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DICIONÁRIO
DE EXPRESSÕES E FRASES LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER
1. Sabbatum propter hominem factum est, et non homo propter sabbatum. [Vulgata, Marcos 2.27]. O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.
2. Saccus adaptetur, porcellus cum tibi detur. [DAPR 216]. Prepare-se o saco, quando te for dado um leitão. nQuando te derem o porquinho, vem logo com o baracinho. nQuando te derem a vaca, vem logo com a corda. nTudo que vier é lucro.
3. Sacer est ignis nimiumque potens amor. [Sêneca, Hippolytus 330]. O amor é um fogo violento e muito poderoso.
4. Sacer esto! [Horácio, Sermones 2.3.181]. Maldito sejas!
5. Sacer intra nos spiritus sedet, malorum bonorumque nostrorum observator. [Sêneca, Epistulae 41.2]. Existe dentro de nós um espírito sagrado que observa nossas ações boas e más.
6. Sacra populi lingua est. [Sêneca Retórico, Controversiae 1.1]. A língua do povo é sagrada. nO que o povo diz, ou é, ou quer ser. VIDE: lNec audiendi sunt qui solent dicere vox populi, vox Dei, cum tumultuositas vulgi semper insaniae proxima sit. lVox populi, vox Dei.
7. Sacrae Litterae. As Sagradas Escrituras. lSacra Scriptura. VIDE: lScriptura Sacra.
8. Sacrilegia minuta puniuntur, magna in triumphis feruntur. [Sêneca, Epistulae 87.23]. Os pequenos sacrilégios são punidos, mas os grandes são levados em triunfo.
9. Sacrilegii enim vel maxime instar est, humi quaerere quod in sublimi debeas invenire. [Minúcio Félix, Octavius 17]. Equivale a um sacrilégio buscar na terra o que se deve encontrar no céu.
10. Sacrilegium verius quam sacrum. [Quinto Cúrcio, Historiae 4.3]. Isto é mais um sacrilégio do que um sacrifício aos deuses.
11. Saeculum Dei est, saecularia autem diaboli. [Tertuliano, De Spectaculis 15.8]. O mundo pertence a Deus, mas as coisas mundanas são do diabo.
12. Saeculum sic est. A nossa época é assim.
13. Saepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. [Aulo Gélio, Noctes Atticae 13.18]. Muitas vezes ouvi dizer que entre a boca e a comida muita coisa pode acontecer. nDa mão para a boca se perde a sopa. nEntre a boca e a mão vai o bocado ao chão. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter calicem et os multa interveniunt. lInter calicem et os multa cadunt. lInter manum et mentum multa cadunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lMulta cadunt inter calicem supremaque labra. lMulta cadunt inter calicem et suprema labra. lMulta cadunt inter calicem et labra. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.
14. Saepe autem ne utile quidem est scire quid futurum sit; miserum est enim nihil proficientem angi. [Cícero, De Natura Deorum 3.6]. Muitas vezes não é útil saber o que vai acontecer, pois é deplorável atormentar-se com coisa que nada ajuda. VIDE: lSaepe ne utile quidem est scire quid futurum sit.
15. Saepe bona materia cessat sine artifice. [Sêneca, Epistulae 47.16]. Muitas vezes um bom material se perde por falta de um artista.
16. Saepe caballus erit qui pulli more subhinnit. [Tosi 815]. Virá a ser cavalo aquele que agora dá pequenos relinchos de potro. VIDE: lAnte fuit vitulus, qui nunc fert cornua taurus. lOmnium enim rerum principia parva sunt. lSub qua nunc recubas arbore, virga fuit. lTandem fit surculus arbor.
17. Saepe calamitatis solacium est nosse sortem suam. [Quinto Cúrcio, Historiae 4.10]. Muitas vezes na aflição é um consolo conhecer a própria sorte.
18. Saepe caput scaberet vivos et roderet ungues. [Horácio, Sermones 1.10.71]. Muitas vezes coçaria a cabeça e roeria as unhas com vivacidade.
19. Saepe carent multa responsis verbula stulta. [DAPR 577]. Muitas palavras tolas ficam sem resposta. nA palavras loucas, ouvidos moucos.
20. Saepe cautor captus est. [Plauto, Captivi 255]. Muitas vezes o vigia foi apanhado.
21. Saepe condita luporum fiunt rapinae vulpium. Muitas vezes o que é guardado dos lobos torna-se presa das raposas. nGuardou-se da mosca, comeu-a a aranha.
22. Saepe contemptus hostis cruentus certamen edidit. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 1.3]. Muitas vezes o inimigo desdenhado saiu vencedor da luta. nQuem o inimigo poupa às mãos lhe morre. nNão há inimigo pequeno. VIDE: lQui inimicum palam despicit, in suam perniciem accendit.
23. Saepe creat molles aspera spina rosas. Muitas vezes roseira brava dá rosas delicadas.
24. Saepe Cupido huic malus esse solet, cui bonus ante fuit. [Propércio, Elegiae 2.18b.17]. Cupido costuma ser mau hoje para quem ele foi bom ontem.
25. Saepe dat una dies quod non evenit in anno. [DAPR 22]. Muitas vezes um único dia dá o que não acontece em um ano. nO que não acontece num ano acontece num minuto. lSaepe dat una dies quod totus denegat annus. [Stevenson 494]. Muitas vezes um único dia nos dá o que nos nega um ano inteiro. VIDE: lAccidit in puncto quod non contingit in anno. lAccidit uno puncto quod non speratur in anno. lQuod donare mora nequit annua, dat brevis hora. lQuod praestare mora nequit annua, dat brevis hora. lSolet hora, quod multi anni abstulerunt, reddere.
26. Saepe dato, cum te scieris bene ponere dona. [Dionísio Catão, Disticha, Appendix]. Dá muitas vezes, quando souberes que aplicas bem as doações.
27. Saepe de aliis ex te iudicas. Muitas vezes julgas os outros por ti. nCada um julga os outros por si.
28. Saepe desperatio spei causa est. [Quinto Cúrcio, Historiae 5.4]. O desespero muitas vezes é causa de esperança.
29. Saepe dissimulare, quam ulcisci, satius est. [PSa]. Muitas vezes, é melhor ignorar a ofensa do que vingar-se. VIDE: lSaepe satius fuit dissimulare quam ulcisci.
30. Saepe ea, quae sanari ratione non poterant, sanata sunt tempore. [DM 118]. Muitas vezes, o que não pode ser curado pela ciência é curado pelo tempo.
31. Saepe enim praesumimus aliquid memoria retenturos, et cum id putamus, non scribimus, nec nobis postea cum volumus, venit in mentem. Muitas vezes julgamos que reteremos uma coisa na memória, e, ao pensarmos assim, não a escrevemos, mas, depois, quando queremos, não nos lembramos dela.
32. Saepe enim saluti fuere pestifera. [Sêneca, De Ira 1.12.6]. Muitas vezes venenos serviram de salvação.
33. Saepe error ingens sceleris obtinuit locum. [Sêneca, Hercules Furens 1237]. Muitas vezes um erro grande equivaleu a um crime.
34. Saepe eruentis veritas patuit malo. [Sêneca, Oedipus 829]. Muitas vezes a verdade é descoberta para o mal de quem a desvenda.
35. Saepe est etiam sub palliolo sordido sapientia. [Cícero, Tusculanae 3.23.56]. Muitas vezes se encontra sabedoria sob uma veste miserável. nDebaixo de ruim capa há um bom dizedor. nQuanta vez se esconde um bom coração debaixo de casca bruta. nMuitas vezes a má folha esconde o melhor fruto. VIDE: lSaepe sub palliolo sordido latet sapientia. lSaepe sub sordido palliolo habitat sapientia. lSub laceris crebro virtus latet aurea pannis. lSub pallio sordido sapientia. lSub sordido palliolo latet sapientia. lSub sordido pallio ingenium saepe latet.
36. Saepe etiam est stultus valde opportuna locutus. [Apostólio, Paroimiai 16.55]. Muitas vezes até o néscio disse coisas bastante oportunas. nDo néscio às vezes bom conselho. lSaepe etiam stultus fuit opportuna locutus. [Grynaeus 274]. lSaepe etiam est olitor valde opportuna locutus. [Erasmo, Adagia 1.6.1]. Muitas vezes até um hortelão disse coisas bem oportunas. VIDE: lInterdum stultus bene loquitur.
37. Saepe fit ut catulus dat maxima vulnera parvus. [Tosi 1227]. Muitas vezes acontece que um cãozinho cause grandes ferimentos. VIDE: lParva necat morsu spatiosum vipera taurum.
38. Saepe fortuna innocentem, nunquam spes bona deserit. [PSa]. A sorte muitas vezes abandona o inocente, mas a boa esperança nunca.
39. Saepe fuit brevior quam mea verba dies. [Ovídio, Ex Ponto 4.12]. Muitas vezes o dia foi mais curto que minhas palavras.
40. Saepe gerit nimios causa pusilla metus. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 25.8]. Muitas vezes uma pequena causa provoca grande medo.
41. Saepe grandis natu senex nullum aliud habet argumentuum quo se probet diu vixisse, praeter aetatem. [Sêneca, De Tranquillitate Animi 3.8]. Muitas vezes um velho muito idoso não tem nenhuma outra prova de ter vivido muito, senão a sua idade.
42. Saepe habet malus famam boni viri, et bonus vir famam mali. [DAPR 302]. Muitas vezes o mau tem fama de homem de bem, e o homem de bem, fama de mau. nCobra boa fama e deita-te a dormir. nCria fama e deita-te na cama.
43. Saepe homo de ipso vanae gloriae contemptu vanius gloriatur. [S.Agostinho, Confessiones 10.38]. Muitas vezes o homem se vangloria com muita vaidade do próprio desprezo pela glória vã.
44. Saepe homo rem aliquam vehementer agitat quam desiderat, sed, cum ad eam pervenerit, aliter sentire incipit. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 4.39.5]. Muitas vezes o homem busca com ímpeto uma coisa que deseja, mas, quando a consegue, começa a sentir de modo diferente.
45. Saepe ignavavit fortem ex spe exspectatio. [Áccio, Aeneadae / Stevenson 1168]. A impaciência causada pela esperança muitas vezes abateu um homem valente.
46. Saepe ignoscendo, des iniuriae locum. [PSa]. Desculpando com freqüência, darás lugar à injustiça. nQuem a ruim perdoa, a ruindade lhe aumenta. VIDE: lFolia nunc cadunt; tum arbores in te cadent. lLeviores iniurias si quis ferat, sequuntur atrociores. lNunc in te cadunt folia, post cadent arbores. lPost folia cadent in te arbores. lPost folia cadunt arbores. lSemper ignoscendo, des iniuriae locum. lSemper quiescens des locum iniuriae. lVeterem ferendo iniuriam, invitas novam.
47. Saepe impetravit veniam confessus reus. [Fedro, Fabulae 3, Epilogus 22]. Muitas vezes o réu que confessou, obteve perdão. nPecado confessado é meio perdoado.
48. Saepe imprudenti fortuna occurrit amanti. [Propércio, Elegiae 1.20.3]. Muitas vezes a sorte favorece o namorado imprudente. lSaepe imprudenti occurrit fortuna. Muitas vezes a sorte favorece quem não tem juízo.
49. Saepe in magistrum scelera redeunt. Muitas vezes os crimes tornam ao seu mentor. nMuitas vezes volta-se o feitiço contra o feiticeiro. lSaepe in magistrum scelera redierunt sua. [Sêneca, Thyestes 310]. Muitas vezes os crimes recaíram sobre seu mentor.
50. Saepe ingenia calamitate intercidunt. [Fedro, Fabulae, Appendix 14.8]. Muitas vezes os talentos se perdem por causa da má sorte.
51. Saepe inter buccam contingit casus, et offam. [Pereira 101]. Muitas vezes o azar acontece entre a boca e a comida. nDa mão para a boca se perde a sopa. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter calicem et os multa interveniunt. lInter calicem et os multa cadunt. lInter manum et mentum multa cadunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.
52. Saepe intereunt aliis meditantes necem. Muitas vezes morrem os que planejam a morte de outros. nQuem arma a esparrela às vezes cai nela.
53. Saepe labor siccat lacrimas et gaudia fundit. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 36]. Muitas vezes o trabalho seca as lágrimas e traz alegria.
54. Saepe latent membris ingentia corda pusillis. [Pereira 106]. Muitas vezes vontades enormes se escondem em corpos pequenos. nGrande esforço em pequeno corpo.
55. Saepe latet vitium proximitate boni. [Ovídio, Ars Amatoria 2.662, adaptado]. Muitas vezes o vício se esconde na proximidade da virtude.
56. Saepe locus et tempus homines timidos audaces reddit. [John D. Ogilby, Fables From Aesop, Hoedus et Lupus]. Muitas vezes o lugar e o momento transformam homens medrosos em valentes.
57. Saepe malum petitur, saepe bonum fugitur. [Sweet 32]. Busca-se muitas vezes o mal, e foge-se do bem.
58. Saepe mecum ipse cogito. Muitas vezes fico pensando comigo mesmo.
59. Saepe minus faciunt homines qui magna minantur. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 25.7]. Muitas vezes aqueles que muito ameaçam pouco fazem. nCão que ladra não morde.
60. Saepe minus pecces, si scias quod nescias. [PSa]. Muitas vezes errarias menos, se soubesses o que não sabes.
61. Saepe mores patris imitatur filius infans. [Binder, Novus Thesaurus Adagiorum Latinorum]. Com freqüência o filho pequeno imita os costumes do pai. nTal pai, tal filho. nCão de caça vem de raça.
62. Saepe mulier quem coniux diligit, odit. [Dionísio Catão, Disticha 1.8]. Muitas vezes a mulher odeia a quem o marido ama.
63. Saepe multa doceat hostis, vel sapientum gregem. [Schottus, Adagia 641]. Com freqüência um inimigo ensina muito, até a um bando de sábios.
64. Saepe natatores summerguntur meliores. [Rezende 5977]. Muitas vezes os melhores nadadores se afogam. nO melhor nadador se afoga. VIDE: lOptimi natatores saepe summerguntur.
65. Saepe ne utile quidem est scire quid futurum sit. Muitas vezes não é útil saber o que vai acontecer. nO futuro é segredo de Deus. VIDE: lSaepe autem ne utile quidem est scire quid futurum sit; miserum est enim nihil proficientem angi.
66. Saepe nocet multis omnia vera loqui. [Pereira 114]. A muitos prejudica dizer tudo que é verdade. nNem tudo que é verdade se diz.
67. Saepe nocet puero miratio blanda magistri. [Columbano]. O olhar meigo do professor muitas vezes prejudica a criança.
68. Saepe obstinatis induit frenos amor, et odia mutat. [Sêneca, Hippolytus 575]. Muitas vezes o amor põe freio nos obstinados e vence o ódio.
69. Saepe oculi et aures vulgi testes sunt mali. [PSa]. Muitas vezes os olhos e os ouvidos da populaça são más testemunhas.
70. Saepe opera alicuius pro pecunia valet. [Institutiones 3.3]. Freqüentemente o trabalho de alguém vale como dinheiro.
71. Saepe os inter et offam, ut verbum vetus est, multa venire solent. [Tomás Morus, Epigrammata, Venatus Araneae 3]. Muitas vezes entre entre a boca e a comida, como diz o velho provérbio, muita coisa costuma acontecer. nDa mão para a boca se perde a sopa. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter calicem et os multa interveniunt. lInter calicem et os multa cadunt. lInter manum et mentum multa cadunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.
72. Saepe parit vitulos ditis bona vacca novellos; pauperis occumbit, quidquid onusta parit. [Pereira 117]. A boa vaca com freqüência dá ao rico novos bezerros; do pobre, morre tudo que a vaca prenhe gera. nA uns parem os bois, a outros morrem os bezerros. nAo rico, crescem-lhe os bois.
73. Saepe perit ventis obruta cumba suis. [Ovídio, Ars Amatoria 3.584]. Muitas vezes um esquife naufragou por causa dos ventos favoráveis. nMuita ajuda atrapalha.
74. Saepe potestatem solita est superare voluntas. [Pereira 109]. Muitas vezes aconteceu a vontade superar a possibilidade. nMais faz quem quer do que quem pode.
75. Saepe precor mortem, mortem quoque deprecor idem. [Ovídio, Ex Ponto 1.2.57]. Muitas vezes eu suplico a vinda da morte, mas também suplico que ela vá embora.
76. Saepe, premente deo, fert deus alter opem. [Ovídio, Tristia 3.2.4]. Muitas vezes, se um deus nos persegue, outro deus nos traz ajuda. nQuando uma porta se fecha, outra se abre.
77. Saepe quae contempseris utiliora inveniuntur laudatis. [Fedro, Fabulae 1.12.1, adaptado], Muitas vezes se descobre que o que se desprezou é mais útil que o que se louvou. VIDE: lQuod contemnitur saepe utilissimum est.
78. Saepe quod avarus summa congessit solicitudine, praecipiti effusione delapidat heres luxuriosus. [S.Ambrósio / Bernardes, Nova Floresta 1.503]. Muitas vezes o que juntou o avarento com sumo desvelo, espalha o perdulário herdeiro com despesa precipitada. nPai guardador, filho gastador.
79. Saepe reposcit idem, quod iactavit prius idem. [DAPR 236]. Muitas vezes a mesma pessoa pede aquilo mesmo que antes desprezou. nQuem diz mal da coisa, esse a compra.
80. Saepe rogas: Quot habes annos? Respondeo: Nullos. Quomodo? Quos habeo, Pontice, non habeo. [John Owen, Epigrammata 3.114 Ad Ponticum / Bernardes, Nova Floresta 2.124]. nPerguntas-me com empenho pela idade, e que anos somo. Respondo: Nenhum. Isso como? Os que tenho, já os não tenho.
81. Saepe sagittantem didicit referire sagitta, inque reum conversa recurrere plaga. [Tosi 271]. Muitas vezes o dardo soube voltar e ferir o arqueiro, e a rede voltar e cair sobre quem a lançou. nQuem laço me armou nele caiu.
82. Saepe satius fuit dissimulare quam ulcisci. [Sêneca, De Ira 2.33.1]. Muitas vezes, foi melhor ignorar (a ofensa) do que vingar-se. VIDE: lSaepe dissimulare, quam ulcisci, satius est.
83. Saepe simul iuncta male stant pariter ioca damna. [DAPR 97]. Muitas vezes vêm juntos os prejuízos e a zombaria. nAlém de queda, coice. nTrás apedrejado chovem pedras.
84. Saepe simultates ira morata facit. [Ovídio, Amores 1.8.82]. Muitas vezes a ira prolongada cria inimizades.
85. Saepe solent auro multa subesse mala. [Tibulo, Elegiae 1.9.18]. Muitos males costumam esconder-se debaixo do ouro.
86. Saepe solent census hominis pervertere sensus. [Tosi 999]. As riquezas costumam perverter os sentimentos do homem.
87. Saepe solet similis filius esse patri, et sequitur leviter filia matris iter. [Rabelais, Gargantua 3.41]. O filho costuma parecer-se com o pai, e a filha facilmente segue o caminho da mãe.
88. Saepe stilum vertas iterum quae digna legi sint scripturus. [Horácio, Satirae 1.10.72]. Para escreveres coisas dignas de serem lidas, vira teu estilete muitas vezes. (=Com uma das extremidades do estilete se escrevia na cera das tábuas, com a outra se apagava o que estava escrito, para corrigir).
89. Saepe sub palliolo sordido latet sapientia. Muitas vezes se encontra sabedoria sob uma veste miserável. nDebaixo de ruim capa há um bom dizedor. nAs aparências enganam. lSaepe sub sordido palliolo habitat sapientia. [Branco 187]. VIDE: lSaepe est etiam sub palliolo sordido sapientia. lSub laceris crebro virtus latet aurea pannis. lSub pallio sordido sapientia. lSub sordido palliolo latet sapientia. lSub sordido pallio ingenium saepe latet.
90. Saepe summa ingenia in occulto latent. [Plauto, Captivi 97]. Muitas vezes grandes talentos se escondem na obscuridade. VIDE: lSumma ingenia in occulto latent.
91. Saepe tacens odii semina vultus habet. [Ovídio, Ars Amatoria 3.512]. Muitas vezes uma fisionomia carrancuda traz a semente do ódio.
92. Saepe tacens vocem verbaque vultus habet. [Ovídio, Ars Amatoria 1.572]. Muitas vezes um rosto mudo tem voz e palavras.
93. Saepe tamen vere coepit simulator amare. [Ovídio, Ars Amatoria 1.615]. Muitas vezes aconteceu que o fingidor se apaixonou sinceramente.
94. Saepe tegit nequam lata cuculla caput. [Medina 591]. Muitas vezes um grande capuz cobre uma cabeça sem valor. nO hábito não faz o monge. nPor se andar vestido de lã não se é carneiro. nAs aparências enganam. VIDE: lBarba non facit philosophum. lBarba non facit philosophum, neque vile gerere pallium. lCucullus non facit monachum. lCuculla non facit monachum. lHabitus non facit monachum. lIn vestimentis non est sapientia mentis. lNon habitus monachum reddit. lNon tonsura facit monachum. lNon tonsura facit monachum, nec horrida vestis. lPhilosophum non facit barba. lVestimenta pium non faciunt monachum.
95. Saepe tulit lassis sucus amarus opem. [Ovídio, Amores 3.11.8]. Muitas vezes um remédio amargo trouxe ajuda a pessoas esgotadas.
96. Saepe unus puer improbus atque impurus inquinat totum gregem. [Schottus, Adagialia Sacra 109]. Muitas vezes um único menino mau e impuro corrompe todo o bando. nUma ovelha tinhosa faz todo o rebanho tinhoso. VIDE: lGrex totus in agris unius scabie cadit. lInfecta ovis eiciatur, ne totum ovile inficiatur. lMala vicini pecoris contagia laedent. lMorbida sola pecus totum corrumpit ovile. lMorbida facta pecus totum corrumpit ovile. lScabiosa ovis totum inquinat gregem. lScabiosam ovem totum inquinare gregem. lUna mala pecus inficit omne pecus. lUnius pecudis scabies totum commaculat gregem.
97. Saepe valens odii littera causa fuit. [Ovídio, Ars Amatoria 1.466]. Muitas vezes uma palavra enérgica foi motivo de ódio.
98. Saepe vane ridemus, quando merito flere debemus. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 1.21.1]. Muitas vezes rimos vãmente, quando, na verdade, devemos chorar.
99. Saepe venit magno faenore tardus amor. [Propércio, Elegiae 1.8.26]. Muitas vezes o amor tardio chega com grande vantagem.
100. Saepe via obliqua praestet quam tendere recta. [Stevenson 2467]. Muitas vezes será mais vantagem seguir o caminho indireto do que prosseguir pelo caminho direto.
101. Saepe viatorem nova, non vetus, orbita fallit. [Black 1574]. Muitas vezes não é a trilha velha que engana o viajante, mas a nova.
102. Saepe vindicta obfuit. [Sêneca, Hercules Furens 1186]. Muitas vezes a vingança foi funesta.
103. Saepe viri fallunt, tenerae non saepe puellae. [Ovídio, Ars Amatoria 3.1.31]. Os homens enganam com freqüência; as moças, ternas, raramente.
104. Saepe virtus plus proficit quam humilitas. [Cícero, De Inventione 1.109]. Muitas vezes a coragem é mais útil que a humildade.
105. Saepem vir calcat ibi, plus ubi passa exstat. [DAPR 609]. O homem pisa na cerca lá onde está mais baixa. nAtravessa-se o rio onde ele é mais raso.
106. Saepius emendant incautum damna aliena, flammarumque minae vicino ardente timentur. [Tosi 1376]. Muitas vezes os danos alheios corrigem o imprudente, e temem-se as ameaças das chamas quando a casa do vizinho arde. nMal alheio dá conselho.
107. Saepius incautae nocuit victoria turbae. [Claudiano, De Quarto Consulato 336]. Na maioria das vezes a vitória prejudicou a multidão incauta.
108. Saepius insanus culpat temerarius omnes verbaque non dubitat fundere mentis inops. [Pereira 115]. O ignorante abusado a todos repreende e, desgraçado, não vacila em vomitar as palavras que lhe vêm à mente. nO ignorante a todos repreende, e fala mais do que menos entende. nO ignorante é sempre o que mais fala.
109. Saepius locutum, nunquam me tacuisse paenitet. [PSa]. Na maioria das vezes me arrependo de ter falado, nunca de me ter calado.
110. Saepius olim religio peperit scelerosa atque impia facta. [Lucrécio, De Rerum Natura 1.71]. Muitas vezes, no passado, a própria religião gerou atos criminosos e ímpios.
111. Saepius opinione quam re laboramus. [Sêneca, Epistulae 13.4]. Sofremos mais vezes com a imaginação que com a realidade.
112. Saepius pauper et fidelius ridet. [Sêneca, Epistulae 9.80.6]. O pobre ri com mais freqüência e mais sinceridade.
113. Saepius plantata arbor fructum profert exiguum. Árvore que é replantada muitas vezes produz fruto pequeno. nPlanta muitas vezes transposta não medra nem cresce.
114. Saepius ventis agitatur ingens pinus. [Horácio, Carmina 2.10.9]. É o pinheiro alto que na maioria das vezes é sacudido pelos ventos. nRaio não dá em pau deitado.
115. Saeva noverca dies nunc est, nunc mater amica. [Schottus, Adagia 581]. Ora o dia é malvada madrasta, ora é mãe amiga. nCada dia tem sua pena e sua alegria. nVento e ventura pouco duram. nNão são todos os dias iguais. nNem todo dia é dia santo. VIDE: lDies noverca et parens. lDies quandoque noverca, quandoque est parens. lIpsa dies modo parens, modo noverca. lIpsa dies quandoque parens, quandoque noverca.
116. Saeva paupertas. [Horácio, Carmina 1.12.43]. A cruel pobreza.
117. Saeva quidem plures leto gula tradit acerbo quam gladius. [Palingênio / Tosi 712]. A terrível gula leva mais gente à morte prematura do que a espada. nMais mata a gula do que a espada. VIDE: lGula plures occidit, quam gladius. lGula plures occidit quam gladius, estque fomes omnium malorum. lPlures interficit cena quam gladius. lPlures necat gula quam gladius. lPlures occidit gula quam gladius.
118. Saevior armis, luxuria incubuit. [Juvenal, Satirae 6.293]. Mais cruel do que as armas, a luxúria nos assaltou.
119. Saevis tranquillus in undis. [Divisa de Guilherme de Nassau, Príncipe de Orange / Rezende 5989]. Tranqüilo no meio de ondas furiosas.
120. Saevit in absentes. [Virgílio, Eneida 9.63]. Ele ataca os ausentes.
121. Saevus iocus. Um gracejo cruel.
122. Sagena ex omni genere piscium congregat. [Polydorus, Adagia]. A rede reúne todo tipo de peixes.
123. Sagitta Cupido cor meum transfixit. [Plauto, Persa 25]. Cupido atravessou meu coração com uma flecha.
124. Sagitta in caelum excussa in ferientem recidet. [DAPR 161]. A flecha lançada ao céu retornará sobre quem a lançou. nCuspo para o céu; cai-me no rosto.
125. Sagitta interdum resiliens percutit dirigentem. [S.Jerônimo / Tosi 265]. Às vezes a flecha, voltando, fere o atirador.
126. Sal abiit illuc, unde dimanaverat. [Apostólio, Paroimiai 2.39]. O sal de onde veio, para aí foi. nA água o dá, a água o leva. VIDE: lHaec unde venit sarcina rediit salis. lSalis onus unde venerat, illuc abiit. lSalis onus unde venit, eo redit.
127. Sal Atticum. O sal ático. (=A finura, a sagacidade no expressar-se).
128. Sal culinarius. O sal de cozinha.
129. Sal dicendi. A graça no dizer.
130. Sal nigrum. O sal negro. (=Uma sátira ofensiva).
131. Sal non inest illi. [Schottus, Adagia 188]. É uma pessoa insossa.
132. Sal sapit omnia. O sal tempera tudo.
133. Salarium est merces ab operario pro suo labore accepta. O salário é a compensação recebida pelo operário em troca do seu trabalho.
134. Salarium non dat multis salem. [Giácomo Facciolati, Lexicon / Stevenson 2642]. A muitos o salário não dá sal.
135. Sale nihil utilius. [Erasmo, Adagia 4.9.68]. Nada há mais útil que o sal. lSale et sole nihil utilius. Não há nada mais útil do que o sal e o sol. VIDE: lNihil esse utilius sale et sole. lNihil utilius sale et sole. lNil sole et sale utilius.
136. Salem et mensam non praetereas. [Erasmo, Adagia 1.6.10]. Não evites o sal e a mesa. (=Não desprezes a companhia dos amigos).
137. Salis absumendus modius, priusquam habeas fidem. [PSa]. Deve ser consumido um módio de sal antes que confies em alguém. VIDE: lMultos modios salis simul edendos esse, ut amicitiae munus expletum sit. lMultos modios salis simul edendos esse amicis aiunt. lMultos modios salis cum amicis edendos esse. lNemini fidas nisi cum quo prius modium salis absumpseris.
138. Salis onus unde venerat, illuc abiit. [Erasmo, Adagia 1.7.80]. O peso do sal de onde veio, para aí foi. nA água o dá, a água o leva. lSalis onus unde venit, eo redit. [Schottus, Adagia 347]. VIDE: lHaec unde venit sarcina rediit salis. lSal abiit illuc, unde dimanaverat.
139. Salivam hoc movet. [DAPR 37]. nIsto dá água na boca.
140. Salix flectitur, sed non frangitur. O salgueiro se dobra, mas não se quebra.
141. Salomone sapientior. É mais sábio que Salomão.
142. Salsamento egenti carnibus contentum esse oportet. [Schottus, Adagia 175]. Quem tem falta de carne deve contentar-se com peixe salgado. nQuem não tem pão alvo come do ralo. nQuem não tem cão caça com gato. VIDE: lProbanda salsamenta egenti carnium. lProbanda salsamenta ubi desunt carnes. lSi carnes non affuerint, in salsamentis acquiescendum. lSi caro non adsit, salsamentum adhibendum. lSi non adsunt carnes, tarico contentos esse oportet. lTaricus bone consulitur, ubi desunt carnes.
143. Salsuginem misces, antequam pisces ceperis. [Apostólio, Paroimiai 18.59]. Antes de apanhar os peixes, já preparas a salmoura. nAinda não montamos e já cavalgamos. VIDE: lAnte captos pisces, muriam commisces. lAntequam pisces ceperis, muriam misces.
144. Salus animarum suprema est lex. [CIC 1752]. A salvação das almas é a lei suprema.
145. Salus autem ubi multa consilia. [Vulgata, Provérbios 11.14]. Onde há muitos conselhos, há segurança. nHá salvação onde há muita precaução. VIDE: lSalus, ubi multi consiliarii.
146. Salus extra Ecclesiam non est. [S.Agostinho, De Baptismo 4.17]. Fora da Igreja não há salvação. VIDE: lExtra Ecclesiam nulla salus. lNemini salus esse nisi in Ecclesia potest.
147. Salus, honor, et argentum, atque bonum appetitum. [Molière]. Saúde, glória e dinheiro, e bom apetite.
148. Salus meorum civium mihi semper fuit mea carior vita. [Cícero, Pro Sestio 45, adaptado]. A segurança dos meus concidadão sempre me foi mais cara do que minha vida.
149. Salus mundi. O bem-estar do mundo.
150. Salus omnium non veritate solum sed etiam fama nititur. [Cícero, Ad Quintum 1.1]. O bem-estar de todos se firma não só na verdade como também na reputação.
151. Salus populi suprema lex esto. [Cícero, De Legibus 3.3.8]. Seja o bem-estar do povo a lei suprema. (=Divisa do Estado de Missouri, EUA). lSalus populi suprema lex est. O bem-estar do povo é a lei suprema. lSalus publica suprema lex.
152. Salus publica, salus mea. A segurança pública é a minha segurança.
153. Salus publica timor Dei. O temor de Deus é a segurança do povo. lSalus publica timor Domini. [Rezende 5993]. O temor do Senhor é a segurança do povo.
154. Salus rei publicae suprema lex. [Black 1579]. O bem-estar do país é a lei suprema.
155. Salus tua ego sum. [Vulgata, Salmos 34.3]. Eu sou a tua salvação.
156. Salus, ubi multi consiliarii. [Black 1579]. Onde há muitos conselheiros, há segurança. nHá salvação onde há muita precaução. VIDE: lSalus autem ubi multa consilia.
157. Saluta libenter. [Dionísio Catão, Monosticha 10]. Cumprimenta com satisfação.
158. Salutaris severitas vincit inanem speciem clementiae. [Cícero, Ad Brutum 1.2a.1]. Uma salutar severidade vence uma vazia aparência de indulgência.
159. Salute tenus amici. [Pereira 94]. Amigos só de cumprimentos. nAmigos só de beijo-vo-las mãos. VIDE: lVerbo tenus amicus.
160. Salutem hominum in Dei tutela esse. [Cícero, De Finibus 3.66]. A salvação dos homens está na proteção de Deus.
161. Salutem plurimam. Saudações. Cumprimentos.
162. Salutis causa bene fit homini iniuria. [Publílio Siro]. Para salvar um homem, é permitido causar-lhe um prejuízo.
163. Salva animam tuam. [Vulgata, Gênesis 19.17]. Salva a tua vida.
164. Salva conscientia. Sem comprometer a consciência.
165. Salva dignitate. Sem comprometer a dignidade.
166. Salva fide. [Cícero, De Officiis 3.44]. Sem quebra do dever. Sem quebra da fidelidade. Sem quebra da honra.
167. Salva iustitia. [Jur]. Resguardada a justiça.
168. Salva veritate. Resguardada a verdade.
169. Salvam fac reginam, o Domine. Ó Senhor, guarda a rainha. nDeus guarde a rainha. VIDE: lSalvum fac regem, o Domine.
170. Salvator mundi. O salvador do mundo.
171. Salve! Salve! (=No plural: Salvete!)
172. Salve, Regina Misericordiae. [Da liturgia católica]. Salve, Rainha da Misericórdia.
173. Salvis legibus. [Cícero, Ad Familiares 1.2]. Respeitadas as leis. Sem transgressão das leis.
174. Salvo iure. [Jur]. Resguardado o direito. Sem prejuízo de seu direito.
175. Salvo iure proprietatis et translationis. [Jur]. Reservado o direito de propriedade e de tradução.
176. Salvo officio. Sem faltar à obrigação.
177. Salvo pudore. Sem ofensa ao pudor.
178. Salvum fac regem, o Domine. Senhor, guarda o rei. nDeus guarde o rei. VIDE: lSalvam fac reginam, o Domine.
179. Sana me, Domine, et sanabor; salvum me fac, et salvus ero. [Vulgata, Jeremias 17.14]. Cura-me, Senhor, e eu serei curado; salva-me, e serei salvo.
180. Sana meditari incipe, et placida fare. [Sêneca, Medea 537]. Trata de pensar coisas saudáveis e de dizer coisas suaves.
181. Samsone fortior. É mais forte que Sansão.
182. Sana quippe ratio etiam exemplis anteponenda est. [S.Agostinho, De Civitate Dei 1.22]. Deve-se preferir a sã razão até aos exemplos.
183. Sanabimur, si volemus. [Cícero, Tusculanae 3.5]. Ficarei bom, se quiser.
184. Sanabit nulla vulnera cordis ope. [Ovídio, Ex Ponto 1.3.22]. Nenhum poder curará as feridas do coração.
185. Sanae mentis. De mente sã. (=Em plena posse das faculdades mentais). lSanae mentis et bonae memoriae. [Black 233]. De mente sã e boa memória. (=Afirmação da capacidade mental do testador). VIDE: lId qui neget, vix eum sanae mentis existimem.
186. Sanat, sanctificat, ditat te surgere mane. Acordar cedo mantém a saúde, abençoa e enriquece. nDeus ajuda a quem madruga. nQuem cedo se deita e cedo se levanta, doença, pobreza e velhice espanta. lSanat, sanctificat, ditat quoque surgere mane.
187. Sancta parvis habitat in tectis Venus. [Sêneca, Hippolytus 211]. O amor puro habita nas cabanas.
188. Sancta sancte tractanda sunt. [Rezende 6004]. As coisas sagradas devem ser tratadas com respeito.
189. Sancta sanctorum. [Vulgata, Números 4.19]. O Santuário. (=A parte mais secreta do templo hebreu, onde somente o sumo-sacerdote podia entrar). VIDE: lSanctum sanctorum.
190. Sanctae partes sunt, si universum venerabile est. [Sêneca, De Ira 2.31.7]. Se o todo é venerável, as partes são sagradas.
191. Sanctio legis. [Jur]. A sanção da lei.
192. Sanctissimum est meminisse, cui te debeas. [Publílio Siro]. É dever sagrado lembrar-se daquele a quem se deve a existência.
193. Sanctitas est scientia colendorum deorum. [Cícero, De Natura Deorum 1.116]. A religiosidade é o conhecimento dos deuses que devem ser venerados.
194. Sanctius est ac reverentius visum de actis deorum credere quam scire. [Tácito, Germania 34]. É considerado mais justo e mais respeitoso confiar nos atos dos deuses do que entendê-los.
195. Sanctorum vitas legere et non vivere frusta est; sanctorum vitas degite, non legite. [John Owen, Epigrammata 3.80]. Ler as vidas dos santos e não vivê-las é inútil; vivei as vidas dos santos, não as leiais.
196. Sanctum est vetus omne poëma. [Horácio, Epistulae 2.1.54]. Todo poema antigo é coisa sagrada.
197. Sanctum per saecula nomen legatus. [DAPR 442]. O nome do mensageiro é eternamente respeitado. nMensageiro não merece pancada. VIDE: l Legatus nec violatur nec laeditur. lLegatus non laeditur, nec violatur. lLegatus nec cogitur nec violatur. lLegatus haud violatur, haudque caeditur. lLegatus non caeditur, neque violatur. lNe impediatur legatio. lNuntio nihil imputandum. lOrator nec percutitur, nec violatur.
198. Sanctum sanctorum. [Vulgata, Êxodo 29.37]. O santo dos santos. (=Lugar sagrado proibido aos profanos. Coisa consagrada por Deus). VIDE: lSancta sanctorum.
199. Sane enim inter fratrem sororemque nuptiae prohibitae sunt, sive ab eodem patre eademque matre nati sunt, sive ex alterutro eorum. [Institutiones 1.10.3]. Certamente é proibido o casamento entre o irmão e a irmã, quer tenham nascido do mesmo pai e da mesma mãe, quer de um ou de outro destes.
200. Sane magnus equus lepido sunt vina poëtae. [Schottus, Adagia 585]. Sem dúvida o vinho é para o poeta espirituoso um grande cavalo. VIDE: lEgregio vati vinum fit equus celer omni. lVinum poëtarum caballus.