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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1001. Neque magnum damnum est in mora modici temporis. [Digesta 5.1.21]. Não há grande prejuízo na mora de pouco tempo.

1002. Neque mala vel bona quae vulgus putet. [Tácito, Annales 6.22]. A opinião do povo nem é boa nem má.

1003. Neque mel mihi, neque apes. [Erasmo, Chiliades 1]. Nem tenho mel, nem abelhas. nNem mel, nem cera, nem saburá. nEstou comendo brisa. lNeque mel, neque apes. [Erasmo, Adagia 1.6.62]. VIDE: lNec apes mihi sunt, nec mella. lNec mel, nec apis.

1004. Neque me vixisse paenitet, quoniam ita vixi ut me non frustra natum existimem. [Cícero, De Senectute 84]. Não me arrependo de ter vivido, porque vivi de tal maneira que não julgo ter nascido em vão. VIDE: lIta vixi, ut non frustra me natum existimem.

1005. Neque minus in rebus gerendis promptus, quam excogitandis erat. [Cornélio Nepos, Themistocles 1.4]. Ele não era menos pronto na execução que na concepção.

1006. Neque mittunt vinum novum in utres veteres. [Vulgata, Mateus 9.17]. Nem se deita vinho novo em odres velhos. VIDE: lNemo mittit vinum novum in utres veteres.

1007. Neque multo post. [Tácito, Annales 1.6]. Não muito depois.

1008. Neque natare, neque litteras scit. [Erasmo, Adagia 1.4.13]. Nem sabe nadar, nem ler. nÉ um ignorante completo. nNão sabe o sinal da cruz. lNeque natare, neque litteras novit. VIDE: lNec litteras didicit, nec natare.

1009. Neque nullis sis amicus, neque multis. [Erasmo, Adagia 3.6.37]. nAmigos, nem muitos, nem nenhum. nMuitos amigos em geral, e um em especial. VIDE: lAmandi nec multi nec nulli. lAmici nec multi, nec nulli. lAmici nec multi, nec nullus. lNec multis, ac nec nulli dicaris amicus. lNec nulli sis amicus, nec omnibus.

1010. Neque omne quod scriptum est ius est, neque quod scriptum non est ius non est. [Jur]. Nem tudo que está escrito é lei, nem o que não está escrito não é lei.

1011. Neque pacta, neque stipulationes factum posse tollere. [Digesta 50.17.31]. Nem os pactos nem as estipulações podem suprimir o fato.

1012. Neque pessimus, neque primus. [Erasmo, Adagia 4.4.22]. Nem o pior, nem o melhor.

1013. Neque plus sapias, quam necesse est, ne obstupescas. [Vulgata, Eclesiastes 7.17]. Nem sejas mais sábio do que é necessário, para que não venhas a ser estúpido. VIDE: lNon plus sapere, quam oportet sapere, sed sapere ad sobrietatem.

1014. Neque pluviam, neque solis aestum sentit. [Schottus, Adagia 135]. Ele não sente nem a chuva, nem o ardor do sol. nNão esquenta a cabeça. VIDE: lNeque compluitur, neque sole aduritur. lNeque madescit, neque sole percutitur.

1015. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum, quia dolor sit, amet, consectetur, adipisci velit. [Cícero, De Finibus 1.32]. Não existe ninguém que ame a dor, que a procure, que a queira conseguir, por ser dor. VIDE: lLorem ipsum dolor sit amet.

1016. Neque precibus, neque pretio, neque gratia. [Salústio, Catilina 49]. Nem com súplicas, nem com dinheiro, nem por favor. VIDE: lNeque gratia, neque precibus, neque pretio.

1017. Neque profuse, neque avare. [Regulae ad Monachos, Regula Orientalis 25]. Nem profusamente, nem com avareza. nNem tanto, nem tão pouco.

1018. Neque prope, neque procul. Nem perto, nem longe.

1019. Neque quisquam omnium libidini simul et usui paruit. [Salústio, Catilina 51]. Ninguém jamais atendeu ao mesmo tempo às suas paixões e aos seus interesses. nPaixão cega a razão.

1020. Neque Roma cadet Scipione stante, neque Scipio vivet urbe cadente. [Apostólio, Paroimiai 15.38]. Nem Roma cairá, se Cipião se mantiver de pé, nem Cipião viverá, se Roma cair.

1021. Neque salsa fons dulcem potest facere aquam. [Vulgata, Tiago 3.12]. Também não pode uma fonte salgada dar água doce. nÁrvore ruim não dá bom fruto.

1022. Neque scio, neque novi quid dicas. [Vulgata, Marcos 14.68]. Nem o conheço, nem sei o que dizes.

1023. Neque sculptum, neque pictum. Nem foi esculpido, nem pintado. nÉ um joão-ninguém.

1024. Neque semper arcum tendit Appolo. [Horácio, Carmina 2.7.9]. Nem sempre Apolo retesa seu arco. nNem sempre o diabo está atrás da porta. VIDE: lNec semper arcum tendit Apollo.

1025. Neque simplex sis, nec malignus. [Bias / Rezende 3929]. Não sejas nem simplório, nem maligno.

1026. Neque stultorum quisquam beatus neque sapientium non beatus. [Cícero, De Finibus 1.61]. Nenhum tolo é feliz, e nenhum sábio é infeliz.

1027. Neque terrae motus timet, neque fluctus. [Erasmo, Adagia 4.8.12]. Não teme nem o terremoto, nem as ondas.

1028. Neque ulla res magis adiuvat laborantem, quam tempestiva abstinentia. [Celso, Medicina, 2.16]. Nada ajuda mais a um doente que uma dieta adequada.

1029. Neque vetustate minui mala, nec fieri praemeditata leviora. [Cícero, Tusculanae 3.15]. Os males não são diminuídos pelo tempo, nem se tornam mais suaves por terem sido previstos.

1030. Nequeo quin fleam. [Plauto, Miles Gloriosus 1341]. Não posso conter as lágrimas.

1031. Nequicquam, mare, subterfugi a tuis tempestatibus. [Plauto, Mercator 195]. Em vão, ó mar, escapei a tuas tempestades.

1032. Nequicquam sapere sapientem, qui ipse sibi prodesse non quiret. [Ênio / Cícero, De Officiis 3.63]. Em vão saberá o sábio que não puder ser útil a si mesmo.

1033. Nequicquam sapit qui sibi non sapit. [Erasmo, Adagia 1.6.20]. nEm vão sabe quem não sabe para si. lNequicquam sapit qui sibi nihil sapit. VIDE: lFrustra sapiens qui sibi non sapit. lNon est sapiens qui sibi non est.

1034. Nequitia est quae te non sinit esse senem. [Ovídio, Fasti 1.430]. É a tua maldade que não te deixa ficar velho.

1035. Nequitia poena maxima ipsamet sui est. [PSa]. A maldade é a maior punição de si mesma. nO castigo do vício é o próprio vício. lNequitia ipsa est poena sui. [DM 64]. A maldade é sua própria punição.

1036. Nervi et artus sapientiae sunt non temere credere. [Rezende 3936]. Os nervos e as articulações da sabedoria estão em não acreditar sem reflexão. lNervos atque artus sapientiae esse non temere credere. [Cícero, Commentariolum Petitionis 10].

1037. Nervis omnibus. Com todas as forças.

1038. Nervos belli pecuniam infinitam. [Cícero, Phillipicae 5.5]. O dinheiro infinito são os nervos da guerra. nO dinheiro é o nervo da guerra. nSem dinheiro de contado não há soldado. lNervus belli pecunia. lNervi bellorum pecunia. [DAPR 328]. lNervi belli argentum est. [Schrevelius 1184]. VIDE: lPecunia nervus belli. lPecuniae belli civilis sunt nervi.

1039. Nervus gerendarum rerum pecunia. [Tosi 1786]. O dinheiro é o nervo dos negócios. lNervi gerendarum rerum pecunia.

1040. Nervus probandi. [Jur]. O nervo da comprovação. (=O ponto decisivo da prova).

1041. Nervus rerum. O nervo das coisas. (=O dinheiro).

1042. Nescia mens hominum fati sortisque futurae. [Virgílio, Eneida 10.501]. Ignora a mente humana o destino e a sorte futura. nNinguém sabe o que há de vir. VIDE: lMens hominum ignara, caeca futuri.

1043. Nescias quid optes, aut quid fugias: ita ludit dies. [Publílio Siro]. Não se sabe o que buscar ou o que evitar: a vida brinca assim.

1044. Nesciat sinistra tua quid faciat dextera tua. [Vulgata, Mateus 6.3]. Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita. lNesciat sinistra quod faciat dextera tua. [Mota 133]. VIDE: lDextera quid faciat, fas est nescire sinistram. lTe autem faciente eleemosynam, nesciat sinistra tua quod faciat dextera tua.

1045. Nesciebamus semel unum singulum esse. [Varrão, Satirae Menippeae]. Eu não sabia nem que uma vez um dava um. VIDE: lSemel unum singulum est.

1046. Nescimus quid vesper serus vehat. Não sabemos o que trará o cair da noite. nNinguém sabe do porvir. nAinda não se acabou o dia de hoje. VIDE: lNescis quid serus vesper vehat. lNescis quod serus vesper vehat. lNescis quid vesper serus trahat. lQuid vesper ferat incertum est. lQuid vesper vehat incertum est.

1047. Nescio an dolendum an erubescendum sit. [Tertuliano / Rezende 3938]. Não sei se é para lastimar-se, ou para envergonhar-se.

1048. Nescio an vincere possimus; vinci non possumus. [Sêneca Retórico, Suasoriae 2.2]. Não sei se podemos vencer; não podemos ser vencidos.

1049. Nescio, nec me pudet, ut istos, fateri nescire, quod nesciam. [Cícero, Tusculanae 1.15]. Não sei, e não me envergonho, como eles, de confessar que não sei o que não sei.

1050. Nescio qua depravatione naturae aures divitum delicatae gratius acceptant mendacis linguae blanditias quam aperte testimonium veritatis. [VES 31]. Não sei por que defeito da natureza os ouvidos delicados dos ricos recebem com mais satisfação as lisonjas da língua mentirosa do que o sincero testemunho da verdade.

1051. Nescio qua natale solum dulcedine cunctos ducit, et immemores non sinit esse sui. [Ovídio, Ex Ponto 1.3.35]. Não sei com que doçura a terra natal nos prende a todos e não deixa que nos esqueçamos dela. nPassarinho que n’água se cria sempre por ela pia.

1052. Nescio quid agitat, cum bonum imitatur malus. [Publílio Siro]. Não sei que intenção tem o mau, quando imita o bom. lNescio quid cogitat, cum bonum imitatur malus. Não sei o que pensa o mau, quando imita o bom.

1053. Nescio quid crocites. [Schottus, Adagia 506]. Não sei o que estás grasnando.

1054. Nescio quid maius nascitur Iliade. [Propércio, Elegiae 2.34b,42]. Está nascendo alguma coisa maior que a Ilíada. (=Refere-se à Eneida).

1055. Nescio quo modo bonae mentis soror est paupertas. [Petrônio, Satiricon 84.4]. Não sei por que a pobreza é irmã da inteligência.

1056. Nescio quo pacto magis in studiis homines timor quam fiducia decet. [Plínio Moço, Epistulae 5.17.3]. Não sei por que razão, em seus desejos, aos homens convém melhor a timidez do que a ousadia.

1057. Nescio vos. [Vulgata, Mateus 25.12]. Não vos conheço.

1058. Nescire autem quid ante quam natus sis acciderit, id est semper esse puerum. [Cícero, Ad Brutum 34.120]. Não saber uma pessoa o que aconteceu antes de ela ter nascido, isto é conservar-se sempre criança.

1059. Nescire quaedam magna pars sapientiae est. [H.Grócio / Rezende 3942]. Uma grande parte da sabedoria é ignorar certas coisas.

1060. Nescire, vel non posse, vel dubitare, paria sunt. [Jur]. Não saber, não poder, ou duvidar, se equivalem.

1061. Nescis, fili mi, quantilla sapientia regitur mundus. [Papa Júlio III / Stevenson 1016]. Não sabes, meu filho, com quão pouco saber se governa o mundo. lNescis, fili, quam parva sapientia hic noster mundus regitur. [Stevenson 1016]. VIDE: lAn nescis quantilla prudentia mundus regatur? lQuam parva sapientia regitur mundus! lQuam pauca sapientia mundus regitur! lVidebis, fili mi, quam parva sapientia regitur mundus.

1062. Nescis quam meticulosa res sit ire ad iudicem. [Plauto, Mostellaria 1100]. Não sabes que coisa assustadora é ir ao juiz.

1063. Nescis quantis fortuna procellis disturbet omnia? [Sêneca, Ad Marciam 26.2]. Não sabes com que grandes tempestades a sorte destrói tudo?

1064. Nescis quid mali praeterieris, qui nunquam es ingressus mare. [Terêncio, Hecyra 418]. Tu, que nunca entraste no mar, não sabes que sofrimentos evitaste.

1065. Nescis quid vesper serus vehat. [Varrão / Aulo Gélio, Noctes Atticae 13.11.1]. (De manhã) não se sabe o que trará o cair da noite. nNinguém sabe do porvir. nAinda não se acabou o dia de hoje. lNescis quid serus vesper vehat. [Erasmo, Adagia 1.7.5]. lNescis quod serus vesper vehat. [Pereira 94]. lNescis quid vesper serus trahat. [DAPR 779]. VIDE: lNescimus quid vesper serus vehat. lQuid vesper ferat incertum est. lQuid vesper vehat incertum est.

1066. Nescit amor habere modum. O amor não conhece limite.

1067. Nescit Amor magnis cedere divitiis. [Propércio, Elegiae, 1.15.8]. O deus Amor não se deixa vencer pelas grandes riquezas.

1068. Nescit capitis et inguinis discrimen. [Albertatius 856]. Não sabe a diferença entre cabeça e barriga. nNão sabe nem qual é a sua mão direita. VIDE: lEt equidem si scis tute, quot habeas hodie digitos in manu? lNescit quot digitos habeat in manu.

1069. Nescit dulcedinem epularum, qui famem non est expertus. [Titelmano / Bernardes, Nova Floresta 5.180]. Não percebe o sabor da comida quem não sentiu fome.

1070. Nescit enim semel incitata liberalitas stare, cuius pulchritudinem usus ipse commendat. [Plínio Moço, Epistulae 5.11.3]. Uma vez iniciada, a liberalidade não consegue deter-se; a sua prática a torna mais bela.

1071. Nescit habere bonos patris indulgentia natos, nescit habere bonos domini indulgentia servos. [Pereira 105]. A indulgência do pai não consegue ter bons filhos, nem a indulgência do senhor consegue ter bons criados. nFilhos e criados não deves amimar, se os queres lograr. lNescit habere bonas patris indulgentia natas. [Pereira 122]. A indulgência do pai não logra boas filhas. nSe muito as pintas e regalas, das boas filhas farás más. VIDE: lPater nimia indulgentia filios depravat.

1072. Nescit homo finem suum. [Vulgata, Eclesiástico 9.12]. O homem não conhece o seu fim. nNinguém sabe do porvir.

1073. Nescit is nocere, qui nocere velle prodidit. [PSa]. Não sabe fazer mal quem revelou que queria fazer mal.

1074. Nescit otiari virtus. [Rezende 3948]. A virtude não sabe ficar sem fazer nada.

1075. Nescit plebs ieiuna timere. [Lucano, Bellum Civile 3.68]. A multidão esfomeada não conhece medo. nVentre em jejum não ouve a nenhum. nA necessidade não tem lei.

1076. Nescit quam medium toto praestantior, amens. [Schottus, Adagia 298]. O louco não sabe que a metade é melhor do que o todo. nQuem tudo quer tudo perde.

1077. Nescit quid sit inter dextram et sinistram suam. [Grynaeus 671]. Ele não sabe o que há entre a mão direita e a esquerda. nNão sabe sua mão direita o que faz a esquerda.

1078. Nescit quot digitos habeat in manu. [Rezende 3949]. Não sabe nem quantos dedos tem na mão. nNão sabe qual é a sua mão direita. VIDE: lEt equidem si scis tute, quot habeas hodie digitos in manu? lNescit capitis et inguinis discrimen.

1079. Nescit se ipsum. [Grynaeus 67]. Não conhece a si mesmo.

1080. Nescit servire virtus. [Stevenson 2432]. A virtude não sabe ser servil.

1081. Nescit vox missa reverti. [Horácio, Ars Poetica 390]. A palavra emitida não consegue voltar. nPalavra e pedra solta, atrás não volta.

1082. Nescitis diem neque horam. [Vulgata, Mateus 25.13]. Não sabeis o dia nem a hora. nNão sabe o homem a hora em que morre. VIDE: lVigilate itaque, quia nescitis diem, neque horam.

1083. Nescitis quia amicitia huius mundi inimicitia est Dei? [Vulgata, Tiago 4.4]. Não sabeis que a amizade deste mundo é inimiga de Deus?

1084. Nescitis quia modicum fermentum totam massam corrumpit? [Vulgata, 1Coríntios 5.6]. Não sabeis que um pouco de fermento corrompe toda a massa?

1085. Nescitis quod ii qui in stadio currunt, omnes quidem currunt, sed unus accipit bravium? [Vulgata, 1Coríntios 9.24]. Não sabeis que os que correm no estádio, correm todos, mas um só é que alcança o prêmio? VIDE: lOmnes currunt in stadio, sed unus accipit brabeum.

1086. Nesciunt quid faciunt. [Vulgata, Lucas 23.34]. Não sabem o que fazem.

1087. Neve putes alium sapiente bonoque beatum. [Horácio, Epistulae 1.16.20]. Não podes imaginar que seja feliz alguém que não seja sábio e bom.

1088. Ni bene defendas, nil prodest pectori thorax. [Pereira 93]. Se não te defenderes bem, de nada servirá ao peito a couraça. nA espada e o anel segundo a mão onde estiver.

1089. Ni gradus servetur, nulli tutus est summus locus. [Publílio Siro]. Se o caminho não estiver guardado, a posição suprema não é segura para ninguém.

1090. Ni parva servabis, peribit amplius. [Schottus, Adagia 609]. Se não cuidares do pequeno, perder-se-á o maior. nQuem não poupa reais não junta cabedais.

1091. Ni pecus enutriat, semper domus ingemit ingens. [Pereira 99]. Se não cria um rebanho, a casa grande sempre geme. nCasa que não cria sempre pia.

1092. Ni purges et molas, non comedes. [Erasmo, Adagia 2.9.88]. Se não limpares e moeres, não comerás. nQuem quiser comer depene. lNi purgaris et molas, non comedes. [Schottus, Adagia 220]. VIDE: lNisi repurges et molas haud unquam edes. lPurges nisi molasque, non edes piger.

1093. Ni qui scit facere, insidias nescit metuere. [Publílio Siro]. Só quem sabe fazer armadilhas sabe não temê-las.

1094. Ni velitis ossa mea violare. [Inscrição em túmulo]. Não perturbeis meus ossos.

1095. Nidos commaculans immundus habebitur ales. [CODP 143]. A ave que suja o próprio ninho será tida por imunda. nÉ má a ave que em seu ninho caga.

1096. Nidus testatur ibi qualis avis dominatur. [DAPR 478]. O ninho mostra que ave mora ali. nA pequeno passarinho, pequeno ninho.

1097. Niger cycnus. Um cisne negro. (=Um prodígio). VIDE: lCycnus niger, aut corvus albus, rarus sit avis quam fidelis amicus.

1098. Niger, ergo sapiens. Negro, portanto sábio.

1099. Niger, sed sapiens. Negro, mas sábio.

1100. Niger tamquam corvus. [Petrônio, Satiricon 43.7]. Negro como o corvo.

1101. Nigra sum, sed formosa. [Vulgata, Cântico 1.4]. Sou negra, mas formosa.

1102. Nigro notanda lapillo dies. Um dia que deve ser marcado com uma pedra negra. (=Um dia infausto). VIDE: lDies atro signanda lapillo. lDies ater. lDies infaustus.

1103. Nigrum in candida vertunt. [Juvenal, Satirae 3.30]. Mudam o preto em branco.

1104. Nihil ab elephante differs. [Diogeniano / Erasmo, Adagia 2.9.90]. Em nada diferes de um elefante. VIDE: lAb elephanto nihil differs.

1105. Nihil abiectum et humile cogitant. [Cícero, De Finibus 5.57]. Não cogitam nada abjeto e pouco elevado.

1106. Nihil absque labore paratur. Nada se consegue sem trabalho. nSem trabalho, só a pobreza.

1107. Nihil accidere bono viro mali potest. [Sêneca, De Providentia 2.1]. Ao homem de bem nada de mal pode acontecer.

1108. Nihil ad rem. Nada com a coisa. (=A questão é irrelevante). VIDE: lNeque caelum, neque terram attingit.

1109. Nihil ad rhombum. Isto não tem nada com o rodovalho. (=Isso nada tem a ver com a questão em pauta). nIsso já é outra história.

1110. Nihil adeo arduum est, quod non virtute consequi possit. [Rezende 3969]. Nada é tão difícil que não se possa conseguir com a coragem. nA coragem é que vence a guerra, e não armas boas. lNihil adeo arduum sibi esse existimaverunt quod non virtute consequi possent. [César, De Bello Gallico 7.47]. Não julgavam nada tão difícil que não se pudesse conseguir com a coragem.

1111. Nihil adeo divinum habet homo, quam benefacere. [S.Gregório Nazianzeno]. Nada mais divino tem o homem do que fazer o bem. nFazer o bem é parecer-se com Deus.

1112. Nihil adeo tacitum quod non palam fiat. Não há nada secreto que não se torne público. nNão há segredo que tarde ou cedo não seja descoberto.

1113. Nihil admirari. Não te espantes com nada. VIDE: lNil admirari. lNil admirari prope re est una solaque quae possit facere et servare beatum.

1114. Nihil aeque amorem incitet et accendat quam carendi metus. [Plínio Moço, Epistulae 5.19.5]. Nada aviva e inflama o amor como o medo de perdê-lo.

1115. Nihil aeque magnam apud nos admirationem occupet quam homo fortiter miser. [Sêneca, Ad Helviam 13.6]. Nada provocará em nós admiração tão grande quanto um homem corajoso na adversidade.

1116. Nihil aeque sanitatem impedit, quam remediorum crebra mutatio. [Sêneca, Epistulae 2.3]. Nada dificulta tanto a cura como a freqüente mudança de remédios.

1117. Nihil agendo, homines male agere discunt. [Columela, De Re Rustica 11.1.26]. Não fazendo nada, os homens aprendem a fazer o mal. nNão fazer é fazer mal. nCabeça de vadio, hospedaria do diabo. VIDE: lHomines nihil agendo agere consuescunt male.

1118. Nihil agere delectat. [Cícero, De Oratore 2.24]. É agradável não fazer nada. (=Os italianos têm a expressão Dolce far niente).

1119. Nihil agere quod non prosit. [Fedro, Fabulae 3.17.13]. Não se faça nada que não seja útil.

1120. Nihil agere semper infelici est optimum. [Publílio Siro]. Para um homem azarado, não tomar iniciativa é sempre o melhor.

1121. Nihil agis, dolor! quamvis sis molestus, nunquam te esse confitebor malum. [Cícero, Tusculanae 2.25]. Não adianta, dor! Por mais que me sejas penosa, jamais confessarei que és um mal.

1122. Nihil agit, qui diffidentem verbis solatur suis. [Plauto, Epidicus 116]. Nada faz quem consola um homem desesperado só com palavras.

1123. Nihil alienum appeto. Nada quero que não seja meu. VIDE: lNon alienam mihi laudem appeto.

1124. Nihil aliud esse ebrietatem quam voluntariam insaniam. [Sêneca, Epistulae 10.83.18]. A embriaguez não é senão uma loucura voluntária. VIDE: lEbrietatem furoris voluntariam speciem esse.

1125. Nihil aliud est actio quam ius quod sibi debeatur, iudicio persequendi. [Celso, Digesta 44.7.51]. Ação nada mais é que o direito de perseguir em juízo o que lhe é devido. VIDE: lActio est ius persequendi in iudicio quod sibi debeatur. lActio est remedium ius suum persequendi in iudicio. lActio nihil aliud est quam ius persequendi in iudicio quod sibi debeatur.

1126. Nihil aliud potest rex quam quod de iure potest. [Jur / Coke / Black 1243]. O rei não pode fazer nada senão o que pode fazer de acordo com a lei.

1127. Nihil aliud scit necessitas quam vincere. [Publílio Siro]. A necessidade só sabe vencer.

1128. Nihil amabilius virtute. [Lodeiro 699]. Nada se pode querer mais do que a virtude. VIDE: lNihil est virtute amabilius.

1129. Nihil amantibus durum est. [S.Jerônimo]. Nada é difícil para quem ama. nQuem ama, do longe faz perto. VIDE: lNihil difficile amanti.

1130. Nihil amarius quam diu pendere. [Sêneca, De Beneficiis 2.5]. Nada há mais penoso do que hesitar por muito tempo.

1131. Nihil amas, cum ingratum amas. [Plauto, Persa 231]. Nada se ama, quando se ama um ingrato. nAmar sem ser amado é ser desventurado. nQuem afaga a mula receberá coices.

1132. Nihil annis velocius. [Ovídio, Metamorphoses 10.519]. Nada mais veloz do que o tempo. nTempo não se ata com a soga. VIDE: lNihil est velocius annis.

1133. Nihil ante quam evenerit, non evenire posse arbitrari. [Cícero, Tusculanae 3.30]. Não considerar nada como impossível, antes que aconteça. nTudo pode ser, sem ser milagre.

1134. Nihil arbitrio virium feceris. [Dionísio Catão, Monosticha 48]. Não faças nada sob o arbítrio da força.

1135. Nihil asperum tetrumque palpanti est. [Sêneca, De Ira 3.8]. Nada é penoso nem difícil para o bajulador.

1136. Nihil audentibus arduum. Nada é penoso para os que ousam. nNada é difícil para quem quer.

1137. Nihil audentibus inexpugnabile, nihil satis munitum contra animosos. [Plutarco / Rezende 3975]. Para os audaciosos, nada é inexpugnável; contra os persistentes nada está suficientemente seguro. nQuem porfia sempre alcança.

1138. Nihil audio, quod audisse, nihil dico, quod dixisse paeniteat. [Plínio Moço, Epistulae 1.9.5]. Não ouço nada que me arrependa de ter ouvido, nem digo nada que me arrependa de ter dito.

1139. Nihil autem est molestum quod non desideres. [Cícero, De Senectute 47]. Nada que não desejes te faz mal.

1140. Nihil autem mundo melius. [Cícero, De Natura Deorum 3.9]. Nada melhor do que este mundo.

1141. Nihil autem opertum est, quod non reveletur, neque absconditum, quod non sciatur. [Vulgata, Lucas 12.2]. Nenhuma coisa há oculta que não venha a descobrir-se; e nenhuma há escondida que não venha a saber-se. nNada há tão encoberto, que tarde ou cedo não seja descoberto. VIDE: lNihil diu occultum. lNihil enim est opertum, quod non revelabitur, et occultum, quod non scietur. lNihil ita occultum est quod non reveletur. lNihil occultum quod non reveletur. lNil est occultum, quod non revelabitur. lNil occultum est quod non reveletur. lNon est enim occultum, quod non manifestetur.

1142. Nihil autem potest esse diuturnum, cui non subest ratio. [Quinto Cúrcio, Historiae 4.14]. Não pode ser duradouro nada que a razão não sustente.

1143. Nihil beatum si absit libertas. [Rezende 3976]. Não há felicidade, se falta liberdade.

1144. Nihil bonum, nisi vacuitatem doloris. [Cícero, Tusculanae 5.30]. Nada é bom, senão a ausência da dor.

1145. Nihil carius aestimamus, quam beneficium quamdiu petimus; nihil vilius, cum accepimus. [Sêneca, Epistulae 81]. Nada estimamos mais valioso do que o benefício, enquanto o pedimos; nada mais sem valor depois que o obtivemos.

1146. Nihil citius arescit quam lacrima. nNada seca mais depressa do que as lágrimas. VIDE: lCito arescit lacrima. lCito enim exarescit lacrima, praesertim in alienis malis. lLacrima nihil citius arescit. lLacrima nihil citius arescit, praesertim in alienis malis. lNihil enim lacrima citius arescit. lNihil facilius quam lacrimas inarescere.

1147. Nihil citius pervertit hominem, quam alter homo. [Oleastro / Bernardes, Luz e Calor 1.219.23]. Nada mais depressa dana a um homem como outro homem.

1148. Nihil clarior. Não há nada mais claro.

1149. Nihil clausum constat, quod auro argentoque non pateat. [S.Valeriano, Homilia 20. De Avaritia / Bernardes, Nova Floresta 4.294]. Nada há fechado que não se abra ao ouro e à prata. nChave de ouro abre qualquer porta. nNão há fechadura, se de ouro é a gazua.

1150. Nihil cognoscitur, nisi secundum quod est in actu. [Jur]. Só se toma conhecimento do que está no processo.

1151. Nihil commune habet proprietas cum possessione. [Digesta 41.2.12.1]. Nada tem de comum o domínio com a posse. VIDE: lProprietas cum possessione nihil commune habet.

1152. Nihil conatur unquam, cuncta qui timet. Nunca arrisca nada quem tem medo de tudo.

1153. Nihil consensui tam contrarium est quam vis atque metus. [Digesta 50.17.116]. Nada é tão contrário à concordância quanto a violência e o medo. VIDE: lNihil tam contrarium consensui quam vis et metus.

1154. Nihil consuetudine maius. [Rezende 3979]. Nada é mais forte do que o costume.

1155. Nihil contemnit esuriens. [Sêneca, Epistulae 119.4]. Quem tem fome, não despreza nada. nQuem tem fome cardos come. nÀ fome não há pão duro.

1156. Nihil corde fugacius. [S.Agostinho / Bernardes, Luz e Calor 1.189.16]. Nada mais fugaz que o coração.

1157. Nihil credam, et omnia cavebo. [Stevenson 2124]. Não confiarei em nada e tomarei cuidado com tudo. nO seguro morreu de velho.

1158. Nihil credo auguribus, qui aures verbis divitant alienas, suas auro locupletent domus. [Aulo Gélio, Noctes Atticae 14.1]. Não confio nos áugures que enriquecem de palavras os ouvidos alheios e enchem de ouro suas próprias casas.

1159. Nihil cum fidibus graculo, nihil cum amaracino sui. [Aulo Gélio, Noctes Atticae, Praefatio 19]. O gralho nada tem com a lira, nem o porco com a mangerona. nQue há de comum entre o asno e a lira? VIDE: lNihil graculo cum fidibus.

1160. Nihil cupiditati exceptum. [Tácito, Agricola 15]. Nada escapa à ambição.

1161. Nihil dat qui non habet. [Jur / Black 1243]. Quem nada tem, nada dá. VIDE: lNon dat qui non habet.

1162. Nihil de mortuis nisi bonum. [DAPR 774]. Dos mortos só digas coisa boa. nNinguém sabe onde fica o cemitério dos ruins. nEnterrado, perdoado. VIDE: lDe mortuis nil nisi bene. lDe mortuis nil nisi bonum. lParce sepulto. lParce sepultis.

1163. Nihil de principe, parum de Deo. [Rezende 3981]. (Não se diga) nada do príncipe, pouco de Deus. nNão digas mal de el-rei nem entre dentes, porque em toda parte tem parentes. VIDE: lParum de principe, nihil de Deo.

1164. Nihil decet invita Minerva, id est, adversante et repugnante natura. [Cícero, De Officiis 1.31]. Não convém fazer nada contra a vontade de Minerva, isto é, quando a natureza se opõe e repele. VIDE: lInvita Minerva. lNihil invita Minerva facies.

1165. Nihil Deo clausum est. [Sêneca, Epistulae 83.1]. A Deus nada está fechado. VIDE: lDeo nihil clausum est.

1166. Nihil desperare, nulli rei fidere. [Plínio Moço, Epistulae 4.24.6]. Não perder a esperança de nada, não ter confiança em nada.

1167. Nihil Deo placet, nihil diabolo displicet nisi voluntas bona. [S.Pedro Venerável / Bernardes, Luz e Calor 1.45]. Nada agrada a Deus, nada desagrada ao diabo, senão a boa-vontade.

1168. Nihil Deum roges, nisi quod rogare possis palam. [Sêneca, Epistulae 10.5]. Nada peças a Deus, senão o que possas pedir na frente dos outros.

1169. Nihil dictu foedum visuque haec limina tangat, intra quae puer est. [Juvenal, Satirae 14.44]. Nada que seja indigno de ser dito e de ser visto chegue à casa em que haja uma criança.

1170. Nihil dictum quod non dictum sit prius. [Black 1243]. Nada se disse que não tenha sido dito antes. VIDE: lNullum est iam dictum quod non dictum sit prius.

1171. Nihil difficile amanti. [Cícero, De Oratore 10.33]. Para quem ama nada é difícil. nQuem ama, do longe faz perto. VIDE: lNihil amantibus durum est.

1172. Nihil difficilius quam amicitiam usque ad extremum vitae permanere. [Cícero, De Amicitia 33]. Nada é mais difícil do que prolongar-se uma amizade até o fim da vida.

1173. Nihil dignum dictu actum his consulibus. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 4.30]. No consulado deles nada ocorreu digno de comentário.

1174. Nihil diu occultum. [FD 2]. Nada fica oculto por muito tempo. nNada há tão encoberto que tarde ou cedo não seja descoberto. nNão há segredo que cedo ou tarde não seja descoberto. VIDE: lNihil autem opertum est, quod non reveletur, neque absconditum, quod non sciatur. lNihil enim est opertum, quod non revelabitur, et occultum, quod non scietur. lNihil ita occultum est quod non reveletur. lNihil occultum quod non reveletur. lNil est occultum, quod non revelabitur. lNil occultum est quod non reveletur. lNon est enim occultum, quod non manifestetur.

1175. Nihil dolo creditor facit qui suum recipit. [Digesta 50.17.129]. Não age com dolo o credor que recebe o que é seu.

1176. Nihil dulcius quam omnia scire. [Erasmo, Adagia 5.1.42]. Nada mais agradável do que saber tudo. VIDE: lNil dulcius quam scire prorsus omnia.

1177. Nihil dulcius veritatis luce. Nada é mais doce do que a luz da verdade. VIDE: lNihil est veritatis luce dulcius.

1178. Nihil enim aeque facit fortunam, ac occasio. [Gaspar Caldera / Rezende 3987]. Nada conduz melhor à boa-sorte do que a ocasião.

1179. Nihil enim aeque gratum est adeptis quam concupiscentibus. [Plínio Moço, Epistulae 2.15.1]. Nada agrada igualmente a quem o possui e a quem o deseja.

1180. Nihil enim efficacius operibus ipsis ad persuadendum est. [Garcia de Meneses / Ramalho 10]. Nada é mais eficaz para persuadir do que as próprias obras. nObras são amores, que não boas razões. nObras falam, palavras calam.

1181. Nihil enim est opertum, quod non revelabitur, et occultum, quod non scietur. [Vulgata, Mateus 10.26]. Nada há encoberto, que se não venha a descobrir, nem oculto, que se não venha a saber. nNada há tão encoberto que tarde ou cedo não seja descoberto. VIDE: lNihil autem opertum est quod non reveletur, neque absconditum, quod non sciatur. lNihil diu occultum. lNihil ita occultum est quod non reveletur. lNihil occultum quod non reveletur. lNil est occultum, quod non revelabitur. lNil occultum est quod non reveletur. lNon est enim occultum, quod non manifestetur.

1182. Nihil enim ex omni parte perfectum in humanis inventionibus esse credo. [Prisciano]. Acredito que nada esteja completamente realizado nas criações humanas.

1183. Nihil enim facilius quam amor recrudescit. [Sêneca, Epistulae 69.3]. Nada recrudesce com mais facilidade do que o amor.

1184. Nihil enim honestum esse potest, quod iustitia vacat. [Cícero, De Officiis 1.19]. Nada a que falte a justiça, pode ser respeitável.

1185. Nihil enim intulimus in hunc mundum; haud dubium quod nec auferre quid possumus. [Vulgata, 1Timóteo 6.7]. Nada trouxemos para este mundo; é sem dúvida que não podemos levar nada dele. VIDE: lNudus egressus sum de utero matris meae et nudus revertar illuc. lNudus ut in terram veni, sic nudus abibo.

1186. Nihil enim lacrima citius arescit. [RH 2.50]. nNada seca mais depressa do que as lágrimas. VIDE: lCito arescit lacrima. lCito enim exarescit lacrima, praesertim in alienis malis. lLacrima nihil citius arescit, praesertim in alienis malis. lLacrima nihil citius arescit. lNihil citius arescit quam lacrima. lNihil facilius quam lacrimas inarescere.

1187. Nihil enim laudabilius, nihil magno et praeclaro viro dignius placabilitate atque clementia. [Cícero, De Officiis 1.25]. Nada é mais louvável, nada mais digno de um homem nobre e ilustre do que a moderação e a clemência.

1188. Nihil enim potest esse aequabile, quod non a certa ratione proficiscatur. [Cícero, Tusculanae 2.65]. Nada que não parta de um princípio firme pode ser estável.

1189. Nihil enim, quod intra mundum est, alienum homini est. [Sêneca, Ad Helviam 8.5]. Nada que existe dentro do mundo é estranho ao homem.

1190. Nihil enim tam mortiferum ingeniis quam luxuria est. [Sêneca Retórico, Controversiae 1.7]. Nada é tão prejudicial às inteligências quanto o luxo.

1191. Nihil eripit fortuna, nisi quod et dedit. [Sêneca, De Constantia 5.4]. A sorte só nos tira o que ela mesma nos deu.

1192. Nihil esse grato animo honestius. [Sêneca, Epistulae 81.30]. Nada é mais nobre do que um coração reconhecido.

1193. Nihil esse in vita proprium mortali datum. [Lucílio, Saturae 27.701]. Nada nesta vida é dado ao mortal como sua propriedade. VIDE: lCum sciam nihil esse in vita proprium mortali datum.

1194. Nihil esse melius quam laetari hominem in opere suo. [Vulgata, Eclesiastes 3.22]. Nada melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras.

1195. Nihil esse miseris mortalibus spiritu carius. [Quinto Cúrcio, Historiae 6.4]. Para os infelizes mortais, nada vale mais que a vida.

1196. Nihil esse praecipue cuiquam dolendum in eo, quod accidat universis. [Cícero, Ad Familiares 6.2.2]. A ninguém deve afligir aquilo que acontece a todos.

1197. Nihil esse pulchrius in omni ratione vitae, dispositione atque ordine. [Columela, De Re Rustica 12.2.4]. Nada é mais belo em todas as relações da vida do que o método e a ordem. VIDE: lQuis enim dubitet nihil esse pulchrius in omni ratione vitae, dispositione atque ordine.

1198. Nihil esse utilius sale et sole. [Plínio Antigo, Naturalis Historia 31.102]. Nada mais útil do que o sal e o sol. nSol e sal livram a gente de muito mal. VIDE: lNihil utilius sale et sole. lNil sole et sale utilius. lSale nihil utilius. lTotis corporibus nihil esse utilius sale et sole.

1199. Nihil est ab omni parte beatum. [Horácio, Carmina 2.16.27]. Não há nada totalmente perfeito. nNada há perfeito neste mundo. nNão há rosa sem espinho. nNesta vida não há felicidade completa. VIDE: lNihil ex omni parte beatum. lNil ab omni parte beatum.

1200. Nihil est agricultura melius, nihil uberius nihil dulcius, nihil homini libero dignius. [Cícero, De Officiis 1.42]. Nada é melhor do que a agricultura, nada mais fecundo, nada mais agradável, nada mais digno do homem livre.

 

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