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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1401. Initio confidens, in facto timidus. [Erasmo, Adagia 3.4.12]. Atrevido no projeto, tímido na execução.

1402. Initium artis dedit observatio. Foi a observação que deu início à ciência. lInitium ergo dicendi dedit natura, initium artis observatio. [Quintiliano, Institutio Oratoria 3.2.3]. À fala foi a natureza que deu início, à ciência, foi a observação.

1403. Initium ergo eius ab natura ductum videtur. [Cícero, De Inventione 2.65]. Portanto, considera-se que o fundamento dele (do direito) foi tirado da natureza. VIDE: lIuris initium a natura ductum est.

1404. Initium est salutis notitia peccati. [Sêneca, Epistulae 28.9]. O reconhecimento do erro é o início da regeneração. lInitium est salutis cognitio peccati.

1405. Initium irae furor est, finis vero paenitentia. [Erpênio / Rezende 2661]. O começo da cólera é o furor, e o fim é o arrependimento. nA cólera começa pelo delírio e finda pelo arrependimento. VIDE: lFinis irae initium est paenitentiae.

1406. Initium morbi est aegris sana miscere. [Sêneca, De Tranquillitate Animi 7.4]. O começo da doença é misturar o que está são com o que que está enfermo.

1407. Initium omnis peccati est superbia. [Vulgata, Eclesiástico 10.15]. O princípio de todo pecado é a soberba.

1408. Initium sapientiae, timor Domini. [Vulgata, Salmos 110.10; Eclesiástico 1.16]. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. VIDE: lCorona sapientiae timor Domini. lEcce timor Domini, ipsa est sapientia. lPrincipium sapientiae timor Domini. lTimor Domini principium sapientiae. lTimor Domini principium scientiae.

1409. Initium vitae hominis, aqua et panis, et vestimentum, et domus protegens turpitudinem. [Vulgata, Eclesiástico 29.28]. O essencial para a vida do homem é água e pão, e roupa, e casa para proteger a intimidade.

1410. Iniuria absque damno. [Jur / Broom 162]. Injustiça sem dano. VIDE: lDamnum absque iniuria.

1411. Iniuria dicitur omne quod non iure fit. [Institutiones 4.4.1]. Considera-se injustiça tudo que se faz em desacordo com o direito. VIDE: lOmne enim, quod non iure fit, iniuria fieri dicitur.

1412. Iniuria duobus modis fit: vi et fraude. [Jur]. A injustiça se faz de dois modos: ou pela força, ou pela fraude. VIDE: lDuobus modis fit iniuria: aut vi aut fraude.

1413. Iniuria ex affectu facientis consistat. [Digesta 47.10.3.1]. A injustiça está na intenção de quem a faz.

1414. Iniuria ex iniuria, ex probro probrum. [Apostólio, Paroimiai 19.79]. De uma injustiça vem outra, de uma ofensa vem outra.

1415. Iniuria in sapientem virum non cadit. [Sêneca, De Constantia Sapientis 7.2]. A injustiça não afeta o sábio.

1416. Iniuria iniuriam cohibere licet. [Schrevelius 1174]. É permitido coibir uma injustiça com outra.

1417. Iniuria non excusat iniuriam. [Jur / Broom 309]. Uma injustiça não justifica outra.

1418. Iniuria non fit volenti. [Jur]. Não há injustiça a quem consente. VIDE: lVolenti non fit iniuria.

1419. Iniuria solvit amorem. [Luciano / Erasmo, Adagia 4.7.79]. A injúria destrói o amor.

1420. Iniuriae addidit contumeliam. À injustiça juntou a injúria. nAlém de queda, coice.

1421. Iniuriae plus in maledicto est quam in manu. [PSa]. Há mais injustiça na palavra má do que na mão. nMais fere má palavra que espada afiada. VIDE: lIn maledicto plus iniuriae quam in manu. lPlus in maledicto quam in manu est iniuriae.

1422. Iniuriae potentiorum sunt. [Bacon / Stevenson 1246]. As injustiças vêm dos poderosos.

1423. Iniuria probos afficit qui malis parcit. [Apostólio 1.47]. Quem poupa os maus injuria os bons. nQuem poupa o mau prejudica o bom. VIDE: lBonis nocet qui malis parcet. lBonis nocet quisquis pepercerit malis. lMinatur innocentibus qui parcit nocentibus. lParcit quisque malis, perdere vult bonos. lQui parcit nocentibus, innocentes punit.

1424. Iniuriae realae. [Jur]. Injúrias reais.

1425. Iniuriae spretae exolescunt; si irascaris agnitae videntur. [Stevenson 1244]. As injúrias desprezadas desaparecem; se tu te enfureces, consideram-se admitidas.

1426. Iniuriae verbales. [Jur]. Injúrias verbais.

1427. Iniuriam aures facilius quam oculi ferunt. [Publílio Siro]. Os ouvidos suportam uma injustiça com mais facilidade do que os olhos.

1428. Iniuriam facilius facias quam feras. [Publílio Siro]. É mais fácil praticar uma injustiça do que suportá-la.

1429. Iniuriam ipse facias, ubi non vindices. [Publílio Siro]. Se não punires uma injustiça, tu mesmo estarás praticando uma. nInjúria pede injúria.

1430. Iniuriam, qui facturus est, iam fecit. [Sêneca, De Ira 1.3.1]. Quem vai cometer uma injustiça já a cometeu.

1431. Iniuriarum remedium est oblivio. [Publílio Siro]. O remédio das injustiças é o esquecimento. nA maior vingança é o desprezo. lIniuriarum remedium est oblivium. VIDE: lMagnanimo iniuriae remedium oblivio est. lRemedium iniuriarum oblivio est.

1432. Iniurium autem est ulcisci adversarios? aut qua via te captent, eadem ipsos capi? [Terêncio, Hecyra 72]. Então é injusto vingar-se dos inimigos? Ou serem eles apanhados com as mesmas armadilhas com que eles te apanham?

1433. Iniussu populi. Sem o mandado do povo.

1434. Iniusta ab iustis impetrare non decet, iusta autem ab iniustis petere, insipientia est. [Plauto, Amphitruo 35]. Conseguir coisas desonestas de pessoas honestas não é decente; e fazer pedidos honestos a pessoas desonestas é insensatez. VIDE: lIustum ab iniustis petere insipientia est.

1435. Iniusti autem disperibunt simul. [Vulgata, Salmos 36.38]. Mas os injustos perecerão todos ao mesmo tempo.

1436. Iniustitia, seu iniuria, est voluntaria iuris alieni violatio, absque causa legitima. [Jur]. A injustiça é a violação voluntária do direito alheio, sem causa legítima.

1437. Iniustum est gaudere velle cum gaudentibus et flere non velle cum flentibus. [S.Agostinho]. É injusto querer alegrar-se com os que se alegram e não querer chorar com os que choram. nRi, e o mundo rirá contigo; chora, e chorarás sozinho. VIDE: lGaudere cum gaudentibus, flere cum flentibus. lUt ridentibus arrident, ita flentibus adsunt humani vultus. lUt ridentibus arrident, ita flentibus afflent.

1438. Iniustus, qui sola putat proba quae facit. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 66]. É injusto quem só considera bom o que ele mesmo faz.

1439. Innocens animus mihi, scelesta manus est. [Sêneca, Hercules Oetaeus 964]. Meu coração é inocente, mas minha mão é criminosa.

1440. Innocens credit omni verbo; astutus considerat gressus suos. [Vulgata, Provérbios 14.15]. O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.

1441. Innocens ego sum a sanguine iusti huius. [Vulgata, Mateus 27.24]. Eu sou inocente do sangue deste justo.

1442. Innocens manibus et mundo corde (...). Hic accipiet benedictionem a Domino. [Vulgata, Salmos 23.4-5]. O inocente de mãos e limpo de coração (...). Este receberá a bênção do Senhor.

1443. Innocentes pro nocentibus poenas pendunt. [César, De Bello Gallico 6.9]. Os inocentes são enforcados em lugar dos culpados. nPaga o justo pelo pecador. VIDE: lAlius peccat, alius plectitur. lCanis peccatum sus dependit. lFaber cadit cum ferias fullonem. lFabrum caedere cum ferias fullonem. lOb textoris peccatum coquus vapulavit. lQuod peccant sontes, insontes saepe luerunt. lQuod peccant sontes, insontes saepe tulerunt. lQuod sus peccavit, succula saepe luit. lTibicen vapulat, coquo peccante.

1444. Innocentia est eloquentia. [Pontanus / Stevenson 1248]. Inocência é eloqüência. nHomem honrado não há mister gabado.

1445. Innocue vivite: numen adest. [Ovídio, Ars Amatoria 640]. Vivei sem fazer mal: a divindade é testemunha de vossos atos.

1446. Innocuos censura potest permittere lusus. [Marcial, Epigrammata 1.4.7]. A censura pode permitir gracejos inocentes.

1447. Innocuus alium aspiciam meum habentem malum. [Aristóteles / Erasmo, Adagia 2.9.71]. Olho outra pessoa sofrendo o meu mal, e eu não o sofro. nFeliz aquele a quem as desgraças alheias tornam acautelado. VIDE: lIndemnis spectabo alium mala nostra ferentem.

1448. Innumerabiles esse morbos non miraberis: coquos numera. [Sêneca, Epistulae 95.22]. Não te espantes de que haja tantas doenças: conta os cozinheiros.

1449. Innumeras curas secum afferunt liberi. [Erasmo]. Filhos trazem preocupações sem conta.

1450. Inopem me copia fecit. [Ovídio, Metamorphoses 3.466]. A abundância me fez pobre. VIDE: lQuod cupio mecum est, inopem me copia fecit.

1451. Inopem saturat providus ipse Deus. [Rezende 2709]. Deus, que é próvido, alimenta ele mesmo o pobre. nA quem nada tem, Deus o mantém.

1452. Inopi beneficium bis dat, qui dat celeriter. [Publílio Siro]. Quem dá sem demora, favorece ao pobre em dobro. nMais vale um toma que dois te darei. nQuem cedo dá dá duas vezes. nDá duas vezes quem de pronto dá. lInopi beneficium bis dat, qui cito dat. VIDE: lBeneficium celeritas gratius facit. lBeneficium egenti bis dat, qui dat celeriter. lBis dat qui cito dat. lBis dat qui cito dat; nil dat qui munera tardat. lBis dat qui dat celeriter. lDuplex fit bonitas, si simul accessit celeritas. lGratissima sunt beneficia, ubi nulla mora fuit. lPlus dat qui in tempore dat. lPlus dat qui tempore dat.

1453. Inopi nullus amicus. [Mota 167]. O pobre não tem nenhum amigo. nPobre não tem amigo nem parente. nQuem pobreza tem dos parentes é desdém. VIDE: lPauper viduatur amicis. lPaupertas nec ullos habet amicos.

1454. Inopiae desunt multa, avaritiae omnia. [Publílio Siro]. nAo pobre falta muito; ao avarento, tudo. VIDE: lDesunt inopiae multa, avaritiae omnia.

1455. Inopina multa vera fiunt saepius. [Schottus, Adagia 605]. Na maioria das vezes o inesperado acontece. nQuando menos se espera, salta a lebre. VIDE: lInsperata saepe contingunt. lInsperata accidunt magis saepe quam quae speres.

1456. Inopinatus eventus quem nullum consilium providere potest et cui resisti non potest. [Jur]. Fato imprevisto é aquele que nenhuma prudência humana pode prever e a que não se pode resistir.

1457. Inops audacia tuta est. [Petrônio, Satiricon 119]. A audácia que nada tem está em segurança. nQuem nada tem nada teme.

1458. Inops, potentem dum vult imitari, perit. [Fedro, Fabulae 2.21.1]. O pobre se perde, quando quer imitar o poderoso. nPobre que arremeda rico morre aleijado. VIDE: lPotentes ne tentes aemulari.

1459. Inque brevi spatio mutantur saecla animantium, et, quasi cursores, vitae lampada tradunt. [Lucrécio, De Rerum Natura 2.78]. Em pouco tempo transformam-se as vidas dos homens, e, como os corredores, entregam a tocha da vida.

1460. Inquieta inertia. Um descanso desassossegado.

1461. Inquietum est cor nostrum, donec requiescat in Te. [S.Agostinho, Confessiones 1.1.1]. Está desassossegado o meu coração, enquanto não encontra descanso em Ti.

1462. Insalutato hospite. [Rezende 2742]. (Sair) sem cumprimentar o dono da casa. nSair à francesa. VIDE: lHospite insalutato.

1463. Insanabile cacoëthes scribendi. [Juvenal, Satirae 7.51]. A incurável paixão de escrever.

1464. Insania non omnibus eadem. [Erasmo, Adagia 3.10.97]. Nem todos têm a mesma mania. nCada doido com sua mania. . VIDE: lFuror est non omnibus idem. lFuror est haud omnibus idem.

1465. Insanire cum insanientibus. [Erasmo, Adagia 4.7.14; Albertatius 619]. Entre loucos, fazer-se de louco. nEm Roma, como os romanos. nEm terra de sapos, de cócoras com eles. VIDE: lCum aegrotis insanire pulchrum est. lNecesse cum insanientibus furere. lNecesse est cum insanientibus furere, nisi solus relinqueris. lQui cum insanis non insanit, is insanit.

1466. Insanire facit sapientes copia vini. [Schottus, Adagia 585]. A abundância de vinho faz os sábios perderem o juízo. nOnde entra o beber, sai o saber. VIDE: lCum vino intrat, exit sapientia. lDum vinum intrat, exit sapientia. lVino intrante, foras subito sapientia vadit.

1467. Insanis, Paule: multae te litterae ad insaniam convertunt. [Vulgata, Atos 26.24]. Estás louco, Paulo: o muito estudo te leva à loucura.

1468. Insaniunt omnes praeter sapientem. [Máxima dos estóicos / Stevenson 1499]. Todos perdem o juízo, com exceção do sábio.

1469. Insanum vita, stimulatumque effuge taurum. [Pereira 95]. Foge do louco e corre do touro ferido. nAo doido e ao touro, dá-lhe curro.

1470. Insanus est qui, abiecta ratione, omnia cum impetu et furore facit. [Jur / Coke / Black 982]. Insano é aquele que, abandonando a razão, faz tudo com violência e fúria.

1471. Insanus lapides verbaque dura iacit. [Pereira 101]. O louco atira pedras e palavras duras. nDe doido, pedrada ou má palavra.

1472. Insanus omnis furere credit ceteros. [PSa]. Todo maluco acredita que os outros são malucos. nCada um julga os outros por si. nO ladrão cuida que todos o são.

1473. Insciens et imprudens. Sem saber e desprevenido.

1474. Inscitia confidentiam parit. [Erasmo, Adagia 4.5.54]. A ignorância gera confiança. nQuanto mais parvo, mais confiado. VIDE: lInscitia mater arrogantiae.

1475. Inscitia est adversum stimulum calces. [Terêncio, Phormio 77]. É ignorância dar pontapés contra o aguilhão. VIDE: lAdversus stimulos calces iaces. lCalcitrare contra acumina. lContra stimulum calcitrare. lContra stimulos calces iacere. lDurum est tibi contra stimulum calcitrare.

1476. Inscitia mater arrogantiae. A ignorância é a mãe da arrogância. nO ignorante a todos repreende e fala mais do que menos entende. VIDE: lInscitia confidentiam parit.

1477. Inscius imperii est, nescit qui ferre labores. [Pereira 119]. nQuem não sabe sofrer não sabe reger.

1478. Inscrutabile, iustum tamen Dei iudicium. É insondável, porém justo, o julgamento de Deus.

1479. Insectantur minora ubi maiora non suppetunt. Perseguem as coisas menores, quando não aparecem maiores. nÀ mingua de pão, boas são as tortas.

1480. Insequeris, fugio; fugis, insequor: haec mihi mens est. [Marcial, Epigrammata 5.83]. Tu me persegues, fujo; tu foges, eu te persigo: é assim meu coração.

1481. Insequitur dominum fluxa caterva suum. [Rezende 2752]. A multidão vacilante acompanha seu senhor. nQual o rei, tal a grei. nQual é o cão, tal é o dono. lInsequitur dominum fluxa caterva malum. [Pereira 118]. A multidão inconstante acompanha o mau senhor.

1482. Insidiis novitas semper amica fuit. A novidade sempre foi amiga do engano.

1483. Insidiator iuste interficitur. É justo que se mate o que arma ciladas. nA quem te quer jantar, almoça-o primeiro. lInsidiatorem iure interfici posse. [Cícero, Pro Milone 10]. Com razão, o traidor pode ser morto.

1484. Insidiator superatus est, vi victa vis, vel potius oppressa virtute audacia est. [Cícero, Pro Milone 11]. O insidioso foi vencido, a força foi vencida por meio da força, ou melhor, a audácia foi esmagada pela coragem.

1485. Insidiatores viarum. [Jur / Black 982]. Assaltantes de estradas.

1486. Insignis eorum est error qui malunt quae nesciunt docere quam discere quae ignorant. [Varrão, De Lingua Latina 9.1]. É extraordinário o erro dos que preferem ensinar o que não sabem a aprender o que ignoram.

1487. Insipiens esto, cum tempus postulat aut res: stultitiam simulare loco prudentia summa est. [Dionísio Catão, Disticha 2.18]. Sê louco quando o tempo ou as circunstâncias o exigirem: simular burrice na hora certa é alta sabedoria. nFazer-se de parvo para não remar. nNão te esqueças de ser louco no tempo e lugar que cabe: quem faz então que não sabe, por certo não sabe pouco. [Bernardes, Nova Floresta]. VIDE: lStultitiam simulare loco sapientia summa est.

1488. Insipiens tu qui merces congregas in saccum pertusum. [S.Bernardo / Rezende 2755]. És insensato, tu que juntas tuas economias em saco roto.

1489. Insipientis inest maior iactantia menti. [Buchanan / Noel 479]. No coração do ignorante há maior presunção. nO ignorante é sempre o que mais fala.

1490. Insita hominibus libido alendi de industria rumores. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 28.24, adaptado]. É inata aos homens a tendência de intencionalmente alimentar boatos.

1491. Insita nobis nostri caritas est corporis. [PSa]. É inato em nós o amor pelo nosso corpo.

1492. Insociabile est regnum. [Quinto Cúrcio, Historiae 10.9]. O governo é indivisível. nMandar não quer par.

1493. Insolens est beata uxor. Mulher rica é arrogante. nEm casa de mulher rica, ela manda, ela grita.

1494. Insperata saepe contingunt. O inesperado muitas vezes acontece. nQuando menos se espera, salta a lebre. lInsperata accidunt magis saepe quam quae speres. [Plauto, Mostellaria 193]. Com mais freqüência do que se espera acontece o inesperado. VIDE: lInopina multa vera fiunt saepius.

1495. Inspice bis potum, et chartam subscribe scienter. [Pereira 111]. Olha duas vezes a bebida, e só assina documento cujo conteúdo conheças. nNão bebas coisa que não vejas, nem assines carta que não leias. nNão se bebe sem ver, nem se assina sem ler.

1496. Insta opportune, importune. [Vulgata, 2Timóteo 4.2]. Insiste a tempo e fora de tempo.

1497. Instanter facias, sors quae tibi tradat agenda. [Columbano / Stevenson 536]. Faze solicitamente as tarefas que a sorte te entregar.

1498. Instantia est mater doctrinae. A aplicação é a mãe da ciência.

1499. Instar aquae tempus. [DAPR 361]. O tempo é como água. nO tempo e a hora não se atam com a soga. nChuva e maré nunca espera.

1500. Instar montis equum aedificant. [Virgílio, Eneida 2.15]. Constroem um cavalo do tamanho de um morro. (=É o cavalo de Tróia).

1501. Instar omnium. Como toda gente.

1502. Instar sacrilegii est de potestate principis disputare. [VES 46]. Equivale a um sacrilégio disputar o poder do príncipe.

1503. Instauratio facienda ab imis fundamentis. [Bacon, Novum Organum, Aphorismi de Interpretatione Naturae 1.32]. A reconstrução deve ser feita a partir dos mais profundos alicerces.

1504. Instillat clero iuges ecclesia nummos. [Pereira 123]. A igreja goteja dinheiro constante para o clero. nTelha de igreja sempre goteja.

1505. Instituendi sunt cuiusque generis amici. [Cícero, De Petitione Consulatus 5]. Devem-se granjear amigos de todas as classes sociais.

1506. Instituta vitae. Regras de vida. Regras de conduta.

1507. Instructa inopia est in divitiis cupiditas. [Publílio Siro]. Ambição no meio de riquezas não passa de pobreza bem equipada.

1508. Instruit insidias lacrimis, cum femina plorat. [Dionísio Catão, Disticha 3.20]. A mulher, ao chorar, prepara armadilhas com suas lágrimas. nLágrimas de mulher, fonte de malícia. VIDE: lLacrimis struit insidias, cum femina plorat. lStruit insidias lacrimis cum femina plorat.

1509. Instrumenta sceleris. [Jur]. Os instrumentos do crime.

1510. Instrumentum imperii. Um instrumento de governo. O instrumento do poder. lInstrumentum regni. lInstrumentum ad tutelam regni. Um instrumento para a proteção do reino.

1511. Intacta invidia media sunt. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 45.35]. A mediocridade escapa da inveja. nA inveja sempre atina lugares altos.

1512. Integer vitae scelerisque purus. [Horácio, Carmina 1.22.1]. Íntegro de vida e limpo de culpa.

1513. Integra mens augustissima possessio. A mente íntegra é o bem mais valioso.

1514. Integra omnia habere. [DAPR 472]. Ter tudo só para si. Fazer tudo sozinho. nAssobiar e chupar cana.

1515. Integros haurire fontes. Beber de fontes puras.

1516. Intellectus absurdus est vitandus. [Jur]. Deve ser evitada interpretação absurda.

1517. Intellectus merces est fidei. [S.Agostinho, In Ioannis Evangelium 29.6]. A compreensão é a recompensa da fé.

1518. Intellectus natus est ad omnia intellegenda. O intelecto foi criado para entender todas as coisas.

1519. Intellege ut credas. Compreende para creres. VIDE: lCrede ut intellegas. lCredimus enim ut cognoscamus, non cognoscimus ut credamus. lCredo ut intellegam, non intellego ut credam. lSi non credideritis, non intellegetis. lNeque enim quaero intellegere, ut credam, sed credo ut intellegam. lSi non potes intellegere, crede ut intellegas. Praecedit fides, sequitur intellectus.

1520. Intellegenti satis dictum est. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 4.34.5]. A quem entende uma palavra basta. nA bom entendedor meia palavra basta. nPara o bom entendedor meia palavra basta. nPara quem sabe ler pingo é letra. lIntellegenti pauca. [DAPR 281]. A quem entende bastam poucas palavras. VIDE: lCum sapiente loquens perpaucis utere verbis. lDictum sapienti sat est. lEst satis atque superest verbum sapientibus unum. lEt satis et superest verbum sapientibus unum. lSapienti dictum sat est. lSapienti pauca. lSapienti sat! lStrenuis abunde dictum puta. lVerbum sapienti sat est. lVerbum sat sapienti.

1521. Intellegentia deest ubi dominatur passio. Falta compreensão quando domina a paixão.

1522. Intellegis me esse philosophum? Intellexeram, si tacuisses. [Boécio, De Consolatione Philosophiae 2.6]. Não percebes que sou um filósofo? Eu teria percebido, se tivesses ficado calado. nTolo calado passa por avisado. nBurro calado por sábio é contado. VIDE: lDum tacet insipiens, sapiens tantisper habetur. lEst tacens qui invenitur sapiens. lQuando tacet stolidus, prudenti corde putatur. lSapiens est, qui tacere novit. lSi tacuisses, philosophus mansisses. lSile et philosophus esto. lStultitiam dissimulare non potes, nisi taciturnitate. lStultus quoque si tacuerit, sapiens reputabitur. lStultus tacebit: pro sapiente habebitur. lTaciturnitas stulto homini pro sapientia. lTunc sapient stolidi, cum fuerint taciti.

1523. Intellegunt se mutuo, ut fures in nundinis. [Grynaeus 776]. Eles se entendem, como ladrões na feira.

1524. Intemperans risus grave est homini malum. [Schottus, Adagia 607]. Um riso descontrolado é mal grave para o homem. nMuito riso, pouco siso.

1525. Intemperantia medicorum nutrix. [Binder 168]. É a intemperança que alimenta os médicos. nCozinha refinada leva à farmácia. VIDE: lMedicorum nutrix est intemperantia.

1526. Intemperantia omnium perturbationum mater est. [Cícero, Academica 1.10]. A intemperança é a mãe de todas as paixões.

1527. Intempestiva benevolentia nihil a simultate differt. [Erasmo, Adagia 1.7.69]. A benevolência fora de tempo em nada difere da inimizade. nAjuda de mais atrapalha. nMuito ajuda quem não atrapalha. VIDE: lAmare inepte nil ab odio discrepat. lBeneficus importunus hoste non minus. lBenevolentia importuna non differt ab odio. lBenevolentia importuna nihil differt a simultate. lImportuna benevolentia nihil ab odio differt. lImportuna benevolentia nihil ab inimicitia distat. lPar odio importuna benevolentia. lPar odio simulata benevolentia.

1528. Intendere actionem perduellionis. [Cícero, Pro Milone 36]. Acusar de crime de alta traição.

1529. Intensus arcus nimium facile rumpitur. [PSa]. Arco excessivamente esticado facilmente se quebra. nArco muito retesado é arco quebrado. nNem tanto puxar que se quebre a corda. nArco sempre armado, ou frouxo ou quebrado. VIDE: lAbsque modo tractus saepe frangitur arcus. lArcum nimia frangit intentio. lArcus nimis intensus rumpitur. lArcus qui nimis intenditur, rumpitur. lArcus tensus saepius rumpitur. lArcus, si nunquam cesses tendere, mollis erit. lCito rumpes arcum, semper si tensum habueris; at si laxaris, cum voles, erit utilis.

1530. Intentio legis. [Jur]. A intenção da lei.

1531. Intentio litis. [Jur]. A intenção do processo.

1532. Inter alia. Entre outras coisas.

1533. Inter alios. [Jur / Black 904]. Entre outros. (=Entre pessoas estranhas à questão).

1534. Inter alios acta vel iudicata aliis non nocere. [Codex Iustiniani 7.60.0]. Coisas decididas ou julgadas entre uns não prejudicam a outros. VIDE: l Res inter alios acta alteri nocere non debet. lRes inter alios acta aliis nocere non potest.

1535. Inter amicos non esto iudex. [Rezende 2788]. Entre amigos não sejas juiz. VIDE: lNe sis amicos inter arbiter duos.

1536. Inter amicos quam inimicos iudices molestius. [PSa]. Julgar entre amigos é mais desagradável que entre inimigos.

1537. Inter arma. Entre armas. Na guerra.

1538. Inter arma caritas. [Divisa da Cruz Vermelha]. Entre armas o amor ao próximo.

1539. Inter arma silent leges. [Black 994]. Entre as armas as leis se calam. nOnde força há, direito se perde. nQuando se afia o aço, guarda-se o tinteiro. VIDE: lLeges bello siluere coactae. lLeges bello coactae silent. lLeges silent inter arma. lSilent enim leges inter arma.

1540. Inter arma silent Musae. Calam-se as Musas entre as armas. nQuando se afiam as espadas, guardam-se os tinteiros.

1541. Inter armorum strepitus verba iuris civilis exaudiri non possunt. [DAPR 401]. Entre os estrondos das armas as palavras do direito do cidadão não podem ser ouvidas. nOnde força há, direito se perde.

1542. Inter bonos amicitia, inter malos factio est. [Salústio, Bellum Iugurthinum 31.4]. O que entre homens honestos é amizade, entre desonestos se torna cumplicidade.

1543. Inter bonos bene agere oportet, et sine fraudatione. [Cícero, Topica 66]. Entre homens de bem cabe agir honestamente, sem dolo.

1544. Inter caecos luscus rex. nEm terra de cegos, o torto é rei. nEm terra de cego quem tem um olho é rei. lInter caecos regnat luscus. [Sweet 97]. lInter caecos regnat strabo. [Erasmo, Adagia 3.4.96]. lInter caecos regnat strabus. [Medina 592]. lInter caecos strabus rex est. [Schottus, Adagialia Sacra 86]. VIDE: lBeati monoculi in regione caecorum. lBeati monoculi in terra caecorum. lBeatus monoculus in terra caecorum. lCaecorum in patria luscus rex imperat omnis. lIn caecorum regno regnant strabones. lIn regione caecorum rex est luscus. lIn terra caecorum monoculus rex. lInter pygmaeos regnat nanus. lMonoculus inter caecos rex.

1545. Inter caesa et porrecta. [Cícero, Ad Atticum 5.18]. Entre a imolação e a colocação no altar do sacrifício. nDa mão à boca se perde a sopa. VIDE: lInter gladium et iugulum. lInter pontem et fontem. lMisericordia Domini inter pontem et fontem.

1546. Inter calicem et os multa interveniunt. [Pereira 101]. Entre o cálice e a boca muita coisa acontece. nEntre a boca e a mão vai o bocado ao chão. nDo prato à boca perde-se a sopa. nDe uma hora para outra cai a casa. lInter calicem et os multa cadunt. [DAPR 613]. Entre o cálice e a boca muita coisa se perde. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter manum et mentum multa cadunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lMulta cadunt inter calicem supremaque labra. lMulta cadunt inter calicem et suprema labra. lMulta cadunt inter calicem et labra. lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.

1547. Inter canem et lupum. Entre o lobo e o cão. nEstar entre a cruz e a caldeirinha. nSe correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come. nFicar entre dois fogos. nEstar entre o martelo e a bigorna. VIDE: lA fronte praecipitium, a tergo lupi. lA fronte praecipitium, a tergo lupus. lHac urget lupus, hac canis. lHac lupus, hac canis. lHac lupi, hac canes. lInter lupos et canes nullam salutem esse.

1548. Inter causas malorum nostrorum est, quod vivimus ad exempla. [Sêneca, Epistulae 123]. Uma das causas de nossos males é vivermos imitando os outros.

1549. Inter cetera mala, hoc quoque habet stultitia: semper incipit vivere. [Sêneca, Epitulae 13.16]. Entre outros males, o tolo tem este especial: sempre começa a viver.

1550. Inter cetera vitia duo sunt divitibus valde inconvenientia: cupiditas et fallacia cupiditatis socia. [VES 99]. Entre os demais defeitos dois são muito inconvenientes para os ricos: a cupidez e a deslealdade, que é companheira da cupidez.

1551. Inter cineres condita flamma manet. [Maximiano, Elegiae 2]. A chama permanece oculta entre as cinzas.

1552. Inter cor meum et cor tuum nulla essent ministeria praeter os meum et aures tuas. Entre o meu coração e o teu coração não haja intermediários senão minha boca e teus ouvidos.

1553. Inter dapes. [Rezende 2795]. Entre iguarias. No banquete.

1554. Inter dictum et factum multum differt. [Pereira 101]. Entre o dito e o feito há muita distância. nDo dito ao feito vai grande trecho. nDo dizer ao fazer muito vai. VIDE: lInter verba et actus magnus quidam mons est. lMultum sunt verbis dissona facta bonis.

1555. Inter dominum et servum nulla amicitia est. [Quinto Cúrcio, Historiae 7.8]. Entre senhor e servo não há amizade. VIDE: lQuos viceris, amicos tibi esse cave credas: inter dominum et servum nulla amicitia est.

1556. Inter duos litigantes tertius gaudet. Entre dois litigantes, uma terceira pessoa se regozija. nQuando dois brigam, um terceiro tira proveito. nDeus desavenha quem nos mantenha. VIDE: lTertius gaudet. lTertius gaudens.

1557. Inter easdem partes de eadem re ne bis sit actio. [Jur]. Entre as mesmas partes não pode haver duas vezes ação sobre o mesmo fato. VIDE: lNe bis in idem. lNon bis in idem.

1558. Inter enim amicos cuncta sunt communia. [Eurípides / Grynaeus 42]. Entre amigos todas as coisas são comuns. nQuem a mim quer bem diz-me do que sabe e dá-me do que tem. VIDE: lAmicorum omnia sunt communia: amicus est alter ego. lAmicorum bona sunt communia. lAmicorum communia omnia. lAmicorum esse communia omnia. lAmicorum inter sese communia esse omnia. lAmicorum res communes. lCommunia esse amicorum inter se omnia. lRes amicorum communes sunt.

1559. Inter fratrem sororemque nuptiae prohibitae sunt, sive ab eodem patre eademque matre nati fuerint, sive ex alterutro eorum. [Institutiones 1.10]. É vedado o casamento entre irmão e irmã, tanto se forem filhos do mesmo pai e da mesma mãe, como se tiverem em comum somente de um deles.

1560. Inter fratres substantia maior maioris est causa discordiae. Entre irmãos, um maior patrimônio é causa de discórdia maior.

1561. Inter garrulos et obstreperos non est eruditis dicendi locus. [Grynaeus 231]. Entre faladores e barulhentos não há lugar para os eruditos falarem. VIDE: lTum loquentur eruditi, cum garrulis non erit loquendi locus. lTunc canent cycni, cum tacebunt graculi. lTunc cantent cycni, sileat cum graculus audax. lTunc olores cantabunt, quando graculi tacebunt.

1562. Inter gladium et iugulum. Entre a espada e a garganta. nNum átimo. nNum abrir e fechar de olhos. VIDE: lInter caesa et porrecta. lInter pontem et fontem. lMisericordia Domini inter pontem et fontem.

1563. Inter Graecos graecissimus, inter Latinos latinissimus. Entre os gregos, muito grego; entre os latinos, muito latino. nQuando estou em Roma, romano sou. nEntre judeus, judeu como eles. nEm terra de sapos, de cócoras, como eles. nEu danço conforme a música. VIDE: lInter simios oportet esse simium.

1564. Inter homines ea firma amicitia est, quam morum similitudo sociavit. [Papa S.Leão / Bernardes, Nova Floresta 1.137]. Entre os seres humanos é firme aquela amizade que a semelhança de costumes uniu.

1565. Inter incudem et malleum esse. [Grynaeus 206]. Estar entre a bigorna e o martelo. nEstar entre o malho e a bigorna. nEstar entre a cruz e a caldeirinha. nEstar entre dois fogos. lInter incudem et malleum versatur. [Dumaine 243]. Ele foi apanhado entre a bigorna e o malho. VIDE: lInter malleum et incudem esse.

1566. Inter indoctos, qui semidoctus est, doctissimus habetur. [Grynaeus 188]. Entre ignorantes, quem tem alguma instrução, é tido por muito culto. nEm terra de cegos quem tem um olho é rei. VIDE: lInter mendicos, qui paululum habet nummorum, Croesus est.

1567. Inter invitos. Entre pessoas que resistem. VIDE: lInter nolentes.

1568. Inter lapides pugnas, nec lapidem tollis. [Pereira 120]. Lutas entre pedras, e não pegas uma pedra. nQuereis que vos metam a papa na boca. lInter lapides pugnabant, neque lapidem tollere poterant. [Erasmo, Adagia 1.2.96]. Lutavam entre pedras, mas não podiam pegar uma pedra.

1569. Inter lugentes iocari. [Grynaeus 37]. Gracejar entre pessoas que sofrem. VIDE: lLudere inter maerentes.

1570. Inter lupos et canes nullam salutem esse. [Stevenson 376]. Entre lobos e cães não há salvação. VIDE: lA fronte praecipitium, a tergo lupi. lA fronte praecipitium, a tergo lupus. lInter canem et lupum.

1571. Inter malleum et incudem esse. [Erasmo, Adagia 1.1.16]. nEstar entre o malho e a bigorna. nEstar entre a cruz e a caldeirinha. VIDE: lInter incudem et malleum esse.

1572. Inter manum et mentum multa cadunt. [Rezende 2803]. Entre a mão e o queixo muita coisa se perde. nEntre a boca e a mão vai o bocado ao chão. nDa mão à boca se perde a sopa. nDo prato à boca perde-se a sopa. nDe uma hora para outra cai a casa. lInter manum et mentum. [Grynaeus 262]. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter calicem et os multa cadunt. lInter calicem et os multa interveniunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lMulta cadunt inter calicem supremaque labra. lMulta cadunt inter calicem et suprema labra. lMulta cadunt inter calicem et labra. lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.

1573. Inter medium venditionis et emptionis angustiabitur peccatum. [Vulgata, Eclesiástico 27.2]. Entre a venda e a compra se espremerá o pecado.

1574. Inter mendicos, qui paululum habet nummorum, Croesus est. [Grynaeus 188]. Entre mendigos, quem tem um pouquinho de dinheiro é um Creso. nEm terra de cegos quem tem um olho é rei. VIDE: lInter indoctos, qui semidoctus est, doctissimus habetur.

1575. Inter nolentes. Entre pessoas que resistem. VIDE: lInter invitos.

1576. Inter nos. Entre nós. (=Entre ti e mim. Na intimidade. Confidencialmente). VIDE: lHic inter nos.

1577. Inter nos sanctissima divitiarum maiestas. [Juvenal, Satirae 1.112]. Entre nós é muito sagrada a majestade do dinheiro.

1578. Inter omnes altior existit, qui non curat in cuius manu sit mundus. [Stevenson 2533]. Entre todos se coloca mais alto quem não se importa na mão de quem está o mundo.

1579. Inter opes inops. [Horácio, Carmina 3.16.28]. Pobre no meio de riquezas. VIDE: lMagnas inter opes inops.

1580. Inter os et offam multa cadunt. [Aulo Gélio, Noctes Atticae 13.17.3]. Entre a boca e a comida muita coisa acontece. nEntre a boca e a mão vai o bocado ao chão. nDo prato à boca perde-se a sopa. nDe uma hora para outra cai a casa. lInter os et offam multum est. [Polydorus, Adagia]. lInter os et offam multa intercedunt. [Dumaine 243]. lInter os et offam multa intervenire possunt. VIDE: lDe cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. lInter calicem et os multa interveniunt. lInter calicem et os multa cadunt. lInter manum et mentum multa cadunt. lMulta cadunt inter calicem supremaque labra. lMulta cadunt inter calicem et suprema labra. lMulta cadunt inter calicem et labra.lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.

1581. Inter pares nulla potest esse aemulatio. Entre iguais não pode haver qualquer competição.

1582. Inter pares sententias mitior vincat. [Sêneca Retórico, Controversiae 1.5.3]. Entre duas sentenças sobre a mesma questão, vença a mais moderada.

1583. Inter parietes. Entre paredes. Dentro de casa. VIDE: lInter quattuor parietes. lIntra parietes.

1584. Inter partes. [Jur / Black 994]. Entre as partes.

1585. Inter patrem et filium contrahi emptio non potest. [Jur]. A compra não pode ser contratada entre pai e filho.

1586. Inter plurima maximaque vitia nullum esse frequentius, quam ingrati animi. [Sêneca, De Beneficiis 1.1]. Dentre os numerosos e maiores defeitos do homem, nenhum é mais freqüente que o do coração ingrato.

1587. Inter pocula. [Pérsio, Satirae 1.30]. Entre copos. (=A beber, entre amigos). VIDE: lIn poculis. lInter vina.

1588. Inter pocula non multum loquere, delinques enim. [Quílon / Rezende 2808]. Ao beberes, não fales muito, pois errarás.

1589. Inter pocula silent negotia. Entre os copos, os negócios se calam.

1590. Inter pontem et fontem. Entre a ponte e o rio. nDa mão à boca perde-se a sopa. VIDE: lInter caesa et porrecta. lInter gladium et iugulum. lMisericordia Domini inter pontem et fontem.

1591. Inter prandendum sit saepe parumque bibendum. [Regimen Sanitatis Salernitanum, De Prandendo et Bibendo]. Durante a refeição deve-se beber pouco, mas freqüentemente.

1592. Inter promissum simul atque optabile donum, tradenda est cupido matura puella marito. [Pereira 104]. Entre a promessa e o desejável presente, a moça madura deve ser levada ao desejoso marido. nEntre o prometer e o dar, tua filha hás de casar. VIDE: lTradenda est cupido matura puella marito.

1593. Inter pygmaeos regnat nanus. [Schottus, Adagialia Sacra 86]. Entre pigmeus reina o anão. nEm terra de cego quem tem um olho é rei. VIDE: lBeati monoculi in regione caecorum. lBeati monoculi in terra caecorum. lBeatus monoculus in terra caecorum. lCaecorum in patria luscus rex imperat omnis. lIn caecorum regno regnant strabones. lIn regione caecorum rex est luscus. lIn terra caecorum monoculus rex. lInter caecos luscus rex. lInter caecos regnat luscus. lInter caecos regnat strabo. lInter caecos strabus rex est. lMonoculus inter caecos rex.

1594. Inter quattuor parietes. [Jur / Black 994]. Entre quatro paredes. VIDE: lInter parietes. lIntra parietes.

1595. Inter sacrum saxumque sto. [Plauto, Captivi 546]. Estou entre o cutelo e a ara de sacrifício. nEstar entre a cruz e a caldeirinha. lInter sacrum saxumque sum. [Plauto, Casina 850].

1596. Inter se. Entre si.

1597. Inter simios oportet esse simium. Entre macacos convém ser macaco. nEntre romanos, romano como eles. nEm terra de sapos, de cócoras, como eles. VIDE: lInter Graecos graecissimus, inter Latinos latinissimus.

1598. Inter spem et desperationem haesitat. [Quinto Cúrcio, Historiae 4.15]. Hesitava entre a esperança e o desespero.

1599. Inter spem et metum. [Suetônio, Claudius 4]. Entre a esperança e o medo.

1600. Inter spinas, per aerumnas, duraturas quaero rosas. [Tosi 1674]. Entre espinhos, no meio de desventuras, procuro rosas duradouras.

 

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