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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1801. Non agitur de me. [Ovídio, Heroides 20.199]. Não se trata de mim.

1802. Non agnoscetur in bonis amicus, et non abscondetur in malis inimicus. [Vulgata, Eclesiástico 12.8]. Não se reconhecerá o amigo na prosperidade, e na adversidade o inimigo não se esconderá.

1803. Non alens te, alis canes! [Schottus, Adagia 643]. Não sustentas a ti mesmo, e sustentas cães! nQuem não tem pão não tem cão. nA quem não sobra pão, não crie cão. nTu que não podes, leva-me às costas. VIDE: lSe ipsum non alens, canes alit. lTe ipsum non alens, canes alis. lTe ipsum non alens, canes vis alere.

1804. Non alibi melius. [Bernardes, Nova Floresta 1.384]. Fora daqui não me vai melhor.

1805. Non alienam mihi laudem appeto. [Cícero, In Verrem 2.4.80]. Eu não quero para mim o mérito alheio. VIDE: lNihil alienum appeto.

1806. Non aliis de me crede, sed mihi. A meu respeito não acredites nos outros, mas em mim.

1807. Non aliquando castigatio necessaria est? [Sêneca, De Ira 1.6.1]. A correção às vezes não é necessária?

1808. Non aliter vivas in solitudine, aliter in foro. Não vivas de uma maneira na intimidade e de outra em público. VIDE: lNon convenit moribus aliud palam, aliud agere secreto. lNon vivas aliter in foro, aliter in solitudine. lNon vivas aliter in solitudine, aliter in foro.

1809. Non aliud mage inane puta quam plurima nosse. [Schottus, Adagia 587]. Não consideres nada mais inútil do que saber muitas coisas. VIDE: lNihil inanius quam multa scire.

1810. Non alligabis os bovi trituranti. [Vulgata, 1Coríntios 9.9; 1Timóteo 5.18]. Não ligarás a boca do boi que mastiga.

1811. Non amat insontes aula tyranni, sed sontes. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 19]. O palácio do rei não ama os honestos, mas os corruptos.

1812. Non amo nimium diligentes. [Cícero, De Oratore 2.67]. Não gosto das pessoas por demais zelosas. (=Palavras atribuídas a Cipião Africano).

1813. Non amo te. [Marcial, Epigrammata 1.32.1]. Não gosto de ti.

1814. Non animadvertis te supra malleum loqui? [Erasmo, Apophtegmata 6]. Não percebes que falas de coisas que estão acima do teu martelo? (=Resposta de um citarista a um sapateiro que com ele queria discutir música). nCada um fale do que trata. nNão suba o sapateiro além da chinela. VIDE: lNon sentis te supra malleum loqui?

1815. Non animus hominis, sed facta cernuntur. [Psa]. Não se olha a intenção do homem, mas os seus atos. VIDE: lNihil interest, quo animo facias quod fecisse vitiosum est, quia facta cernuntur, animus vero non videtur.

1816. Non annosa uno quercus deciditur ictu. [Palingênio / Tosi 641]. Carvalho velho não cai com um golpe só. nÁrvore velha não é fácil de arrancar. nCastanheiro bom não vai abaixo dum só golpe. nCom um só golpe não se derruba uma árvore. VIDE: lAd primos ictus non corruit ardua quercus. lArbor non primo ictu, sed saepe cadit feriendo. lArbor per primum quaevis non corruit ictum. lNon semel ascia dat, quercus ut alta cadat. lNon uno ictu arbor cadit. lNon uno ictu validam deicies quercum.

1817. Non apparebis in conspectu meo vacuus. [Vulgata, Êxodo 23.15]. Não aparecerás em minha presença com as mãos vazias.

1818. Non appropinques mihi. [Vulgata, Isaías 65.5]. Não te aproximes de mim.

1819. Non apto tempore. Em hora imprópria. Na hora errada.

1820. Non apud aram consultandum. [Medina 584]. Não é diante do altar que se tomam decisões. (=Quem vai fazer uma oferenda aos deuses providencia com antecedência as coisas que vai usar). nAntes de entrar pensa na saída. nAntes que te cases, olha o que fazes. VIDE: lAd altare nihil opus consilio. lNon est apud aram consilio locus. lNon est apud aram consultandum. lNon oportere in ipso opere, sed ante deliberare, ut qui litare volunt, rei divinae necessaria preparare solent.

1821. Non apud se esse. [DAPR 315]. Estar fora de si.

1822. Non aqua non igni locis pluribus utimur quam amicitia. [Cícero, De Amicitia 22]. Nem da água nem do fogo nos valemos em mais circunstâncias do que da amizade.

1823. Non arabis in bove simul et asino. [Vulgata, Deuteronômio 22.10]. Não lavrarás com boi e asno juntamente. VIDE: lBovem asino non iunges. lNon bene inaequales veniunt ad aratra iuvenci.

1824. Non armis, sed vitiis certatur. [Rezende 4126]. Não é com armas que eles combatem, mas com vícios.

1825. Non aspicias quam plenas quisque manus Deo, sed quam puras admoveat. [PSa]. Não olharás se as mãos que cada um dirige a Deus estão cheias, mas se estão limpas.

1826. Non augurabimini, nec observabitis somnia. [Vulgata, Levítico 19.26]. Não usareis de agouros, nem observareis sonhos.

1827. Non auribus modo, verum etiam oculis. [Plínio Moço, Epistulae 8.14.1]. Não só com os ouvidos, mas também com os olhos. lNon auribus, sed oculis. [S.Agostinho, De Trinitate 10.1]. Não com os ouvidos, mas com os olhos.

1828. Non ausim. Eu não ousaria.

1829. Non autem carnalis, sed spiritalis inter vos debet esse dilectio. [RSA 43]. O amor entre vós não deve ser carnal, mas espiritual.

1830. Non avaro divitiae, sed divitiis avarus servit. [DAPR 89]. Não são as riquezas que servem ao avarento, mas é o avarento que serve às riquezas. nO avarento é o guardião de sua fortuna.

1831.  Non bene caelestes impia dextra colit. [Branco 916]. A mão sacrílega não venera os deuses com respeito. nVozes de burro não chegam aos céus. VIDE: lPeccatores Deus non exaudit.

1832. Non bene conveniunt, nec in una sede morantur maiestas et amor. [Ovídio, Metamorphoses 2.846]. Não se entendem bem, nem moram na mesma casa a majestade e o amor. nHonra e proveito não cabem em um saco.

1833. Non bene cum sociis regna Venusque manent. [Ovídio, Ars Amatoria 3.564]. O reino e o amor não se dão bem com companheiros. nAmor e reino não querem parceiro. nDuas espadas não cabem na mesma bainha. VIDE: lNec regna socium ferre, nec taedae sciunt. lNec regna nec taedae socios ferre queunt. lNon capit regnum duos.

1834. Non bene dilexit, qui gratis protinus odit. [Pereira 114]. Não tinha muito amor quem por nada logo passa a odiar. nAmigos que se desavêm por um pão de centeio, ou a fome é muita, ou o amor pouco. nNunca foi bom amigo quem por pouco quebrou a amizade.

1835. Non bene imperat, nisi qui paruerit imperio. [Erasmo, Adagia 1.1.3]. Só pode governar bem, quem se submeteu a um governo. nNão sabe mandar quem nunca soube obedecer. nBem manda quem soube obedecer. nQuem não sabe sofrer não sabe reger. VIDE: lNemo bene imperat, nisi qui paruerit imperio.

1836. Non bene inaequales veniunt ad aratra iuvenci. [Pereira 99]. Não se adaptam bem ao arado touros de tamanhos diferentes. nCada qual com seu igual. VIDE: lBovem asino non iunges. lNon arabis in bove simul et asino.

1837. Non bene olere qui in culina habitant. [Petrônio, Satiricon 2.1, adaptado]. Não cheiram bem os que moram na cozinha.

1838. Non bene olet, qui bene semper olet. [Marcial, Epigrammata 2.12.4]. Não cheira bem quem está sempre perfumado. VIDE: lMulier recte olet, ubi nihil olet.

1839. Non bene pro toto libertas venditur auro. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 54.25; Medina 586]. A liberdade não se vende nem por todo o ouro. nArrenego de grilhões, ainda que sejam de ouro. nBoi solto lambe-se todo.

1840. Non bene, si tollas proelia, durat amor. [Ovídio, Amores 1.8.96]. Se se tiram os arrufos, o amor não dura muito. nAmores arrufados, amores dobrados. nArrufos de namorados são amores dobrados. nBrigas de namorados, amores renovados. VIDE: lAmantium irae amoris integratio est. lAmantis ira amoris redintegratio est.

1841. Non bis ad eumdem lapidem offendere. Não tropeçar duas vezes na mesma pedra. nSó o tolo cai duas vezes no mesmo buraco. VIDE: lBis ad eumdem lapidem offendere culpa est. lBis ad eumdem impingere lapidem turpe. lBis ad eumdem. lCulpa est bis ad eumdem lapidem offendere. lIterum eumdem ad lapidem offendere. lSapientis haud est bis in eodem lapide labi. lTurpe est eumdem bis ad lapidem impingere. lTurpe est idem saxum ferire saepius.

1842. Non bis in eumdem. [Gaio, Institutiones 4.108]. Não (se proceda) duas vezes contra a mesma pessoa.

1843. Non bis in idem. [Jur]. Não duas na mesma coisa. (=Não se pode ser condenado duas vezes pela mesma falta. Não se podem cobrar dois tributos com o mesmo fato gerador). VIDE: lInter easdem partes de eadem re ne bis sit actio. lNe bis in idem.

1844. Non bonum multorum principatus: unus princeps esto, unus rex. [Homero, Ilíada 2.204]. Não é bom o governo de muitos: haja somente um chefe, um único rei.

1845. Non bonus est homini somnus post prandium. [Plauto, Mostellaria 697]. Não faz bem ao homem dormir depois do almoço.

1846. Non bove mactato caelestia numina gaudent, sed quae praestanda est, sine teste, fides. [Ovídio, Heroides 20.183]. Não se alegram os deuses com o boi sacrificado, mas com a fé que lhes deve ser mostrada sem testemunhas.

1847. Non caeca fortuna est, sed oculata Providentia. [Bernardes, Nova Floresta 3.559]. Não existe a sorte cega, mas a Providência, que tem olhos. nChamam-lhe fado mau, fortuna escura, sendo só Providência pura. [Camões, Lusíadas 10.38].

1848. Non caecam speculationem adhibuit. [Schottus, Adagia 347]. Não ficou de sentinela com os olhos fechados. VIDE: lNon oculis clausis excubias egit.

1849. Non caedit semper, durum quicumque minatur. [DAPR 52]. Nem sempre bate quem muito ameaça. nQuem ameaça e não dá, medo há.

1850. Non cani, nec rugae repente auctoritatem arripere possunt. [Cícero, De Senectute 62]. Nem as cãs, nem as rugas adquirem autoridade de repente.

1851. Non canimus surdis; respondent omnia silvae. [Virgílio, Eclogae 10.8]. Não cantamos para surdos; as árvores repetem tudo.

1852. Non capit regnum duos. [Sêneca, Thyestes 443]. O trono não aceita dois. nMandar não quer par. nDois bicudos não se beijam. nDuas espadas não cabem numa bainha. VIDE: lNec regna nec taedae socios ferre queunt. lNec regna socium ferre, nec taedae sciunt. lNon bene cum sociis regna Venusque manent.

1853. Non capit unquam magnos motus humilis tecti plebeia domus, circa regna tonant. [Sêneca, Hippolytus 1137]. A casa plebléia, de telhado humilde, jamais sofre com as grandes revoluções; estas trovejam em torno dos tronos. nO raio não cai em pau deitado.

1854. Non capiunt lepores tympana rauca leves. [DAPR 403]. Tambores barulhentos não apanham as rápidas lebres. nNão se caçam lebres tocando tambor.

1855. Non capiunt ullos hostilia pectora somnos. [Pereira 120]. Corações que têm inimigos não pegam no sono. nQuem tem inimigos não dorme. nQuem tem inimigos, não durma.

1856. Non carerem pastore, si tales habuissem pastores. [Bernardes, Nova Floresta 2.221]. Se eu tivesse tais pastores, dispensaria pastor. nQuem tem amigo como esse não precisa de inimigo.

1857. Non caret effectu quod voluere duo. [Ovídio, Amores 2.3.16]. Não deixa de ter sucesso aquilo que dois quiseram.

1858. Non caret is qui non desiderat. [Cícero, De Senectute 47]. Não tem falta quem não tem ambição. nA quem nada deseja, nada faltaVIDE: lIs non caret, qui non desiderat.

1859. Non causa pro causa. [Da linguagem filosófica]. Não (tomar) uma causa por oura.

1860. Non cauta vulpes denuo in casses cadit. [Schottus, Adagia 619]. Raposa cautelosa não cai novamente na rede. nSó tolo tropeça duas vezes na mesma pedra. nSó o tolo cai duas vezes no mesmo buraco. VIDE: lNon iterum vulpes laqueis capitur. lSemel vulpes in laqueum, at non denuo vulpes in laqueum. lVulpecula denuo non capitur laqueo. lVulpecula semel in laqueum it. lVulpes non iterum capitur laqueo. lVulpes non iterum laqueis. lVulpes quae semel effugerit laqueos, non capitur iterum.

1861. Non cedendum malis. [Grynaeus 90]. Não se deve ceder à má sorte. VIDE: lNe cede malis, sed contra audentior ito.

1862. Non census nec clarum nomen avorum sed probitas magnos ingeniumque facit. [Ovídio, Ex Ponto 1.9.39]. Não são as riquezas nem a fama dos antepassados que engrandecem, mas a honestidade e o talento.

1863. Non certanti non est speranda corona. [S.Próspero da Aquitânia / Schottus, Adagialia Sacra 137]. Quem não compete não deve esperar a coroa.

1864. Non certum scio. [Terêncio, Phormio 148]. Não sei com certeza. Não tenho certeza. VIDE: lCertum scio.

1865. Non cessat perdere lusor, et revocat alea blanda cupidas manus. [Ovídio, Ars Amatoria 1.451]. O jogador não pára de perder, mas o dado insinuante chama novamente suas mãos ávidas.

1866. Non cito perit ruina, is qui rimam timet. [Publílio Siro]. Quem toma cuidado com a rachadura não morre facilmente com a queda de sua casa. nO prevenido procede seguro. lNon cito ruina obteritur qui rimam timet. Quem toma cuidado com a rachadura não se preocupa facilmente com o desmoronamento. lNon cito perit ruina qui ruinam timet. [Albertano da Brescia, Líber Consolationis 32]. Não morre facilmente com o desmoronamento quem tem medo dele. lNon cito ruina perit is qui ruinam timet. [Rezende 4136].

1867. Non coalescit planta quae saepe transfertur. [Bernardes, Nova Floresta 5.309]. Não cresce a planta que é mudada com freqüência. nPlanta muitas vezes transposta não medra nem cresce. nÁrvore mudada, árvore matada. nÁrvore velha não se muda. VIDE: lNon convalescit planta quae saepe transfertur. lPlanta quae saepius transfertur non coalescit.

1868. Non cöercit vitia qui provocat. [Sêneca Retórico, Controversiae 2.6.4]. Quem provoca os erros não os coíbe.

1869. Non coëunt contraria. [Sêneca, De Constantia 7.8]. Opostos não caminham juntos.

1870. Non cognoscitur amicus nisi in necessitate. [Erpênio / Rezende 4137]. Só se conhece o amigo na necessidade. nConhece-se o amigo certo na ocasião incerta. nNa adversidade se conhece a amizade. nNa necessidade se prova a amizade. nNo aperto e no perigo se conhece o amigo. nO amigo fingido, conhecê-lo-ás no arruído. VIDE: lAmici probantur rebus adversis. lAmicus certus in necessitate cernitur. lAmicus certus in re incerta cernitur. lAmicus certus in re incerta. lDifficile est in re prospera amicos probare, in adversa facile. lIn angustiis amici apparent. lIn necessitate probatur amicus. lNoscitur adverso tempore verus amor. lNoscitur in magno discrimine quis sit amicus. lSors aspera monstrat amicum.

1871. Non cognoscitur audacia nisi in bello. [Erpênio / Rezende 4138]. Só se conhece a coragem na guerra. nÉ na luta que se conhecem os heróis.

1872. Non cognoscitur sapiens nisi in ira. [Erpênio / Rezende 4139]. Só na ocasião da ira é que se conhece o homem prudente.

1873. Non commovebitur. [Vulgata, Salmos 20.8]. Permanecerá inabalável. VIDE: lRadix iustorum non commovebitur.

1874. Non compos mentis. [Jur / Black 1249]. Que não tem o domínio da mente. (=Incapaz). lNon compos sui. VIDE: lNon sui compos.

1875. Non concupisces. [Vulgata, Romanos 7.7]. Não cobiçarás.

1876. Non confidas nec innitaris super calamum ventosum. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 2.7.2]. Não confies, nem te apóies em galho oco.

1877. Non consentio neque collaudo. [Schottus, Adagia 254]. Nem concordo nem aprovo.

1878. Non consentit qui errat. [Jur / Black 1249]. Quem erra não concorda.

1879. Non constat. Não consta. Não está claro.

1880. Non continuo sibi vivit, qui nemini. [Sêneca, Epistulae 55.5]. Quem não vive para ninguém, nem por isso vive para si. nQuem vive só para si para pouco vive.

1881. Non convalescit planta quae saepe transfertur. [Sêneca, Epistulae 2.3]. Não cresce a planta que é mudada com freqüência. nPlanta muitas vezes transposta não medra nem cresce. nÁrvore mudada, árvore matada. VIDE: lNon coalescit planta quae saepe transfertur. lPlanta quae saepius transfertur non coalescit.

1882. Non convenit malum malo ulcisci. [Apostólio, Paroimiai 20.85]. Não convém vingar um mal com outro.

1883. Non convenit moribus aliud palam, aliud agere secreto. [Plínio Moço, Epistulae 5.1.3]. Repugna aos bons costumes publicamente agir de uma maneira e sem testemunhas de outra. VIDE: lNon aliter vivas in solitudine, aliter in foro. lNon vivas aliter in foro, aliter in solitudine. lNon vivas aliter in solitudine, aliter in foro.

1884. Non copia, sed bonitas rerum estimanda est. [Esopo]. Deve-se valorizar não a quantidade, mas a qualidade das coisas. nMais vale qualidade que quantidade.

1885. Non coques haedum in lacte matris suae. [Vulgata, Deuteronômio 14.21]. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

1886. Non coquus semper, cui longus culter adhaeret. [DAPR 203]. Nem sempre é cozinheiro quem traz uma faca comprida. nO hábito não faz o monge.

1887. Non credam nisi legero. [Marcial, Epigrammata 12.73]. Só acreditarei, se ler.

1888. Non cuicumque datum est habere nasum. [Marcial, Epigrammata 1.41.18]. Não foi dado a todos ter bom gosto. VIDE: lNon omnibus datum est habere nasum.

1889. Non cuiusvis est, cete in litore capere. [Schrevelius 1175]. Não é qualquer um que consegue pegar peixe grande na praia.

1890. Non cuivis homini contingit adire Corinthum. [Horácio, Epistulae 1.17.36]. Não é qualquer um que pode ir a Corinto. nNem tudo é para todos. lNon cuilibet Corintho fas esse adnavigare. [Schottus, Adagia 641]. VIDE: lCuiuslibet non est Corinthum appellere. lAliis alia licentia. lAliis si licet, tibi non licet. lNon est Corinthum fas cuique appellere. lNon est cuiuslibet Corinthum appellere. lNon est datum cuivis Corinthum appellere. lNon licet omnibus adire Corinthum. lNon omnium est virorum ad Corinthum navigatio. lQuod licet Iovi, non licet bovi.

1891. Non cum leone caprea pugnare audeas. [Schottus, Adagia 615]. Tu, que és um cabrito, não ouses lutar com o leão. nContra a força não há resistência. lNon cum leone capra decertem fero. [Apostólio, Paroimiai 12.98]. Eu, que sou um cabrito, não disputo com leão. VIDE: lAdversus leonem capra pugnam non ineat. lAdversus leonem damae pugnam ineunt. lNanus cum sis, cede. lNe ad pugnam vocet aquilam luscinia. lNe capra contra leonem pugnet. lPumilio cum sis, cede.

1892. Non curarum somnus domitor pectora solvit. [Sêneca, Agamemnon 75]. O sono, que vence as preocupações, não acalma os corações deles. VIDE: lCurarum domitor somnus. lTu, o domitor, Somne, laborum, requies anime, pars humanae melior vitae.

1893. Non curat numerum lupus. [Erasmo, Adagia 2.4.99]. Lobo não se preocupa com a contagem (das ovelhas). nDo contado come o lobo. nDo contado furta o lobo. lNon curat lupus numerum ovium. [Stevenson 2089]. O lobo não se importa com o número de ovelhas. VIDE: lHic tantum Boreae curamus frigora, quantum aut numerum lupus aut torrentia flumina ripas. lLupus non veretur etiam numeratas oves devorare. lLupus non curat numerum ovium. lLupus non curat numerum. lLupus numerum pecorum non curat. lLupus oves etiam numeratas devorat.

1894. Non curat testudo muscam. [Rezende 4145]. A tartaruga não se importa com a mosca. VIDE: lQuam curat testudo muscam.

1895. Non damnatio, sed causa, hominem turpem facit. [DM 123]. Não é a condenação, mas sua causa, que envergonha o homem. nA vergonha está no crime, não na pena.

1896. Non dari spem sine metu, neque metum sine spe. [Espinosa, Ethica 3.50]. Não ocorre esperança sem medo, nem medo sem esperança.

1897. Non dat qui munere tardat. Não dá quem demora com o presente. VIDE: lGratia quae tarda est, ingrata est gratia. Gratia namque cum fieri properat, gratia grata magis. lIngratum est beneficium, quod diu inter manus dantis haesit. lTarde benefacere nolle est. lTardum beneficium ingratum est.

1898. Non dat qui non habet. [Jur / Brom 361]. Quem não tem, não dá. VIDE: lNihil dat qui non habet.

1899. Non datur ad Musas currere lata via. [Propércio, Elegiae 3.1.14]. A quem quer ir às Musas não é dada uma estrada larga.

1900. Non datur agens sine patiente. [Signoriello 233]. Não ocorre agente sem paciente.

1901. Non datur denarius incipientibus, sed finientibus, et corona non currentibus, sed pervenientibus. [S.Agostinho]. Não se dá o dinheiro aos que começaram, mas aos que terminaram, nem a coroa aos que correram, mas aos que atingiram a meta. VIDE: lNon est praemium in inchoatione, sed in consummatione. lNon qui coepit, sed qui perfecit, praemium capit.

1902. Non datur tertium. [Da linguagem filosófica]. Não se apresenta uma terceira opção. VIDE: lTertium non datur.

1903. Non de ponte cadit qui cum sapientia vadit. [Albertano da Brescia, Liber Consolationis 17]. Não cai da ponte quem caminha com prudência.

1904. Non debent pro vanis certa relinqui. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 1.5]. Não se deve deixar o certo pelo duvidoso. nNão deixes o certo pelo duvidoso.

1905. Non debere nos opis divinae fiducia sedere ignavos. Não devemos ficar inativos, na confiança da ajuda divina. nAjuda-te, que Deus te ajudará. nA Deus rezando e com o malho dando.

1906. Non deberet alii nocere, quod inter alios actum esset. [Digesta 12.2.10]. Não deverá prejudicar a um aquilo que foi feito entre outros. lNon debet alii nocere, quod inter alios actum est.

1907. Non debet actori licere quod reo non permittitur. [Digesta 50.17.41]. Não deve ser permitido ao autor da ação o que não se permite ao réu. VIDE: lNon licet actori quod reo licitum non exsistit.

1908. Non debet aliquis alterius odio praegravari. Ninguém deve sofrer pelo ódio de outra pessoa.

1909. Non debet, cui plus licet, id quod minus est, non licere. [Ulpiano, Digesta 50.17.21]. Não deve, a quem é permitido o mais, não ser permitido o menos. nQuem pode o mais pode o menos. VIDE: lCui licet quod est plus, licet utique quod est minus. lCui licet quod maius, non debet quod minus est non licere. lDecet licere minimum cui multum licet. lQui potest maius, potest et minus.

1910. Non debet meritum turpis delere vetustas. [Gualterius Anglicus, Fabulae Aesopicae 5.41]. A feia velhice não deve apagar o mérito.

1911. Non decet. Não convém.

1912. Non decet filium irritare quod pater decrevit. [VES 133]. Não está certo que o filho ignore o que o pai determinou.

1913. Non decet principem solidam dormire noctem. [Homero / Erasmo, Adagia 2.7.95]. Não convém que o príncipe durma a noite inteira. lNon decet integram noctem dormire regentem imperio populos. [Tosi 918]. Não convém a quem governa os povos dormir a noite inteira. lNon decet tota nocte dormire consiliatorem virum. Não convém que o conselheiro durma a noite inteira.

1914. Non decipitur qui scit se decipi. [Black 1249; Maloux 520]. Não é enganado quem sabe que está sendo enganado.

1915. Non declinabant neque ad dexteram neque ad sinistram. [Vulgata, 1Reis 6.12]. Não declinavam nem para a direita nem para a esquerda.

1916. Non declinabis in iudicium pauperis. [Vulgata, Êxodo 23.6]. Não te desviarás da justiça, para condenares o pobre.

1917. Non declinetis ad magos, nec ab hariolis aliquid sciscitemini, ut polluamini per eos. [Vulgata, Levítico 19.31]. Não vos encaminheis aos mágicos, nem procureis saber coisa alguma dos adivinhos para que não vos contamineis por meio deles.

1918. Non deerat voluntas, sed facultas. [Stevenson 2509]. Não faltava vontade, mas recursos.

1919. Non deest generoso in pectore virtus. [Divisa / Rezende 4150]. Num coração generoso não falta valor.

1920. Non deficiente crumena. Não faltando dinheiro. Se não faltar dinheiro.

1921. Non delebo propter decem. [Vulgata, Gênesis 18.32]. Não destruírei (a cidade) por causa dos dez (homens justos).

1922. Non delectetur ullus poena, sed ut documentum omnium sit. [Sêneca, De Ira 1.6]. Ninguém tenha prazer no castigo, mas que ele sirva de lição a todos.

1923. Non depugnes in alieno negotio. [Stevenson 1555]. Não lutes em causa alheia. nQuem te mete, João Topete, com carapuça de grumete. nNão te metas na réstea sem ser cebola. VIDE: lNe depugnes in alieno negotio. lNe pugnes de alieno.

1924. Non dereliquetur agricola qui colit terram, et qui seminat eam. [Vulgata, 4Esdras 16.25]. Não ficará desamparado o agricultor que cultiva a terra e que a semeia.

1925. Non des mulieri potestatem animae tuae. [Vulgata, Eclesiástico 9.2]. Não dês à mulher poder sobre a tua alma.

1926. Non desinis oculos mihi aperire. Não cessas de abrir-me os olhos.

1927. Non desinis vetera tantum et antiqua mirari, nostrorum autem temporum studia irridere atque contemnere. [Tácito, De Oratoribus 15]. Não só não paras de admirar apenas o que é velho e antiquado, mas também ridicularizas e desprezas as realizações do nosso tempo.

1928. Non desperandum. [S.Agostinho, De Trinitate 8.4]. Não há razão para desespero.

1929. Non desperemus. [S.Agostinho, Confessiones 6.11]. Não percamos as esperanças.

1930. Non destruitur quod in melius commutatur. [Henry de Bracton, Leges Vetant et Iubent 8]. Não se perde o que muda para melhor.

1931. Non desunt maerores, sed neque consolationes. [S.Agostinho]. Não me faltam tristezas, mas também não me falta consolo. nNem só de mel, nem só de fel.

1932. Non deus, ut perhibent, Amor est, sed amaror, et error. [B.Mantuano / Schottus 276]. O Amor não é um deus, como dizem, mas amargura e ilusão.

1933. Non dico tibi usque septies, sed septuagies septies. [Vulgata, Mateus 18.22]. Não te digo que até sete vezes, mas que até setenta vezes sete vezes.

1934. Non diligamus verbo neque lingua, sed opere et veritate. [Vulgata, 1João 3.18]. Não amemos de palavra nem de língua, mas por obra e em verdade.

1935. Non diligere somnum, ne te egestas opprimat. [Vulgata, Provérbios 20.13]. Não queiras ser amigo do sono, para que a pobreza não te oprima. nQuem dorme, dorme-lhe a fazenda.

1936. Non dispensator tibi sit, sed filius heres. [Pereira 105]. Seja teu filho teu herdeiro, não teu administrador. nFaze a teu filho herdeiro, e não teu despenseiro.

1937. Non docetur virtus cum vitio. [Bernardes, Luz e Calor 1.147]. A virtude não se ensina com o vício.

1938. Non dolet. Não dói.

1939. Non domus dominum, sed domum dominus exornat. Não é a casa que ilustra o dono, mas este àquela. VIDE: lNec domo dominus, sed domino domus honestanda est. lSic habita ut potius laudetur dominus quam domus.

1940. Non donat qui necessariis oneribus succurrit. [Digesta 24.32]. Quem provê as obrigações legais não faz donativo.

1941. Non dormit diabolus. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 2.9.35]. O diabo não dorme.

1942. Non dubie ita est. [Petrônio, Satiricon 84]. Sem dúvida é assim.

1943. Non dubium est in legem committere eum qui verba legis amplexus, contra legis nititur voluntatem. [Codex Iustinianus 1.14.5]. Não há dúvida que infringe a lei quem, seguindo as palavras dela, procede contra sua intenção.

1944. Non duce tempus eget. [Lucano, Bellum Civile 7.88]. O tempo não precisa de guia.

1945. Non ducor, duco. [Divisa do Estado de São Paulo]. Não sigo, conduzo.

1946. Non dumus unus erithacos alit duos. [Schottus, Adagia 619]. Uma única moita não alimenta dois ouriços. nDois galos num poleiro, dois pardais numa espiga, não fazem liga. VIDE: lNon recipit claros una sella duos. lNon una geminos educat domus canes. lUna domus non alit duos canes. lUnicum arbustum haud alit duos erithacos. lUnum arbustum non alit duos erithacos. lUnum fruticetum duos erithacos non alit. lUnus saltus binos non alit erithacos.

1947. Non e quovis ligno fit Mercurius. [Pereira 97]. nMercúrio não se faz de todo pau. nAzado é o pau para a colher. nNem todo pau dá esteio. nOs paus, uns nasceram para santos, outros para tamancos. lNon e omni ligno Mercurius. lNon e quovis ligno Mercurius fiat. [Stevenson 2589]. lNon e quovis ligno Mercurius fingi potest. [Branco 334]. VIDE: lEx quolibet ligno non fit Mercurius. lMercurius non fit de quolibet arbore. lNon enim ex omni ligno debet Mercurius exsculpi. lNon ex omni ligno Mercurius fingitur. lNon ex quovis fiat ligno Mercurius. lNon ex quovis ligno fit Mercurius. lScalpendus haud Hermes omni ex arbore.

1948. Non ea quaerant in monasterio quae nec foris habere potuerunt. [RSA 6]. Não busquem no mosteiro o que nem fora dele puderam ter.

1949. Non eadem est aetas, non mens. [Horácio, Epistulae 1.1.4]. Minha idade não é a mesma, nem o meu espírito.

1950. Non eadem miramur. [Horácio, Epistulae 1.14.18]. Nem todos admiramos as mesmas coisas. nCada um é um.

1951. Non eadem omnibus sunt honesta atque turpia. [Cornélio Nepos, Praefatio 3]. As coisas nobres e as vergonhosas não são as mesmas para todos.

1952. Non eadem tellus fert omnia: vitibus illa convenit, haec oleis, hic bene farra virent. A mesma terra não produz tudo: uma é boa para as videiras; outra para as oliveiras; em outra verdejam os cereais. VIDE: lIn terra non omni generantur omnia. lNec tellus eadem parit omnia: vitibus illa convenit, haec oleis; hac bene farra virent. lNec vero terrae ferre omnes omnia possunt. lNon omnis fert omnia tellus. lNon tellus eadem parit omnia.

1953. Non eadem volo senex, quae puer volui. [Sêneca, Epistulae 61.1, adaptado]. Como velho não quero as mesmas coisas que quis, quando menino.

1954. Non efficit affectus nisi sequatur effectus. [Jur / Black 1250]. Não se realiza a inteção, se não se segue o efeito.

1955. Non egeo medicina; me ipse consolor. [Cícero, De Amicitia 10]. Não preciso de remédio; eu mesmo me conforto.

1956. Non egent qui sani sunt medico, sed qui male habent. [Vulgata, Lucas 5.31]. Os que se acham sãos não têm necessidade de médico, mas os que estão enfermos. VIDE: lCum nullus sit morbus, nulla medela opus. lCum nullus sit morbus, nulla medela indigeamus. lIndigent infirmi medici auxilium. lInfirmi medicina opus habent. lNon est opus sanis medicus, sed male habentibus. lNon est opus valentibus medicus, sed male habentibus. lNon necesse habent sani medico, sed qui male habent. lQuorum corpus aegrotat, iis medico opus est. lRecte qui valeat, medicae non indigus artis. lSanus non eget medico, sed male habens.

1957. Non ego divitias avidus sine fine parandi. [Ovídio, Tristia 1.2.75]. Não tenho avidez de obter riquezas infinitas.

1958. Non ego iuravi, legi iurantia verba. [Ovídio, Heroides 21.145]. Não jurei, apenas li as palavras do juramento. nJurei só da boca para fora. nO coração sente, a língua mente. VIDE: lEst lingua iurans, animus iniuratus est. lIuravi lingua, mentem iniuratam gero. lLingua iuravi.

1959. Non ego omnino lucrum omne esse utile homini existimo. [Plauto, Captivi 325]. Não acho que todo ganho seja útil ao homem.

1960. Non ego paucis offendar maculis, quas incuria fudit. [Horácio, Ars Poetica 351]. Não serei eu que me ofenderei com as poucas faltas que o descuido introduziu. VIDE: lIncuria fudit non paucas maculas. lNon paucas maculas incuria fudit.

1961. Non ego sum laudi, non natus idoneus armis. [Propércio, Elegiae 1.6.29]. Não nasci para a glória, não nasci capaz para as armas.

1962. Non ego sum stultus, ut ante fui. [Ovídio, Amores 3.11.32]. Não sou tolo como era antes.

1963. Non ego te flocci facio; ne me territes. [Plauto, Curculio 714]. Não te dou a mínima; não tentes assustar-me.

1964. Non ego ventosae plebis suffragia venor. [Horácio, Epistulae 1.19.37]. Não busco a aprovação da plebe inconstante.

1965. Non eloquimur magna, sed vivimus. [Minúcio Félix, Octavius 38.6]. Não pregamos grandes coisas, mas as vivemos.

1966. Non emas domum antequam cognoscas vicinum. [Albertano da Brescia, De Amore Proximi 8]. Não compres a casa antes de conheceres o vizinho.

1967. Non enim amicitiarum debent esse, sicut aliarum rerum, satietates. [Cícero, De Amicitia 19]. Não deve haver fastio na amizade, como nas outras coisas.

1968. Non enim cogitationes meae, cogitationes vestrae; neque viae vestrae, viae meae, dicit Dominus. [Vulgata, Isaias 55.8]. Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos; nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor.

1969. Non enim coitus matrimonium facit, sed maritalis affectio. [Digesta 24.1.32.13]. Não é o coito que faz o matrimônio, mas a ligação afetiva entre os cônjuges.

1970. Non enim dedit nobis Deus spiritum timoris, sed virtutis, et dilectionis, et sobrietatis. [Vulgata, 2Timóteo 1.7]. Deus não nos deu o espírito do medo, mas o da virtude, o do amor, o da sobriedade.

1971. Non enim dimittitur peccatum, nisi restituatur ablatum. [S.Agostinho, Epistulae 153.20]. Não se perdoa o erro, se não for restituído o furtado. VIDE: lNon remittitur peccatum, nisi restituatur ablatum. lPeccatum non dimittitur, nisi restituatur ablatum.

1972. Non enim est distinctio Iudaei et Graeci, nam idem Dominus omnium. [Vulgata, Romanos 10.12]. Não há distinção de judeu e de grego, posto que um mesmo é o Senhor de todos.

1973. Non enim ex omni ligno debet Mercurius exsculpi. [Pitágoras / Apuleio, Apologia 43]. Mercúrio não deve ser feito de toda madeira. nMercúrio não se faz de todo pau. nAzado é o pau para a colher. nNem todo pau dá esteio. nOs paus, uns nasceram para santos, outros para tamancos. VIDE: lEx quolibet ligno non fit Mercurius. lMercurius non fit de quolibet arbore. lNon e omni ligno Mercurius. lNon e quovis ligno fit Mercurius. lNon e quovis ligno Mercurius fiat. lNon e quovis ligno Mercurius fingi potest. lNon ex omni ligno Mercurius fingitur. lNon ex quovis fiat ligno Mercurius. lNon ex quovis ligno fit Mercurius. lScalpendus haud Hermes omni ex arbore.

1974. Non enim frustra consuetudo quasi secunda et quasi affabricata natura dicitur. [S.Agostinho, De Musica 6.19]. Não é debalde que se diz que o costume é uma segunda natureza como que construída artificialmente.

1975. Non enim habemus hic manentem civitatem, sed futuram inquirimus. [Vulgata, Hebreus 13.14]. Não temos aqui cidade permanente, mas vamos buscando a futura.

1976. Non enim hominum interitu sententiae quoque occidunt. [Cícero, De Natura Deorum 1.5.15]. Com a morte dos homens, não morrem de maneira alguma suas opiniões.

1977. Non enim ignavia magna imperia contineri. [Tácito, Annales 15.1]. Os grandes impérios não são mantidos pela inação.

1978. Non enim neglegentibus subvenitur. [Digesta 4.6.16]. Não se vai em socorro dos negligentes.

1979. Non enim omnia quae fieri potuerint, pro factis habenda. [Apuleio, Apologia 90]. Nem tudo que é possível deve ser considerado verdadeiro.

1980. Non enim paranda nobis solum, sed fruenda sapientia est. [Cícero, De Finibus 1.3]. Não basta alcançar a sabedoria; é preciso usá-la.

1981. Non enim pax quaeritur, ut bellum excitetur, sed bellum geritur, ut pax acquiratur. [S.Agostinho]. Não se busca a paz para provocar a guerra, mas faz-se a guerra para que se consiga a paz.

1982. Non enim possumus quae vidimus et audivimus non loqui. [Vulgata, Atos 4.20]. Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.

1983. Non enim potest quaestus consistere, si eum sumptus superat. [Plauto, Poenulus 283]. Não pode existir ganho, se a despesa o supera.

1984. Non enim potis est quaestus faci, ni sumptus sequitur. [Plauto, Pseudolus 285]. Não é possível haver ganho a que não acompanhe uma despesa.

1985. Non enim pro te, sed pro omnibus haec lex constituta est. [Vulgata, Ester 15.13]. Esta lei não foi feita para ti, mas para todos.

1986. Non enim qui seipsum commendat ille probatus est. [Vulgata, 2Coríntios 10.18]. Não é o que a si mesmo se recomenda que é aprovado.

1987. Non enim quod volo bonum, hoc ago: sed quod odi malum, illud facio. [Vulgata, Romanos 7.15]. Não faço o bem que quero, mas o mal que aborreço, esse é que faço. lNon enim quod volo bonum, hoc facio: sed quod nolo malum, hoc ago. [Vulgata, Romanos 7.19]. Eu não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero.

1988. Non enim scis quid contingat sequenti die. [S.Agostinho, Sermones 87.11]. Tu não sabes o que sucederá no dia seguinte.

1989. Non enim semper est in potestate hominis via eius. [Vulgata, Jeremias 10.23]. Nem sempre o homem tem poder sobre seu caminho.

1990. Non enim solum ipsa fortuna caeca est, sed eos etiam plerumque efficit caecos, quos complexa est. [Cícero, De Amicitia 15.54]. A sorte não só é cega, mas geralmente cega também aqueles a quem favorece. nA sorte é cega e faz cegos. VIDE: lFortuna caeca est. lFortuna caeca est, sed eos etiam plerumque efficit caecos quos complexa est. lNon modo fortuna ipsa caeca est, sed etiam ii saepe caeci sunt quos complexa est.

1991. Non enim ubi prognatus, sed uti moratus quisque sit, spectandum. [Apuleio, Apologia 24]. Na verdade, não devemos levar em conta onde a pessoa nasceu, mas como viveu.

1992. Non enim vir ex muliere, sed mulier ex viro. [Vulgata, 1Coríntios 11.8]. Não foi feito o varão da mulher, mas a mulher do varão.

1993. Non enim vir piger implet domum. [Medina 603]. Homem preguiçoso não supre a casa. nPreguiça é a chave da pobreza.

1994. Non enim virtute hostium, sed amicorum perfidia decidi. [Cornélio Nepos, Eumenes 11.5]. Não fui derrotado pelo valor dos inimigos, mas pela traição dos amigos.

1995. Non enim vivere bonum est, sed bene vivere. [Sêneca, Epistulae 70.4]. Bom não é viver, mas viver bem. VIDE: lNon est vivere, sed valere vita est. lNon vivere, sed valere, vita est. lVita non est vivere, sed valere. lVita non est vivere, sed valere vita est.

1996. Non equidem invideo; miror magis. [Virgílio, Eclogae 1.11]. Não tenho inveja; eu estou é surpreso.

1997. Non erat eis locus in diversorio. [Vulgata, Lucas 2.7]. Não havia lugar para eles na estalagem.

1998. Non erat his locus. [Horácio, Ars Poetica 19]. Não era o lugar para essas coisas.

1999. Non ergo fortuna homines aestimabo, sed moribus: sibi quisque dat mores, condicionem casus assignat. [Macróbio, Saturnalia 1.11.10]. Avaliarei os homens não pela sua condição, mas pelo caráter: o caráter cada um dá a si, mas a classe social é o acaso que determina. VIDE: lNon ministeriis illos aestimabo, sed moribus: sibi quisque dat mores, ministeria casus assignat.

2000. Non ergo quid quisque faciat, sed quo animo faciat, considerandum est. [S.Agostinho]. Não se deve considerar o que alguém faz, mas com que intenção o faz.

 

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