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DICIONÁRIO
DE EXPRESSÕES E FRASES LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER
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1401. Nihil sine voce est. [Vulgata, 1Coríntios 14.10]. Nada há sem voz.
1402. Nihil sit grave, quod leviter excipias. [Sêneca, Epistulae 123]. Nada que suportares com paciência será penoso.
1403. Nihil solliciti sitis. [Vulgata, Filipenses 4.6]. Não tenhais cuidado de coisa alguma.
1404. Nihil spei credo, omnes res spissas facit. [Estácio, Palliatae, Fragmentum 25]. Não confio na esperança; ela torna tudo penoso.
1405. Nihil splendidius iustitia. [S.Ambrosio, Opera 5.18]. Nada é mais magnífico que a justiça.
1406. Nihil suavius est quam ab omnibus diligi. Não há nada mais agradável do que ser amado por todos.
1407. Nihil sub sole novum. [Vulgata, Eclesiastes 1.10]. nNão há nada de novo sob o sol. nNão há que espantar, tudo há no mundo. VIDE: lNihil novum sub sole. lNil novi sub sole.
1408. Nihil superbius paupere, dum surgit in altum. [DAPR 610]. Nada é mais soberbo do que o pobre, quando sobe a uma posição elevada. nQuando o vilão vai de mulo, não conhece Deus nem o mundo. nQuando o vilão está rico, não tem parente nem amigo. VIDE: lNihil humili peius, cum se sors ampliat eius.
1409. Nihil suspicari licebit. [Tertuliano, Apologeticus 23.2]. Não haverá lugar para suspeitas.
1410. Nihil tam absurde dici potest quod non dicatur ab aliquo philosophorum. [Cícero, De Divinatione 2.58]. Nada tão absurdo pode ser dito, que não seja dito por algum filósofo. VIDE: lNemo aegrotus quidquam somniat tam infandum, quod non aliquis dicat philosophus.
1411. Nihil tam absurdum dici potest quod non dicatur a quodam doctorum. Nada tão absurdo pode ser dito que não seja dito por algum doutor.
1412. Nihil tam aeque proderit quam quiescere et minimum cum aliis loqui, plurimum secum. [Sêneca, Epistulae 105.6]. Nada é mais útil para nós do que vivermos tranqüilos e falarmos pouco com os outros e muito com nós mesmos.
1413. Nihil tam alte natura constituit, quo virtus non possit eniti [Quinto Cúrcio, Historiae 7.11]. A natureza não colocou nada tão alto, que a coragem não possa alcançar.
1414. Nihil tam cito redditur quam a speculo imago. [Sêneca, Quaestiones Naturales 1.4.2]. Nada é devolvido com tal rapidez quanto a imagem pelo espelho.
1415. Nihil tam cognatum sapientiae, quam locis et temporibus aptare sermones personarum. [Macróbio, Saturnalia 7.1]. Nada é tão ligado à sabedoria quanto adaptar o discurso das pessoas aos lugares e épocas.
1416. Nihil tam contrarium consensui quam vis et metus. [Jur]. Nada é tão contrário à concordância quanto a violência e o medo. VIDE: lNihil consensui tam contrarium est quam vis atque metus.
1417. Nihil tam durum et ferreum, quod non Amoris telis perfringatur. Nada é tão firme e resistente que não seja rompido pelos dardos de Cupido.
1418. Nihil tam egregium, atque proprium regis esse quam iustitiae opus. [Plutarco / Rezende 4044]. Nada mais nobre e próprio para um rei do que fazer justiça.
1419. Nihil tam firmum est cui periculum non sit etiam ab invalido. [Quinto Cúrcio, Historiae 7.8]. Nada há tão sólido que não tenha a temer algum perigo, mesmo que venha de um ser fraco.
1420. Nihil tam firmum, quod non expugnari pecunia possit. Nada é tão forte, que não possa ser vencido pelo dinheiro.nNão há fechadura tão forte que uma gazua de ouro não possa abrir. VIDE: lNihil tam sanctum, quod non violari, nihil tam munitum, quod non expugnari pecunia possit.
1421. Nihil tam in nostra potestate quam ipsa voluntas est. [S.Anselmo / Bernardes, Luz e Calor 1.45]. Nada está tanto no nosso poder como o nosso querer.
1422. Nihil tam inaestimabile est quam animi multitudinis. Não há nada tão imprevisível quanto os julgamentos da multidão. VIDE: lNihil est tam incertum, nec tam inaestimabile est quam animi multitudinis.
1423. Nihil tam infestum tranquillitati animi quam nihil pati posse. [Cícero, Tusculanae 1 / Dengg 100]. Nada é tão hostil à tranquilidade do espírito quanto nada poder suportar.
1424. Nihil tam molle quam voluntas. Nada é tão flexível quanto a vontade. VIDE: lNihil est tam molle quam voluntas.
1425. Nihil tam sanctum, quod non violari, nihil tam munitum, quod non expugnari pecunia possit. [Cícero, In Verrem 2.5.147]. Não há nada tão sagrado que não possa ser violado pelo dinheiro, nem nada tão protegido, que não possa ser vencido pelo dinheiro. nNão há fechadura tão forte que uma gazua de ouro não possa abrir. VIDE: lNihil tam firmum, quod non expugnari pecunia possit.
1426. Nihil tamen impedit ridentem dicere verum. Nada impede quem ri de dizer a verdade. VIDE: lRidentem dicere verum quid vetat?
1427. Nihil temere credideris. [Dionísio Catão, Monosticha]. Não confiarás em nada inconsideradamente.
1428. Nihil tetigit quod non ornavit. Ele não tocou nada que não embelezasse. VIDE: lNullum quod tetigit non ornavit. lQui nullum fere scribendi genus non tetigit, nullum quod tetigit non ornavit.
1429. Nihil timere, nihil neglegere. Nada temer, de nada descuidar.
1430. Nihil timet adversi quem servat rector Olympi. [Pereira 106]. Não teme a adversidade aquele a quem protege o chefe do Olimpo. nGuardado é o que Deus guarda.
1431. Nihil turpe ducas pro salutis remedio. [Publílio Siro]. Não usarás nada de vergonhoso como meio de salvação.
1432. Nihil turpius quam cum eo bellum gerere, quocum familiariter vixeris. [Cícero, De Amicitia 21]. Nada mais indigno do que guerrear contra aquele com quem se tenha vivido na intimidade.
1433. Nihil turpius quam domi esse peregrinum. [Gabriel Harvey / Stevenson 1151]. Nada é mais desonroso do que ser um estranho na própria casa.
1434. Nihil unquam peccavit, nisi quod mortua est. [Inscrição no túmulo de uma esposa / Rezende 4049]. A única falta que jamais cometeu, foi a de ter morrido.
1435. Nihil urget. Não há pressa.
1436. Nihil utilius firma valetudine. Nada mais útil do que uma boa saúde.
1437. Nihil utilius sale et sole. Nada mais útil do que o sal e o sol. nSol e sal livram a gente de muito mal. VIDE: lNihil esse utilius sale et sole. lNil sole et sale utilius. lSale nihil utilius.
1438. Nihil venit sine cura, nisi paupertas. Sem esforço, só vem a pobreza. nSem trabalho, só a pobreza. lNihil venit sine industria, nisi paupertas. VIDE: lSine labore non erit panis in ore.
1439. Nihil vincit nisi veritas, nihil salvat nisi caritas. Só a verdade vence, só o amor salva.
1440. Nihil virtuti invium. [Tácito, Agricola 27, adaptado]. Para a coragem nada é impossível. nNada é difícil para quem quer.
1441. Nihil volitum quin praecognitum. [Stevenson 2543]. Nada é desejado que não seja conhecido. nNão se deseja o que o olhar não veja. lNihil volitum, nisi cognitum. [Rezende 4050]. lNihil volitum, nisi praecognitum. lNihil volitum quod non cognitum. VIDE: lIgnoti nulla cupido. lQuae ignoramus, spernuntur. lQuod latet ignotum est; ignoti nulla cupido. lVolitum nihil, nisi cognitum.
1442. Nihila gyrina est rana sapientior. [Schottus, Adagia 619]. Nenhum girino é mais sabido do que a rã. VIDE: lRana gyrino sapientior.
1443. Nihilne te populi veretur? Não tens respeito algum para com o povo?
1444. Nihilque nocere cupientes magis accendit quam prosperae turpitudinis conscientia. [Sêneca Retórico, Suasorie 7.1]. Nada excita mais os que desejam fazer mal do que a consciência da indignidade bem sucedida.
1445. Nil ab omni parte beatum. Não há nada completamente sem defeito. nNão há rosa sem espinho. nNesta vida não há felicidade completa. VIDE: lNihil est ab omni parte beatum. lNihil ex omni parte beatum.
1446. Nil actum credens cum quid superesset agendum. [Lucano, Pharsalia 2.657]. Julga que nada foi feito, enquanto algo resta por fazer. nNão acabar é não fazer. lNil actum reputa, si quid superest agendum. Considera como não estando nada feito, se falta fazer alguma coisa. lNil actum est cum quid superest agendum. Nada está feito, quando falta fazer algo. VIDE: lNihil etenim actum esse credimus, dum aliquid addendum superest. lNihil perfectum est dum aliquid restat agendum. lNil videtur actum dum aliquid superest agendum.
1447. Nil ad fides dicis. [Pereira 102]. Não dizes nada que mereça confiança. nDizes uma coisa por outra.
1448. Nil admirari. Não te espantes com nada. lNil admirari prope re est una solaque quae possit facere et servare beatum. [Horácio, Epistulae 1.6.1]. Não se perturbar com nada é quase o único meio que pode dar e conservar a felicidade. VIDE: lNihil admirari.
1449. Nil agenti dies longus est. [Sweet 189]. Para quem nada faz, o dia é longo. nPara quem trabalha os dias parecem curtos. VIDE: lNullus agenti dies longus est.
1450. Nil agit exemplum, litem quod lite resolvit. [Horácio, Satirae 2.3.103]. Não adianta de nada um exemplo que esclarece uma disputa levantando outra.
1451. Nil aliud ac umbra atque flatus est homo. [Sófocles / Grynaeus 712]. O homem não passa de sombra e vento.
1452. Nil aliud est actio quam iudicio persequendi quod sibi debetur. [Digesta 44.7.51]. Ação não é senão alguém perseguir em juízo aquilo que lhe é devido.
1453. Nil amori iniurium est. [Plauto, Cistellaria 102]. No amor o falso juramento não tem nenhuma importância. nJuramento de quem ama mulher não é para crer.
1454. Nil amplius oro. [Horácio, Satirae 2.6.1]. Nada mais peço.
1455. Nil assuetudine maius. [Ovídio, Ars Amatoria 2.1.345]. Não há nada mais forte do que o hábito.
1456. Nil conscire sibi, nulla pallescere culpa. [Horácio, Epistulae 1.1.61]. Estar consciente de não ter culpa, não se envergonhar de nenhuma falta. nNão o faças, e não o temas.
1457. Nil contra dicens satis assentire videtur. [Pereira 118]. Entende-se que concorda plenamente quem nada declara em contrário. nQuem cala consente. VIDE: lConfessionem imitatur taciturnitas. lQui tacet, consentire videtur. lQui tacet, consentit. lTaciturnus in iudicio consensum inducit.
1458. Nil corpus magis debilitat quam continuae vigiliae. [Nenter 96]. Nada enfraquece o corpo mais do que contínuas vigílias.
1459. Nil desperandum. [Horácio, Carmina 1.7.27]. Não há causa para desespero.
1460. Nil difficile est volenti. [Gerson / Bernardes, Nova Floresta 5.484]. nNada é difícil para quem quer. nA quem quer nada é difícil. nQuerer é poder. lNil difficile volenti. [DAPR 797]. lNil volentibus arduum. VIDE: lVolenti nihil difficile. lVolenti nihil impossibile.
1461. Nil dulcius quam scire prorsus omnia. [Schottus, Adagia 619]. Nada é mais doce do que saber absolutamente tudo. VIDE: lNihil dulcius quam omnia scire.
1462. Nil ego contulerim iucundo sanus amico. [Horácio, Sermones 1.5.44]. Em sã consciência eu não compararia nada a um amigo agradável.
1463. Nil est amore veritatis celsius. [Prudêncio, Peristephanon 10.388]. Nada é mais sublime que o amor à verdade.
1464. Nil est dictu facilius. [Terêncio, Phormio 300]. Nada é mais fácil de dizer.
1465. Nil est miserius quam mali animus conscius. Não há nada mais triste do que um coração consciente do mal. VIDE: lNihil est miserius quam animus hominis conscius.
1466. Nil est occultum, quod non revelabitur. Não há nada oculto que não se revelará. nNada há tão encoberto, que tarde ou cedo não seja descoberto. nA verdade sempre vem à tona. VIDE: lNihil autem opertum est quod non reveletur, neque absconditum, quod non sciatur. lNihil diu occultum. lNihil enim est opertum, quod non revelabitur, et occultum, quod non scietur. lNihil occultum quod non reveletur. lNihil ita occultum est quod non reveletur. lNil occultum est quod non reveletur. lNon enim est occultum quod non manifestetur nec absconditum quod non cognoscatur et in palam veniat.
1467. Nil est quin male narrando possit depravari. [Terêncio, Phormio 696]. Não há nada que não se possa desfigurar, se contarmos de maneira desonesta.
1468. Nil est quod caute simul agas et celeriter. [PSa]. Não há nada que se possa fazer ao mesmo tempo com cautela e com rapidez. nDepressa e bem, não faz ninguém.
1469. Nil est tam angusti, tamque pravi animi, quam amare divitias. [Cícero, De Officiis 1.68]. Nada caracteriza um espírito tão estreito e tão vicioso quanto amar as riquezas.
1470. Nil est tam facile quod non fiat difficile, si invitus facias. [Tosi 887]. Não há nada tão fácil que não se torne difícil, se o fizeres contra a vontade. VIDE: lNulla est tam facilis res, quin difficilis sit, cum invitus facias.
1471. Nil exigenti praestare est pulcherrimum. [PSa]. É maravilhoso beneficiar alguém que nada exige.
1472. Nil facimus non sponte Dei. [Lucano, Bellum Civile 9.574]. Nada fazemos sem a vontade de Deus.
1473. Nil fidei verba timentis habent. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 31.10]. As palavras dos medrosos não merecem nenhuma fé.
1474. Nil habet infelix paupertas durius in se, quam quod ridiculos homines facit. [Juvenal, Satirae 3.152]. O que a infeliz pobreza tem de mais duro é que ela torna ridículos os homens. VIDE: lPaupertas ridiculos homines facit.
1475. Nil hoc verbo veritatis verius. Nada é mais verdadeiro do que esta palavra de verdade.
1476. Nil homini certum est. [Ovídio, Tristia 5.5.27]. Para o homem nada é certo.
1477. Nil igitur fieri de nilo posse fatendum est. [Lucrécio, De Rerum Natura 1.205]. Devemos confessar, pois, que nada se pode fazer do nada. VIDE: lDe nihilo nihil. lDe nihilo nihilum. lEx nihilo nihil fit. lEx nihilo nihil. lGigni de nihilo nihil, in nihilum nil posse reverti. lNihil ex nihilo. lNil posse creari de nihilo. lNullam rem e nihilo gigni divinitus unquam.
1478. Nil igitur mors est ad nos, neque pertinet hilum. [Lucano, De Rerum Natura 3.830]. Para nós a morte não é nada, e de maneira nenhuma nos preocupa.
1479. Nil intemptatum Selius, nil linquit inausum. [Marcial, Epigrammata 2.14.1]. Sélio não abandona nada sem experimentar, nada sem ousar. VIDE: lNihil intemptatum relinquere
1480. Nil interest habere ostium apertum, vultum clausum. [Bacon, Advancement of Learning 2.23.3]. De nada adianta ter a porta aberta e a cara fechada. VIDE: lCura ut aditus ad te diurni nocturnique pateant, neque solum foribus aedium tuarum sed etiam vultu ac fronte, quae est animi ianua; quae si significat voluntatem abditam esse ac retrusam, parvi refert patere ostium.
1481. Nil inultum remanebit. [Tomás de Celano, Dies Irae]. Nada ficará sem castigo. nNão há prazo que não acabe, nem dívida que não se pague. VIDE: lNullum malum impunitum.
1482. Nil iuvat errores, mersa iam puppe, fateri. [Medina 589]. De nada adianta confessar os erros, depois que o barco está afundado. nDepois de fugir o coelho, escusado é tomar conselho.
1483. Nil ligatum. Sem obrigação.
1484. Nil magnum nisi bonum. Só o que é bom é grande.
1485. Nil medium est. [Horácio, Sermones 1.2.28]. Não há meio termo. VIDE: lNihil medium est.
1486. Nil melius sano monitu, nil peius iniquo. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 26.15]. Não há nada melhor que o conselho prudente, nem pior que o conselho iníquo.
1487. Nil mihi rescribas, tu tamen ipse veni! [Ovídio, Heroides 1.2]. Não me escrevas nada em resposta, mas vem pessoalmente!
1488. Nil mihi respondes? Aut dic, aut accipe calcem. [Juvenal, Satirae 3.295]. Nada me respondes? Fala, ou recebe um ponta-pé.
1489. Nil moderatum vulgo gratum est. [Bacon, Advancement of Learning 6.3]. Para a multidão nada que seja moderado é agradável.
1490. Nil moror officium quod me gravat. [Horácio, Epistulae 2.1.264]. Não me agrada a gentileza que me pesa.
1491. Nil mortalibus ardui est. [Horácio, Carmina 1.3.37]. Nada é difícil para os mortais. nNão há coisa dificultosa aos homens. lNil mortalibus arduum est. [Pereira 112].
1492. Nil nimium. Nada em excesso. nToda sobra é demasia. nTão mau é o sobejo como o minguado. nNem tanto amém que se dane a missa. lNil nimis. [Terêncio, Heauton Timorumenos 519]. VIDE: lNe nimium. lNe quid nimis. lNe quid nimium. lNihil nimis.
1493. Nil nimium. Satis hoc, ne sit et hoc nimium. [Ausônio, Septem Sapientum Sententiae, Thales Milesius]. Nada em excesso. Isso basta, e espero que isso também não seja excessivo.
1494. Nil nimium studeo tibi velle placere, nec scire utrum sis albus an ater homo. [Catulo, Carmina 93.1]. Não faço muita força para te agradar, nem para saber se és branco ou negro.
1495. Nil nisi cruce. [Divisa / Stevenson 460]. Nada senão pela cruz.
1496. Nil non mortale tenemus, pectoris exceptis ingeniique bonis. [Ovídio, Tristia 3.7.43]. Tudo que possuímos é efêmero, exceto os bens do coração e do espírito.
1497. Nil non prius acerbum quam maturum fuit. Não há fruta que não tenha sido azeda antes de amadurar. VIDE: lNihil non acerbum prius quam maturum fuit.
1498. Nil novi sub caelo. [Pontanus / Stevenson 1680]. Nada há de novo sob o céu.
1499. Nil novi sub sole. nNão há nada de novo sob o sol. nDebaixo do sol nada é novo. VIDE: lNihil sub sole novum. lNihil novum sub sole.
1500. Nil oblectaverit animum, quam amicitia fidelis et dulcis. [Sêneca, De Tranquillitate Animi 7]. Nada deleita a alma como uma amizade sincera e agradável.
1501. Nil obstet tibi, dum ne sit te ditior alter. [Horácio, Sermones 1.40]. Nada será obtáculo para ti, enquanto não haja outro mais rico que tu.
1502. Nil occultum est quod non reveletur. [FD 15]. Não há nada oculto que não se revelará. nNada há tão encoberto, que tarde ou cedo não seja descoberto. VIDE: lNihil autem opertum est quod non reveletur, neque absconditum, quod non sciatur. lNihil diu occultum. lNihil enim est opertum, quod non revelabitur, et occultum, quod non scietur. lNihil ita occultum est quod non reveletur. lNihil occultum quod non reveletur. lNil est occultum, quod non revelabitur. lNon est enim occultum, quod non manifestetur.
1503. Nil operi Dei praeponatur. [RSB 43]. Nada se anteponha à obra de Deus.
1504. Nil plus prodest in pugna et in omni arte quam exercitium. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 4.2]. Nada é mais útil, na guerra e em toda outra atividade, do que a prática.
1505. Nil posse creari de nihilo. [Lucrécio, De Rerum Natura 1.155]. Nada pode ser criado do nada. VIDE: lDe nihilo nihil. lDe nihilo nihilum. lEx nihilo nihil fit. lEx nihilo nihil. lGigni de nihilo nihil, in nihilum nil posse reverti. lNihil ex nihilo. lNil igitur fieri de nilo posse fatendum est. lNullam rem e nihilo gigni divinitus unquam.
1506. Nil posse quemquam, mortuum hoc est vivere. [PSa]. Não poder fazer nada é viver como um morto.
1507. Nil potes amico possidere pulchrius. Não podes ter nada mais belo do que um amigo.
1508. Nil prius esse fide. [Propércio, Elegiae 4.1.81]. Nada é preferível à fidelidade. VIDE: lPrius nihil fide.
1509. Nil proderunt thesauri impietatis. [Vulgata, Provérbios 10.2]. Os tesouros da impiedade de nada servirão.
1510. Nil prodest quod non laedere possit idem. [Ovídio, Tristia 2.1.266]. Não há nada que seja útil que também não possa prejudicar. nNão há coisa tão proveitosa, que não possa ser danosa.
1511. Nil rationis est, ubi res semel in affectum venit. [PSa]. Não se escuta mais a razão, quando a questão passou para a paixão.
1512. Nil sanitate vita habet praestantius. [Grynaeus 109]. A vida não tem nada mais útil do que a saúde. VIDE: lAbsque sanitate nemo felix. lFirma valetudine nihil melius: sani aegris ditiores. lHomini nihil utilius sanitate.
1513. Nil scio nisi nescio. [Plauto, Bacchides 289]. Só sei que não sei. VIDE: lHoc solum scio, nihil scio. lHoc unum scio, me nihil scire. lUnum scio me nihil scire.
1514. Nil scire si quis putat, id quoque nescit. [Lucrécio, De Rerum Natura 4.472]. Se alguém acha que nada sabe, também não sabe isso.
1515. Nil securius malo poëta. [Marcial, Epigrammata 12.63.13]. Nada está em maior segurança do que um mau poeta. (=Seus poemas não estão sujeitos a furto).
1516. Nil similius insano quam ebrius. [Stevenson 638]. Nada mais parecido com um louco do que um bêbedo.
1517. Nil sine consilio facias: sic facta probantur. [Columbano]. Nada faças sem ponderação; assim as ações dão certo.
1518. Nil sine magno vita labore dedit mortalibus. [Horácio, Satirae 1.9.59]. A vida não deu aos mortais nada sem grande esforço. nDinheiro não cai do céu. nQuem quer pescar há de se molhar. nNão se comem trutas a bragas enxutas. lNil sine magno labore. [Divisa]. Sem grande esforço, nada (se consegue).
1519. Nil sine numine. [Divisa de Colorado, EUA]. Nada sem a vontade divina. VIDE: lNon haec sine numine divum eveniunt.
1520. Nil sis lautis obligatus, nil in tenuis restrictus. [Pereira 96]. Não devas obrigação a pessoas importantes, não sejas poupado com os humildes. nA rico não prometas e a pobre não faleças.
1521. Nil sole et sale utilius. [Stevenson 2028]. Nada mais útil do que o sal e o sol. nSol e sal livram a gente de muito mal. VIDE: lNihil esse utilius sale et sole. lNihil utilius sale et sole. lSale nihil utilius.
1522. Nil somnia veri. [Schottus, Adagia 591]. Os sonhos nada têm de verdade. nSonhos são sonhos.
1523. Nil spernat auris, nec tamen credas statim. [Fedro, Fabulae 3.10.51]. Não despreze nada o teu ouvido, mas não acredites apressadamente.
1524. Nil tam difficile est, quin quaerendo investigari possit. [Terêncio, Heauton Timorumenos 675]. Nada é tão difícil que, procurando, não possa ser descoberto.
1525. Nil temere novandum. [Black 1244]. Nada deve ser modificado sem reflexão.
1526. Nil terra ingrato pectore peius alit. [Santeuil]. A terra não alimenta nada pior do que um coração ingrato.
1527. Nil turpius quam vivere incipiens senex. [PSa]. Nada há mais feio que um velho que começa a viver.
1528. Nil unquam longum est quod sine fine placet. [Stevenson 1812]. Não há nada diuturno que agrade infinitamente. nO que é bom dura pouco.
1529. Nil valet in bellis vir inermis, et absque libellis clericus est mutus, licet ingenio sit acutus. De nada vale na guerra o homem desarmado, e sem livros o clérigo é mudo, ainda que tenha fino talento.
1530. Nil vento, sorte, femina infidius. [DAPR 459]. Nada mais volúvel que o vento, a sorte e a mulher. nMulher, vento e ventura, asinha se muda. nMulher, vento e ventura são de pouca dura.
1531. Nil videtur actum dum aliquid superest agendum. Nada parece feito enquanto há algo a fazer. nNão acabar é não fazer. VIDE: lNihil etenim actum esse credimus, dum aliquid addendum superest. lNihil perfectum est dum aliquid restat agendum. lNil actum credens cum quid superesset agendum. lNil actum reputa, si quid superest agendum. lNil actum est cum quid superest agendum.
1532. Nil violentius igne et aqua. [DAPR 314]. Nada mais violento do que o fogo e a água. nO fogo e a água são maus amos e bons criados.
1533. Nil violentum perpetuum. Nada violento é perpétuo. nO que é intenso dura pouco. VIDE: lNullum violentum perpetuum. lQuod est violentum, non est durabile.
1534. Nil volentibus arduum. nNada é difícil para quem quer. VIDE: lNil difficile est volenti. lNil difficile volenti. lVolenti nihil difficile. lVolenti nihil impossibile.
1535. Nilum habetis et vinum quaeritis? Erubescite, illi, qui vos vincunt, aquam bibunt. [Aelius Spartianus, Historia Augusta, Pescennius Niger]. Tendes o Nilo e exigis vinho? Tende vergonha; aqueles que vos vencem bebem água.
1536. Nimia certitudo certitudinem ipsam destruit. [Jur / Black 1244]. Excesso de certeza destrói a própria certeza. nQuem muito sabe, muito se engana.
1537. Nimia concedendo interdum fit stultitia stultior. [Publílio Siro]. Às vezes, quando se concede de mais, a imprudência fica maior. nNão dês o dedo ao vilão, que te tomará a mão. lNimia concedendo interdum stultitia fit. Às vezes, quando se concede em excesso, ocorre a imprudência.
1538. Nimia cura deterit magis quam emendat. [Plínio Moço, Epistulae 9.35]. O cuidado excessivo mais debilita do que aperfeiçoa a obra.
1539. Nimia esca omnium malorum est causa. [Busarello 147]. Comida em excesso é a causa de todos os males. nMais matou a ceia do que curou Avicena.
1540. Nimia est miseria nimis pulchrum esse hominem. [Plauto, Miles Gloriosus 67]. É uma grande infelicidade para um homem ser muito bonito.
1541. Nimia familiaritas parit contemptum. [S.Agostinho, Scala Paradisi 8]. A excessiva familiaridade gera desprezo. nA familiaridade produz o desprezo. nA familiaridade gera o desdém. nAcaba-se a amizade quando começa a familiaridade. lNimia familiaritas contemptum parit. [Pereira 109]. VIDE: lCotidiano convictu auctoritas minuitur. lCotidiano convictu auctoritas imminuitur. lFamiliaritas nimia contemptum parit. lParit contemptum nimia familiaritas.
1542. Nimia fiducia quantae calamitati solet esse. [Cornélio Nepos, Pelopidas 3]. A que grandes desastres costuma conduzir o excesso de confiança.
1543. Nimia gula morborum mater. [Stevenson 661]. Muita gula é a mãe das doenças. nA gula mata mais do que a espada.
1544. Nimia neglegentia. [Jur / Black 1072]. Extrema negligência. VIDE: lLata culpa.
1545. Nimia neglegentia est non intellegere, quod omnes intellegunt. [Digesta 50.16.213.2]. É excessiva negligência não entender o que todos entendem.
1546. Nimia omnia nimium exhibent negotium hominibus ex se. [Plauto, Poenulus 239]. Todo excesso traz para as pessoas muita preocupação.
1547. Nimia pluvia frumentum putrefacit. [Schrevelius 1181]. Chuva em excesso apodrece o trigo. nTodo excesso prejudica.
1548. Nimia securitas saepe in periculum homines ducit. O excesso de confiança muitas vezes leva o homem ao perigo. nO mal não tarda a quem prevenido não se guarda. lNimiam securitatem saepe in periculum homines ducere. [FD 9].
1549. Nimia simplicitas facile deprimitur dolis. [PSa]. A extrema credulidade é facilmente enganada pelo dolo. nQuem confia zelos não cria.
1550. Nimietatem frigoris aut caloris, vel umoris vel siccitatis, pestilentias gignere philosophi et illustres medici tradiderunt. [Amiano Marcelino, Historia 19.4.2]. Filósofos e eminentes médicos nos ensinaram que o excesso de frio, ou de calor, ou de umidade, ou de seca, produzem epidemias.
1551. Nimietates, aequalitates. [Tosi 1765]. Extremidades, igualdades. nOs extremos se tocam.
1552. Nimietates sunt vitiosae et optima est medietas. Os extremos são maus, e o meio é o melhor.
1553. Nimio amplexu parum stringitur. [Bernardes, Luz e Calor 1.10]. Com abraço muito grande pouco se pega. nQuem muito abraça pouco aperta. nQuem muito abarca pouco abraça. VIDE: lPlurima conantes prendere, pauca ferunt. lQui nimis capit, parum stringit. lQui plura ambit, male astringit. lQui plura angit, male astringit.
1554. Nimio celerius venit quod noles quam illud quod cupide petas. [DAPR 481]. O que não queres vem muito mais rápido que o que desejas ardentemente. nO bem soa, o mal voa. lNimio celerius veniet quod noles quam illud, quod cupide petas. [Plauto, Mostellaria 72]. O que não queres virá muito mais depressa do que o que desejas ardentemente.
1555. Nimio praestat impendiosum te, quam ingratum dici. [Plauto, Bacchides 395]. É muito melhor ser chamado de pródigo do que de ingrato.
1556. Nimis avarus. [Névio]. Avarento demais.
1557. Nimis est. É de mais.
1558. Nimis propere, minus prospere. [Robert Bland / Stevenson 1082]. Rápido demais, com menos sucesso. nCadela apressada pare cães tortos.
1559. Nimium aegre risum contineo. [Rezende 4053]. Custa-me conter o riso.
1560. Nimium altercando veritas amittitur. [Publílio Siro]. Com muita discussão perde-se a verdade. VIDE: lVeritas nimium altercando amittitur.
1561. Nimium boni est cui nihil est mali. [Ênio / Cícero, De Finibus 2.41; Grynaeus 512]. Tem muito de bom quem não tem nada de mal.
1562. Nimium breves flores rosae. [Horácio, Carmina 2.3.13]. São efêmeras as flores da roseira.
1563. Nimium difficile est reperiri amicum ita ut nomen cluet. [Plauto, Trinummus 368 ]. É muito difícil encontrar um amigo tal que mereça esse nome.
1564. Nimium dixit, nec tamen totum. [Quintiliano, Institutio Oratoria 5.100, adaptado]. Falou demais, mas não disse tudo.
1565. Nimium es vehemens feroxque natura; non putas fas esse verbum ex ore exire cuiusquam, quod non iucundum et honorificum ad aures tuas accidat. [Cícero, In Vatinium 4]. Tu és violento e feroz por natureza; julgas que não deva sair da boca de ninguém qualquer palavra que não seja agradável e elogiosa aos teus ouvidos.
1566. Nimium ne crede colori. [Virgílio, Eclogae 2.17]. Não confies muito na cor. nAs aparências enganam. nNão julgues da montada pelo arreio. VIDE: lO formose puer, nimium ne crede colori.
1567. Nimium properans, serius absolvit. [Grynaeus 123]. Quem muito se apressa, termina mais tarde. nQuem muito se apressa perde tempo.
1568. Nimium properas, et adhuc tua messis in herba est. [Ovídio, Heroides 17.263]. Apressas-te demais, e a tua seara ainda está na rama. VIDE: lAdhuc seges in herba est. lAdhuc tua messis in herba est. lAdhuc est herba. lNegotium in herba est.
1569. Nimium tendendo rumpi funiculus solet. [PSa]. Esticando-se demais, a corda costuma partir-se. nCorda puxada se quebra. VIDE: lFunem abrumpis nimium tendendo. lNe abrumpamus funem, nimium tendendo. lRumpetur tensus funiculus. lRumpetur tensus funis. lVide ne abrumpamus, dum nimium tendimus funiculum.
1570. Nimium vixisse diu nocet. [Ovídio, Metamorphoses 6.37]. Faz muito mal viver muito tempo.
1571. Nisi carenti doloribus morbisque, vita ipsa poena fiat. [Plinio Antigo, Naturalis Historia 28.1]. Para quem não está livre de dores e doenças a própria vida se torna um sofrimento.
1572. Nisi castus, saltem cautus. [Rezende 4057]. Se não casto, ao menos cauto. nSe não fores casto, sê cauto. lNisi caste, saltem caute. VIDE: lCaute, si non caste. lSi non caste, saltem caute. lSi non caste, et tamen caute.
1573. Nisi credideritis, non intellegetis. [S.Agostinho, De Trinitate 15.2]. Se não o crerdes, não compreendereis.
1574. Nisi credideritis, non permanebitis. [Vulgata, Isaías 7.9]. Se não o crerdes, não permanecereis.
1575. Nisi deus aliquis obstiterit. [Paulo Manúcio, Epistulae 2]. Se nenhum deus o impedir.
1576. Nisi Dominus aedificaverit domum, in vanum laboraverunt qui aedificant eam. [Vulgata, Salmos 126.1]. Se o Senhor não edificar a casa, em vão se têm posto ao trabalho os que a edificam.
1577. Nisi Dominus custodierit civitatem, frustra vigilat qui custodit eam. [Vulgata, Salmos 126.1]. Se o Senhor não guardar a cidade, vigiará em vão quem toma conta dela. lNisi dominus custodierit domum, in vanum vigilant qui custodiunt eam. [Rezende 4058]. Se o dono não toma conta da casa, em vão vigiam os que tomam conta dela. nO olho do dono engorda o cavalo.
1578. Nisi Dominus, frustra. [Divisa de Edimburgo, Escócia]. Sem o Senhor, tudo é vão. nSem Deus, nem até a porta, e com Deus, através dos mares. nSó Deus é poder.
1579. Nisi enim eos qui ceciderant resurrecturos speraret, superfluum videretur et vanum orare pro mortuis. [Vulgata, 2Macabeus 12.44]. Se ele não esperasse que os que morreram haveriam de ressuscitar, seria uma coisa supérflua e vã orar pelos mortos.
1580. Nisi fallor. [Cícero, Ad Atticum 4.19]. Se não estou enganado. VIDE: lNisi me fallit animus.
1581. Nisi granum frumenti cadens in terram, mortuum fuerit, ipsum solum manet; si autem mortuum fuerit, multum fructum affert. [Vulgata, João 12.24-5]. Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, fica ele só; mas se ele morrer, produz muito fruto.
1582. Nisi ignorantes, ars osorem non habet. [PSa]. O saber não tem inimigo, fora os ignorantes. nQuem não sabe arte não na estima. [Camões, Os Lusíadas, Canto V]. VIDE: lArs non habet inimicum nisi ignorantem. lArtem non odit nisi ignarus. lDoctrinae cultus nemo spernit nisi stultus. lScientia non habet inimicum praeter ignorantem.
1583. Nisi inter bonos amicitiam esse non potest. Só pode haver amizade entre pessoas honestas. lNisi in bonis amicitiam esse non posse. [Cícero, De Amicitia 5]. VIDE: lAmicitia nisi inter bonos esse non potest. lAmicitiam nisi inter bonos esse non posse. lVerum est amicitiam nisi inter bonos esse non posse.
1584. Nisi inter omnes possibiles mundos optimus esset, Deus nullum produxisse. [Leibniz, Theodicaea / Rezende 4061]. Se o mundo não fosse o melhor dos mundos possíveis, Deus não o teria criado.
1585. Nisi me fallit animus. Se não estou enganado. VIDE: lNisi fallor.
1586. Nisi me lupus ante videbat. [Milton / Stevenson 2554]. Só se o lobo me viu primeiro.
1587. Nisi moribus doces, non est quod verbis doceas. Se não ensinares pelo exemplo, não há o que ensines pelas palavras. nExemplos farão mais que doutrina. nFrei exemplo é o melhor pregador. lNisi moribus doces, non est quod verbis doceas: ne quos oratione flectis, eos pravis moribus deterreas. [S.Gregório Nazianzeno / Schottus, Adagialia Sacra 54]. Se não ensinares pelo exemplo, não há o que ensinar pelas palavras: não afastes pelo mau exemplo aqueles que convences pela palavra.
1588. Nisi paria non pugnant. [Sêneca, De Ira 2.34.5]. Se não há dois, não há luta. nQuando um não quer, dois não brigam. VIDE: lCadit statim simultas, ab altera parte deserta; nisi paria non pugnant.
1589. Nisi per legale iudicium parium suorum vel per legem terrae. [Magna Charta 39]. Exceto por julgamento legal de seus pares ou pela lei do país.
1590. Nisi per te sapias, frustra sapientem audias. [Publílio Siro]. Se não aprenderes por ti mesmo, ouvirás o sábio sem proveito. nMais se sabe por experiência que por aprender.
1591. Nisi properamus, relinquemur. [Sêneca, Epistulae 108.24]. Se não nos apressarmos, seremos deixados para trás. VIDE: lVigilandum est; nisi properamus relinquemur.
1592. Nisi quis dives fuerit, nunquam creditur prudens. [DAPR 541]. Se a pessoa não for rica, nunca será considerada sábia. nQuem não tem dinheiro não tem graça. nNão há pobre sábio, nem rico tolo.
1593. Nisi repurges et molas haud unquam edes. [Diogeniano / Schottus, Adagia 613]. Se não catares e moeres, nunca comerás. nQuem quiser comer depene. VIDE: lNi purges, et molas, non comedes. lPurges nisi molasque, non edes piger.
1594. Nisi sanatus animus sit, finem miseriarum nullum fore. [Cícero, Tusculanae 3.5]. Se o espírito não estiver são, não haverá fim dos sofrimentos.
1595. Nisi sapiens non potest perspicere sapientem. [Plínio Moço, Epistulae 1.10.4]. Só o sábio pode reconhecer um sábio.
1596. Nisi sapientem, liberum esse neminem. [Cícero, Paradoxa 5.33]. Só o sábio é livre. VIDE: lNemo nisi sapiens liber est.
1597. Nisi te virtus opera ad maiora tulisset. [Ovídio, Metamorphoses 5.269]. Se a coragem não te conduzisse aos maiores feitos. VIDE: lAd maiora tulit te virtus.
1598. Nisi utile est quod facimus, stulta est gloria. [Fedro, Fabulae 3.17.12]. Se não é útil o que fazemos, a glória é vã.
1599. Nisi vindices delicta, improbitatem adiuves. [Publílio Siro]. Se não se punirem os crimes, encorajar-se-á a desonestidade. nPerdoar ao mau é dizer-lhe que seja.
1600. Nitimur in vetitum semper, cupimusque negata. [Ovídio, Amores 3.4.17]. Procuramos sempre o que é proibido e desejamos o que nos é negado. nA fruta proibida é mais apetecida. nO fruto proibido é mais doce. nA privação faz cobiça. VIDE: lCupimus negata. lPlacet inconcessa voluptas.