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DICIONÁRIO
DE EXPRESSÕES E FRASES LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER
1601. Quis posuit in visceribus hominis sapientiam? vel quis dedit gallo intellegentiam? [Vulgata, Jó 38.36]. Quem pôs a sabedoria no coração do homem, ou quem deu o instinto ao galo?
1602. Quis potest dicere: Mundum est cor meum, purus sum a peccato? [Vulgata, Provérbios 20.9]. Quem pode dizer: O meu coração está puro, eu estou isento de pecado?
1603. Quis potest dimittere peccata, nisi solus Deus? [Vulgata, Lucas 5.21]. Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?
1604. Quis potest sine offula vivere? [Suetônio, Divus Claudius 40]. Quem pode viver sem sua comidinha?
1605. Quis, putas, est iste? [Vulgata, Marcos 4.40]. Quem julgas que é este?
1606. Quis putris caepae est usus? [Schottus, Adagia 601]. Qual é a utilidade de uma cebola podre? VIDE: lQuae utilitas putridi caepis? lQuis usus caepis putridi?
1607. Quis recte rex est? Se ratione regens. [Tosi 1002]. Quem é bom rei? Aquele que se governa com a razão.
1608. Quis rex unquam fuit, quis populus, qui non uteretur praedictione divina? [Cícero, De Divinatione 1.96]. Qual o rei, qual o povo que nunca tenha utilizado a predição profética?
1609. Quis separabit? [Inscrição no selo de Carolina do Sul, EUA]. Quem nos separará?
1610. Quis sibi verum dicere ausus est? [Sêneca, De Tranquillitate Animi 1.16]. Quem já ousou dizer a verdade a si mesmo?
1611. Quis sine amico vivere possit? Quem poderia viver sem um amigo? nVida sem amigo, morte sem testemunha.
1612. Quis sine peccato est? Quem há sem pecado? nNinguém há sem pecado. VIDE: lQuis nostrum sine vitiis est?
1613. Quis sit divitiarum modus quaeris? primus habere quod necesse est, proximus quod satis est. [Sêneca, Epistulae 2.6]. Queres saber qual seria o limite adequado da riqueza? Primeiro, ter o que é indispensável; a seguir, ter o que baste.
1614. Quis sit summi boni locus quaeris? Animus. [Sêneca, Epistulae 87.21]. Perguntas qual é o lugar do bem supremo? O espírito.
1615. Quis stultior, qui hircum mulget, an qui cribrum supponit? Quem é mais tolo, o que ordenha o bode, ou o que põe uma peneira debaixo? VIDE: lUter stultior, qui hircum mulget, an qui cribrum supponit? lUter insipientior, is qui hircum mulget, aut qui cribrum supponit?
1616. Quis talia fando temperet a lacrimis? [Virgílio, Eneida 2.6]. Quem reteria as lágrimas ao contar tais coisas?
1617. Quis tam demens, ut sua voluntate maereat? [Cícero, Tusculanae 3.71]. Quem é tão louco, a ponto de sofrer por própria vontade?
1618. Quis tardus aut cordatus, usus docet. [Apostólio, Paroimiai 20.93]., A experiência informa quem é lento ou prudente.
1619. Quis te constituit principem et iudicem super nos? [Vulgata, Êxodo 2.14]. Quem te constituiu a ti nosso príncipe e nosso juiz?
1620. Quis tu, ut timeres ab homine mortali? [Vulgata, Isaías 51.12]. Quem és tu, para teres medo de um homem mortal?
1621. Quis ullam calamitosis deberi putat gratiam? [Veleio Patérculo, Historia Romana 2.53.2]. Quem julga que deve favor aos que estão em desgraça?
1622. Quis unquam innocens periit, aut quando recti deleti sunt? [Vulgata, Jó 4.7]. Que inocente pereceu jamais? ou quando foram os justos destruídos?
1623. Quis unquam res suas quasi periturus aspexit? [Sêneca, Ad Marciam 9.4]. Quem jamais, às portas da morte, se preocupou com os seus bens?
1624. Quis usus caepis putridi? [Erasmo, Adagia 3.2.94]. Qual é a utilidade da cebola podre? VIDE: lQuae utilitas putridi caepis? lQuis putris caepae est usus?
1625. Quis ventus te illuc adegit? [Erasmo, Colloquia 5]. Que vento te levou lá? lQuis ventus te huc adegit? Que vento te trouxe aqui?
1626. Quis vetat a magnis ad res exempla minores sumere? [Ovídio, Ars Amatoria 3.525]. Quem me impede de tomar das grandes coisas exemplos para as coisas menores?
1627. Quis vetet apposito lumen de lumine sumi? [Ovídio, Ars Amatoria 3.93]. Quem proibirá acender-se uma lâmpada com a chama de uma lâmpada próxima?
1628. Quis vos impedivit veritati non oboedire? [Vulgata, Gálatas 5.7]. Quem vos criou dificuldades para que não obedecésseis à verdade?
1629. Quisnam igitur liber? Sapiens sibi qui imperiosus. [Horácio, Satirae 2.7.83]. Quem, pois, é livre? O sábio que governa a si mesmo.
1630. Quisnam igitur sanus? Quis non stultus? [Horácio, Sermones 2.3.158]. Quem é são? Quem não é estulto?
1631. Quisnam istic fluvius est, quem non recipiat mare? [Plauto, Curculio 86]. Qual é esse rio que o mar não vai querer receber? VIDE: lQuis fluvius est quem non recipiat mare?
1632. Quisque ad suum commodum refert quaecumque agit. [Cícero, De Legibus 1.49]. Faça o que fizer, cada um trata do seu interesse. nCada um pede para o seu santo.
1633. Quisque dies vitae est velut ultimus esse putandus. [Tosi 613]. Cada dia da vida deve ser considerado como sendo o último. VIDE: lOmnis dies velut ultimus ordinandus est. lOmnis dies velut ultimus iudicandus est. lOmnis dies velut ultimus putandus est.
1634. Quisque es, assiduas aufuge blanditias. [Propércio, Elegiae 1.9.30]. Quem quer que sejas, foge das lisonjas constantes.
1635. Quisque miser casu alterius solacia sumit. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 63]. Todo infeliz tira consolo da desgraça de outrem. nMal alheio dá consolo.
1636. Quisque quod possit gerat. Cada qual faça o que puder.
1637. Quisque se suo modulo metiatur. Cada um deve medir-se por sua medida. nMacaco, olha teu rabo! nCada um mede o trigo alheio por seu alqueire. VIDE: lMetiri se quemque suo modulo, ac pede, verum est. lSuo se modulo metiri.
1638. Quisque sibi carus est. Cada qual gosta de si. nCada santo quer sua vela.
1639. Quisque sibi fascem sentit inesse gravem. [Pereira 99]. Cada um sente que seu fardo é pesado. nCada qual sente o seu mal.
1640. Quisque sibi proximus. Cada um é o seu parente mais próximo. nParentes são os dentes.
1641. Quisque sua contentus sorte vivat. Cada qual viva contente com sua sorte. nCada um se contente com o que Deus lhe dá.
1642. Quisque suas sustinet cruces. [DAPR 202]. Cada qual suporta suas cruzes. nCada qual carrega sua cruz.
1643. Quisque suos patimur Manes. [Virgílio, Eneida 6.743]. Cada um de nós carrega sua sorte. nCada qual com seu bocado de mau caminho.
1644. Quisque tanti sit quanti possidet. [Albertatius 1021]. Quanto uma pessoa tem, tanto vale. nQuanto tens, tanto vales. nVale quem tem. VIDE: lNihil satis est, quia tanti, quanti habeas, sis. lQuantum habet quisque, tanti sit. lQuantum habebis, tantus eris. lTanti quantum habeas, sis. lTanti quisque sit, quantum possidet. lTanti revera estis, quantum habetis. lUbique tanti quisque, quantum habuit, fuit.
1645. Quisquis alit pecus, et terram proscindit aratro, deducit locuples aurea fila colo. [Pereira 119]. Quem cria gado e lavra a terra é rico e apanha fios de ouro com o cesto. nQuem lavra e cria ouro fia.
1646. Quisquis amat cervam, cervam putat esse Minervam; quisquis amat ranam, ranam putat esse Dianam. [Rezende 5646]. Quem ama uma corça julga que a corça seja Minerva; quem ama uma rã julga que a rã seja Diana. nQuem ama o feio, bonito lhe parece. VIDE: lQui diligit ranam, ranam putat esse Dianam. lSi quis amat ranam, ranam putat esse Dianam.
1647. Quisquis amat dictis absentum rodere famam, hanc mensam indignam noverit esse sibi. [S.Agostinho / Stevenson 898]. Quem gosta de corroer a reputação dos ausentes por meio de críticas saiba que esta mesa não serve para ele.
1648. Quisquis amat dominum, diligit et catulum. [Pereira 118]. Quem ama o dono da casa ama também seu cãozinho. nQuem ama a Beltrão ama a seu cão. VIDE: lCui dominus gratus, canis huic meus amicus. lQui amat me, amat et canem meum. lQui amat me, amet et canem meum. lQui me amat, amet et canem meum. lQui me amat, amat et canem meam. lTu si me amas, canem meum dilige.
1649. Quisquis amat luscam, luscam putat esse venustam. [Tosi 547]. Quem ama uma vesga, acha que a vesga é muito linda. nPara quem ama, catinga de bode é cheiro. nQuem ama o feio, formoso lhe parece.
1650. Quisquis amas, loca sola nocent, loca sola caveto! [Ovídio, Remedium Amoris 579]. Ó tu que amas, os lugares solitários fazem mal; evita os lugares solitários.
1651. Quisquis amat, servit; sequitur captivus amatam. Quem ama, é escravo; o escravo segue a amada.
1652. Quisquis amat, valeat; pereat qui nescit amare. Bis tanto pereat quisquis amare vetat. [Inscrição em Pompéia]. Viva todo aquele que ama; morra quem não sabe amar. Morra duas vezes quem proíbe de amar.
1653. Quisquis ambitiosum et avarum ingenium habet, nihil ille iustum sapit, neque cupit, difficilisque est amicis, et toti civitati. [Eurípides / Estobeu / Bernardes, Nova Floresta 1.486]. Todo aquele que tem caráter ambicioso e avaro não aprecia nem deseja nada justo, e não presta nem para os amigos, nem para toda a cidade.
1654. Quisquis apes undasque timet, spinasque roseti, non mel, non pisces nec feret ille rosas. [Tosi 1674]. Quem teme as abelhas, as águas e os espinhos do roseiral, não terá mel, nem peixes, nem rosas.
1655. Quisquis bis naufragium faciet, frustra Neptunum accusat. [Apostólio, Paroimiai 14.83]. Acusa sem razão a Netuno aquele que naufragar pela segunda vez. nSó o tolo cai duas vezes no mesmo buraco. VIDE: lImprobe Neptunum accusat, qui iterum naufragium facit.
1656. Quisquis canem peregrinum alit, huic solus funis sit reliquus. [Apostólio, Paroimiai 14.90]. Quem alimenta cão alheio, nada lhe sobra senão a trela. nQuem dá pão a cão alheio, perde o pão. nFilho alheio, brasa no seio. VIDE: lQui canem alit exterum, huic praeter lorum nil fit reliquum. lQui canem alit peregrinum, huic praeter linum nil fit reliqui.
1657. Quisquis dixit ‘vixi,’ cotidie ad lucrum surgit. [Sêneca, Epistulae 12.9]. Quem disse ‘vivi’, toda manhã se levanta para receber o seu benefício.
1658. Quisquis es, observa legem. Quem quer que sejas, obedece à lei.
1659. Quisquis habet nummos, rerum sibi comparat usus. [Pereira 118]. Quem tem dinheiro obtém para si o uso das coisas. nQuem dinheiro tiver fará o que quiser. nQuem tem dinheiro quebra penedos. VIDE: lIlle agit ad votum, cui multum supererit aeris. lIlle agit ad votum, cui multum suppetit aeris.
1660. Quisquis habet nummos, secura navigat aura. [Petrônio, Satiricon 137.9]. Quem tem dinheiro navega com vento favorável. nDinheiro faz o mar chão. nQuem tem capa escapa.
1661. Quisquis in culpa fuit, dimissus odit. [Sêneca, Oedipus 701]. Quem foi acusado, quando é absolvido, guarda ódio.
1662. Quisquis in primo obstitit pepulitque amorem, tutus ac victor fuit. [Sêneca, Hippolytus 132]. Quem logo no princípio resistiu e repeliu o amor ficou seguro e vitorioso. nNo amor, quem foge é vencedor. VIDE: lQuisquis repulit amorem, tutus ac victor fuit.
1663. Quisquis in vita sua parentes colit, hic et vivus et defunctus deis est carus. [Estobeu / Sweet 174]. Quem em vida respeita seus pais, esse, tanto vivo como morto, é querido dos deuses.
1664. Quisquis iniqua facit, patiatur iniqua necesse est. [Pereira 119]. Quem faz o mal, é necessário que sofra o mal. nQuem fizer o mal, que o pague. nAqui se faz, aqui se paga. nQuem faz neste mundo, aqui mesmo paga.
1665. Quisquis magna dedit, voluit sibi magna remitti. [Marcial, Epigrammata 5.59.2]. Quem deu grandes coisas quis que lhe fossem dadas grandes coisas.
1666. Quisquis medium defugit iter, stabili nunquam tramite curret. [Sêneca, Hercules Oetaeus 675]. Quem se afasta do meio da estrada nunca andará em caminho firme. nQuem se mete por atalhos não se livra de trabalhos.
1667. Quisquis nocere didicit meminit cum potest. [PSa]. Quem aprendeu a fazer o mal lembra-se de fazê-lo, quando tem oportunidade.
1668. Quisquis non videt, caecus, quisquis videt nec laudat, ingratus, quisquis laudanti reluctatur, insanus est. [S.Agostinho, De Civitate Dei 1.7]. Quem não o vê, é cego; quem o vê e não o admira, é ingrato; quem protesta contra quem o admira, é insano.
1669. Quisquis ovem simulat, hunc lupus ore vorat. [Pereira 122]. nQuem se faz de ovelha, o lobo o devora. nSe te fizeres mel, comer-te-ão as moscas.
1670. Quisquis peccat inops, minor est reus. [Petrônio, Satiricon 133]. Quem peca por fraqueza não é um grande culpado.
1671. Quisquis plus iusto non sapit, ille sapit. [Marcial, Epigrammata 14.110]. Quem não sabe mais do que o suficiente, esse é sábio.
1672. Quisquis repulit amorem, tutus ac victor fuit. [DAPR 65]. Quem repeliu o amor ficou seguro e vitorioso. nNo amor, quem foge é vencedor. VIDE: lQuisquis in primo obstitit pepulitque amorem, tutus ac victor fuit.
1673. Quisquis secundis rebus exsultat nimis, fluitque luxu, semper insolita appetit. [Sêneca, Hippolytus 204]. Quem vive na prosperidade excessiva e goza da opulência sempre ambiciona o que não tem. nNinguém se contenta com o que tem. nQuem muito tem, mais deseja.
1674. Quisquis sequitur priores male iter ingressos, quidni habeat excusationem cum publica via erraverit? [Sêneca, De Ira 2.10.3]. E quem segue os que, indo na frente, entraram no caminho errado, não terá uma desculpa por se ter afastado da estrada real?
1675. Quisquis sine ratione facultates possidet, non diu possidet. Quem possui bens, mas não tem juízo, não os possui por muito tempo.
1676. Quisquis ubique habitat nusquam habitat. [Marcial, Epigrammata 7.73.6]. Quem mora em toda parte não mora em parte alguma. nAmigo de todos, amigo de nenhum. VIDE: lNusquam est qui ubique est. lNusquam habitat qui ubique habitat.
1677. Quivis beatus, versa rota Fortunae, ante vesperum potest esse miserrimus. [Amiano Marcelino, Historia 26.13]. Qualquer homem feliz, com o girar da roda da Fortuna, antes do anoitecer pode tornar-se infelicíssimo.
1678. Quivis homo potest quamvis turpem de quolibet rumorem proferre. [RH 2.12]. Qualquer homem pode espalhar um boato infame a respeito de qualquer um.
1679. Quivis praesumitur bonus, donec probetur malus. [Jur]. Toda pessoa presume-se boa, até que se prove que é má. VIDE: lQuilibet praesumitur bonus donec contrarium probetur.
1680. Quivis ruentis ligna quercus colligit. [Schottus, Adagia 609]. Qualquer um cata lenha do carvalho caído. nDe árvore caída todos fazem lenha. nEm pau caído todo o mundo faz graveto. VIDE: lArbore deiecta, ligna quivis colligit. lCadente quercu quilibet ligna colligit. lCadente quercu, quilibet lignatum adest. lDeiecta arbore, quivis ligna colligit. lDeiecta quivis arbore ligna legit. lRuente quivis ligna colligit arbore.
1681. Quo abiit dilectus tuus, o pulcherrima mulierum? [Vulgata, Cântico 5.17]. Para onde foi o teu amado, ó tu, que és a mais formosa de todas as mulheres?
1682. Quo agis? Aonde vais? VIDE: lDomine, quo vadis? lQuo tu vadis? lQuo vadis?
1683. Quo altior gradus, tanto profundior casus. Quanto mais alta a subida, tanto mais profunda a queda. nQuanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo. VIDE: lPericulosior casus ab alto. lQuanto altior est ascensus, tanto durior descensus. lQuanto altior gradus, tanto profundior casus. lQuanto gradus altior, tanto casus gravior.
1684. Quo altior mons, tanto profundior vallis. [DAPR 615]. Quanto mais alto o monte, tanto mais profundo o vale. nQuanto mais alta a berlinda, maior o trambolhão. nQuem mais alto subir de mais alto vai cair. VIDE: lSi mons sublimis, profundior est tibi vallis. lVallis optime collem monstrat.
1685. Quo altius eo suavius. Quanto mais alto, tanto mais agradável.
1686. Quo altius surrexerit, opportunius est in occasum. [Sêneca, De Brevitate Vitae 17]. Quanto mais alto se elevar, mais exposto está a uma queda.
1687. Quo animo? [Black 112]. Com que intenção?
1688. Quo brevior, dilucidior et cognitu facilior narratio fiet. [RH 1.14]. Quanto mais breve, a narração ficará mais brilhante e mais fácil de se entender. VIDE: lEo dilucidior narratio fiet, quo brevior.
1689. Quo celerius, eo melius. Quanto mais rápido, tanto melhor. lQuo citius, eo melius. nQuanto mais cedo, melhor.
1690. Quo communius est bonum, eo divinius est. [Signoriello 48]. O bem, quanto mais pessoas atinge, tanto mais divino é. VIDE: lBonum quanto communius, tanto divinius.
1691. Quo deus et quo dura vocat Fortuna, sequamur. [Virgílio, Eneida 12.667]. Caminhemos para onde nos chama esse deus e a cruel Fortuna.
1692. Quo difficilius, hoc praeclarius. [Cícero, De Officiis 1.19]. Quanto mais difícil, mais grandioso. lQuo difficilius est, eo praeclarius. VIDE: lQuod difficilius, hoc praeclarius.
1693. Quo diversus abis? [Virgílio, Eneida 5.166]. Aonde vais por esse caminho diferente?
1694. Quo ducis me? Aonde me estás levando? lQuo ducis nunc me? [Plauto, Bacchides 406]. Agora estás-me levando para onde?
1695. Quo ego vado, non potestis venire. [Vulgata, João 8.21]. Para onde eu vou, não podeis vós vir.
1696. Quo fas et gloria ducunt. Para lá me conduzem o dever e a glória.
1697. Quo fata ferunt. [Divisa das Bermudas]. Para onde conduz o destino.
1698. Quo fata trahunt retrahuntque, sequamur. [Virgílio, Eneida 5.709]. Sigamos para onde os fados puxam e repelem.
1699. Quo fata trahunt, virtus secura sequetur. [Lucano, Bellum Civile 2.288]. A coragem seguirá despreocupada para onde o destino conduzir.
1700. Quo fata vocant. Para lá me chama o destino.
1701. Quo iure? Com que direito? Com que autoridade?
1702. Quo longius a papa, eo melius. [Grynaeus 599]. Quanto mais longe do papa, tanto melhor.
1703. Quo magis vero hominum potentia crescit, eo latius ipsorum responsabilitas, sive singulorum sive communitatum extenditur. [Vaticano II]. Quanto mais se acrescenta o poder dos homens, tanto mais ampla é responsabilidade deles, seja dos individuos seja das comunidades.
1704. Quo maior es, eo te geras submissius. [Schottus, Adagia 4] Quanto mais poderoso fores, mostra-te tanto mais humilde.
1705. Quo maior est ardor, eo vividior est actio. Quanto maior é o entusiasmo, tanto mais enérgica é a ação.
1706. Quo me, Bacche, rapis, tui plenum? Baco, aonde tu me levas, quando estou cheio de ti?
1707. Quo me cumque rapit tempestas, deferor hospes. [Horácio, Epistulae 1.1.15]. Aonde quer que me atire a tempestade, lá chego como hóspede.
1708. Quo me vertam nescio. [Grynaeus 56]. Não sei para onde me virar. VIDE: lQuo se vertere nescit. lQuo se verteret nesciebat.
1709. Quo melius cibi masticantur, eo felicius procedit digestio et contra. [Nenter 95]. Quanto melhor se mastigam os alimentos, tanto melhor se realiza a digestão, e vice-versa.
1710. Quo mihi fortunam, si non conceditur uti? [Horácio, Epistulae 1.5.12]. De que me serve a sorte, se não me é permitido usá-la?
1711. Quo minime credas gurgite, piscis erit. [Ovídio, Ars Amatoria 3.426]. No rio em que menos se desconfia estará o peixe. nDonde se não cuida salta a lebre. lQuo minime creditur gurgite piscis erit. [Medina 590]. lQuo minime quaeris gurgite piscis erit. [DAPR 403]. O peixe estará no rio em que menos procurares. VIDE: lCasus ubique valet: semper tibi pendeat hamus; quo minime credas gurgite, piscis erit.
1712. Quo minor spes est, hoc magis ille cupit. [Ovídio, Fasti 2.765]. Quanto menor é a esperança, tanto mais ele deseja.
1713. Quo, misera, pergis? [Sêneca, Hippolytus 142]. Aonde vais, infeliz?
1714. Quo natura vergit, eo ducendum. [Rezende 5775]. Para onde se inclina a natureza, para lá se deve levar.
1715. Quo nequit ire satan, transmittit saepe ministrum. [DAPR 241]. Aonde o diabo não pode ir, muitas vezes manda seu auxiliar. nO diabo, onde não pode meter a cabeça, mete a cola.
1716. Quo non ars penetrat? [Ovídio, Ars Amatoria 3.291]. Onde não penetra a arte?
1717. Quo non ascendet? Aonde ele não chegará? VIDE: lEt quo non ascendam?
1718. Quo pergis, amens? [Sêneca, Hercules Furens 1032]. Aonde vais, insensato?
1719. Quo pergis, audax? Aonde vais, audacioso?
1720. Quo non pervenit leonis pellis, vulpina assuenda est. [Albertatius 1172]. Aonde a pele do leão não alcança, deve-se costurar a da raposa. nQuem não pode trapaceia. nSe não basta a pele de leão, põe uma de raposa. VIDE: lDolo pugnandum dum quis par non est armis. lSi in leonina sat haud sit pelle, vulpinam adhibe. lSi leonina non sufficit, vulpina assuenda. lSi leonina pellis non satis est, assuenda est vulpina. lSi leonina pellis non satis est, vulpina addenda. lSi leonina pellis non sufficerit, etiam vulpinam assuito. lSi leonina pellis non sufficit, vulpinam adhibe. lSi leonina pellis non sufficit, vulpinam assume. lUbi deficiunt vires, astu utendum. lUbi leonina pellis non pertingit, assumenda est et vulpina. lUbi leonis pellis deficit, vulpina induenda est. lUbi leonis pellis deficit, vulpina insuenda est. lUbi leonis pellis deficit, vulpinam induendam esse.
1721. Quo plus habent, eo plus cupiunt. [Henderson, Latin Proverbs / Stevenson 444]. nQuanto mais se tem, mais se quer. nQuem muito tem, mais deseja. lQuo plura haberes, acrius quae non habes cuperes. [Quinto Cúrcio, Historiae 7.8]. Quanto mais possuíres, com mais ardor desejarás o que não tens.
1722. Quo plura possis, plura patienter feras. [Sêneca, Troades 255]. Quanto mais poder tiveres, mais coisas suportarás com paciência.
1723. Quo plus sunt potae, plus sitiuntur aquae. [Ovídio, Fastos 1.216]. Quanto mais água se bebe, mais se tem sede de água. nQuanto mais água, mais sede. nBebedice de água nunca se acaba. VIDE: lCum plus sint potae, plus potiuntur aquae.
1724. Quo quis versutior et callidior est, hoc invisior et suspectior, detracta opinione probitatis. [Cícero, De Officiis 2.9.34]. Quanto mais sagaz e hábil alguém é, mais odioso e suspeito se torna, ao perder sua fama de honestidade.
1725. Quo quisque est altior, eo est periculo proximior. [Pereira 118]. Quanto mais alto alguém sobe, mais perto do perigo está. nQuem mais alto vai de mais alto cai. nQuanto um mais alto sobe, maior queda dá.
1726. Quo quisque est doctior, eo modestior esse debet. Quanto mais culto alguém é, tanto mais modesto deve ser.
1727. Quo quisque sapientior, eo taciturnior. [Pereira 115]. Quanto mais sábio alguém é, mais calado é. nOnde vai mais fundo o rio, aí faz menos ruído.
1728. Quo quisque stultior, eo magis insolescit. [DAPR 760]. Quanto mais estúpido alguém é, tanto mais arrogante fica. nQuanto mais parvo, mais confiado.
1729. Quo, quo, scelesti, ruitis? [Horácio, Epodi 7.1]. Criminosos, para onde, para onde correis?
1730. Quo regna sine usu? [Ovídio, Amores 3.7.49]. Para que serve o poder sem uso?
1731. Quo ruis? [Ovídio, Heroides 16.122]. Para onde corres?
1732. Quo ruitis? quaeve ista repens discordia surgit? [Virgílio, Eneida 12.313]. Para onde correis? Que discórdia é essa que surge assim de repente?
1733. Quo ruitis? Vestras quisque redite domos! [Ovídio, Heroides 13.128]. Para onde correis? Retornai todos às vossas casas!
1734. Quo se fortuna, eodem etiam favor hominum inclinat. [Justino, Historiae Philippicae 5.1]. Para onde se inclina a sorte, para aí se inclina o favor dos homens. lQuo se fortuna vertit, eo se favor hominum inclinat. Para onde se volta a sorte, para lá o interesse dos homens se inclina.
1735. Quo se vertere nescit. [DAPR 592]. Não sabe para onde se virar. nNão sabe o mato em que há de ir fazer lenha. lQuo se verteret nesciebat. [Cícero, In Verrem 2.74]. Não sabia para onde se virar. VIDE: lQuo me vertam nescio.
1736. Quo se vertere non habebat. [Cícero, Philippica 2.62]. Não tinha para onde se voltar.
1737. Quo securius quis se putat, eo latentius insidiatur inimicus. [S.Agostinho]. Quanto mais seguro alguém se julga, tanto mais lhe arma emboscadas o inimigo. nA desconfiança é a sentinela da segurança.
1738. Quo semel imbuta est recens, servabit odorem testa diu. [Horácio, Epistulae 1.2.69]. O vaso novo conservará por longo tempo o cheiro do líquido que foi nele colocado. nA quem o demo toma uma vez, sempre lhe fica o jeito. nO que se aprende no berço dura até a sepultura. nQuem más manhas há, tarde ou nunca as perderá. VIDE: lDemere nemo potest vasi cuicumque saporem primum sive bonum teneat sive deteriorem. lQuod nova testa capit, inveterata sapit. lSapiunt vasa, quicquid primum acceperunt. lSapor quo nova imbuas vasa, durat.
1739. Quo simpliciores sunt cibi, eo meliores. [Nenter 97]. Quanto mais simples são os alimentos, tanto melhores.
1740. Quo spinosior, fragrantior. Quanto mais espinhosa, mais perfumada.
1741. Quo tamen adversibus fluctibus ire paras? [Ovídio, Heroides 7.42]. Aonde tentas ir estando as ondas adversas?
1742. Quo timoris minus est, eo minus ferme periculi est. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 22.5]. Quanto menos medo há, geralmente menos perigo há.
1743. Quo vadis? [Vulgata, João 13.36]. Aonde vais? lQuo tu vadis? [Vulgata, Zacarias 2.2]. lQuo vadis, Domine? Aonde vais, Senhor? VIDE: lDomine, quo vadis? lQuo agis? lUnde venis et quo tendis? lUnde venis et quo vadis?
1744. Quo volunt reges, vadunt leges. nVão as leis aonde querem os reis. lQuo voluntas regis vadunt leges. As leis vão para onde vai a vontade do rei. VIDE: lQuicquid regi placuerit, quamvis ratione careat, legis habet vigorem. lQuod placuit principi legis habuit vigorem. lQuod principi placuit, legis habet vigorem. lQuod principi placuit, legis habet rationem. lRegis voluntas suprema lex esto. lUt volunt reges, ita valent leges. lVoluntas principis suprema lex est.
1745. Quo vult, ducit frena, cuius bursa plena. [Carmina Burana]. Quem tem a bolsa cheia puxa as rédeas para onde quiser. nQuem dinheiro tiver, fará o que quiser.
1746. Quocumque aspicio, nihil est nisi mortis imago. [Ovídio, Tristia 1.11.23]. Para qualquer lado que eu olhe, só há o retrato da morte.
1747. Quocumque aspicio nihil est, nisi portus et aër. Para onde quer que eu olhe, não há nada, senão mar e ar.
1748. Quocumque enim perrexeris, pergam, et ubi morata fueris, et ego pariter morabor. [Vulgata, Rute 1.16]. Para onde tu fores, irei também eu, e onde quer que morares, morarei eu também.
1749. Quocumque iaceris, stabit. Aonde quer que o jogues, permanecerá.
1750. Quocumque incedis, sequitur Mors corporis umbram. [Dionísio Catão, Disticha 4.37]. Para onde te diriges, a morte segue a sombra do teu corpo.
1751. Quocumque modo. De qualquer maneira. De qualquer modo. VIDE: lQuovis modo.
1752. Quocumque nomine. Sob qualquer nome.
1753. Quod a multis petitur, difficulter custoditur. [DAPR 328]. É difícil vigiar o que é desejado por muitos. nCoisa muito desejada, não há como guardá-la. nQuem tem mulher formosa, castelo na fronteira e vinha na carreira, nunca lhe falta canseira. VIDE: lDifficile custoditur quod plures amant. lDifficile est custodire quod multis placet. lMagno cum periculo custoditur, quod multis placet. lMaximo periculo custoditur quod multis placet. lNon facile solus serves quod multis placet.
1754. Quod ab alio oderis fieri tibi, vide ne tu aliquando alteri facias. [Vulgata, Tobias 4.16]. O que não gostarias que a ti fosse feito por outrem, toma cuidado para que nunca faças a outrem. nNão faças a outrem o que não queres que te façam. VIDE: lAliis ne feceris, quod tibi fieri non vis. lAlteri ne facias quod tibi fieri non vis. lFacere non debet quis alteri, quod sibi fieri nolit. lNe alteri feceris quod tibi non vis fieri. lQuod sibi quis fieri non vult, alii ne faciat. lQuod tibi fieri non vis, alteri ne facias. lQuod tibi fieri non vis, alteri ne feceris. lQuod tibi non optes, alii ne feceris ulli. lQuod tibi non vis, alteri ne facies. lQuod tibi non vis fieri, alii ne feceris. lQuod tibi non vis fieri, alteri ne feceris. lQuod tibi non vis, utinam alteri ne facias.
1755. Quod ab amico est profectum, iucundum, si cum studio est profectum. [Cícero, De Amicitia 14]. O que vem de um amigo é sempre agradável, quando vem com interesse afetuoso.
1756. Quod ab initio non valet, in tractu temporis non convalescit. [Jur / Broom 144]. O que é vicioso desde o começo, não ganha força com o passar do tempo. lQuod ab initio nullum est, non potest lapsu temporis convalescere. O que desde o princípio é vicioso, não pode ganhar força com o decurso do tempo. VIDE: lQuod initio vitiosum est, non potest tractu temporis convalescere. lQuod initio non valet, tractu temporis non valet.
1757. Quod abundat non nocet. nO que abunda não prejudica. nO que é de mais mal não faz. lQuod abundat non vitiat. [Maloux 427].
1758. Quod acciderit, feramus. [Cícero, Pro Sestio 143]. Suportemos tudo que acontecer.
1759. Quod ad ius naturale attinet, omnes homines aequales sunt. [Digesta 50.17.32]. No que diz respeito ao direito natural, todos os homens são iguais. lQuod ad ius naturale pertinet, omnes homines aequales sunt. VIDE: lNatura omnes homines aequales genuit.
1760. Quod ad me pertinet. No que me concerne.
1761. Quod ad omnium cedit utilitatem, sine omnium detrimento interire non potest, vel etiam infirmari. [Dante]. Aquilo que está sujeito ao interesse de todos, não pode perecer, nem mesmo debilitar-se, sem o prejuízo de todos.
1762. Quod aedificatur in area legata cedit legato. [Jur / Broom 329]. O que se constrói em área doada por testamento vai para o legatário.
1763. Quod aegris evenit, hoc accidit nobis. [Sêneca, Epistulae 7.1]. Tudo que acontece aos infelizes, acontece a nós.
1764. Quod aetas vitium posuit, aetas auferet. [Publílio Siro]. O defeito que o tempo trouxe, o tempo o levará.
1765. Quod alias non fuit licitum, necessitas licitum facit. [Jur / Black 1486]. O que em outra situação não era legal, a necessidade torna legal.
1766. Quod alibi deminutum, exsequatur alibi. [Stevenson 927]. O que se perde num lugar, ganha-se noutro.
1767. Quod alicui suo non licet nomine, nec alieno licebit. [Jur]. O que a alguém não é permitido fazer em seu nome, também não será permitido em nome de outrem.
1768. Quod aliis cibus est, aliis fuat acre venenum. [Lucrécio, De Rerum Natura 4.637]. O que para uns é alimento, para outros será um veneno violento. nO que é bom para um, pode não ser para outro. nO que para uns é mel para outros é fel. VIDE: lQuod cibus est aliis, aliis est venenum.
1769. Quod aliis vitio vertas, ipse ne feceris. [Erasmo, Adagia 3.9.33]. Tu mesmo não deves fazer o que nos outros consideras vício. VIDE: lQuae tu aegre fers in proximo, ea ipse ne feceris.
1770. Quod ante pedes sit non vident. Não vêem o que está diante seus próprios pés. nNão vêem um palmo à frente do nariz. VIDE: lQuae ante pedes sunt non novit.
1771. Quod antecedit tempus, maxima venturi supplicii pars est. [Sêneca, De Beneficiis 2.5]. O tempo que precede o castigo esperado é a pior parte desse castigo.
1772. Quod approbo non reprobo. [Jur / Broom 556]. O que eu aprovo eu não reprovo. (=Não posso receber o benefício de um instrumento e ao mesmo tempo repudiá-lo). VIDE: lQui approbat non reprobat.
1773. Quod assequi non potest, sequi desinit. [Veleio Patérculo, Historia Romana 1.17.8]. O que não se pode alcançar, deixa-se de perseguir.
1774. Quod autem antiquatur, et senescit, prope interitum est. [Vulgata, Hebreus 8.13]. O que se dá por antiquado, e envelhece, perto está de perecer.
1775. Quod avertat Deus! Que Deus nos livre disso! nDeus me livre! nDeus nos livre! VIDE: lAvertat Deus! lDeus avertat! lQuod Deus avertat!
1776. Quod bene dicitur, repetere non nocet. O que se diz de bom, não faz mal repetir.
1777. Quod bene notandum. Isso deve ser cuidadosamente registrado.
1778. Quod bene potes facere, noli differre. [Albertano da Brescia, Liber Consolationis 49.24]. Não adies o bem que podes fazer. VIDE: lNoli differre in aliud tempus quod hic et nunc facere potes.
1779. Quod bibas nunquam reperies, si caeno inquines limpidam aquam. [Apostólio, Paroimiai 5.83]. Nunca encontrarás o que beber, se sujares com lodo a água limpa. VIDE: lCaeno puram aquam turbans nunquam invenies potum. lCaeno limpidam aquam inquinans nunquam invenies potum.
1780. Quod bonis benefit beneficium, gratia ea gravida est bonis. [Plauto, Captivi 290]. O benefício que favorece aos bons, esse favor está sempre repleto de vantagens.
1781. Quod bonum est, bonos facit. [Sêneca, Epistulae 87.12]. O que é bom, faz homens bons.
1782. Quod caret alterna requie durabile non est. [Ovídio, Heroides 4.89]. O que não tem intervalo de repouso não pode durar. nO que é intenso dura pouco.
1783. Quod canis in Aegypto: bibit et fugit; quando in illis regionibus constat canes raptu crocodilorum exterritos currere et bibere. [Macróbio, Saturnalia 2.2]. Como um cão no Egito: bebe e foge, já que se sabe que, naquelas regiões, os cães, assustados com o ataque dos crocodilhos, correm e bebem água. VIDE: lCanes currentes bibere in Nilo flumine, a corcodillis ne rapiantur, traditum est. lIlle homo agit quod canis in Aegypto. lSicut canis ad Nilum, bibens et fugiens. lTamquam canis e Nilo. lUt canis e Nilo.
1784. Quod cavere possis, stultum admittere est. [Terêncio, Eunuchus 761]. É tolice aceitar o (mal) que se pode evitar. VIDE: lTu quod cavere possis, stultum admittere est.
1785. Quod Christus perdit, fiscus habebit. [Pereira 115]. O que Cristo perde, ganhará o fisco. nO que perde Cristo, ganha o fisco.
1786. Quod cibus est aliis, aliis est venenum. O que para uns é alimento para outros é veneno. nO que é bom para o fígado é mau para o baço. VIDE: lQuod aliis cibus est, aliis fuat acre venenum.
1787. Quod cito acquiritur, cito perit. O que depressa se consegüe depressa se perde. nVem fácil, vai fácil.
1788. Quod cito fit, cito perit. [Stevenson 1927]. O que depressa se faz depressa se desfaz. nO que cedo amadurece cedo apodrece. VIDE: lCitius pubescunt, citius senescunt. lCito maturum, cito putridum. lIndicium imminentis exitii nimia maturitas est. lIs cadit ante senem qui sapit ante diem.
1789. Quod cito prodideris medico, curabitur ulcus; quod tegitur, maius creditur esse malum. A ferida que mostrares logo ao médico, sarará; acredita-se que é maior o