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DICIONÁRIO
DE EXPRESSÕES E FRASES LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER
1201. Pondera moduliqüe. [Horácio, Sermones 1.3.78]. Pesos e medidas.
1202. Pondere, mensura, numero Deus omnia fecit. [Schrevelius 1181]. Deus fez todas as coisas por peso, medida e número.
1203. Pondere, non numero. Pelo peso, não pelo número. nMais vale qualidade que quantidade.
1204. Pondus diei, et aestus. [Vulgata, Mateus 20.12]. O peso do dia e da calma.
1205. Pondus et pondus, mensura et mensura. [Vulgata, Provérbios 20.10]. Um peso e outro peso, uma medida e outra medida. nDois pesos e duas medidas. VIDE: lAbominatio est apud Dominum pondus et pondus; statera dolosa non est bona.
1206. Pondus super se tollet qui honestiori se communicat. [Vulgata, Eclesiástico 13.2]. Impõe-se uma pesada carga o que trata com outro mais poderoso do que ele. VIDE: lCave a commercio potentium: habe commercium cum aequalibus. lCave virum maiorem. lCavendum a potentiore. lCum viro potentiore ne communica. lFuge procul a viro maiore. lQui te fortior est, hunc tu vitare memento.
1207. Pone gulae metas, ut sit tibi longior aetas. [Rezende 5070]. Põe limites à gula, para que a vida te seja mais longa. nMais mata a gula do que a espada.
1208. Pone irae frena modumque. [Juvenal, Satirae 8.88]. Põe freio e medida em tua indignação.
1209. Pone te semper ad infimum, et dabitur tibi summum. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 2.10.17]. Põe-te sempre no degrau mais baixo, e te será concedido o mais elevado.
1210. Pons asinorum. A ponte dos burros. (=Uma ajuda para principiantes). VIDE: lAd usum asinorum.
1211. Ponte subit ligni flumina stultus eques. [Pereira 117]. O cavaleiro tolo atravessa rios por ponte de madeira. nPela ponte de madeira passa o louco cavaleiro.
1212. Pontifex maximus. O sumo-pontífice. (=Pontifex significa construtor de pontes).
1213. Popularis aura. A popularidade.
1214. Popularis favor malis artibus quaeritur. [Albertano da Brescia, De Amore et Dilectione 9]. O favor do povo se adquire por meio de artifícios desonestos. VIDE: lMalis artibus popularis favor quaeritur.
1215. Popularis strepitus. [Horácio, Ars Poetica 81]. O clamor da multidão.
1216. Populatque ingentem farris acervum curculio, atque inopi metuens formica senectae. [Virgílio, Georgica 1.185]. E destroem um enorme acervo de trigo tanto o gorgulho como a formiga, que teme a velhice sem recursos.
1217. Populi contemnere voces. [Horácio, Sermones 1.1.65]. Desprezar as vozes do povo.
1218. Populi est mancipium, quisquis patriae est utilis. [Publílio Siro]. É escravo de seu povo todo homem que é útil à pátria.
1219. Populi imperium iuxta libertatem. [Tácito, Annales 6.42]. O governo do povo tende à liberdade.
1220. Populorum vox. A voz dos povos.
1221. Populus durae cervicis es. [Vulgata, Êxodo 33.3]. És um povo de cerviz dura. VIDE: lHomo durae cervicis.
1222. Populus est novarum cupiens pavidusque. [Tácito, Annales 15.46.4]. O povo é ávido de novidades, e ao mesmo tempo temeroso.
1223. Populus iste labiis suis glorificat me, cor autem eius longe est a me. [Vulgata, Isaías 29.13]. Este povo me glorifica com seus lábios, mas o seu coração está contudo longe de mim.
1224. Populus maior imperatore. O povo é mais importante que o governante. lPopulus maior principe.
1225. Populus me sibilat, at mihi plaudo. O povo me vaia, mas eu me aplaudo. nAnde eu quente, ria-se a gente. lPopulus me sibilat, at mihi plaudo ipse domi, simul ac nummus contemplor in arca. [Horácio, Satirae 1.1.66]. O povo me vaia, mas em casa eu mesmo me aplaudo, quando contemplo o dinheiro na arca.
1226. Populus minutus laborat; nam isti maiores maxillae semper Saturnalia agunt. [Petrônio, Satiricon 44]. O povo miúdo está na miséria, pois todas essas grandes mandíbulas estão sempre festejando as Saturnais
1227. Populus qui ambulabat in tenebris, vidit lucem magnam. [Vulgata, Isaías 9.2]. Este povo, que andava em trevas, viu uma grande luz.
1228. Populus semper aut invidet aut favet. [Cícero, Pro Plancio 7]. O povo está sempre ou contra ou a favor.
1229. Populus sine duce facile dispergitur. [VES 62]. Povo sem chefe facilmente se dispersa.
1230. Populus vult decipi, ergo decipiatur. [Cardeal Carlo Caraffa, atribuído]. O povo quer ser enganado, pois que o seja. VIDE: lMundus vult decipi, ergo decipiatur. lQui vult decipi, decipiatur. lSi mundus vult decipi, decipiatur. lVulgus vult decipi, ergo decipiatur.
1231. Porcellum alens porcum habebit. [Schrevelius 1182]. Quem alimenta um leitão terá um porco. nQuem planta colhe. VIDE: lPluvia Aprilia flores Maios generat.
1232. Porrectis dormire pedibus. [Erasmo, Adagia 1.8.21]. Dormir com os pés estendidos. (=Ficar inteiramente à vontade). nEstar como o vilão em casa de seu sogro.
1233. Porro a Iove atque fulmine. [Erasmo, Adagia 1.3.96]. Longe de Júpiter e do raio. nQuanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo. VIDE: lProcul a Iove, procul a fulmine. lProcul a Iove, procul a fulgure. lProcul a Iove et fulmine.
1234. Porro ut ex studiis gaudium, sic studia hilaritatem proveniunt. [Plínio Moço, Epistulae 8.19.2]. Como o prazer vem do interesse, assim o interesse vem da alegria.
1235. Porta, et portaberis. [Bernardes, Luz e Calor 1.221.67]. Carrega, e serás carregado. nSofre, e sofrer-te-ão.
1236. Porta itineri longissima est. [Erasmo, Adagia 4.5.96]. A porta é a parte mais longa da viagem. nO primeiro passo é o que mais custa. nPartir de casa é a maior jornada. lPorta itineris dicitur longissima esse. [Varrão, De Re Rustica 1.2.2]. Dizem que a porta é a parte mais longa da viagem.
1237. Portatur leviter quod portat quisque libenter. [Rabelais, Gargantua 3.40]. Carrega-se facilmente o que se carrega com prazer. nO que é do gosto, regalo da vida. nO que é de gosto regala a vida. VIDE: lLeve fit, quod bene fertur, onus. lOnus non est quod sponte suscipitur.
1238. Portio agri videtur aqua viva. [Digesta 43.24.11]. A fonte se considera como parte do solo.
1239. Portum potius paratum nobis et perfugium putemus mortem. [Cícero, Tusculanae 1.49]. Consideremos a morte mais como um porto e um refúgio preparado para nós.
1240. Portus aeterna placidus quiete. [Sêneca, Agamemnon 592]. (A morte) é um porto tranqüilo para o eterno repouso.
1241. Portus est locus in quo exportantur et importantur merces. [Jur / Black 1381]. Porto é o lugar em que se exportam e importam mercadorias.
1242. Portus miseriae ars. [Pereira 120]. O ofício é um abrigo contra a miséria. nQuem sabe ofício não morre de fome. nQuem tem ofício tem benefício. VIDE: lArs ipsa inopiae portus est mortalibus. lArs portus infelicitatis hominibus. lArs portus inopiae. lArs portus miseriae. lDisce aliquid, nam cum subito Fortuna recessit, ars remanet vitamque hominis non deserit unquam. lUnicum confugium in egestate ars est.
1243. Poscunt fidem secunda, at adversa exigunt. [Sêneca, Agamemnon 934]. A boa fortuna pede fidelidade, a adversidade a exige.
1244. Poscunt infamem turpissima crimina finem. [Pereira 119]. Crimes odiosos buscam um fim infame. nQuem mal vive mal acaba.
1245. Posse foramen acus melius transire camelum credo, quam possit homo dives scandere caelum. Acredito que seja mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um homem rico escalar o céu. VIDE: lFacilius est camelum per foramen acus transire quam divitem intrare in regnum caelorum.
1246. Possessio bona fide. [Jur / Black 1382]. Posse de boa-fé.
1247. Possessio mala fide. [Jur / Black 1382]. Posse de má-fé.
1248. Posside sapientiam, quia auro melior est. [Vulgata, Provérbios 16.16]. Possui a sabedoria, pois ela é melhor que o ouro. nMais vale saber que haver. nAcaba o haver, fica o saber. VIDE: lSapientia divitiis praestantior. lSapientia longe praestat divitiis. lSapientiae divitiis possessio praestantior.
1249. Possideas tacitus, si quae adsunt munera divum. [DAPR 96]. Se houver presentes dos deuses, recebê-los-ás em silêncio. nOvelha que barrega perde o bocado.
1250. Possidentis melior est condicio. [Digesta 20.1.10]. É melhor a condição de quem tem a posse.
1251. Possideo, quia possideo. [Jur]. Possuo, porque tenho a posse. VIDE: lQui interrogatus cur possideat, responsurus sit "quia possideo".
1252. Possum falli ut homo. [Cícero, Ad Atticum 13.21.2]. Como ser humano, posso enganar-me. VIDE: lUt humanus possum falli.
1253. Possum nihil ego sobrius. [Marcial, Epigrammata 11.6.12]. Quanto a mim, quando estou sóbrio, não consigo fazer nada.
1254. Possunt quia posse videntur. [Virgílio, Eneida 5.231]. Podem porque se acredita que podem. VIDE: lHos successus alit: possunt, quia posse videntur.
1255. Post acclamationem bellicam iacula volant. [Stevenson 2450]. Depois do grito de guerra, voam os dardos.
1256. Post acerba, prudenter. [Grynaeus 636]. Depois das dificuldades, com prudência. nGato escaldado de água fria há medo. lPost acerba prudentior. [Erasmo, Adagia 4.3.59]. Depois das dificuldades, com mais prudência. VIDE: lPost mala prudentior. lPost mala cautior.
1257. Post acta festa venimus lente nimis. [Schottus, Adagia 613]. Chegamos muito devagar, depois de acabada a festa. nChegamos ao atar das feridas. VIDE: lPost festum venisti. lPost festum venimus. lPugna peracta venisti.
1258. Post bellum, auxilium. [Suidas / Erasmo, Adagia 3.6.17]. Terminada a guerra, o reforço. nCasa arrombada, trancas à porta. nDepois da vindima, cavanejos. lPost bellum, machinas. Terminada a guerra, trazes a artilharia. lPost bellum suppetiae venerunt. [Albertatius 1089]. Depois da guerra chegou o socorro. VIDE: lFinito bello auxilium. lMachinas post bellum afferre.
1259. Post brevem moram. Após uma pequena espera.
1260. Post calamitatem, memoria alia est calamitas. [Publílio Siro]. Depois de uma infelicidade, a recordação é outra infelicidade.
1261. Post cenam dormi, si vis aegrotare libenter. [Medina 610]. nSe queres enfermar, ceia e vai-te deitar. lPost cenam dormis? Vis aegrotare libenter. [Pereira 122]. Dormes logo depois do jantar? Queres mesmo adoecer.
1262. Post cenam stabis, aut lento pede ambulabis. [Rezende 5087]. Depois do jantar ficarás quieto, ou andarás devagar. lPost cenam stabis, vel passus mille meabis. [Regimen Sanitatis Salernitanum / Rezende 5087]. Depois do jantar, ficarás quieto ou caminharás mil passos. lPost cenam non stare, sed mille passus meare. Depois da refeição não ficar parado, mas dar mil passos.
1263. Post Christum natum. Depois do nascimento de Cristo. lPost Christum. Depois de Cristo.
1264. Post cibum. Depois da refeição.
1265. Post cineres. Depois das cinzas. (=Depois da morte).
1266. Post cineres est verus honor, est gloria vera. Depois da morte, a homenagem é sincera, a glória é verdadeira.
1267. Post cineres gloria sera venit. [Rezende 5085]. É tardia a glória que vem depois da morte.
1268. Post coitum omne animal triste. [Tosi 1428]. Todo animal fica triste depois do coito. VIDE: lTriste est omne animal post coitum, praeter mulierem gallumque.
1269. Post diem. Depois do dia.
1270. Post equitem sedet atra cura. [Horácio, Carmina 3.1.40]. A negra preocupação vem montada na garupa do cavaleiro.
1271. Post factum. Depois do fato.
1272. Post factum, lauda. [Rezende 5091]. Louva depois de consumado o fato. nNão louves até que proves. nNo fim é que se cantam as glórias. VIDE: lDiem vesper commendat. lLauda finem. lLaus in fine cantatur et vespere laudatur dies. lTunc beatam dico vitam, cum peracta fata sunt. lVespere laudatur dies.
1273. Post factum, nullum consilium. [Rabelais / Rezende 5092]. Depois do fato, é inútil o conselho. nDepois de fugir o coelho, todos dão conselho. nConselho só serve cedo. nDepois do fato, todo o mundo é sábio. VIDE: lSerum est post facta consilium.
1274. Post fata resurgo. Depois da morte eu ressurjo. (=Refere-se à lenda de fênix, ave que ressurgiria de suas cinzas).
1275. Post festum fatuus superest. [DAPR 584]. Depois da festa o tolo sobra. nRogar ao santo até passar o barranco.
1276. Post festum venire miserum est. [Stevenson 790], É triste chegar depois de acabada a festa.
1277. Post festum venisti. [Diogeniano / Erasmo, Adagia 1.9.52]. Chegaste depois da festa. nAgora é tarde, Inês é morta. lPost festum venimus. [Schottus, Adagia 348]. Chegamos depois da festa. VIDE: lPost acta festa venimus lente nimis. lPugna peracta venisti.
1278. Post fluctus denuo conspiscor tranquillitatem. [Schottus, Adagia 416]. Depois da tempestade percebo novamente a tranqüilidade. nDepois da tempestade, a bonança. nDepois do purgatório, a redenção. VIDE: lPost tempestatem tranquillum. lPost tempestatem tranquillum facis.
1279. Post folia cadent in te arbores. [Albertatius 1090]. Primeiro cairão em cima de ti folhas, depois cairão árvores. nQuem a ruim perdoa, a ruindade lhe aumenta. lPost folia cadunt arbores. [Erasmo, Adagia 2.8.68]. VIDE: lFolia nunc cadunt; tum arbores in te cadent. lLeviores iniurias si quis ferat, sequuntur atrociores. lNunc in te cadunt folia, post cadent arbores. lSaepe ignoscendo, des iniuriae locum. lSemper ignoscendo, des iniuriae locum. lSemper quiescens des locum iniuriae. lVeterem ferendo iniuriam, invitas novam.
1280. Post funera virtus. [Rezende 5094]. Depois dos funerais, reconhecem-se as virtudes. nDepois do enterro começam os elogios. VIDE: lPost hominum cineres oritur clarissima fama.
1281. Post gaudia luctus. [Mota 197]. Depois da alegria, a tristeza. nDepois da doçura vem a amargura. nQuem ri hoje chora amanhã. nDepois da calma, a tempestade. VIDE: lGaudia post luctus veniunt, post gaudia luctus. Semper in ambiguo, speve metuve, sumus.
1282. Post gloriam invidia sequitur. [Salústio, Bellum Iugurthinum 55.2]. A inveja acompanha a glória. nA inveja sempre atina lugares altos. nNão há glória sem inveja. VIDE: lEst hoc commune vitium magnis liberisque civitatibus, ut invidia gloriae comes sit. lGloriae et virtutis invidia est comes. lInvidia gloriae comes. lInvidia virtutum comes.
1283. Post hanc diem. Depois deste dia. De hoje em diante. Doravante.
1284. Post hiemem denuo recurrit ver; at post senectam nulla recurrit iuventa. [Rezende 5096]. Depois do inverno volta novamente a primavera, mas depois da velhice a juventude não volta.
1285. Post hoc, ergo propter hoc. [Da linguagem da filosofia]. Depois disso, logo por causa disso. lPost hoc, propter hoc. VIDE: lCum hoc vel post hoc, ergo propter hoc.
1286. Post hominum cineres oritur clarissima fama. [Erasmo / Tosi 593]. Depois da morte dos homens nasce uma fama imensa. nDepois do enterro começam os elogios. VIDE: lPost funera virtus.
1287. Post hominum memoriam. [Rezende 5098]. A partir da lembrança dos homens. nDesde que o mundo é mundo.
1288. Post iacturam quis non sapit? [Mantuano / Stevenson 2540]. Depois do dano, quem não aprende? nDepois do fato, todo o mundo é sábio.
1289. Post industriam sequetur sapientia [Vulgata, Eclesiastes 10.10]. Depois do esforço virá a sabedoria.
1290. Post iram graviorem alimenta non assumantur, ne graviora sequantur mala. [Nenter 97]. Depois de aborrecimento violento não se tomem alimentos, para que não ocorram males mais graves.
1291. Post iucundam iuventutem, post molestam senectutem, nos habebit humus. [Canção estudantil medieval]. Depois da alegre juventude, depois da incômoda velhice, ter-nos-á a terra. VIDE: lGaudeamus igitur iuvenes dum sumus; post iucundam iuventutem, post molestam senectutem nos habebit humus.
1292. Post laudem quiesce. [Pereira 99]. Depois da glória, descansa. nCobra boa fama e deita-te a dormir.
1293. Post ludos ad seria. [Grynaeus 537]. Depois das brincadeiras passemos a coisas sérias.
1294. Post mala prudentior. [Erasmo, Adagia 1.3.99]. Depois das dificuldades, com mais prudência. nGato escaldado de água fria há medo. nAprender à sua custa. lPost mala cautior. [Apostólio, Paroimiai 15.64]. VIDE: lPost acerba prudentior. lPost acerba, prudenter.
1295. Post maxima nubila Phoebus. [Alain de Lille, Liber Parabolarum]. Depois da maior escuridão, o sol. nDepois da tempestade, vem a bonança. VIDE: lBlandi post nubila soles. lClarior est solito post maxima nubila Phoebus. lGratus est sollicito post maxima nubila Phoebus. lImbribus obscuris succedunt lumina solis. lNubilo serena succedunt. lPhoebum post nubila irradiare. lPost nebulas Phoebus. lPost nubila, Phoebus. lSolem fugatis nubilis reduci.
1296. Post meridiem. Depois do meio-dia.
1297. Post mortem. Depois da morte. VIDE: lPost obitum.
1298. Post mortem, medicina. [Rezende 5100]. Depois da morte, o remédio. nCasa arrombada, trancas às portas. lPost mortem, medicus. [Rezende 5100]. Depois da morte, o médico.
1299. Post mortem nihil. Depois da morte não há nada. nA morte é o fim de todas as coisas. lPost mortem, nihil est, ipsaque mors nihil. [Sêneca, Troades 397]. Depois da morte não há nada; a própria morte não é nada.
1300. Post mortem nulla voluptas. Depois da morte não há nenhum prazer. nDepois de morto, nem vinha nem horto. VIDE: lEdamus, bibamus, gaudeamus: post mortem nulla voluptas.
1301. Post multa virtus opera laxari solet. [Sêneca, Hercules Furens 476]. Depois de muitas aventuras, a coragem costuma diminuir.
1302. Post multum temporis. [Vulgata, Êxodo 2.23]. Depois de muito tempo. lPost multum tempus. [S.Agostinho, Sermones 87.5].
1303. Post natus. [Jur / Broom 396]. O que nasceu depois. VIDE: lAnte natus.
1304. Post naufragium maria tentantur. [Sêneca, Epistulae 81.2]. Depois do naufrágio, busca-se novamente o mar. nTrás um tempo vem outro.
1305. Post nubila, Phoebus. [Rezende 5103]. Depois do nevoeiro, o sol. nDepois da tempestade, vem a bonança. nDepois do purgatório, a redenção. lPost nebulas Phoebus. Depois das nuvens, o sol. lPost nubila, iubila. [Lodeiro 825]. Depois da escuridão, alegria. lPost nubila, clarior. Depois do nevoeiro, maior claridade. VIDE: lBlandi post nubila soles. lGratus est sollicito post maxima nubila Phoebus. lClarior est solito post maxima nubila Phoebus. lImbribus obscuris succedunt lumina solis. lNubilo serena succedunt. lPhoebum post nubila irradiare. lPost maxima nubila Phoebus. lSolem fugatis nubilis reduci.
1306. Post obitum. Depois da morte. VIDE: lPost mortem.
1307. Post panes bona maza est. [Grynaeus 605]. À falta de pães, massa é bom. nÀ míngua de pão, boas são as tortas. nQuem não tem pão alvo come do ralo. VIDE: lBona est offa post panem. lBona etiam offa post panem. lBona est etiam offa post panem.
1308. Post partum. Depois do parto.
1309. Post pisces nux sit, post carnes caseus adsit. [Regimen Sanitatis Salernitanum]. Depois do peixe, nozes; depois da carne, queijo.
1310. Post prandium stabis, post cenam ambulabis. [Regimen Sanitatis Salernitanum / Rezende 5107]. Depois do almoço, sossegarás; depois do jantar, passearás. nDepois de almoçar, deitar; depois de cear, passos dar.
1311. Post proelium, praemium. Depois da luta, o prêmio. nDepois do purgatório vem a redenção. lPost proelia, praemia. Depois das lutas, os prêmios.
1312. Post rem devoratam, ratio. [Erasmo, Adagia 5.1.5]. Depois que a fortuna foi devorada, juízo. nCasa arrombada, trancas às portas.
1313. Post rerum eventum omnes facile sapientes sunt. Depois de ocorrerem os fatos, é fácil todos serem sábios. nDepois do fato, todo mundo é sábio.
1314. Post satietatem, nihil agendum. [Celso, De Medicina 2.9]. Depois de comer à saciedade, nada fazer. nDepois de comer, nem uma carta ler.
1315. Post scriptum. Depois do texto. (=Pós-escrito. Texto que se acrescenta a uma carta, depois da assinatura).
1316. Post solis occasum. Depois do pôr do sol.
1317. Post tantum temporis. [Vulgata, Hebreus 4.7]. Tanto tempo depois.
1318. Post tempestatem tranquillum. Depois da tempestade, a tranqüilidade. nDepois da tempestade, a bonança. nDepois do purgatório, a redenção. lPost tempestatem tranquillum facis. [Vulgata, Tobias 3.22]. Depois da tempestade, fazes a tranqüilidade. VIDE: lPost fluctus denuo conspiscor tranquillitatem.
1319. Post tempus, tempus venit. nTrás um tempo vem outro.
1320. Post tenebras, lux. [Divisa da cidade de Genebra]. Depois das trevas, eis a luz.
1321. Post tenebras spero lucem. [Vulgata, Jó 17.12]. Depois das trevas espero a luz.
1322. Post tot naufragia portum. [Stevenson 1831]. Depois de tantos naufrágios, um porto. nDepois do purgatório, a redenção.
1323. Post tres dies piscis vilescit et hospes. [Pontanus / Maloux 266]. nHóspede e pescada, aos três dias enfada. lPost tres saepe dies vilescit piscis et hospes. [DAPR 363]. lPost triduum hospes fastidit. Depois de três dias, o hóspede nos cansa. lPost tres saepe dies vilescit piscis et hospes, ni sale conditus vel sit specialis amicus. [Werner]. Depois de três dias se estraga tanto o peixe como o hóspede, a não ser que aquele seja temperado com sal, ou este seja um amigo especial. VIDE: lHospes et piscis tertio quoque die odiosus est. lHospes nullus tam in amici hospitium deverti potest, quin, ubi triduum continuum fuerit, iam odiosus siet.
1324. Post tres dias resurgam. [Vulgata, Mateus 27.63]. Eu hei de resurgir depois de três dias. VIDE: lResurgam.
1325. Post triduum mulier, hospes fastidit et imber, quod si plus maneat, quatriduanus erit. [Rezende 5112]. Depois de três dias, a mulher, o hóspede e a chuva aborrecem, e, se durarem mais tempo, terão mau cheiro como um morto de quatro dias.
1326. Post tristia dulcor. Depois da tristeza, doçura.
1327. Post vinum, verba. Depois do vinho, palavras. nDepois de beber, cada qual dá o seu parecer. lPost vinum verba, post imbrem nascitur herba. [Werner]. Depois do vinho brotam as palavras; depois da chuva brota o capim.
1328. Post vulnera clipeus. [Pereira 102]. Depois dos ferimentos, o escudo. nDepois de vindimas cavanejos. nCasa arrombada, trancas às portas. VIDE: lClipeum post vulnera. lSero clipeum post vulnera sumo.
1329. Postea noli rogare, quod impetrare nolueris. [Sêneca, Epistulae 95.1]. Não peças o que depois não quererás ter.
1330. Postera in dubio est fortuna quam vehat aetas. [Lucrécio, De Rerum Natura 3.1088]. Não se sabe que sorte trará o dia de amanhã. nO dia de amanhã ainda ninguém o viu.
1331. Posteriora derogant prioribus. [Jur / Black 1389]. As coisas posteriores derrogam as anteriores.
1332. Posteriora solent esse deteriora. [Tosi 1586]. O que vem depois costuma ser pior. nDepois de mim virá quem bom me fará. lPosteriora, deteriora.
1333. Posteriores cogitationes meliores sunt. Os raciocínios posteriores são melhores. nDepois do mal acontecido, todos o tinham previsto. lPosteriores cogitationes sapientiores esse solent prioribus. [Cícero, Philippica 12.2.5]. Os raciocínios posteriores são mais sábios que os anteriores.
1334. Posteriores leges ad priores pertinent, nisi contrariae sint. [Paulo, Digesta 1.3]. As leis posteriores complementam as anteriores, a não ser que lhes sejam contrárias. VIDE: lLeges posteriores ad priores pertinent, nisi contrariae sint.
1335. Posteriores leges plus valent quam quae ante eas fuerunt. [Jur]. As leis posteriores têm mais força que as que havia antes delas.
1336. Postmodo de stipula grandis acervus erit. [Ovídio, Amores 1.8.90]. Com o correr do tempo dessa palha haverá um grande monte.
1337. Postquam docti prodierunt, boni desunt. [Sêneca, Epistulae 95.13]. Depois que surgiram os eruditos, faltam os sábios. lPostquam docti surrexerunt, boni viri desierunt. [DAPR 634]. Depois que surgiram os eruditos, os sábios faltaram.
1338. Postquam promisimus, necessario reddere debemus. [Medina 608]. Depois que prometemos, obrigatoriamente temos de cumprir. nQuem promete em dívida se mete. nPromessa é dívida.
1339. Potat aquam metro, sed edit mazam sine metro. [Apostólio, Paroimiai 12.74]. Bebe água sob medida, mas come bolo sem medida. nAproveitador de farelos, esperdiçador de farinha. nQuebra a louça e guarda os palitos. VIDE: lAd mensuram aquam bibit, citra mensuram panem comedit. lAd mensuram aquam bibunt, citra mensuram offam comedentes. lHaurit aquam metro, capit immoderatus offam. lLege bibunt undam, comedunt sine lege placentam. lMensura aquam bibentes, citra mensuram mazam edentes.
1340. Potatio et comestio. O beber e o comer.
1341. Potens maxime in res bellicas fortuna. A sorte tem muita força, principalmente nas guerras. VIDE: lFortuna per omnia humana maxime in res bellicas potens.
1342. Potens misericors publica est felicitas. [Publílio Siro]. Um príncipe piedoso é uma felicidade para o povo.
1343. Potentes ne tentes aemulari. [F 1.23; Rezende 5113]. Não pretendas medir-te com os poderosos. nPobre que arremeda rico morre aleijado. nNão te arrisques a nadar onde pé não podes achar. VIDE: lInops, potentem dum vult imitari, perit.
1344. Potentes potenter tormenta patientur. [Vulgata, Sabedoria 6.7]. Os grandes serão poderosamente atormentados. nQuando vem ao soberbo o castigo, vem-lhe mais rijo. lPotentes potenter torquentur.
1345. Potenti irasci, sibi periclum est quaerere. [Publílio Siro]. Zangar-se com um homem poderoso é procurar para si o perigo. VIDE: lCum domino semper pugna sinistra fuit. lCum principe non pugnandum. lFuge lites cum viro maiore. lHabeas nunquam magno cum principe litem. lLites cum rege molestae. lMaiorem vitato virum. lNemo potentes aggredi tutus potest. lNon habeas unquam magno cum principe litem: cum domino semper pugna sinistra fuit. lOffensa potentium periculosa. lSemper vitato potentem.
1346. Potentia est in iunioribus, prudentia autem in senioribus. [Aristóteles, Politica]. Nos jovens está a força, mas nos velhos está a prudência.
1347. Potentiam malitia adiutam quis effugiat? [F 2.6; Rezende 5114]. Se ao poder se junta a malícia, quem poderá escapar-lhe?
1348. Potentior est quam vox mens dicentis. A intenção de quem fala tem mais força do que sua voz.
1349. Potentioris societatem fuge. [F 1.5; Rezende 5116]. Evita a companhia do mais poderoso. VIDE: lPotentum amicitiae sunt periculosae.
1350. Potentiorum discordias imbecillioribus saepe prodesse. As discórdias dos poderosos muitas vezes favorecem aos mais fracos.
1351. Potentiorum iniuriae hilari vultu, non tantum patienter ferendae sunt. [Sêneca, De Ira 2.33.1]. As injustiças dos poderosos devem ser suportadas não só com paciência, mas até com rosto alegre.
1352. Potentis est facere quod velit. É do poderoso fazer o que quiser. nManda quem pode, obedece quem serve.
1353. Potentissimus est qui se habet in potestate. [Sêneca, Epistulae 90.34]. O homem mais poderoso é o que tem domínio sobre si mesmo. nQuem se vence vence o mundo. VIDE: lQuem magis admiraberis, quam qui imperat sibi, quam qui se habet in potestate?
1354. Potentum amicitiae sunt periculosae. [Grynaeus 763]. As amizades dos poderosos são perigosas. nCom o fogo não se brinca. VIDE: lPotentioris societatem fuge.
1355. Potest caecus caecum ducere? [Vulgata, Lucas 6.39]. Pode um cego guiar outro? nCego não pode guiar cego. VIDE: lCaecus autem, si caeco ducatum praestet, ambo in foveam cadunt. lCaecus caecum ducens, in foveam se ipsum cum illo praecipitat. lCaecus caecos ducat in foveam. lSi caecum caecus ducit, ambo in foveam cadunt.
1356. Potest, dum res integra est, infecta fieri emptio. [Digesta 18.5.2]. Enquanto a coisa está íntegra, a compra pode ser desfeita.
1357. Potest ex casa vir magnus exire. De uma choupana pode sair um grande homem. nDe ruim ninho também sai bom passarinho. lPotest ex casa vir magnus exire; potest et ex deformi humilique corpusculo formosus animus ac magnus. [Sêneca, Epistulae 66.3]. De um casebre pode sair um grande homem e de um corpinho disforme pode sair um coração formoso e generoso. VIDE: lExire magnus e tugurio vir potest.
1358. Potest igitur exercitatio et temperantia etiam in senectute conservare aliquid pristini roboris. [Cícero, De Senectute 34]. O exercício e a temperança podem preservar na velhice alguma coisa de nosso vigor antigo.
1359. Potest quid esse honestum, quod non liberum? [PSa]. Pode ser digno algo que não é livre?
1360. Potest quidem eloquentia tua quae parva sunt approbare pro magnis, rursus magna attenuare et ad minima deducere. [Sêneca, Ad Polybium 18.4]. Tua eloqüência pode fazer coisas pequenas parecerem importantes, e, por outro lado, minimizar coisas grandes e reduzi-las a ninharias.
1361. Potest quis errare aliquando. [Cícero, De Divinatione 1.71, adaptado]. Às vezes pessoa pode enganar-se.
1362. Potest quis per alium quod potest facere per seipsum. [Jur]. Pode-se fazer por intermédio de outro o que se pode fazer pessoalmente.
1363. Potest taurum tollere qui vitulum sustulerit. [Petrônio, Satiricon 25.6]. Pode carregar o touro quem carregou o vitelo. nQuem rouba um cesto, rouba um cento. VIDE: lQui taurum sustulit, vitulum tollere potest. lQui tulerit vitulum, ille potest et tollere taurum. lTaurum tollet, qui vitulum sustulerit.
1364. Potest uti adversis nunquam felicitas. [Publílio Siro]. O homem bem sucedido nunca sabe lidar com a adversidade.
1365. Potestas alienandi. [Jur]. O poder de alienar.
1366. Potestas coercendi. [Jur]. O poder de coerção.
1367. Potestas et auctoritas. Poder e autoridade.
1368. Potestas et si supplicet, cogit. O poderoso, mesmo quando suplica, obriga. nRogos de rei mandados são. nRogo dos grandes mandamento é. lPotestas, non solum si invitet, sed etiam si supplicet, cogit. [Macróbio, Saturnalia 2.7]. O poderoso, não só quando pede, mas mesmo quando suplica, obriga. VIDE: lBlando vis latet imperio. lCogit rogando, cum rogat potentior. lQui rogat potentior, rogando cogit. lSi opulentus it petitum pauperioris gratiam, pauper metuit.
1369. Potestas imperii. O poder de comando. lPotestas gubernandi.
1370. Potestas in temporalibus. O poder temporal. lPotestas saecularis. lPostestas temporalis.
1371. Potestas nostra non est ex homine, sed ex Deo. [Papa Inocêncio III]. Nossa autoridade não vem do homem, mas de Deus.
1372. Potestas vitae necisque. O poder de vida e morte. lPotestas occidendi.
1373. Potior dignitas sine vita quam vita sine dignitate. [Valério Máximo, Facta et Dicta Memorabilia 3.2.14]. Antes a dignidade sem a vida do que a vida sem dignidade. nAntes a morte que a desonra. lPotior est honor sine vita quam vita sine honore.
1374. Potior est condicio possidentis. [Jur / Broom 178]. É melhor a condição de quem tem a posse.
1375. Potior est qui prior est. Quem vem antes tem preferência. nQuem primeiro chega primeiro é servido.
1376. Potior in tempore, potior in iure. [Jur]. Quem é primeiro no tempo é primeiro no direito.nQuem chega primeiro é servido primeiro. nQuem antes nasce antes pasce. VIDE: lPraevalet iure, qui praevenit tempore. lPrior in tempore, potior in iure. lPrior in tempore, melior in iure. lPrior tempore, prior iure. lPrior tempore, potior iure. lQui prior est tempore, potior est iure. lSicut prior es tempore, ita potior es iure.
1377. Potior periculosa libertas quieto servitio. [Salústio, Lepidi Oratio 8]. Antes a liberdade com perigo que a servidão tranqüila.
1378. Potior sit qui prior ad dandum est. [Terêncio, Phormio 533]. Tem preferência o que pagar primeiro.
1379. Potissimus irae fructus paenitentia. [DAPR 381]. O arrependimento é o maior fruto da ira. nOnde acaba a ira, começa o arrependimento.
1380. Potius a prudentibus emendari quam laudari ab imprudentibus. [S.Agostinho, De Civitate Dei 5.26.7]. Antes ser corrigido pelos sábios que louvado pelos ignorantes.
1381. Potius amari, quam metui. nAntes ser amado que temido. VIDE: lAmari malo quam timeri. lMalo amari quam timeri. lMalo me diligi quam metui. lMaluit se diligi quam metui. lNolo ego metui; amari mavolo. lPlus a vobis amari appetat quam timeri. lPraestat amari quam timeri.
1382. Potius amicum quam dictum perdere. Antes perder um amigo que perder uma frase. VIDE: lLaedere nunquam velimus, longeque absit illud propositum, potius amicum quam dictum perdendi.
1383. Potius caruisse fruendis, quam trepidare malis. [Ausônio, Ephemeris 7.31]. Antes falta de prazeres que medo de desgraças.
1384. Potius colligunt libras quam legunt libros. Preferem juntar dinheiro a ler livros.
1385. Potius eligendum est id quod possibile, quam quod impossibile. [Aristóteles]. É melhor escolher o possível do que o impossível.
1386. Potius est felicitas regno. [S.Agostinho, De Civitate Dei 4.23.3]. Mais vale felicidade que poder.
1387. Potius est honeste pauperem esse quam divitem male. [DAPR 540]. nAntes pobre honrado que rico ladrão.
1388. Potius frangi quam flecti. [Bacon, Henricus Septimus 8.11]. nAntes quebrar que dobrar. VIDE: lMelius frangi quam flecti.
1389. Potius ignoratio iuris litigiosa est quam scientia. [Cícero, De Legibus 1.18]. Causa mais discórdia o desconhecimento da lei do que o seu conhecimento.
1390. Potius mori quam foedari. [Bernardes, Nova Floresta 1.9]. Antes morrer que desonrar-se. nAntes a morte que a desonra. nAntes morte que vergonha. lPotius mori milies quam semel foedari. Antes morrer mil vezes que praticar um único ato vil. VIDE: lCandorem praefero vitae. lMalo mori quam foedari. lMavult mori quam maculari vir probus. lMelius mori quam foedari. lMori melius est quam peccare. lMori satius est, quam turpiter vivere. lMors servituti turpitudinique anteponenda. lMors turpitudini anteponenda. lPrius mori quam foedari.
1391. Potius mori quam fidem fallere. [Divisa do Conde de Nioac / Rezende 5122]. Antes morrer do que faltar à palavra.
1392. Potius patriae opes augeri, quam regis, maluit. [Cornélio Nepos, Conon 5]. Quis antes aumentar a riqueza de sua pátria que a do rei.
1393. Potius quaelibet mala tolerare quam malo consentire. [S.Agostinho, De Civitate Dei 1.18]. Antes suportar quaisquer males do que concordar com o mal. VIDE: lMala omnia pati melius quam malo consentire. lMelius est omnia mala pati quam malo consentire.
1394. Potius sero quam nunquam. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 4.2.14]. nAntes tarde do que nunca. VIDE: lPraestat aliquando quam nunquam. lPraestat sero quam nunquam. lUtilius tarde quam nunquam.
1395. Potum meum cum fletu miscebam. [Vulgata, Salmos 101.10]. Misturava a minha bebida com o pranto.
1396. Potus non frangit ieiunum. [DAPR 707]. Beber não quebra o jejum.
1397. Prae dolio doctrinae malo guttam opum. [Grynaeus 85]. A um barril de ciência prefiro uma gota de riquezas.
1398. Prae manibus. Entre as mãos.
1399. Praebe, fili mi, cor tuum mihi. [Vulgata, Provérbios 23.26]. Dá-me teu coração, meu filho.
1400. Praebet candoris lac nigri vacca coloris. [DAPR 318]. A vaca preta dá leite branco. nGalinha preta põe ovo branco.