. Tristia iura necis nulla medela fugat. [Tosi 590]. Nenhum remédio afugenta a triste lei da morte. nContra a morte não há coisa forte.

604. Tristia maestum vultum verba decent. [Horácio, Ars Poetica 105]. A uma fisionomia triste ficam bem palavras tristes.

605. Tristibus afficiar gravius, si laeta recorder. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 37]. Serei atingido com mais força pelas tristezas, se me recordar das alegrias. nNão há tormento mais dorido que recordar o tempo venturoso na desgraça.

606. Tristibus Deus laeta semper miscet. Deus sempre mistura alegrias às tristezas. nNem tudo mel, nem tudo fel.

607. Tristior est etiam praesens aerumna priore. [Ovídio, Tristia 4.6.25]. O sofrimento atual dói mais até que o passado.

608. Tristior nox est quam tempora Phoebi. [Ovídio, Remedia Amoris 585]. É mais triste a noite que os tempos de sol.

609. Tristis adest messis, si cessat laeta voluptas. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 77]. É triste a recompensa, se o alegre prazer acaba.

610. Tristis eris, si solus eris. [Ovídio, Remedia Amoris 583]. Ficarás triste, se estiveres só. nNão se pode viver sem amigos.

611. Tristis est anima mea usque ad mortem. [Vulgata, Mateus 26.38; Marcos 14.34]. A minha alma está numa tristeza mortal.

612. Tristitia profert lacrimas, tamquam arbor fructum. A tristeza produz lágrimas, como a árvore produz frutos.

613. Tristitiae medicus est ratio. [S.Basílio Magno / Bernardes, Luz e Calor 1.222.107]. A razão é o médico da tristeza. nA boa razão cura a tristeza.

614. Tristitiam longe repelle a te. [Vulgata, Eclesiástico 30.24]. Afugenta para longe de ti a tristeza.

615. Tristitiam non des animae tuae. [Vulgata, Eclesiástico 30.22]. Não abandones a tua alma à tristeza.

616. Tristitiam, si potes, ne admiseris; sin minus, ne ostenderis. [S.Martinho Dumiense / Bernardes, Luz e Calor 1.220.35]. À tristeza, se puderes, não lhe dês entrada no coração; se não puderes, não a ostentes no rosto.

617. Trium litterarum homo. [Plauto, Aulularia 281]. O homem das três letras. (=Ladrão, fur em latim). VIDE: lHomo trium litterarum. lLitterarum trium homo.

618. Triumphavit utique, sed non sine certamine. Ele venceu, mas não sem luta.

619. Triumphum ne canas ante victoriam. Antes da vitória não cantes o triunfo. nNão vendas a pele do urso antes de matá-lo. VIDE: lAnte victoriam ne canas triumphum. lAntequam viceris ne triumphum pares. lVanum est epinicium canere ante victoriam.

620. Troia fuit. [Propércio, Elegiae 2.8.10]. Tróia existiu. (=Tróia não existe mais). nAcabou-se o que era doce. nLá se foi tudo quanto Marta fiou. nFoi tudo para o brejo. VIDE: lFuit Ilium. lIlium fuit.

621. Truditur dies die. [Horácio, Carmina 2.18.15]. Um dia é impelido pelo outro.

622. Trux decet ira feras. [Ovídio, Ars Amatoria 3.502]. A ira furiosa convém às feras.

623. Tu alium quaeras, cui centone sarcias. [Plauto, Epidicus 454]. Deves procurar outro, a quem remendes as mantas. (=Procura a outro a quem contes tuas mentiras). nA outro perro com tais rojões.

624. Tu autem quis es, qui iudicas proximum? [Vulgata, Tiago 4.13]. Tu quem és, para que julgues a outro?

625. Tu bene si quid facias, nec meminisse fas est; quae bene facta accipias, perpetuo memento. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Chilon]. Se fizeres algum benefício, não é justo que te recordes; os benefícios que receberes, lembra-te deles eternamente. VIDE: lBeneficii accepti esto memor. lBeneficii accepti nunquam oportet oblivisci, dati protinus. lBeneficii accepti nunquam, cito dati obliviscere. lMemineris accepti, dati obliviscere.

626. Tu calcabis olivam, et non ungeris oleo; et mustum, et non bibes vinum. [Vulgata, Miquéias 6.15]. Tu espremerás a azeitona, e não terás azeite com que te ungir; e tu pisarás os cachos, e não lhes beberás o vinho. VIDE: lTu seminabis, et non metes.

627. Tu cenas apud omnes, nullus apud te. [Marcial, Epigrammata 2]. Tu comes na casa de todos, e ninguém come na tua. nArrenego do amigo que come o seu só e o meu comigo. VIDE: lScaevola, tu comedis apud omnes, nullus apud te!

628. Tu consule cunctis, non tibi: nec tua te moveant, sed publica vota. [Claudiano]. Pensa em todos, não somente em ti, nem te impulsionem os teus interesses, mas os interesses de todos.

629. Tu contra me male agis. [Vulgata, Juízes 11.27]. Tu és que fazes uma injustiça a mim.

630. Tu dicis. [Vulgata, Mateus 24.11]. És tu quem o diz.

631. Tu didicisti maledicere. Ego conscientia teste didici maledicta contemnere. Tu aprendente a ofender. Eu, tendo a consciência como testemunha, aprendi a desprezar as ofensas.

632. Tu dormis, et tempus ambulat. [S.Ambrósio]. Tu dormes, e o tempo caminha.

633. Tu es ille vir. [Vulgata, 2Samuel 12.7]. Tu és esse homem.

634. Tu es iudex. Tu és o juiz. lTu es iudex; ne quid accusandus sis, vide. [Terêncio, Heauton Timorumenos 352]. Tu és juiz; toma cuidado para não seres acusado de nada.

635. Tu es lapide, silice stultior. [Plauto, Poenulus 287]. Tens menos juízo que uma pedra, que um rochedo.

636. Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam. [Vulgata, Mateus 16.18]. Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja.

637. Tu es sacerdos in aeternum. [Vulgata, Salmos 109.4]. Tu és sacerdote eternamente.

638. Tu fac officium, cetera cura Dei. Cumpre tua obrigação, o resto é cuidado de Deus. nCada um por si, e Deus por todos.

639. Tu fac, quod facis. [Cícero, Ad Familiares 3.47]. Continua a fazer o que estás fazendo.

640. Tu fortunatus, ego miser: patienda sunt. [Plauto, Mostellaria 46]. Tu és um homem rico, eu sou um miserável; é preciso resignar-se.

641. Tu gallinae filius albae, nos viles pulli nati infelicibus ovis? [Juvenal, Satirae 13.141]. Tu és filho de uma galinha branca, nós somos vulgares pintos, nascidos de ovos sem valor? VIDE: lAlbae gallinae filius. lFilius gallinae albae.

642. Tu lacticosus, nec mu nec ma argutas. [Petrônio, Satiricon 57.8]. Tu, que ainda mamas, não sabes dizer nem mu nem ma.

643. Tu legiones difflavisti spiritu, quasi ventus folia aut paniculum tectorium. [Plauto, Miles Gloriosus 17]. Dispersaste as legiões com um sopro, como o vento espalha as folhas ou o teto de palha.

644. Tu linguae tuae dominus es, ut quidquid lubet effutias? ego aurum mearum sum dominus, ut quidquid obvenerit audiant inoffensae. Tu és senhor de tua língua para dizeres as bobagens que quiseres? Eu sou senhor de meus ouvidos, para que eles ouçam sem obstáculo o que quer que se lhes apresente.

645. Tu maior. [Virgílio, Eclogae 5.4]. Tu és o mais velho dos dois.

646. Tu memineris sui cuiusque generis auctores diligenter eligere. Aiunt enim multum legendum esse, non multa. [Plínio Moço, Epistulae 7.9.15]. Tu te lembrarás de escolher com cuidado os escritores de cada gênero. Afirma-se que se deve ler muito, não muitos livros. VIDE: lMulta magis quam multorum lectione formanda mens est. lMultum legendum esse, non multa. lMultum legendum, sed non multa. lNon multa parum, sed pauca multum legenda. lNon multa, sed multum.

647. Tu mihi es melior, quam egomet mihi? Tu me queres mais bem do que eu mesmo me quero?

648. Tu mihi sola places: placeam tibi solus! [Propércio, Elegiae 2.7.19]. Só tu me agradas; que seja eu o único a te agradar!

649. Tu mihi solus eras. [Ovídio, Remedia Amoris 464]. Tu eras o único para mim.

650. Tu mortem, ut nunquam timeas, semper cogita. [Sêneca, Epistulae 30]. Para nunca temeres a morte, pensa sempre nela. VIDE: lTu tamen mortem, si nunquam timeas, semper cogita.

651. Tu ne cede malis, sed contra audentior ito, quam tua te fortuna sinet. [Virgílio, Eneida 6.95]. Não te submetas à adversidade, mas enfrenta-a com mais audácia do que te permitir tua sorte.

652. Tu ne quaesieris, scire nefas. [Horácio, Carmina 1.11.1]. Não procures saber: saber isso é um sacrilégio.

653. Tu nihil invita dices faciesve Minerva. [Horácio, Ars Poetica 385]. Nada dirás ou farás contra a vontade de Minerva.

654. Tu nosti. [Vulgata, Ezequiel 37.3]. Tu o sabes.

655. Tu, o domitor, Somne, laborum, requies anime, pars humanae melior vitae. [Sêneca, Hercules Furens 1065]. Tu, ó Sono, que vences os males, és o descanso da alma, a melhor parte da vida humana. VIDE: lCurarum domitor somnus. lNon curarum somnus domitor pectora solvit.

656. Tu primum exhibe te bonum, et sic quaere alterum similem tui. [PSa]. Primeiro mostra que és bom, e assim procura outro semelhante a ti.

657. Tu pulmentaria quaere sudando. [Horácio, Sermones 2.2.20]. Busca com teu suor a tua ração de comida.

658. Tu putas poëtas quae sentiunt scribere? [Sêneca Retórico, Controversiae 6.8]. Tu imaginas que os poetas escrevem o que sentem?

659. Tu quidem, rex, deos quaeso, perpetua felicitate floreas. [Quinto Cúrcio, Historiae 6.5]. Possas tu, ó rei, eu o imploro aos deuses, gozar de sucesso permanente.

660. Tu quis es? [Vulgata, João 1.19]. Tu quem és?

661. Tu quis es, qui iudicas alienum servum? [Vulgata, Romanos 14.4]. Quem és tu, que julgas o servo alheio?

662. Tu quod cavere possis, stultum admittere est. [Terêncio, Eunuchus 761]. É tolice aceitares o que podes evitar. VIDE: lQuod cavere possis, stultum admittere est.

663. Tu quoque, Brute, fili mi! [Tosi 277]. Tu também, Bruto, meu filho! (=Exclamação de César ao ver no grupo dos seus assassinos Bruto, que passava por ser seu filho). VIDE: lEt tu, Brute, fili mi!

664. Tu recte vivis, si curas esse quod audis. [Horácio, Epistulae 1.16.17]. Tu vives honestamente, se procuras ser o que ouves a teu respeito.

665. Tu regere imperio populos, Romane, memento. [Virgílio, Eneida 6.851]. Romano, lembra-te de governar os povos.

666. Tu seminabis, et non metes. [Vulgata, Miquéas 6.15]. Tu semearás, e não segarás. VIDE: lTu calcabis olivam, et non ungeris oleo; et mustum, et non bibes vinum.

667. Tu, si animo regeris, rex es; si corpore, servus. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 7]. Se és governado pelo teu espírito, és um rei; se és governado pelo teu corpo, és um servo.

668. Tu si animum vicisti, potius quam animus te, est quod gaudeas. [Plauto, Trinummus 272]. Se dominaste teus instintos, em vez de eles dominarem a ti, há motivo para te alegrares.

669. Tu si hic sis, aliter sentias. [Terêncio, Andria 310]. Se estivesses no meu lugar, pensarias diferente.

670. Tu si me amas, amicum meum dilige. Se tu me amas, ama também meu amigo. nO amigo do meu amigo é meu amigo.

671. Tu si me amas, canem meum dilige. Se tu me amas, ama também meu cão. nQuem ama Beltrão ama também seu cão. nQuem bem quer a Beltrão bem quer a seu cão. VIDE: lCui dominus gratus, canis huic meus amicus. lQui amat me, amat et canem meum. lQui amat me, amet et canem meum. lQui me amat, amet et canem meum. lQui me amat, amat et canem meam. lQuisquis amat dominum, diligit et catulum.

672. Tu, si sapis, quod scis nescis. [Terêncio, Eunuchus 722]. Se tens juízo, esquece o que sabes. nBoca de siri! VIDE: lQuod scis ignoras: digito compelle labellum.

673. Tu simul et aure et mente et oculis caecus es. [Grynaeus 406]. Tu és cego ao mesmo tempo do ouvido, da mente e dos olhos.

674. Tu tamen mortem, si nunquam timeas, semper cogita. Sempre pensa na morte, mesmo que nunca a temas. VIDE: lTu mortem, ut nunquam timeas, semper cogita.

675. Tu tantum inspice qui novus paratur an possit fieri vetus sodalis. [Marcial, Epigrammata 1.54.6]. Tu, que está ganhando um novo companheiro, procura saber apenas se ele poderá vir a ser um velho companheiro.

676. Tu te consule. [Dionísio Catão, Monosticha 32]. Aconselha-te contigo mesmo.

677. Tu temet canis. [Pereira 124]. Tu mesmo te elogias. nVossas obras dizem quem vós sois. VIDE: lTeipsum laudas.

678. Tu terribilis es, et quis resistet tibi? [Vulgata, Salmos 75.8]. Tu és terrível, e quem Te resistirá?

679. Tu vero omnia cum amico delibera. [Sêneca, Epistulae 3.2]. Deves decidir tudo com teu amigo.

680. Tu videlicet tecum ipse rides. [Cícero, De Finibus 76]. Sem dúvida estás rindo contigo mesmo.

681. Tu viperam sub ala nutricas. [Petrônio, Satiricon 77.2]. Tu crias uma cobra na axila. nAcalenta a serpente, que ela te dará o pago. lTu viperam sub ala nutricaris. VIDE: lAle luporum catulos. lAle catulos lupi. lAlis catulos lupi. lAlis luporum catulos. lColubram foves in sinu. lColubrum foves in sinu. lPabula da corvis, dement tibi lumina corvi. lViperam sub ala nutricaris.

682. Tu vires metire tuas: si fortis es, aude grandia; si fragilis, umeris impone minora. [Tosi 542]. Mede tuas forças: se fores forte, ousa grandes coisas; se fores fraco, põe nos teus ombros cargas menores.

683. Tua me virtus tibi fecit amicum. [Horácio, Sermones 2.5.33]. Tuas qualidades me fizeram teu amigo.

684. Tua merx est, tua indicatio est. [Plauto, Persa 585]. A mercadoria é tua, a oferta de preço é tua.

685. Tua navis impacta est in meam. [Albertatius 1411]. Teu barco colidiu com o meu. (=Nossos interesses se chocam). nNossos cachorros não caçam juntos.

686. Tua quod nihil refert, ne cures. [Plauto, Stichus 320]. Não te preocupes com o que não te diz respeito. nO que não te queima, não o apagues. nÁgua que não há de beber, deixá-la correr. nDo que não hás de comer, deixai-o bem colher. lTua quod nil refert, percontari desinas. [Terêncio, Hecyra 810]. Deixa de questionar o que não te diz respeito. VIDE: lQuod tua non refert, percontari desinas.

687. Tua res agitur, et de tuo periculo, non de meo agitur. [Grynaeus 211]. Trata-se de interesse teu, e de risco teu, não meu. VIDE: lAccensa domo proximi, tua quoque periclitatur. lNam tua res agitur, paries cum proximus ardet. lQui videt ardere vicini tecta, timere debet de propriis: nequeunt sua tuta manere. lRes agitur tua, paries cum proximus ardet. lTunc tua res agitur, paries dum proximus ardet.

688. Tua verba gerrae sunt. [Polydorus, Adagia]. Tuas palavras são bobagens. VIDE: lGerras clamitas.

689. Tuam ipsius terram calca. [Erasmo, Adagia 4.4.17]. Pisa na tua própria terra. nVive contente com o teu e deixa o alheio. nNão te metas na réstia sem ser cebola. nFica na tua!

690. Tuam nescis. [Inscrição em relógio de sol]. Tu ignoras qual será a tua hora.

691. Tuamet lyra utitor, non proximi. [Apostólio, Paroimiai 20.81]. Usa a tua própria lira, não a do vizinho. nQuem quer fogo, busque a lenha. nQuem quer passar bem, traz de casa.

692. Tuas minas flocci facio. [Erasmo, Colloquia 15, Aestimandi formula]. Não dou a menor importância às tuas ameaças. VIDE: lFlocci facio tuas minas; flocci facio mercedem tuam; flocci facio te ipsum.

693. Tuas res tibi habe. [Plauto, Trinummus 237]. Guarda para ti tuas coisas.

694. Tuebor. [Selo de Michigan, EUA]. Eu defenderei.

695. Tui cum sitiant, ne agros alienos riga. [PSa]. Enquanto os teus campos têm sede, não vás regar os alheios. nNão ponhas azeitonas nas empadas dos outros.

696. Tui sunt caeli, et Tua est terra. [Vulgata, Salmos 88.12]. Teus sãos os céus, e Tua é a terra.

697. Tuis contentus, ne concupiscas aliena. [F 4.10 / Rezende 6759]. Contenta-te com o teu, não cobices o alheio.

698. Tuis te pinguam coloribus. [Pereira 109]. Eu te pintarei com tuas tintas. nEu vos lerei a cartilha.

699. Tulit alter honores. Outro levou as honras. nO bocado não é para quem o faz. VIDE: lHos ego versiculos feci; tulit alter honores.

700. Tum a dextra tum a sinistra parte canunt oscines. [Cícero, De Divinatione 1.120]. Ora à direita, ora à esquerda, cantam aves agourentas.

701. Tum crederes, cum ipse cognosses. [Cícero, Ad Atticum 16.1.6]. Acredita somente quando tu mesmo tiveres visto.

702. Tum demum sciam recte monuisse, si tu recte caveris. [Plauto, Menaechmi 345]. Saberei que te aconselhei corretamente, se agires corretamente.

703. Tum denique homines nostra intellegimus bona, cum quae in potestate habuimus, ea amisimus. [Plauto, Captivi 142]. Nós, mortais, perecebemos o valor de nossos bens, quando perdemos o que possuíamos. nO bem só é conhecido depois de perdido.

704. Tum genus humanum primum mollescere coepit. [Lucrécio, De Rerum Natura 5.1015]. Foi então que a raça humana começou a humanizar-se.

705. Tum genus humanum solis errabat in agris. [Ovídio, Ars Amatoria 2.1.473]. Então a raça humana vagava pelos campos desertos.

706. Tum loquentur eruditi, cum garrulis non erit loquendi locus. [Grynaeus 231]. Falarão então os eruditos, quando aos tagarelas não houver lugar para falar. VIDE: lInter garrulos et obstreperos non est eruditis dicendi locus. lTunc canent cycni, cum tacebunt graculi. lTunc cantent cycni, sileat cum graculus audax. lTunc olores cantabunt, quando graculi tacebunt.

707. Tum quoque cum pax est, trepidant formidine belli. [Ovídio, Tristia 3.10.67]. Mesmo em tempo de paz, fica-se perturbado pelo medo da guerra.

708. Tum vita hominum sine cupiditate agitabatur, sua cuique satis placebant. [Salústio, Catilina 2]. Então a vida dos homens corria sem ambição; a cada um contentava o que ele tinha.

709. Tumultuositas vulgi semper insaniae proxima est. [Alcuíno]. A turbulência da multidão está sempre próxima da insanidade.

710. Tunc beatam dico vitam, cum peracta fata sunt. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Solon]. Eu só considero que uma vida é feliz, quando o seu destino já se realizou. nO fim coroa a obra. nNo fim é que se cantam as glórias. nA noite coroa o dia. nNão gabes um dia bom sem lhe veres o fim. VIDE: lDiem vesper commendat. lLauda finem. lLaus in fine cantatur et vespere laudatur dies. lPost factum lauda. lVespere laudatur dies.

711. Tunc canent cycni, cum tacebunt graculi. [Erasmo, Adagia 3.3.97]. Os cisnes cantarão, quando as gralhas se calarem. lTunc cantent cycni, sileat cum graculus audax. [Schottus, Adagia 581]. Cantem os cisnes, quando o gralho abusado se calar. VIDE: lInter garrulos et obstreperos non est eruditis dicendi locus. lTum loquentur eruditi, cum garrulis non erit loquendi locus. lTunc olores cantabunt, quando graculi tacebunt.

712. Tunc ius calcatur, violentia cum dominatur. [DAPR 316]. Quando a violência domina, o direito é espezinhado. nOnde força há, direito se perde. VIDE: lIus calcatur, violentia cum dominatur.

713. Tunc male vulpi erit, si muscas prendere tentet. [Pereira 110]. Irá mal à raposa, se tentar pegar moscas. nMal vai à raposa, quando anda aos grilos. nInfeliz da raposa que anda aos grilos.

714. Tunc olores cantabunt, quando graculi tacebunt. [Apostólio, Paroimiai 18.100]. Os cisnes cantarão, quando as gralhas se calarem. VIDE: lTum loquentur eruditi, cum garrulis non erit loquendi locus. lTunc canent cycni, cum tacebunt graculi. lTunc cantent cycni, sileat cum graculus audax.

715. Tunc praecipua mansuetudinis laus, cum irae causa iustissima est. [Plínio Moço, Epistulae 9.21.2]. O louvor da benevolência é mais estimado, quando o motivo da ira é muito justo.

716. Tunc sapient stolidi, cum fuerint taciti. [Rezende 6769]. Os tolos passarão a sábios, quando ficarem calados. nNéscio calado por sábio é contado. VIDE: lDum tacet insipiens, sapiens tantisper habetur. lEst tacens qui invenitur sapiens. lIntellegis me esse philosophum? Intellexeram, si tacuisses. lQuando tacet stolidus, prudenti corde putatur. lSapiens est, qui tacere novit. lSi tacuisses, philosophus mansisses. lSile et philosophus esto. lStultitiam dissimulare non potes, nisi taciturnitate. lStultus quoque si tacuerit, sapiens reputabitur. lStultus tacebit: pro sapiente habebitur. lTaciturnitas stulto homini pro sapientia.

717. Tunc scimus, cum causas cognoscimus. Só sabemos realmente, quando conhecemos as causas.

718. Tunc tua res agitur, paries dum proximus ardet. [VES 67]. Pois tua casa está em perigo, quando a parede do vizinho está pegando fogo. nQuando vires a barba do vizinho pegar fogo, põe a tua de molho. VIDE: lAccensa domo proximi, tua quoque periclitatur. lNam tua res agitur, paries cum proximus ardet. lQui videt ardere vicini tecta, timere debet de propriis: nequeunt sua tuta manere. lRes agitur tua, paries cum proximus ardet. lTua res agitur, et de tuo periculo, non de meo agitur.

719. Tundatur ferrum dum novus ignis inest. [Tosi 926]. lMalhe-se o ferro enquanto o fogo nele é recente. nA ferro quente, malhar de repente. nMalhar no ferro é enquanto está quente. nBate-se o ferro enquanto está quente. nQuando o ferro estiver acendido, então é que há de ser batido. VIDE: lCum ferrum candet, cudere quemque decet. lDum ferrum candet, cudere quemque decet. lFerrum cudendum est dum candet in igne. lFerrum, cum igni candet, tundendum. lFerrum, dum in igni candet, cudendum est tibi. lFerrum dum in igne candet cudendum est. lFerrum quando calet, cudere quisque valet.

720. Tunica propior pallio est. [Plauto, Trinummus 1119]. A camisa está mais perto do corpo que o casaco. nOs meus mais fiéis parentes são os dentes. nMais próximos estão os dentes do que os parentes. nEm tal signo nasci, que mais quero para mim que para ti. VIDE: lGenu sura propius. lGenu sura propius, et tunica pallio propior. lIndusium tunica propius fraterque nepote.

721. Tuo ex ingenio mores alienos probas. [Plauto, Persa 215]. Julgas o caráter dos outros pelo teu. nPelo teu coração julgas o de teu irmão. VIDE: Alios ex ingenio suo metitur. lCum sis fur, alios esse fures suspicaris. lCum sit fur, alios esse fures suspicatur. lEsse sibi similes alios fur iudicat omnes. lEx sua natura fingit ceteros. lEx se de aliis facit coniecturam. lEx tuo ingenio alios iudicas.

722. Tuo tibi iudicio est utendum. [Cícero, Tusculanae 1.25]. É do teu próprio julgamento que deves usar.

723. Turba medicorum regem perdidit. [Stevenson 600]. A multidão de médicos matou o rei. nMuitos padeiros não fazem bom pão. nPanela mexida por muitos não presta. nAjuda de mais atrapalha. VIDE: lMulti medici regem sustulerunt.

724. Turba militaris sine duce, corpus est sine spiritu. Uma turba de soldados sem general é um corpo sem espírito.

725. Turba multa. A multidão desordenada.

726. Turba plerumque est turbulenta. [Varrão / Aulo Gélio, Noctes Atticae 13.11]. A multidão geralmente é inquieta.

727. Turbae ac tumultus concitatores fuerant. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 25.4]. Eles eram provocadores da turba e do tumulto. VIDE: lConcitator turbae ac tumultus.

728. Turbari sine ventis non solet aequor. [Tosi 990]. O mar não costuma agitar-se sem vento.

729. Turbat aquas, ut plures capiat pisces. Ele agita a água para apanhar mais peixes. nÉ um pescador de águas turvas! nNa água revolta pesca o pescador. lTurbata aqua, captat anguillas. Na água agitada, apanha enguias. [Dumaine 238]. VIDE: lAqua turbida piscosior est. lAquis turbidis piscari. lEst captu facilis turbata piscis in unda. lEst captu facilis turbatis piscis in undis. lEst captus turbatis piscis in undis. lFlumen confusum reddit piscantibus usum. lIn aqua turbida piscatur uberius. lPiscari in aquis turbidis. lPiscari in aqua turbida. lPiscatur in aqua turbida. lPiscatur in turbido.

730. Turbati sunt et moti sunt sicut ebrius. [Vulgata, Salmos 106.27]. Foram turbados e cambalearam como um ébrio.

731. Turbida sunt consilia eorum qui sibi suadent. [Quinto Cúrcio, Historiae 7.4]. São confusas as decisões dos que só se aconselham consigo mesmos. nQuem só se aconselha, só se arrepende.

732. Turbo non aeque citus est. [Plauto, Poenulus 745]. Um raio não é tão rápido quanto ele. nÉ mais rápido do que um raio.

733. Turdo loquacior. [Schottus, Adagia 251]. Fala mais que um tordo. nFala como um papagaio. nFala mais que o pobre no sol. VIDE: lCicada vocalior. lGraculo loquacior. lTurture loquacior.

734. Turpe cognomen. Um apelido insultuoso.

735. Turpe est aliud cogitare, aliud declarare. É indigno pensar uma coisa e anunciar outra.

736. Turpe est aliud loqui, aliud sentire, quanto turpius, aliud scribere, aliud sentire. [Sêneca, Epistulae 24]. É indigno falar uma coisa e sentir outra; é mais indigno ainda escrever uma coisa e sentir outra.

737. Turpe est beatam vitam in auro et argento reponere. [Sêneca, Epistulae 110]. É torpe depositar a felicidade no ouro e na prata.

738. Turpe est cedere oneri. [Sêneca, Epistulae 22.7]. É vergonhoso não resistir à carga.

739. Turpe est contra pacta venire, credentem fallere et fidem infringere. [VES 82]. É vergonhoso desrespeitar um acordo, enganar quem confiou e infringir a boa-fé.

740. Turpe est Deo improbos agere feliciter. [Schottus, Adagia 613]. É desagradável a Deus que os desonestos sejam bem sucedidos.

741. VIDE: lTurpe est difficiles habere nugas. [Marcial, Epigrammata 2.86]. É vergonhoso aplicar-se uma pessoa laboriosamente a futilidades. VIDE: lDifficiles nugae.

742. Turpe est doctori, cum culpa redarguat ipsum. [Dionísio Catão, Disticha 1.30]. É uma vergonha para o professor, quando o seu pecado o desmente.

743. Turpe est et mansisse diu, vacuumque redire. [Apostólio, Paroimiai 1.97]. É uma vergonha ter demorado tanto e voltar com as mãos vazias. lTurpe est et mansisse diu, vacuumque reverti. [Schottus, Adagia 581].

744. Turpe est eumdem bis ad lapidem impingere. [Apostólio, Paroimiai 7.29]. É uma vergonha tropeçar duas vezes na mesma pedra. nAo que erra, perdoa-lhe uma vez, mas não três. nSó o tolo cai duas vezes no mesmo buraco. lTurpe est idem saxum ferire saepius. [Schottus, Adagia 609]. É uma vergonha esbarrar na mesma pedra muitas vezes. VIDE: lBis ad eumdem lapidem offendere culpa est. lBis ad eumdem impingere lapidem turpe. lBis ad eumdem. lCulpa est bis ad eumdem lapidem offendere. lIterum eumdem ad lapidem offendere. lNon bis ad eumdem lapidem offendere. lSapientis haud est bis in eodem lapide labi.

745. Turpe est laudari ab illaudatis. [DAPR 736]. É vergonhoso ser elogiado por quem não merece elogios.

746. Turpe est mentiri. Mentir é vergonhoso. VIDE: lMentiri est turpe.

747. Turpe est non intueri quid sumus. É feio não vermos o que somos.

748. Turpe est odisse quem laudes. [Sêneca, De Ira 3.29.1]. É desonesto odiar a quem elogiamos.

749. Turpe est quod nequeas capiti committere pondus. [Propércio, Elegiae 3.9.5]. É vergonhoso pôr na cabeça um peso que não se poderá carregar. nVergonha é roubar e não poder carregar.

750. Turpe est sic castigare vitia ut imiteris. [Sêneca Retórico, Controversiae 2.6.5]. É vergonhoso corrigir os vícios imitando-os.

751. Turpe est sine gramine campus, et sine fronde frutex, et sine crine caput. [Ovídio, Ars Amatoria 3.249]. É horrível um campo sem verdura, uma árvore sem copa, uma cabeça sem cabelo. lTurpe est sine crine caput. É horrível uma cabeça sem cabelo.

752. Turpe laborantem deseruisse ratem. [Ovídio, Ex Ponto 2.6.22]. É uma vergonha abandonar o barco que está em dificuldade.

753.  Turpe lucrum, ut dispendium, fugito. [Albertano da Brescia, Ars Loquendi 4]. Foge da vantagem desonesta como se fosse um prejuízo. VIDE: lIactura turpi lucro praeferenda.

754. Turpe praebet spectaculum aeger animus. [PSa]. O espírito doente oferece um espetáculo triste.

755. Turpe quid ausurus te sine teste time. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Thales Milesius]. Se vais praticar algo de mal, teme a ti mesmo, ainda que não tenhas testemunha.

756. Turpe reos empta miseros defendere lingua. [Ovídio, Amores 1.10.39]. É vergonhoso defender réus miseráveis com a eloqüência paga.

757. Turpe senex miles, turpe senilis amor. [Ovídio, Amores 1.9.3]. É coisa feia um soldado velho; é coisa feia um amor senil.

758. Turpe spectaculum praebet aeger animus. [DM 89]. Um espírito doente oferece um triste espetáculo.

759. Turpes mores peius caeno collinunt. [Plauto, Poenulus 302]. Os maus costumes mancham mais do que a lama.

760. Turpia colloquia bonos mores corrumpunt. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 1.2]. As más conversas corrompem os bons costumes. nQuem com lobos anda aprende a uivar. VIDE: lBonos corrumpunt mores confabulationes malae. lCorrumpunt mores bonos colloquia mala. lCorrumpunt bonos mores colloquia prava. lCorrumpunt mores bonos confabulationes pessimae. lMores bonos corrumpimus verbis malis.

761. Turpia ne dixeris: paulatim enim pudor rerum per verba dediscitur. [DM 120]. Não digas coisas torpes, pois pelas palavras aos poucos se desaprende o pudor dos atos.

762. Turpis avis proprium qui foedat stercore nidum. [DAPR 508]. É má a ave que suja com esterco o próprio ninho. nAquela ave é má, que em seu ninho suja.

763. Turpis est navigii rector, cui gubernacula fluctus eripuit. [Sêneca, Ad Marciam 6.3]. Mau piloto de navio é aquele a quem as ondas arrancam das mãos o leme.

764. Turpis est qui alto sole semisomnis iacet. [Sêneca, Epistulae 122]. É repugnante a pessoa que permanece sonolenta com o sol alto.

765. Turpis pax. [Stevenson 1765]. Uma paz desonrosa.

766. Turpissimam imperatori excusationem esse: non putavi. [Sêneca, De Ira 2.21.4]. A desculpa ‘não pensei nisso’ é a mais vergonhosa para um general. nNunca louvarei capitão que diga “não cuidei”.

767. Turpiter seminasti, male messuisti. [Aristóteles / Schottus, Adagialia Sacra 127]. Semeaste mal, tiveste má colheita. nQuem mal lavra pouco ceifa. nComo semeares, assim colherás. VIDE: lQuae enim seminaverit homo, haec et metet. lSementem ut feceris, ita metes. lUt sementem feceris, ita et metes. lUt severis, ita metes.

768. Turpitudo peius est quam dolor. [Cícero, Tusculanae 31]. A desonra é pior do que a dor.

769. Turpius eicitur, quam non admittitur hospes. [Ovídio, Tristia 5.6.13]. É mais desagradável expulsar um hóspede do que não recebê-lo.

770. Turture loquacior. [Erasmo, Adagia 1.5.30]. Fala mais que uma rola. nFala como um papagaio. VIDE: lCicada vocalior. lGraculo loquacior. lTurdo loquacior.

771. Tuta est condicio subiectorum, ubi vivitur sub aequitate regentis. É segura a condição dos súditos, quando se vive sob a imparcialidade do príncipe.

772. Tuta est hominum tenuitas; magnae periclo sunt opes obnoxiae. [Fedro, Fabulae 2.7.13]. A pobreza dos homens lhes dá segurança; as grandes riquezas estão cheias de perigos. nQuem nada tem nada teme.

773. Tuta et praesentia quam vetera et periculosa mallunt. [Tácito, Annales 1.2]. Preferem as coisas seguras e atuais às antigas e arriscadas. VIDE: lPrudentis enim est tuta ac praesentia, quam nova ac periculosa malle.

774. Tuta frequensque via est. [Ovídio, Ars Amatoria 1.585]. Este caminho é seguro e freqüentado.

775. Tuta mage est puppis modico quae flumine fertur. [Dionísio Catão, Disticha 2.7]. Está mais seguro o barco que navega num rio pequeno. VIDE: lQuod nimium est fugito, parvo gaudere memento: tuta magis est puppis modico quae flumine fertur.

776. Tuta saepe, nunquam secura mala conscientia est. [PSa]. Segura às vezes, mas nunca despreocupada, a má consciência.

777. Tuta scelera esse possunt, secura non possunt. [Sêneca, Epistulae 97.13]. Os crimes podem ficar impunes, mas não podem ficar tranqüilos.

778. Tute hoc intristi, tibi omne est exedendum. [Terêncio, Phormio 318]. Tu mesmo moeste isso, trata de comer tudo. nQuem quebrou pague. nQuem fez seu angu, que o coma. nQuem pariu Mateus, que o embale. VIDE: lTibi, quod intristi, exedendum.

779. Tute lepus es, et pulpamentum quaeris. [Erasmo, Adagia 1.6.7]. Tu mesmo és uma lebre, e procuras caça. VIDE: lLepus tute es, et pulpamentum quaeris?

780. Tutelare numen. O deus protetor do lugar. lTutelares dii. Os deuses protetores do lugar.

781. Tuti sunt omnes, unus ubi defenditur. [Publílio Siro]. Todos se sentem seguros quando cada um é defendido.

782. Tutior est certa pax quam sperata victoria. É mais segura uma paz garantida que uma vitória esperada. nMais vale má avença que boa sentença. lTutior est pax quam spectata victoria; haec est in fortunae manu, illa in nostra. É mais segura a paz do que a vitória esperada; esta está na mão da sorte, aquela na nossa. VIDE: lCerta pax melior est quam incerta victoria. lMelior est certa pax quam sperata victoria; illa in tua, haec in deorum manu est. lMelior est tuta pax quam sperata victoria. lMelior tutiorque est certa pax quam sperata victoria.

783. Tutior in terra. Em terra é mais seguro.

784. Tutior in terra locus quam turribus altis: qui iacet in terra non habet unde cadat. [Alain de Lille. Parabolae / Rezende 6783]. É mais seguro um lugar no chão do que nas torres altas: quem jaz no chão não tem de onde cair. nNinguém pode perder o que nunca teve. VIDE: lQui iacet in terra non habet unde cadat.

785. Tutissima fere per medium via. O caminho do meio é quase sempre o mais seguro. nNem tanto ao mar, nem tanto à terra. VIDE: lIn medio tutissimus ibis. lMedio tutissimus ibis. lMedius locus semper tutus.

786. Tutissima res, timere nihil praeter Deum. [PSa]. O mais seguro é nada temer senão a Deus.

787. Tutissimum est inferre, cum timeas, gradum. [Sêneca, Hippolytus 721]. Quando se está com medo, o mais seguro é atacar.

788. Tutius erratur ex parte mitiore. É mais seguro errar por indulgência.

789. Tutius est domi, quam alibi, manere. [Medina 586]. Permanecer em casa é mais seguro do que em outro lugar. nBem está São Pedro em Roma.

790. Tutius est solum taciturnam viam ire quam secum socios prorsus habere malos. [Pereira 110]. É melhor seguir sozinho por um caminho silencioso do que ter consigo companheiros maus. nMelhor é só que mal acompanhado.

791. Tutius est tacere quam loqui. [Apostólio, Paroimiai 4.63]. É mais seguro calar que falar. nMais vale calar que falar.

792. Tutius per plana, sed humilius et depressius iter. [Plínio Moço, Epistulae 9.26.2]. É mais seguro seguir pela planície, mas o caminho é mais baixo e mais humilde.

793. Tutius semper est errare in acquietando quam in puniendo, ex parte misericordiae, quam ex parte iustitiae. [Jur / Broom 266]. Sempre é mais seguro errar absolvendo do que condenando, tanto da parte da misericórdia como da parte da justiça.

794. Tuto, iucunde, cito. Sem risco, suavemente, rápido. (=Assim devia agir o médico com seus pacientes, segundo Esculápio).

795. Tutor et ultor. Protetor e vingador.

796. Tutor non rebus dumtaxat, sed et moribus pupilli praeponitur. [Jur]. O tutor é dado não só para os bens, mas também para a educação do pupilo.

797. Tutos pete, navita, portos. [Ovídios, Fasti 4]. Procura, ó marinheiro, o porto seguro.

798. Tutum silentii praemium. [Rezende 6786]. O prêmio do silêncio é certo. nEm boca fechada não entra mosca. nQuem cala vence. VIDE: lSilentii tutum praemium.

799. Tutus abest, alios in aperta pericula mittens. [Pereira 110]. Ele fica de longe em segurança, enquanto manda os outros para o perigo evidente. nMete os cães na moita e fica de fora.

800. Tutus stat ordo civicus. Está em segurança a ordem civil.

801. Tuum est imperare, nostrum parere. A ti cabe comandar, a nós, obedecer.

802. Tuum est munus hoc. [Cícero, De Legisbus 1.7]. A tarefa é tua. A obrigação é tua.

803. Tuum tibi narro somnium. [Erasmo, Adagia 2.9.68]. Eu te conto o teu sonho.

804. Tuum tibi reddo. [Terêncio, Heauton Timorumenos 742]. Eu te devolvo o que te pertence.

805. Tydeus corpore, animo Hercules. [Grynaeus 258]. É um anão de corpo, mas um Hércules de coragem.

806. Typographia ars artium omnium conservatrix. [Stevenson 1886]. A tipografia é a arte que conserva todas as artes. VIDE: lArs impressoria.

807. Tyrannis ipsa vel res maxime impia est. [Tosi 997]. A tirania é em si mesma coisa sumamente ímpia.

808. Tyrannus a rege distat factis, non nomine. [PSa]. O tirano se distingue do rei por suas ações, não pelo nome.

 

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