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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1601. Inter undas fervida exustus siti. [Sêneca, Agamemnon 19]. Consumido de uma sede ardente no meio das águas.

1602. Inter utrumque tene. [Ovídio, Metamorphoses 2.140]. Fica entre ambos. nA virtude está no meio.

1603. Inter vepres rosa nascitur. [Pontanus / Stevenson 2009]. nA rosa nasce no meio de espinhos. lInter vepres rosae nascuntur, et inter feras non nullae mitescunt. [Amiano Marcelino, Historiae 16.7.4]. Nascem rosas entre espinheiros, e dentre as feras algumas se amansam. VIDE: lEtiam inter vepres rosae nascuntur. lFert mixtas spinis terra inarata rosas. lSemper odoriferis proxima spina rosis. lUrticae proxima saepe rosa est.

1604. Inter verba et actus magnus quidam mons est. [DAPR 222]. Entre as palavras e a ação há um grande monte. nDo dito ao feito vai grande eito. nDo dizer ao fazer muito vai. VIDE: lInter dictum et factum multum differt. lMultum sunt verbis dissona facta bonis.

1605. Inter vina. Entre vinhos. (=A beber). VIDE: lIn poculis. lInter poculis.

1606. Inter virum et uxorem. [Jur / Black 994]. Entre marido e mulher.

1607. Inter vitam et necem. [Grynaeus 209]. Entre a vida e a morte.

1608. Inter vivos. [Jur / Black 994]. Entre vivos. De uma pessoa viva para outra. VIDE: lAliae autem donationes sunt quae sine ulla mortis cogitatione fiunt, quas inter vivos appellamus.

1609. Inter volentes. Entre pessoas que querem. Entre pessoas que concordam.

1610. Intercus aqua. [Medicina]. Água intercutânea. (=Hidropisia. Acumulação de serosidades no tecido celular ou em uma cavidade do corpo. Novo Dicionário Aurélio).

1611. Interdicere aqua et igni. [Rezende 2796]. Privar alguém de água e fogo. (=Condenar ao desterro). VIDE: lAqua et igne interdictus. lAquae et ignis interdictio.

1612. Interdum audaces efficit ipse timor. [Sweet 173]. Às vezes o próprio medo cria os valentes. VIDE: lAudacem fecerat ipse timor.

1613. Interdum etiam bonus dormitat Homerus. Às vezes até o bom Homero cochila. nAté o sábio se engana. VIDE: lAliquando bonus dormitat Homerus. lAliquando dormitat et Homerus. lDormitat et Homerus. lIndignor quandoque bonus dormitat Homerus. lQuandoque bonus dormitat Homerus. lQui enim nimium invigilat, interdum dormitat.

1614. Interdum evenit ut exceptio quae prima facie iusta videatur, inique noceat. [Institutiones 4.14.1.2]. Algumas vezes acontece que um pleito que à primeira vista parece justo é injusto e iníquo.

1615. Interdum exiguo rex maximus occidit ictu. [Pereira 117]. Às vezes o maior rei morre de um pequeno golpe. nPequeno machado derruba grande sobreiro.

1616. Interdum habet stultitiae partem facilitas. [Publílio Siro]. Às vezes a bondade tem um pouco de tolice.

1617. Interdum lacrimae pondera vocis habent. [Ovídio, Ex Ponto 3.1.158]. Às vezes as lágrimas têm o peso da voz. VIDE: lEt lacrimae pondera vocis habent.

1618. Interdum stabulum reparatur post grave damnum. [Tosi 1593]. Às vezes só se conserta o estábulo depois de grave prejuízo. nCasa arrombada, trancas na porta. VIDE: lSero paras stabulum taurum iam fure trahente. lSero seram ponis stabulo post furta latronis.

1619. Interdum stultus bene loquitur. [Stevenson 846]. Às vezes um tolo fala bem. nDo néscio às vezes bom conselho. nÀs vezes vem o remédio de quem não se espera. VIDE: lSaepe etiam est stultus valde opportuna locutus. lSaepe etiam stultus fuit opportuna locutus. lSaepe etiam est olitor valde opportuna locutus.

1620. Interdum vulgus rectum videt; est ubi peccat. [Horácio, Epistulae 2.1.63]. Às vezes o povo acerta; há ocasiões em que ele erra.

1621. Interest etiam inter valens corpus et obesum, inter tenue et infirmum. [Celso, De Medicina 2.10.5]. Há diferença entre o corpo sadio e o obeso, entre o magro e o doente.

1622. Interest reipublicae ne maleficia remaneant impunita. [Jur / Black 997]. É de interesse do estado que os crimes não fiquem impunes.

1623. Interest reipublicae ne sua quis male utatur. [Jur / Black 997]. É de interesse do estado que ninguém faça mau uso de seus bens.

1624. Interest reipublicae ut carceres sint in tuto. [Jur / Black 997]. É de interesse do estado que as prisões sejam seguras.

1625. Interest reipublicae ut sit finis litium. [Jur / Broom 267]. Interessa ao estado que ocorra o fim das lides.

1626. Intereunt feles, celebrant convivia mures. [Pereira 111]. nMorrem os gatos, banqueteiam-se os ratos.

1627. Interficite errores, diligite homines. [S.Agostinho / Peña 394]. Combatei os erros, amai os homens. lInterficite errores, diligite errantes. Combatei os erros, amai os que erram. VIDE: lParcere personis, dicere de vitiis.

1628. Interim fiet aliquid. [Terêncio, Andria 314]. Nesse meio tempo, acontecerá algo.

1629. Interim ille hamum vorat. [Plauto, Truculentus 42]. Está engolindo o anzol. nMordeu a isca. nEstá no papo. VIDE: lHamum vorat. lMeus hic est: hamum vorat.

1630. Interim mores mali, quasi herba irrigua succrevere uberrime. [Plauto, Trinummus 30]. Enquanto isso os maus costumes cresceram luxuriantes como a relva molhada.

1631. Interim optimum misericordiae genus est occidere. [Sêneca, De Ira 1.16.3]. Às vezes a melhor forma de piedade é matar.

1632. Interim poena est mori, sed saepe donum, in pluribus veniae fuit. [Sêneca, Hercules Oetaeus 930]. Às vezes morrer é um castigo, mas muitas vezes é uma dádiva, e para muitos um favor.

1633. Interim scelus est fides. [Sêneca, Hercules Oetoeus 481]. Algumas vezes a fidelidade é um crime.

1634. Interit ira mora. [Ovídio, Ars Amatoria 1.374]. A raiva passa com o tempo.

1635. Interna corporis. [Jur]. No âmbito do próprio corpo. Internamente. No âmbito da própria instituição.

1636. Interna pax et tranquillitas. A paz e a tranqüilidade interiores.

1637. Interpone tuis interdum gaudia curis. [Dionísio Catão, Disticha 3.6]. Mescla de tempos a tempos o prazer às tuas preocupações.

1638. Interposita persona. [Jur]. Por intermediário.

1639. Interpretare vocabulum monachi. Quid facis in turba, tu qui solus est? [S.Jerônimo]. Compreende o significado da palavra monge. Que fazes na multidão, tu que és solitário? (=Monachus, do grego, significa solitário).

1640. Interpretari eius est, cuius est condere legem. [Jur]. A interpretação da lei cabe a quem cabe instituí-la.

1641. Interpretatio aequior et benignior sumenda est. [Jur]. Deve-se adotar a interpretação mais justa e mais benigna.

1642. Interpretatio cessat in claris. [Jur]. Nas coisas claras, não há necessidade de interpretação.

1643. Interpretatio facienda est secundum naturam negotii. [Jur]. A interpretação deve ser feita segundo a natureza do negócio.

1644. Interpretatio facienda est, ut ne sequatur absurdum. [Jur]. A interpretação deve ser feita de modo que não resulte absurdo.

1645. Interpretatio illa sumenda qua absurdum evitetur. [Spalding 60]. Deve ser escolhida aquela interpretação pela qual se evite o absurdo.

1646. Interpretatio in dubio capienda ut semper actus et dispositio valeat quam pereat. [Jur]. Na dúvida segue-se a interpretação segundo a qual sempre o ato e a disposição mais valham que pereçam.

1647. Interpretatio servanda est, cui verba respondeant. [Jur]. Deve-se adotar a interpretação a que correspondam as palavras.

1648. Interpretatione legum poenae molliendae sunt potius quam asperandae. [Digesta 48.19.42]. Na interpretação das leis as penas devem antes ser abrandadas do que agravadas.

1649. Interrogabo te, et responde mihi. [Vulgata, Jó 42.4]. Perguntar-te-ei e responde-me.

1650. Interrogatus non respondens pro confesso habetur. [Jur]. O interrogado que não responde é tido como réu confesso.

1651. Intersecta musica est. [Pereira 109]. Sua canção foi interrompida. nLançou-lhe água na fervura.

1652. Intestatus est non tantum qui testamentum non fecit, sed etiam cuius ex testamento hereditas adita non est. [Digesta 50.16.64]. Intestado não é apenas quem não fez testamento, mas também aquele cuja herança do testamento não foi recebida.

1653. Intima mentis. Os segredos da alma.

1654. Intolerabilis in malo ingenio felicitas est. [Sêneca Retórico, Suasoriae 7.1]. É intolerável o sucesso de uma alma depravada.

1655. Intolerabilius nihil est quam femina dives. [Juvenal, Satirae 6.466]. Nada mais insuportável que uma mulher rica.

1656. Intra anni spatium. [Codex Iustiniani 5.9.2]. Dentro do espaço de um ano. lIntra annale tempus. [Codex Iustiniani 6.30.19].

1657. Intra domus saevus est; foris mitis. [Sêneca, De Ira 3.10.4]. Em casa ele é um selvagem; fora é um delicado. VIDE: lDomi leones, foris vulpes. lDomi leones, proelio vulpeculae. lIn otio tumultuosi, in bello segnes. lIn pace leones, in proelio cervi. lIn praetoriis leones, in castris lepores.

1658. Intra fortunam debet quisque manere suam. [Ovídio, Tristia 3.4.25]. Cada um deve ficar dentro de sua condição.

1659. Intra muros. Dentro dos muros. Dentro da cidade. Dentro de casa. Internamente. lIntra moenia. [Black 1004].

1660. Intra muros peccatur et extra. Peca-se tanto dentro de casa como fora. nCá e lá más fadas há. VIDE: lIliacos intra muros peccatur et extra.

1661. Intra parietes. [Black 1004]. Entre paredes. Dentro de casa. Entre amigos. VIDE: lInter parietes. lInter quattuor parietes.

1662. Intra parietes experiendum. [Albertatius 641]. É dentro de casa que se deve examinar a questão. nRoupa suja se lava em casa.

1663. Intra tuam pelliculam te contine. [Erasmo, Adagia 1.6.92]. Mantém-te dentro de tua própria pele. (=Contenta-te com tua sorte. Fica no lugar que te compete. Conhece teu lugar. Vive de acordo com teus recursos). VIDE: lIn pelle propria esse. lIn pellicula se tenere sua. lIn propria pelle quiesce.

1664. Intrandum est in rerum naturam, et penitus quid ea postulat, pervidendum. [Cícero, De Finibus 5.16]. É preciso entrar na natureza e ver exatamente o que ela exige.

1665. Intrantis crebro minuet praesentia famam. [Pereira 95]. A presença de quem entra com freqüência diminuirá seu prestígio. nOnde te querem muito, não vás amiúde. VIDE: lMinuit praesentia famam.

1666. Intrasti urbem; ambula iuxta ritum eius. Entraste na cidade; anda de acordo com seus costumes. nEm França, como francês; em Roma, como romano.

1667. Intrat amicitiae nomine tectus amor. [Ovídio, Ars Amatoria 1.718]. O amor se insinua disfarçado sob o nome de amizade.

1668. Intrat amor mentes usu; dediscitur usu. [Ovídio, Remedium Amoris 503]. O amor entra nos corações pela convivência; pela convivência se extingue.

1669. Intrate per angustam portam. [Vulgata, Mateus 7.13]. Entrai pela porta estreita.

1670. Intrinsecus et extrinsecus. [Columela, De Re Rustica 8.3.6]. Por dentro e por fora.

1671. Intrivisti, exedendum tibi. [Pereira 106]. Moeste, tens de comer. nFizeste-o, paga-o. nQuem fez seu angu que o coma. nQuem pariu Mateus, que o embale. VIDE: lColo quod aptasti, ipsi tibi nendum est. lQui prendidistis iidem edite testudines.

1672. Introibo ad altarem Dei. [Vulgata, Salmos 42.4]. Entrarei ao altar de Deus.

1673. Introite in domum meam, et manete. [Vulgata, Atos 16.15]. Entrai em minha casa e ficai nela.

1674. Introrsus turpis, speciosus pelle decora. [Medina 612]. Por dentro feio, mas formoso por causa do elegante manto. nUnhas de gato, e o vestido de beato.

1675. Intueri non licet, quod non licet concupiscere. [S.Gregório / Bernardes, Nova Floresta 1.210]. Não é permitido contemplar o objeto que não se pode desejar. nEntre santa e santo, parede de cal e canto.

1676. Intuitu familiae. Visando à família.

1677. Intuitu personae. Em consideração à pessoa.

1678. Intus et exterius ornat sapientia corpus. [Werner]. A sabedoria ornamenta o corpo por dentro e por fora.

1679. Intus et in cute. [Erasmo, Adagia 1.9.89]. Por dentro e na pele. nDe dentro e de fora. nPor dentro e por fora. VIDE: lEgo te intus et in cute novi.

1680. Intus habet quod poscit. [DAPR 119]. Já tem consigo o que reclama. nBusca o asno e está montado em cima.

1681. Intus insidiae sunt; intus inclusum periculum est; intus est hostis. [Cícero, In Catilinam 2.11]. As ciladas estão aqui dentro; aqui dentro está o perigo; o inimigo está aqui dentro.

1682. Intus, intus, inquam, est equus Troianus. [Cícero, Pro Murena 78]. O cavalo de Tróia está dentro dos nossos muros, é verdade, dentro dos nossos muros. VIDE: lEquus Troianus est hoc.

1683. Intus Nero, foris Cato. [S.Jerônimo, Epistula 125.18 / Medina 591]. Por dentro um Nero, por fora um Catão. nCara de mel, coração de fel. nCara de beato, unhas de gato. nRosário ao pescoço, o diabo no corpo. VIDE: lExtra aurati, interius lutei. lExtra hypocritae aurati, interius lutei.

1684. Intuta quae indecora. [Tácito, Historiae 1.33]. O que é indecoroso é perigoso.

1685. Inutilem servum eicite in tenebras exteriores. [Vulgata, Mateus 25.30]. E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores.

1686. Inutiles curas omittendas esse. As preocupações inúteis devem ser esquecidas.

1687. Inutilis rebus pudor nempe in malis. [Apostólio, Paroimiai 1.89]. Na adversidade a vergonha certamente é prejudicial. nQuem tem vergonha morre de fome.

1688. Invalida pugna est unicae tantum manus. [Heráclides / Grynaeus 92]. É ineficaz a luta com apenas uma das mãos.

1689. Invendibili merci oportet ultro emptorem adducere. [Plauto, Poenulus 337]. Para a mercadoria de venda difícil é preciso que se atraia o comprador.

1690. Inveni portum; Spes et Fortuna, valete. Nil mihi vobiscum. Sat me lusistis, ludite nunc alios. [Rezende 2846]. Encontrei o porto; Esperança e Sorte, adeus. Nada mais tenho convosco. Zombastes de mim bastante, agora zombai de outros.

1691. Inveniam gratiam in conspectu tuo. [Vulgata, Gênesis 30.27]. Ache eu graça diante de teus olhos. VIDE: lIn conspectu tuo.

1692. Inveniet viam, aut faciet. [Sêneca, Hercules Furens 276]. Ele encontrará o caminho, ou construirá um. VIDE: lAut inveniam viam, aut faciam. lViam inveniam aut faciam.

1693. Invenimus qui curva corrigeret. [Plínio Moço, Epistulae 5.9.6]. Encontramos alguém que corrigisse o que estava torto.

1694. Invenit Deus maleficum. [F 4.11]. Deus descobre o malfeitor. nA Deus nada se esconde. nDeus paga a quem em maus passos anda.

1695. Invenit interdum caeca columba pisum. [DAPR 317]. De vez em quando a pomba cega encontra um grão. nGalinha cega de vez em quando acha um grão.

1696. Invenit patella operculum. O prato encontra a sua tampa. nNão há panela feia que não ache seu cobertouro. nTais alfaces para tais beiços. nA cada santo a sua lâmpada. VIDE: lAccessit huic patellae dignum operculum. lDignum patella operculum.

1697. Inventa lege, inventa fraude. [DAPR 401]. Criada a lei, criada a fraude. nFeita a lei, cuidada a malícia.

1698. Inventa necessitatis antiquiora sunt quam voluptatis. As invenções produzidas pela necessidade são mais antigas do que as produzidas pelo prazer. VIDE: lNecessitatis inventa antiquiora sunt quam voluptatis.

1699. Inventa perficere non inglorium. [F 4.18 / Rezende 2847]. Não é sem mérito aperfeiçoar o que outrem inventou.

1700. Inventa sunt specula, ut homo ipse se nosset. [Sêneca, Quaestiones Naturales 1.17.4]. Os espelhos foram inventados para que o homem conhecesse a si próprio.

1701. Inventi multi sunt, qui non modo pecuniam, sed etiam vitam profundere pro patria parati essent. [Cícero, De Officiis 1.84]. Foram encontrados muitos que estavam preparados para dar pela pátria não só o dinheiro, mas até a vida.

1702. Invento urso vestigia insequeris. Procuras as pegadas do urso que já foi encontrado. nBusca o asno e está montado em cima.

1703. Inventrix nimirum est rationum necessitas. Sem dúvida a necessidade é a inventora das soluções. nA necessidade espicaça o engenho. VIDE: lNecessitas rationum inventrix.

1704. Inverso ordine. [Broom 75]. Em ordem inversa. VIDE: lOrdine retrogrado.

1705. Inveterata consuetudo pro lege non immerito custoditur. [Digesta 1.3.32.1]. Não é sem razão que um costume inveterado se guarda como se fosse uma lei.

1706. Inveterescens ira fit odium. [S.Agostinho]. A ira que se torna inveterada, passa a ser ódio. VIDE: lOdium est ira inveterata.

1707. Invia amanti nulla est via. Para o homem enamorado nenhum caminho está fechado.

1708. Invia virtuti nulla est via. [Ovídio, Metamorphoses 14.113]. Nenhum caminho está fechado para a coragem. nA quem quer, não lhe faltam meios.

1709. Invicem onera nostra portemus. [S.Agostinho / Stevenson 257]. Carreguemos as cargas uns dos outros. VIDE: lAlter alterius onera portate.

1710. Invicta gerit tela Cupido. [Sêneca, Octavia 807]. São invencíveis as armas que Cupido porta.

1711. Invictum virum vicit dolor. [Ovídio, Metamorphoses 13.386]. A dor venceu o homem invicto.

1712. Invidentiam esse aegritudinem susceptam propter alterius res secundas. [Cícero, Tusculanae 4.8]. A inveja é a amargura que se sofre por causa da felicidade alheia. lInvidia est aegritudo ex alterius rebus secundis.

1713. Invidere querentis et maesti est, gratias agere gaudentis. [Sêneca, De Beneficiis 3.3.3]. Invejar é do queixoso e do doente; agradecer é do que está satisfeito.

1714. Invidet et cantor cantori, et egenus egeno. O cantor inveja o cantor, e o pobre inveja o pobre. nInvejoso e inimigo é o oficial do teu ofício. nNão se tem inveja a defuntos e apartados, senão a vizinhos e a chegados. VIDE: lCognatio movet invidiam. lFaber fabro invidet. lFigulus figulum odit. lFigulus figulo invidet, faber fabro.

1715. Invidia est odium alienae felicitatis, vel dolor animi ex alienis commodis. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 4.5]. Inveja é o ódio da felicidade alheia, ou dor que se sente no coração por causa do sucesso alheio. VIDE: lScis quid est invidia? Dolor animi est ex alienis commodis.

1716. Invidia est radix malorum omnium. A inveja é a raiz de todos os males.

1717. Invidia ex opulentia orta est. [Salústio, Catilina 6.2]. A inveja nasceu da riqueza.

1718. Invidia gloriae comes. [Cornélio Nepos, Chabrias 3.3]. A inveja é companheira da glória. nNão há glória sem inveja. VIDE: lEst hoc commune vitium magnis liberisque civitatibus, ut invidia gloriae comes sit. lGloriae et virtutis invidia est comes. lInvidia virtutum comes.lPost gloriam invidia sequitur.

1719. Invidia inter pares. [DAPR 276]. Há inveja entre iguais. nO homem do teu ofício teu inimigo é.

1720. Invidia iusta est nimis, namque invidentem morsitat. [Schottus, Adagia 641]. A inveja é bastante justa, pois rói o invejoso. nO invejoso emagrece de ver a gordura alheia.

1721. Invidia quod monstruosius monstrum? [Alanus de Insulis, De invidia]. Que monstro mais monstruoso há do que a inveja?

1722. Invidia tacite, sed inimice, irascitur. [Publílio Siro]. A inveja se irrita em segredo, mas como inimiga. nA inveja está sempre em jejum.

1723. Invidia, tamquam ignis, summa petit. A inveja, como o fogo, busca lugares altos. nA inveja sempre atina lugares altos. VIDE: lLivor velut ignis alta petit. lSubiecta semper invidiae felicitas. lSumma petit livor.

1724. Invidia virtutum comes. [F 2, Epilogus / Rezende 2856]. A inveja é companheira da virtude. nA inveja segue e persegue a virtude. VIDE: lEst hoc commune vitium magnis liberisque civitatibus, ut invidia gloriae comes sit. lGloriae et virtutis invidia est comes. lInvidia gloriae comes. lPost gloriam invidia sequitur.

1725. Invidiae maculat famam mala pestis honestam. [Columbano]. A peste ruim da inveja macula o nome ilibado.

1726. Invidiae motus, alienae felicitatis excubiae. [Macedo / Rezende 2853]. O impulso da inveja é a sentinela da felicidade alheia.

1727. Invidiam ferre aut fortis aut felix potest. [Publílio Siro]. Só o homem corajoso ou o bem sucedido pode suportar a inveja.

1728. Invidiosum esse praestat quam miserabilem. nAntes invejado que lastimado. nEste conselho só: causa inveja, não causes dó. VIDE: lMelior est commiseratione invidentia. lMelius invideri quam misereri. lPraestat invidiosum esse quam miserabilem. lPraestat invidiosum esse quam miserandum. lPraestat invidos habere quam misericordiam. lPraestat invidos habere quam misericordes.

1729. Invidiosus ego, non invidus esse laboro. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 4.5]. Eu me esforço para ser invejado, não para invejar.

1730. Invidus a propria roditur invidia. [DAPR 282]. O invejoso é corroído pela própria inveja. nOs invejosos sentem mais os bens alheios que os males próprios.

1731. Invidus acer obit, sed livor morte carebit. [DAPR 283]. O invejoso cruel morre, mas a inveja será imortal. nA inveja não morre.

1732. Invidus alterius macrescit rebus opimis. [Horácio, Epistulae 1.2.57]. O invejoso emagrece com a abundância do outro. nO invejoso emagrace de ver a gordura alheia. lInvidus alienis rebus macrescit opimis.

1733. Invidus invidia comburitur intus et extra. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 4.5]. O invejoso se queima por dentro e por fora pela própria inveja.

1734. Invidus vicini oculus. [Erasmo, Adagia 4.8.20]. O olho do vizinho é invejoso. VIDE: lInimicus et invidus vicinorum oculus. lInimicus oculus esse vicini solet.

1735. Invisa nunquam imperia retinentur diu. [Sêneca, Phoenissae 660]. Os governos detestados nunca duram muito. . nMais se tira com amor que com dor. VIDE: lImperia crudelia magis acerba quam diuturna. lIniqua nunquam regna perpetuo manent. lIniqua nunquam imperia retinentur diu.

1736. Invisa primo desidia postremo amatur. [Tácito, Agricola 3]. A princípio odiosa, a inação posteriormente é apreciada.

1737. Invisa regibus veritas. [Erasmo, Moriae Encomium 36]. Para os reis a verdade é detestável.

1738. Inviso semel principi seu bene seu male facta premunt. [Tácito, Historiae 1.7]. Uma vez odiado o chefe, suas ações, sejam boas, sejam más, o perseguem.

1739. Invita Minerva. [Horácio, Ars Poetica 385]. Contra a vontade de Minerva. VIDE: lMinerva invita. lNihil decet invita Minerva, id est, adversante et repugnante natura. lNihil invita Minerva facies.

1740. Invitat ad magna qui gratanter suscipit modica. [Cassiodoro, Epistula 4 / Rezende 2862]. Torna-se merecedor dos grandes favores aquele que recebeu agradecido os pequenos.

1741. Invitat culpam qui peccatum praeterit. [Publílio Siro]. Estimula a má ação quem deixa passar em silêncio uma falta. nPerdoar ao mau é animá-lo a ser.

1742. Invitat stomachos esca parata bonos. [Pereira 114]. A comida preparada convida os bons estômagos. nO bem guisado abre a vontade de comer.

1743. Invite data non sunt grata. [DAPR 316]. Coisas dadas contra a vontade não são agradáveis. nAmor adquirido a pau nunca é bom, sempre é mau. VIDE: lInvito non datur beneficium. lOfficium ne collocaris in invitum. lOmnis coacta res molesta est. lServitia coacta non habent meritum.

1744. Invitis bobus nunquam trahitur bene currus. [Tosi 888]. Quando os bois não querem, o carro nunca é bem puxado. nQuando os bois não querem, empurram.

1745. Invitis canibus venari. [Erasmo, Adagia 1.7.65]. Levar à caça cães que não querem ir. nFazer tudo às pancadas. lInvitis canibus venari haud facile est. [DAPR 157]. Levar à caça cães que não querem ir não é fácil.

1746. Invitis canibus venator nil capit ullus. [Tosi 888]. Se os cães não tiverem vontade, nenhum caçador caça nada.

1747. Invitis et superis et inferis. Contra a vontade dos deuses superiores e dos deuses infernais.

1748. Invito beneficium non datur. [Digesta 50.17.69]. Não se dá benefício a quem não quer receber. VIDE: lInvite data non sunt grata. lOfficium ne collocaris in invitum. lOmnis coacta res molesta est. lServitia coacta non habent meritum.

1749. Invito debitore. [Jur / Black 1008]. Contra a vontade do devedor.

1750. Invito domino. [Jur / Black 1008]. Contra a vontade do dono.

1751. Invitos boves plaustro inducere. [Erasmo, Adagia 1.7.66]. Meter os bois na carroça à força. nFazer tudo às pancadas. nRemar contra a maré. lInvitos boves contra plaustro inducere. [Pereira 121].

1752. Invitum cum retineas, exire incitas. [Publílio Siro]. Reter alguém contra sua vontade é estimulá-lo a ir-se embora.

1753. Invitum qui servat, idem facit occidenti. [Horácio, Ars Poetica 466]. Quem salva alguém contra sua vontade faz o mesmo que quem o mata.

1754. Invitum sequitur honor. A glória segue quem não a deseja. VIDE: lGloria fugientes magis sequitur.

1755. Invitus agere vel accusare nemo cogitur. [Codex Iustiniani 3.7.1]. Ninguém é obrigado acionar ou acusar contra a sua vontade.

1756. Invitus nemo, nemo coactus amat. [Albertano da Brescia, Liber Consolationis 21]. Ninguém ama sem querer, ninguém ama obrigado. VIDE: lFacile perit amicitia coacta.

1757. Invitus nemo rem cogitur defendere. [Digesta 9.4.33]. Ninguém é obrigado a defender o seu direito contra a vontade.

1758. Invitus procurationem suscipere nemo cogitur. [Codex Iustiniani 2.12.17]. Ninguém é obrigado a aceitar uma procuração contra sua vontade.

1759. Invitus procurator non solet dari. [Digesta 3.3.8.1]. Ninguém pode ser constituído procurador contra a vontade.

1760. Invocati comessatum ad amicos veniunt amici. [Schottus, Adagia 346]. Os amigos vão aos banquetes dos amigos sem serem convidados. VIDE: lBoni ad bonorum convivia invocati accedunt. lBonorum ultro ad convivia accedunt boni. lConviva amico amicus ultro etiam venit. lConvivae non vocati ad amicos eunt. lMos miseri ultro convivia adire bonorum. lNon vocati amici amicorum mensam accedunt. lSponte boni ad parium laeti convivia tendunt. lSponte bonis mos est convivia adire bonorum. lUltro adeunt hominis timidi convivia fortes.

1761. Io, euhoe Bacche! Viva! Salve Baco!

1762. Ioannes est nomen eius. [Vulgata, Lucas 1.63]. João é seu nome. (=Divisa de Porto Rico).

1763. Iocari mihi non multum vacat. [S.Agostinho]. Não me sobra muito tempo para gracejos.

1764. Ioci causa. De brincadeira. Por gracejo.

1765. Ioci instar ovium, non instar canium mordere debent. [DAPR 117]. Os gracejos devem morder como as ovelhas, não como os cães. nDas burlas vêm as veras.

1766. Ioco remoto. Fora de brincadeira. A sério. VIDE: lAmoto ludo. lExtra iocum. lOmissis iocis. lRemoto ioco.

1767. Ioco vir verum fert aliquando. Na brincadeira, às vezes o homem diz a verdade. nBrincando, brincando, vão-se dizendo as verdades. VIDE: lLudo sive ioco vir verum fert aliquando.

1768. Iocos et dii amant. [Platão / Stevenson 1268]. Até os deuses gostam de divertimentos.

1769. Iocus dum optimus, cessandum. [DAPR 117]. Quando uma brincadeira está boa, é hora de parar. nJogo fogoso, jogo perigoso.nBurla com dano não acaba o ano.

1770. Iovem nec pluvium, nec serenum, placere omnibus. [Erasmo / Stevenson 1810]. Júpiter nem chovendo nem serenando agrada a todos. nNinguém pode agradar a todos. nNinguém consegue agradar a todo o mundo e a seu pai. VIDE: lIpse Iuppiter, neque pluens omnibus placet, neque abstinens. lIuppiter neque pluens neque abstinens omnibus placet. lNe Iuppiter quidem omnibus placet. lNeque Iuppiter ipse, sive pluat, seu non, unicuique placet.

1771. Iovi omnia cura. [Dumaine 243]. Júpiter cuida de tudo.

1772. Iovis omnia plena. [Virgílio, Eclogae 3.60]. Tudo está repleto de Júpiter. VIDE: lIuppiter est quodcumque vides quocumque moveris.

1773. Ipsa deducit via, ut saepe puppes aestus invitas rapit. [Sêneca, Hercules Furens 675]. O próprio caminho vos conduz, do mesmo modo que, muitas vezes, as correntes arrastam os navios contra a vontade deles.

1774. Ipsa dies quandoque parens, quandoque noverca. [Hesíodo / Grynaeus 261]. O mesmo dia uma hora é mãe, outra hora é madrasta. nOs dias não são sempre os mesmos. nA seu tempo se colhem as peras. lIpsa dies modo parens, modo noverca. lIpsa dies quandoque parens, quandoque noverca, nunc pluit, et claro nunc Iuppiter aetheri fulget. [Suidas / Albertatius 654]. O mesmo dia ora é mãe, ora é madrasta: agora chove e agora Júpiter relampeja no céu claro. VIDE: lDies quandoque noverca, quandoque est parens. lDies noverca et parens. lSaeva noverca dies nunc est, nunc mater amica.

1775. Ipsa dissimulatione famae famam auxit. [Tácito, Agricola 18]. Pelo próprio desinteresse pela fama, ele aumentou a sua fama.

1776. Ipsa furem cura vocat. [Ovídio, Amores 3.4.25]. A própria vigilância chama o ladrão. nO proibido aguça o dente. VIDE: lFurem signata sollicitant. lVile videtur quidquid patet; aperta effractarius praeterit.

1777. Ipsa illos velocitas implicat. [Sêneca, Epistulae 44.7]. A própria pressa os embaraça. nA pressa mais atrasa do que adianta.

1778. Ipsa natura profundit adulescentiae cupiditates. [Cícero, Pro Caelio 28]. A própria natureza prodigaliza as paixões à juventude.

1779. Ipsa per se virtus amara atque aspera est. [Salústio, Bellum Iugurthinum 85]. A virtude por si mesma é amarga e áspera.

1780. Ipsa quidem virtus pretium sibi. [Claudiano, Panegyricus Manlio Theodoro Consuli 1]. nO prêmio da virtude é ela mesma. lIpsa quidem virtus sibimet pulcherrima merces. [Sílio Itálico, De Bello Punico 2]. A própria virtude é um belíssimo prêmio para si própria. VIDE: lIpsa sui pretium virtus sibi. lIpsa virtus pretium suum.

1781. Ipsa res hoc ostendet. [Grynaeus 226]. O próprio fato demonstrará isso. lIpsa res dicet tibi. [Plauto, Epidicus 712].

1782. Ipsa scientia potestas est. O próprio conhecimento é poder. nQuem tem o saber, tem o poder. VIDE: lNam et ipsa scientia potestas est. lScientia est potentia. lScientia et potentia humana in idem coincidunt.

1783. Ipsa se felicitas, nisi temperatur, premit. [Sêneca, Epistulae 74.18]. A própria felicidade, se não se governa, sufoca.

1784. Ipsa se velocitas implicat. A própria pressa se embaraça. nA pressa mais atrasa que adianta. nQuem corre cansa; quem anda alcança. VIDE: lFestinatio tarda est. lMale cuncta ministrat impetus.

1785. Ipsa senectus morbus est. [Terêncio, Phormio 4.19]. nA velhice mesma é uma doença. VIDE: lSenectus enim insanabilis morbus est. lSenectus est morbus. lSenectus ipsa est morbus insanabilis. lSenectus ipsa est morbus. lSenectus, morbus ingens. lSenectus vera est aegritudo.

1786. Ipsa sibi imbecillitas indulget. [Cícero, Tusculanae 4.18]. A fraqueza é indulgente consigo mesma.

1787. Ipsa sua melior fama. [Ovídio, Ex Ponto 1.2.141]. Ele é melhor que sua própria fama.

1788. Ipsa virtus pretium suum. nO prêmio da virtude é ela mesma. lIpsa sui pretium virtus sibi. VIDE: lIpsa quidem virtus pretium sibi. lIpsa quidem virtus sibimet pulcherrima merces.

1789. Ipsae amicos res opimae pariunt, adversae probant. A boa fortuna faz os amigos; a adversidade os prova. n-se na adversidade o que vale a amizade. nÉ nos tempos maus que se conhecem os amigos bons. VIDE: lAmicos res optimae pariunt; adversae probant. lAmicos res optimae parant; adversae probant. lAmicos secundae res optime parant, adversae autem certissime probant.

1790. Ipsae etiam leges cupiunt, ut iure regantur. [Dionísio Catão, Disticha 3.16]. As próprias leis querem que a justiça as governe.

1791. Ipsae res verba rapiunt. [Cícero, De Finibus 3.19]. As próprias coisas puxam as palavras.

1792. Ipsae voluptates eorum trepidae, et variis terroribus inquietae sunt. [Sêneca, De Brevitate Vitae 16]. Os próprios prazeres deles são desassossegados, e perturbados por muitos terrores.

1793. Ipsae voluptates in tormenta vertuntur. [Sêneca, Epistulae 24.16]. Os próprios prazeres se transformam em sofrimentos. nO prazer está perto da dor.

1794. Ipsam quoque ignorantiam suam ignorantes. [S.Gregório Nazianzeno / Rezende 2875]. Eles desconhecem a própria ignorância.

1795. Ipsaque mors nihil. [Sêneca, Troades 397]. A própria morte não é nada. VIDE: lPost mortem nihil. lPost mortem nihil est, ipsaque mors nihil.

1796. Ipse alimenta sibi maxima praebet amor. [Propércio, Elegiae 3.21.4]. O próprio amor fornece alimento a si mesmo.

1797. Ipse cuiusmodi sit, factis ipsis declarat. [Erasmo, Chiliades 27]. A própria pessoa, por suas próprias obras, mostra como é. nPela obra se conhece o obreiro.

1798. Ipse dixit. Ipse autem erat Pythagoras. [Cícero, De Natura Deorum 1.5.10]. Ele mesmo disse. Ele, no caso, era Pitágoras.

1799. Ipse dixit, et facta sunt. [Vulgata, Salmos 148.5]. Ele disse, e foram feitas as coisas.

1800. Ipse dixit, magister dixit. O próprio mestre disse. (=Não há mais o que discutir). VIDE: lMagister dixit.

 

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