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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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801. Persica, pira, poma, requirunt vina bona. Pêssegos, peras e maçãs pedem vinhos bons.

802. Persona alieni iuris. [Jur]. Pessoa de direito alheio. (=Pessoa juridicamente incapaz). VIDE: lAlieno iuri subiectus. lNon sui iuris. lPersona non sui iuris. lQuaedam personae sui iuris sunt, quaedam alieno iuri subiectae sunt.

803. Persona capax proprietatis. Pessoa habilitada a ser proprietária.

804. Persona grata. Uma pessoa bem-vinda.

805. Persona ingrata. Uma pessoa indesejável. VIDE: lPersona non grata.

806. Persona iuridica. [Jur]. Pessoa jurídica.

807. Persona linguae loci ignara. Uma pessoa que desconhece a língua local.

808. Persona maior plenum habet suorum iurium exercitium. [CIC 98.1]. A pessoa maior tem o pleno exercício de seus direitos.

809. Persona non grata. [Jur / Black 1356]. Uma pessoa indesejável. VIDE: lPersona ingrata.

810. Persona non sui iuris. [Jur]. Pessoa de direito alheio. (=Pessoa juridicamente incapaz). VIDE: lAlieno iuri subiectus. lNon sui iuris. lPersona alieni iuris. lQuaedam personae sui iuris sunt, quaedam alieno iuri subiectae sunt.

811. Persona, non vestis, perpenditur. [Pereira 117]. Avalia-se a pessoa, não a roupa. nNão é o traje que faz o homem. nAs aparências enganam. nOs homens queremos ver, que os vestidos são de lã.

812. Persona quae duodevigesimum aetatis annum explevit, maior est; infra hanc aetatem, minor. [CIC 97.1]. A pessoa que completou vinte e dois anos de idade é maior; abaixo dessa idade, é menor.

813. Persona sui iuris. [Jur]. Uma pessoa juridicamente capaz. VIDE: lQuaedam personae sui iuris sunt, quaedam alieno iuri subiectae sunt. lSui iuris.

814. Personalia personam sequuntur. [Jur / Black 1356]. As coisas pessoais acompanham a pessoa.

815. Personalitas iuridica. [Jur]. Personalidade jurídica.

816. Personam Herculis et coturnos aptare infantibus. [Quintiliano, Institutio Oratoria 6.36]. Colocar em crianças a máscara e os coturnos de Hércules. nMatar mosca com tiro de canhão.

817. Personam capiti detrahit illa tuo. [Marcial, Epigrammata 3.43.4]. Ela vai-te desmascarar.

818. Personam fictam ferre diu nemo potest. [PSa]. Ninguém pode sustentar por muito tempo uma máscara.

819. Personam, non faciem gerit. [Grynaeus 316]. Ele mostra uma máscara, não o rosto.

820. Personas dilige; vitia persequere. Ama as pessoas; combate os vícios. VIDE: lHomines dilige; vitia persequere.

821. Perspicito tecum tacitus quid quisque loquatur. [Dionísio Catão, Disticha 4.20]. Reflete em silêncio sobre o que cada um diz.

822. Perspicua vera non sunt probanda. [Jur / Black 1357]. Verdades evidentes não precisam ser comprovadas.

823. Perspicuitas enim argumentatione elevatur. [Cícero, De Natura Deorum 3.4]. A clareza de uma causa é diminuída pela argumentação.

824. Perspicuum est hominem e corpore et animo constare. [Cícero, De Finibus 5.34]. É evidente que o homem é composto de corpo e espírito.

825. Persta et obdura. [Horácio, Sermones 2.5.39]. Suporta e resiste. VIDE: lObstinata mente perfer, obdura. lPerfer et obdura! dolor hic tibi proderit olim. lPerfer, obdura.

826. Perstare et praestare. [Divisa da New York University, EUA]. Sofrer e proteger.

827. Perstrepunt, ita ut fit domini ubi absunt. [Terêncio, Eunuchus 600]. Fazem barulho, como acontece quando os donos estão ausentes.

828. Persuasione cape, non vi. [Henderson, Latin Proverbs / Stevenson 1782]. Conquista pela persuasão, não pela força.

829. Persuasae fallere rima sat est. [Propércio, Elegiae 4.1.146]. Para a mulher que quer enganar, basta um quase nada.

830. Pertimescenda est fortunae rota. [Pereira 114]. A roda da fortuna é temível. nA roda da fortuna anda e desanda. nNinguém diga: deste pão não comerei. nGuarda da volta do touro. lPertimescenda rota fortunae. VIDE: lRota fortunae pertimescenda est.

831. Pertinacia ex superbia oritur. A teimosia nasce da arrogância.

832. Pertinacia impedimentum omne transcendit. [Sêneca, De Ira 2.12.5]. A persistência transpõe todo obstáculo. nA perseverança tudo alcança.

833. Pertransierunt quase naves poma portantes. [Vulgata, Jó 9.26]. (Meus dias) passaram como navios que levam frutas.

834. Pertransiit benefaciendo. [Vulgata, Atos 10.38]. Passou fazendo o bem.

835. Pertusum dolium. [Pereira 107]. É um tonel furado. nÉ saco roto. VIDE: lDanaidum dolium. lDolium Danaidum. lDolium inexplebile. lDolium pertusum. lInexplebile dolium.

836. Pertusum quidquid infunditur in dolium, perit. Tudo que se coloca no tonel furado se perde.

837. Perveniat poena ad paucos, metus ad omnes. Que a punição atinja a poucos, mas o medo, a todos.

838. Perversa est haec vestra cogitatio. [Vulgata, Isaías 29.16]. Perverso é este vosso pensamento.

839. Perverse dicere homines perverse dicendo facillime consequi. [Cícero, De Oratore 1.33.150]. Falando mal os homens aprendem facilmente a falar mal. VIDE: lDicendo homines, ut dicant, efficere solere.

840. Perversi difficile corriguntur. [Vulgata, Eclesiastes 1.15]. Os perversos dificultosamente se corrigem. nPau que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

841. Pes sic tendatur, ne lodix praetereatur. [DAPR 295]. Estenda-se o pé de tal maneira que não ultrapasse o cobertor. nNão estendas as pernas além do cobertor.

842. Pessima respublica, plurimae leges. [Rezende 4972]. O pior governo é aquele que tem muitas leis. nMuitas leis, pouca justiça. nPoucas leis, bom governo. VIDE: lCorruptissima re publica plurimae leges.

843. Pessima sit, nulli non sua forma placet. [Ovídio, Ars Amatoria 1.614]. Por mais feia que seja, a nenhuma mulher sua beleza desagrada.

844. Pessimi est debitoris, creditori facere convicium. [Sêneca, Ad Marciam 10]. É próprio do mau devedor insultar o credor.

845. Pessimum inimicorum genus laudantes. [Tácito, Agricola 41]. A pior espécie de inimigos são os aduladores. nTeme mais o louvor do que a censura. nA adulação degenera sempre em ingratidão.

846. Pessimus certe gubernator, qui navem, dum portu egreditur, immergit. [Quintiliano, Institutio Oratoria 4.1.61]. Certamente o pior piloto é o que afunda seu barco ao sair do porto.

847. Pessimus hominum est eruditus qui non prodest eruditione sua. [Erpênio / Rezende 4974]. O pior dos homens é o sábio que não é útil com o seu saber.

848. Pessimus quidem pudor est vel parsimoniae vel paupertatis. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 34.4]. A pior espécie de vergonha vem ou da avareza ou da pobreza.

849. Pessimus surdorum is qui audire non vult. O pior surdo é o que não quer ouvir. nNão há pior surdo que o que não quer ouvir. VIDE: lDeterior surdus eo nullus qui renuit audire. lNulli sunt peiores surdi quam ii qui audire nolunt.

850. Pestilente flagellato stultus sapientior erit. [Vulgata, Provérbios 19.25]. Castigado o corrompido, tornar-se-á mais sábio o insensato.

851. Pestis eram vivus, moriens ero mors tua, Papa! [Atribuído a Lutero, moribundo / Auguste Nicolas, Du Protestantisme, vol. 2, pág. 81]. Vivo, eu era uma peste; morrendo, serei tua morte, ó Papa!

852. Pete a me quod vis, et dabo tibi. [Vulgata, Marcos 6.22]. Pede-me o que quiseres, que te darei.

853. Petenti dabitur. [DAPR 130]. A quem pede, será dado. nQuem não pede, Deus não ouve.

854. Petere est oppetere. [Anônimo / Bernardes, Nova Floresta 4.410]. Pedir é morrer.

855. Petite, et accepietis. [Vulgata, João 16.24]. Pedi e recebereis.

856. Petite, et dabitur vobis; quaerite, et invenietis; pulsate et aperietur vobis. [Vulgata, Mateus 7.7; Lucas 11.9]. Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.

857. Petitio principii. [Termo de filosofia]. Petição de princípio. (=Raciocínio vicioso que consiste em apoiar-se uma demonstração sobre a tese que se pretende demonstrar). VIDE: lIdem per idem.

858. Petitio verbalis. [Jur]. Pedido verbal.

859. Petra scandali. [Vulgata, 1Pedro 2.8]. Pedra de escândalo.

860. Petrus in cunctis, nihil in omnibus. [Rezende 4980]. Pedro em todos os assuntos, nada em tudo. nQuem presume saber tudo nada sabe. nAprendiz de muitos ofícios não chega a mestre em nenhum deles. VIDE: lAliquis in omnibus, nullus in singulis. lMulta novit, sed male novit omnia.

861. Pharmaca das aegroto, aurum tibi porrigit aeger: tu morbum curas illius, ille tuum. [Rezende 4981]. Dás remédio ao doente, e o doente te dá dinheiro; tu tratas dos males dele, ele trata dos teus. nQuando o doente diz ai, o médico diz dai.

862. Pharmaca nascenti sunt adhibenda malo. [Teógnis / Grynaeus 10]. Os remédios devem ser ministrados quando o mal surge. nRemédio só serve cedo. nAo perigo com tento, e ao remédio com tempo. nQuem não conserta goteira, conserta a casa inteira. VIDE: lMulto quam finem, medicari initia praestat. lPraestat principio mederi quam fini. lSatius est initiis mederi quam fini. lSatius mederi est initiis quam finibus.

863. Philosophantem rhetorem intellegunt pauci, loquentem rusticum multi. [Gregório de Tours, Historia Francorum / Tosi 47]. Poucos entendem o retórico quando filosofa; muitos o camponês quando fala. nDebaixo de ruim capa há um bom dizedor. VIDE: lAgrestem ne contemnas oratorem. lAgrestem ne contemneres rhetorem. lNe rusticanum temne, sodes, rhetorem. lRusticanum oratorem ne contempseris. lRusticum ne contempseris rhetorem. lRusticum noli rhetorem contemnere.

864. Philosophari nunquam didici neque scio. [Plauto, Mercator 147]. Eu nem sei filosofar, nem nunca aprendi.

865. Philosophi autem in suis lectulis plerumque moriuntur. [Cícero, De Finibus 2.97]. Os filósofos geralmente morrem em seus leitos.

866. Philosophi in iis libris ipsis quos scribunt de contemnenda gloria sua nomina scribunt. Os filosófos escrevem seus nomes nos próprios livros em que declaram que a glória deve ser desprezada. VIDE: lNostri philosophi non in iis libris ipsis, quos scribunt de contemnenda gloria, sua nomina inscribunt?

867. Philosophi saeculi solent amorem veterem amore novo quasi clavum clavo expellere. [S.Jerônimo / Stevenson 1648]. Os filósofos seculares costumam expulsar o amor velho com um amor novo, como se expele um cravo com outro.

868. Philosophia ancilla theologiae. [S.Pedro Damiani / Tosi 1471]. A filosofia é auxiliar da teologia.

869. Philosophia enim simulari potest, eloquentia non potest. Filosofia pode-se simular, eloqüência não se pode.

870. Philosophia est vitae dux, virtutis indagatrix expultrixque vitiorum. [Apuleio, De Mundo, Prologus, adaptado]. A filosofia é o guia da vida, a pesquisadora da virtude e a perseguidora dos vícios.

871. Philosophia et contemplativa est, et activa: spectat simul agitque. [Sêneca, Epistulae 95.10]. A filosofia tanto é contemplativa como ativa: ela observa e ao mesmo tempo age.

872. Philosophia me docuit non tantum beneficium amare, sed etiam maleficium. [Apuleio, Florida 9]. A filosofia me ensinou a amar não somente o que me faz bem, mas também o que me faz mal.

873. Philosophia medetur animis, inanes sollicitudines detrahit, cupiditatibus liberat, pellit timores. [Cícero, Tusculanae 11]. A filosofia cura os espíritos, afasta as preocupações inúteis, liberta dos desejos, expulsa os temores.

874. Philosophia omnium magistra virtutum. [Boécio, De Consolatione Philosophiae 1, Prosa 3]. A filosofia é a mestra de todas as virtudes.

875. Philosophia quid est aliud nisi donum deorum? [Cícero, Tusculanae 1.64]. O que é a filosofia senão uma dádiva dos deuses?

876. Philosophia vero omnium mater artium. [Cícero, Tusculanae 1.64]. A filosofia na verdade é a mãe de todos os conhecimentos.

877. Philosophia vitanda est. [RH 2.35]. Deve-se evitar a filosofia.

878. Philosophiae baccalaureus. Bacharel em filosofia.

879. Philosophiae doctor. Doutor em filosofia.

880. Philosophiae nulla cura est. A filosofia não tem nenhuma preocupação.

881. Philosophiae quidem praecepta noscenda, vivendum autem esse civiliter. [Cícero, Ad Marcum 2 / Tosi 350]. Por certo é preciso conhecer os preceitos da filosofia, mas é preciso viver como bom cidadão.

882. Philosophiae servias oportet, ut tibi contingat vera libertas. [Epicuro / Sêneca, Epistulae 8.7]. É preciso que sejas escravo da filosofia, para que te atinja a verdadeira liberdade.

883. Philosophum non facit barba. [Rezende 4983]. nA barba não faz o filósofo. nO hábito não faz o frade. nO hábito não faz o monge. nPelas obras, e não pelo vestido, é o homem conhecido. VIDE: lBarba non facit philosophum. lBarba non facit philosophum, neque vile gerere pallium. lCucullus non facit monachum. lCuculla non facit monachum. lHabitus non facit monachum. lIn vestimentis non est sapientia mentis. lNon habitus monachum reddit. lNon tonsura facit monachum. lNon tonsura facit monachum, nec horrida vestis. lSaepe tegit nequam lata cuculla caput. lVestimenta pium non faciunt monachum.

884. Philosophus non minus tacendo pro tempore quam loquendo philosophatur. [Macróbio, Saturnalia 7.1.11]. Calando-se no momento oportuno, o filósofo não faz menos filosofia do que falando.

885. Phoebum post nubila irradiare. [Branco 334]. Depois da escuridão brilha o sol. nDepois da tempestade, vem a bonança. VIDE: lBlandi post nubila soles. lClarior est solito post maxima nubila Phoebus. lGratus est sollicito post maxima nubila Phoebus. lImbribus obscuris succedunt lumina solis. lNubilo serena succedunt. lPost maxima nubila Phoebus. lPost nebulas Phoebus. lPost nubila, Phoebus. lPost tenebras, lux. lSolem fugatis nubilis reduci.

886. Phoenice rarior. [Erasmo, Adagia 2.7.10]. Mais raro que um fênix.

887. Phoenices primi, famae si creditur, ausi mansuram rudibus vocem signare figuris. [Lucano, Bellum Civile 3.220]. A crer-se na lenda, foram os fenícios os primeiros que ousaram representar por meio de desenhos rudes a fala que se ia conservar.

888. Phryx plagis emendatur. [Suidas / Erasmo, Adagia 1.8.36]. O frígio é corrigido por meio de pancadas. (=Os frígios eram tidos por lentos e preguiçosos). nAçoite, grande mezinha. nO louco pela pena é cordo. lPhrygem plagis solere fieri meliorem. [Cícero, Pro Flacco 65]. O frígio, com as pancadas, costuma ficar melhor. VIDE: lCaesus est Phryx melior, atque ad serviendum promptior.

889. Physicos dixit utilitatis causa scripsisse, poëtas delectationis. [S.Agostinho, De Civitate Dei 6.7.4]. Ele afirmou que os cientistas escrevem para a utilidade, e os poetas para o prazer.

890. Pia desideria. [Tosi 878]. Desejos nobres.

891. Pia fraus. [Ovídio, Metamorphoses 9.711]. Uma fraude piedosa.

892. Piaculum est miserere nos hominum rei male gerentum. [Plauto, Truculentus 204]. É um castigo termos de compadecer-nos de pessoas que administraram mal seu dinheiro.

893. Pica cum luscinia certat, upupa cum cygnis. [Erasmo, Adagia 1.8.72]. A pega disputa com o rouxinol, a poupa disputa com os cisnes. nPassarinhos e pardais, todos querem ser iguais.

894. Pica nimis pungendo solet perfringere rostrum. [Pereira 123]. A pega, picando demais, costuma quebrar o bico. nTanto pica a pega na raiz do trovisco, que quebra o bico.

895. Pictor poëtaque esse liberi solent. [Schottus, Adagia 607]. O pintor e o poeta costumam ser livres. nO pintar como o querer. lPictores et poëtae liberi. [Pereira 117]. Os pintores e os poetas são livres. VIDE: lLiberi poëtae et pictores.

896. Pictor tabellis comprobatur editis. [Rezende 4990]. O pintor é julgado pelos quadros produzidos. nPelo trabalho se conhece o operário. lPictorem pictura loquitur. [Boncompagno, Tractatus Virtutum 53]. A pintura diz quem é o pintor.

897. Pictoribus atque poëtis quidlibet audendi semper fuit aequa potestas. [Horácio, Ars Poetica 9]. Os pintores e os poetas sempre tiveram o justo privilégio de poder ousar tudo.

898. Pietas erga parentes. [Quinto Cúrcio, Historiae 10.5]. O amor aos pais. O amor filial.

899. Pietas fundamentum est omnium virtutum. [Cícero, Pro Plancio 12.29]. O amor é o fundamento de todas as virtudes. VIDE: lVirtutum omnium fundamentum pietas.

900. Pietatis causa. `[Plauto, Pseudolus 122]. Por amor. Por solidariedade.

901. Pigenda verba. [Propércio, Elegiae 4.1.74]. Palavras lamentáveis.

902. Piger ipse sibi obstat. [Sêneca, Epistulae 94.28]. O indolente prejudica a si mesmo. nPreguiça é chave da pobreza.

903. Pigmaei gigantum umeris impositi plus quam ipsi gigantes vident. [DAPR 736]. Os pigmeus colocados nos ombros dos gigantes vêem mais do que os próprios gigantes.

904. Pignus fideiussore securius. [Pereira 109]. O penhor é mais seguro do que o fiador. nMais vale penhor na arca que fiador na praça. nMais vale penhor que fiador.

905. Pignus sine traditione. [Jur]. Penhor sem entrega. (=Hipoteca).

906. Pigris non flecti numina votis. [Aviano, Fabulae 32.11]. Os deuses não escutam os pedidos dos preguiçosos. nDeus ajuda a quem se ajuda. nA Deus rogando e com o maço dando.

907. Pigritia est pulvinar Satanae. A preguiça é o leito de Satã. nOcioso, vicioso.

908. Pigritiae non est egregium facinus. [Rezende 4992]. A preguiça não é um feito notável. nPreguiça nunca fez bom feito.

909. Pigrorum velle et non velle. Os preguiçosos querem e não querem.

910. Pileum donat, ut pallium recipiat. [Dumaine 240]. Dá um boné para receber uma capa. nDá um ovo para ter um boi. lPileum dat, ut pallium recipiat. [DAPR 218].

911. Pilos lupus mutat, sed animum non item. [Schottus, Adagia 619]. nO lobo muda o pelo, mas não o vezo. nCom a pele não se mudam os costumes. VIDE: lDe flavis vetula in canos vulpecula pilos mutat, illius at mores vertere nemo videt. lFlavos permutat canis vulpecula crines, at nunquam mores alterat ipsa suos. lIngenium suum vulpecula mutare nescit. lLiquit sponte pilos Romae fera saeva lupinos, non tamen assuetos liquit in urbe dolos. lLupus pilum mutat, non animum. lLupus pilum mutat, non mentem. lLupus pilum mutat, non mores. lLupus pilum, non ingenium mutat. lSenecta canitiem affert improbis, non item aufert malitiam. lVulpeculorum mutantur pili, non mores. lVulpes pilum mutat, non mores.

912. Pilos pro lana. Pelos por lã. nGato por lebre.

913. Pilum non habet. [Pereira 113]. Não tem nem um pedaço de linha. nNão tem eira nem beira, nem ramo de figueira.

914. Pilulae sunt glutiendae, non manducandae. [DAPR 801]. As pílulas devem ser engolidas, não mastigadas. (=É preciso aceitar as reprimendas merecidas com resignação). nPílulas engolem-se e não se mastigam.

915. Pingui popinae, vicina mendicitas. [DAPR 497]. A pobreza é vizinha da cozinha farta. nCozinha gorda, testamento magro. nGrande cozinha, pequeno testamento. VIDE: lQui diligit epulas in egestate erit.

916. Pinguis amor nimiumque potens, in taedia nobis vertitur, et stomacho dulcis ut esca nocet. [Ovídio, Amores 2.19.25]. O amor excessivo e por demais absoluto cedo causa enjôo, assim como uma iguaria doce em excesso prejudica o estômago.

917. Pinguis venter non gignit sensum tenuem. [Erasmo, Adagia 3.6.18]. nBarriga grande não dá entendimento. VIDE: lSubtile pectus venter obesus non parit. lVenter obesus non gignit mentem subtilem. lVenter pinguis non gignit sensum tenuem.

918. Pinguius est lardum vicini semper in olla. [Tosi 1292]. Na panela do vizinho o toucinho é sempre mais gordo. nA cabra da vizinha dá mais leite do que a minha.

919. Pipere abundans etiam oleribus illud admiscet. [DAPR 22]. Quem tem muita pimenta mistura-a até nas verduras. nQuem tem sangue faz chouriços. nQuem tem muita manteiga assa-a na ponta do espeto. nQuem muito mel tem, nas berças o deita. lPipere abundans etiam oleribus immiscet. [Pereira 120]. lPipere qui abundat, oleribus miscet piper. VIDE: lCui multum est piperis, etiam oleribus immiscet. lQui multum habet piperis, etiam oleribus indit.

920. Pira, dum sunt matura, sponte cadunt. [DAPR 420]. As peras, quando estão maduras, caem por si. nA pera, quando madura, há de cair.

921. Pirata est hostis humani generis. [Stevenson 1799; Black 1363], O pirata é inimigo da raça humana.

922. Pirata non est ex perduellium numero definitus, sed communis hostis omnium. [Cícero, De Officiis 3.29]. O pirata não é classificado no número dos inimigos de guerra, mas como inimigo comum de todos.

923. Pirum, non ulmum, accedas, si cupias pira. [Psa / Rezende 4996]. Se desejas peras, vai à pereira, não ao olmeiro. nNão busques o figo na ameixeira.

924. Piscari in aëre. [Plauto, Asinaria 84]. Pescar no ar. (=Fazer trabalho inútil). VIDE: lIn aëre piscari, venari in mari. lVenari in medio mari.

925. Piscari in aquis turbidis. nPescar nas águas turvas. lPiscari in aqua turbida. [Grynaeus 88].

926. Piscator ictus sapiet. [Erasmo, Adagia 1.1.29]. O pescador aprenderá com a picada. (=Diz-se de quem, tendo sofrido um mal, passa a tomar cuidado). nA experiência ensina. lPiscator ictus sapit.

927. Piscatores hominum. [Vulgata, Mateus 4.19]. Pescadores de homens.

928. Piscatur in aqua turbida. [Stevenson 821]. Pesca-se em água agitada. nNa água revolta pesca o pescador. lPiscatur in turbido. [DAPR 534]. VIDE: lAqua turbida piscosior est. lAquis turbidis piscari. lEst captu facilis turbata piscis in unda. lEst captu facilis turbatis piscis in undis. lEst captus turbatis piscis in undis. lFlumen confusum reddit piscantibus usum. lIn aqua turbida piscatur uberius. lTurbat aquas, ut plures capiat pisces. lTurbata aqua, captat anguillas.

929. Pisce sanior. [Pereira 121]. Tem mais saúde do que um peixe. nSão como um perro.

930. Piscem natare doces. [Erasmo, Adagia 3.6.19]. Ensinas o peixe a nadar. nQueres ensinar padre-nosso a vigário. VIDE: lDelphino natandum suades. lDelphinum natare doces. lNe piscem natare docueris. lPisces natare doces.

931. Piscem vorat maior minorem. [DAPR 535]. O peixe maior come o peixe menor. nPeixe grande come peixe pequeno. nPeixão graúdo come peixito miúdo. nA cobra maior engole a menor. VIDE: lPisces magni parvulos comedunt. lPiscis minutos magnus comest. lPiscium vita haec, minorem maior ut devoret.

932. Pisces a natura determinati sunt ad natandum, magni ad minores comedendum. Pela natureza os peixes são determinados para nadar, os grandes para comerem os menores.

933. Pisces natare doces. [Diogeniano / Albertatius 1063]. Ensinas os peixes a nadar. nEnsinas padre-nosso a vigário. VIDE: lDelphino natandum suades. lDelphinum natare doces. lNe piscem natare docueris. lPiscem natare doces.

934. Pisces natare oportet. [Petrônio, Satiricon 39.2]. Os peixes precisam nadar. nO peixe deve nadar três vezes: em água, em molho e em vinho. nPeixe sem bebida é veneno. VIDE: lPiscis captivus vinum vult; flumina vivus. lVivis piscibus aqua, mortuis vinum. lVivit sus in aquis, et piscis fluminis undis: mortuus epoto gaudet uterque mero.

935. Pisces, perdices, vinum, nec non meretrices, corrumpunt cistam, et quicquid ponis in istam. [Stevenson 2526]. Peixes, perdizes, vinho, bem como meretrizes, corrompem o cofre e tudo que nele se coloca.

936. Piscis a capite olere incipit. [Apostólio, Paroimiai 10.62]. nO peixe começa a feder pela cabeça. lPiscis a capite primum incipit putere. [Albertatius 1065]. O peixe começa a apodrecer pela cabeça. VIDE: lFere malum a malis principibus oritur. lPiscis primum a capite foetet.

937. Piscis captivus vinum vult; flumina vivus. [Werner]. O peixe que foi apanhado quer vinho; o peixe vivo quer água. nO peixe e o cochino, a vida em água, e a morte em vinho. VIDE: lPisces natare oportet. lVivis piscibus aqua, mortuis vinum. lVivit sus in aquis, et piscis fluminis undis: mortuus epoto gaudet uterque mero.

938. Piscis eget sale. [Erasmo, Adagia 4.8.63]. Peixe quer sal.

939. Piscis minutos magnus comest. [Varrão, Nonius 2]. O peixe grande come os miúdos. nPeixe grande come peixe pequeno. nPeixão graúdo come peixito miúdo. VIDE: lPiscem vorat maior minorem. lPisces a natura determinati sunt ad natandum, magni ad minores comedendum. lPisces magni parvulos comedunt. lPiscium vita haec, minorem maior ut devoret.

940. Piscis nequam est, nisi recens. [Plauto, Asinaria 178; Erasmo, Adagia 4.1.74]. O peixe não vale nada, se não é fresco. nO hóspede e o peixe aos três dias aborrece.

941. Piscis primum a capite foetet. [Erasmo, Adagia 4.2.97]. nO peixe começa a feder pela cabeça. VIDE: lFere malum a malis principibus oritur. lPiscis a capite olere incipit. lPiscis a capite primum incipit putere.

942. Piscium vita haec, minorem maior ut devoret. [Schottus, Adagia 639]. A vida dos peixes é esta: o maior devora o menor. nPeixe grande come peixe pequeno. VIDE: lPiscem vorat maior minorem. lPisces minutos magnus comest. lPisces magni parvulos comedunt.

943. Pius esto. [Rezende 5002]. Sê piedoso.

944. Placatur donis Iuppiter ipse datis. [Ovídio, Ars Amatoria 3.654]. O próprio Júpiter se acalma com presentes que lhe são dados. nDádivas quebrantam penhas. VIDE: lCum divis flectunt venerandos munera reges. lMunera placant homines. lMunera placant hominesque deosque. lMunera capiunt hominesque deosque. lMuneribus vel di capiuntur.

945. Placeat homini, quicquid Deo placuit. [Sêneca, Epistulae 74.20]. Agrade ao homem o que agradou a Deus. lPlaceat homini, quidquid Deo placet. [Bernardes, Nova Floresta 2.200]. Agrade ao homem o que agrada a Deus.

946. Placebo. Agradarei. (=Placebo. Substância inócua ministrada como se fosse medicamento, para fins de pesquisa).

947. Placebo Domino in regione vivorum. [Vulgata, Salmos 116.9]. Agradarei ao Senhor na região dos vivos.

948. Placere cunctis, non solo tibi velis. Não queiras agradar só a ti, mas a todos.

949. Placere multis opus est difficillimum. [PSa]. Agradar a muitos é tarefa muito difícil. nNinguém pode agradar a todos. nNenhuma Maria agrada a todos Manéis.

950. Placet. Agrada. Satisfaz. (=Fórmula usada para indicar aprovação).

951. Placet inconcessa voluptas. [Tosi 894]. O prazer proibido agrada. nO proibido aguça o dente. VIDE: lCupimus negata. lNitimur in vetitum semper, cupimusque negata.

952. Placet? pare. Non placet? quacumque vis, exi. [Sêneca, Epistulae 91.15]. Agrada-te? Aceita. Não te agrada? Sai por onde quiseres. lPlacet? vive: non placet? licet eo reverti unde venisti. [Sêneca, Epistulae 70.15]. Agrada-te? Vive aqui. Não te agrada? Podes voltar ao lugar donde vieste.

953. Placide procedere. [Pereira 108]. Avançar com calma. nMole, mole, vai longe o homem. VIDE: lLente procedere.

954. Placidos et silentes homines vita. [Rezende 5007]. Foge dos homens mansos e calados. nHomem calado, muito cuidado. nDe boi sonso, marrada certa. lPlacidos et silentes vita.

955. Placita iuris. [Jur / Broom 8]. Os preceitos do direito. Os preceitos da lei.

956. Plaga linguae semper est recens. [Boncompagno, Breviloquium 8.5]. Ferida feita pela língua permanece sempre aberta.

957. Plana via fit ab eleemosyna. [S.Nilo / Bernardes, Luz e Calor 1.223.122]. Com a esmola se aplaina o caminho.

958. Plane fortunae filius: in manu illius plumbum aurum fiebat. [Petrônio, Satiricon 43]. Era um verdadeiro filho da sorte: em suas mãos chumbo virava ouro. VIDE: lFortunae filius.

959. Plane olim, id est semper, veritas odio est. [Tertuliano, Apologeticus 14.2]. Desde há muito tempo, isto é sempre, a verdade é odiada.

960. Planta quae saepius transfertur non coalescit. [Erasmo / Stevenson 2218]. A planta que é freqüentemente mudada não cresce. nPlanta muitas vezes transposta não medra nem cresce. nÁrvore mudada, árvore matada. nÁrvore velha não se muda. VIDE: lNon coalescit planta quae saepe transfertur. lNon convalescit planta quae saepe transfertur.

961. Plantae rigatae magis crescunt. As plantas regadas crescem mais.

962. Plato amicus, sed magis amica veritas. Platão é meu amigo, mas a verdade é mais amiga. nAmigo do compadre, mas mais da verdade. nAmigo de todos iguais, e da verdade mais. VIDE: lAmicus Plato, amicus Socrates, sed magis amica veritas. lAmicus Plato, amicus Socrates, sed praehonoranda veritas. lAmicus Plato, sed magis amica veritas. lAmicus Socrates, sed magis amica veritas. lEt veritatem diligimus et Platonem, sed rectius est diligere veritatem. lMinime vero veritati praeferendus est vir.

963. Plato enim mihi unus instar est centum millium. [Antímaco / Cícero, Brutus 191]. Para mim um só Platão vale por cem mil.

964. Plato escam malorum voluptatem appellat, quod ea videlicet homines capiantur, ut hamo pisces. [Cícero, De Senectute 13]. Platão chama o prazer de isca dos males, pois certamente os homens são apanhados por ele do mesmo modo que os peixes pelo anzol. VIDE: lEsca omnium malorum voluptas. lMalorum esca voluptas. lVoluptas esca malorum. lVoluptas est malorum esca, quo ea non minus homines, quam hamo capiuntur pisces.

965. Plato ipse melius dicere non potuit. [Bacon, Sermones, De Atheismo]. Nem Platão conseguiria expressar-se melhor.

966. Plaudite, amici, finita est comoedia. [Atribuído a Beethoven, moribundo]. Aplaudi, amigos, a comédia terminou.

967. Plaudite, cives! Aplaudi, cidadãos! (=Palavras dos atores romanos ao final de uma comédia). VIDE: lValete et plaudite. lVos plaudite.

968. Plaudite manibus! Batei palmas! VIDE: lOmnes gentes, plaudite manibus.

969. Plausibus ex ipsis populi ingenium quodvis incaluisse potest. [Ovídio, Ex Ponto 3.4.29]. Qualquer espírito pode aquecer-se com os próprios aplausos do povo.

970. Plaustra bonus parvo dux regit ampla loco. [Pereira 114]. O bom condutor dirige carretas grandes em espaço pequeno. nNo mor aperto a mor destreza.

971. Plaustrum bovem trahit. [Erasmo, Adagia 1.7.28]. A carroça puxa o boi. nVai o carro à frente dos bois. VIDE: lBos currum trahit, non bovem currus. lCurrus bovem trahit praepostere. lCurrus bovem trahit. lCurrus boves trahit.

972. Plaustrum perculi! [Plauto, Epidicus 594]. Virei minha carroça! nDei com os burros n’água.

973. Plausum date! [Plauto, Rudens 1344]. Aplaudi!

974. Plebeia ingenia magis exemplis quam ratione capiuntur. [Macróbio, Saturnalia 7.4.4]. As cabeças do povo são conquistadas mais pelos exemplos do que pela razão.

975. Plebs bene vestitum stultum putat esse peritum. [Pereira 104]. O povo julga sábio o tolo bem vestido. nA roupa faz o homem. nEnfeitai o cepo, parecer-vos-á mancebo.

976. Plebs conciliatur non auctoritate sed sagina. O povo é cativado, não pela autoridade, mas pela comida.

977. Plebs gentem non habet. [Rezende 5011]. A plebe não tem raça.

978. Plebs in hoc regi antistat loco: licet lacrimare plebi, regi honeste non licet. [Ênio]. A plebe é superior ao rei nisto: a ela é permitido chorar, e ao rei a dignidade não o permite.

979. Plena catenarum quaestio. Uma questão cheia de dificuldades.

980. Plena et infesta variis casibus vita est, a quibus nulli longa pax, vix indutiae sunt. [Sêneca, Ad Marciam 16.5]. A vida está repleta de numerosos e variados acidentes, por causa dos quais ninguém tem uma longa paz, dificilmente uma trégua.

981. Plena manu. [Erasmo, Adagia 2.1.16]. Às mancheias. VIDE: lLarga manu. lManibus plenis.

982. Plena operibus bonis. [Vulgata, Atos 9.36]. Cheia de boas obras.

983. Plenas aures adulationibus aliquando vera vox intret; da consilium utile. [Sêneca, De Beneficiis 6.3]. Que nos ouvidos cheios de palavras bajuladoras, de vez em quando entre uma palavra verdadeira; dá-lhe um conselho útil.

984. Plenis insuavia cuncta. Para quem está farto, tudo é desagradável. nBarriga cheia, goiaba tem mofo. nAo homem farto, as cerejas lhe amargam.

985. Plenis velis. [Petrônio, Satiricon 45.11]. Com as velas enfunadas. nDe vento em popa.

986. Plenitudine potestatis. Com plenos poderes.

987. Plenitudo ergo legis est dilectio. [Vulgata, Romanos 13.10]. A plenitude da lei é o amor.

988. Plenitudo potestatis. O pleno poder.

989. Plenius aequo laudat venales qui vult extrudere merces. [Horácio, Epistulae 2.2.10]. O vendedor que quer livrar-se das mercadorias, louva-as mais do que merecem. VIDE: lLaudat venales qui vult extrudere merces. lOmnis amat care proprias merces phalerare.

990. Pleno gradu. [Erasmo, Adagia 5.1.72]. A toda a pressa.

991. Pleno iure. [Jur]. De pleno direito.

992. Pleno ore. De boca cheia.

993. Plenum arbitrium. [Jur]. O arbítrio completo.

994. Plenum dominium. O pleno domínio.

995. Plenum montano credis ovile lupo. [Ovídio, Ars Amatoria 2.1.363]. Confias o ovil cheio ao lobo montês. nA bom santo o encomendas.

996. Plenus annis abiit, plenus honoribus. [Plínio Moço, Epistulae 2.1.7]. Morreu com muita idade, cheio de honrarias.

997. Plenus sacculus est aranearum. [Catulo, Carmina 13.8]. Minha bolsa está cheia de aranhas. nEstou na pindaíba. nEstou comendo brisa.

998. Plenus venter facile de ieiuniis disputat. [S.Jerônimo, Epistulae 58.2]. Barriga cheia facilmente discute sobre jejuns. nFaz bem jejuar depois do jantar. nO farto, de jejum, não tem cuidado algum. nMal se dói o farto do faminto. VIDE: lVenter plenus facile de ieiuniis disputat.

999. Plenus venter non studet libenter. [Tosi 713]. Barriga cheia não estuda com vontade. nBarriga cheia, pé dormente. VIDE: lImpletus venter non vult studere libenter.

1000. Pleraque in iure, non legibus, sed moribus constant. [Quintiliano, Institutio Oratoria 5.10.13]. No direito, a maioria das coisas não está estabelecida nas leis, mas nos costumes.

 

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