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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1801. Ipse dolor vires animo dabat. [Ovídio, Metamorphoses 12.373]. A própria dor dava forças ao coração.

1802. Ipse fecit cui prodest. Praticou o ato aquele a quem o ato beneficia. VIDE: lIs fecit cui prodest. lCui prodest scelus, is fecit.

1803. Ipse iubet mortis te meminisse deus. [Marcial, Epigrammata 2.59.4]. O próprio deus ordena que te lembres da morte. lIpse iubet mortis nos meminisse Deus. O próprio Deus ordena que nos lembremos da morte.

1804. Ipse Iuppiter, neque pluens omnibus placet, neque abstinens. [Schrevelius 1169]. Nem o próprio Júpiter agrada a todos, nem mandando chuva, nem se abstendo. nNinguém pode agradar a todos. VIDE: lIovem nec pluvium, nec serenum, placere omnibus. lIuppiter neque pluens neque abstinens omnibus placet. lNe Iuppiter quidem omnibus placet. lNeque Iuppiter ipse, sive pluat, seu non, unicuique placet.

1805. Ipse licet Musis venias comitatus, Homere, si nihil attuleris, ibis, Homere, foras. [Ovídio, Ars Amatoria 2.1.280]. Ó Homero, ainda que venhas acompanhado das Musas, se chegares de mãos vazias, Homero, irás para a rua. VIDE: lSi nihil attuleris, ibis, Homere, foras.

1806. Ipse mihi asciam in crus impegi. [Petrônio, Satiricon 74.16]. Eu mesmo enfiei a enxada em minha perna. (=Eu sou o causador da minha desgraça).

1807. Ipse pedi respondens calceus esto. [Schottus, Adagia 601]. O sapato é que deve corresponder ao pé.

1808. Ipse se canit. [Schottus, Adagia 377]. Ele mesmo se elogia. lIpse semet canit. [Erasmo, Adagia 2.5.86]. lIpse sese canit. [Apostólio, Paroimiai 4.95].

1809. Ipse sibi mali fontem reperit. [Erasmo, Adagia 1.1.56]. Ele mesmo procurou a fonte de seus males. nCaiu no laço que armou. nQuem arma trelas, cai nelas.

1810. Ipse sibi perniciem accessivit. [Erasmo, Adagia 3.8.86]. Ele procurou a própria perdição. nEle se deitou na lama.

1811. Ipse subibo umeris, nec me labor iste gravabit. [Virgílio, Eneida 2.708]. (Meu caro pai,) eu mesmo te levarei aos ombros, e este fardo não me pesará.

1812. Ipse vulnerat et medetur. [Vulgata, Jó 5.18]. Ele mesmo nos fere e nos cura.

1813. Ipsi fontes iam sitiunt. [Cícero, Ad Quintum 3.1]. As próprias fontes já estão sedentas. lIpsi fontes sitiunt.

1814. Ipsi non introistis, et eos qui introibant, prohibuistis. [Vulgata, Lucas 11.52]. Nem vós outros entrastes, nem deixastes entrar os que vinham para entrar.

1815. Ipsi principes illam osculantur qua sunt oppressi manum. [Fedro, Fabulae 5.1.5]. Os próprios príncipes beijam a mão pela qual são oprimidos. nBeija o homem a mão que quisera ver cortada. VIDE: lIllam osculantur, qua sunt oppressi, manum.

1816. Ipsi se compungunt suis acuminibus. [Cícero, De Oratore 2.38.1]. Eles se ferem com os próprios espinhos. nQuem arma a esparrela muitas vezes cai nela.

1817. Ipsi testudines edite qui coepistis. [Erasmo, Adagia 1.1.87]. Comei as tartarugas, vós mesmos que as apanhastes. nQuem fez seu angu, que o coma.

1818. Ipsis litteris. Com as próprias letras. (=Literalmente. Textualmente). lIpsis verbis. Com as próprias palavras. VIDE: lIn verbis. lIn ipsis verbis. lLitteratim et verbatim. lLitteratim. lSuis verbis. lVerbatim. lVerbatim et litteratim. lVerbatim, litteratim et punctatim.

1819. Ipsissima verba. As mesmíssimas palavras. lIpsissimis verbis. [Black 1009]. Com as mesmíssimas palavras.

1820. Ipsius est mare, et ipse fecit illud. [Vulgata, Salmos 94.5]. Seu é o mar, e Ele mesmo o fez.

1821. Ipso articulo temporis. No mesmo momento. VIDE: lIn ipso articulo temporis.

1822. Ipso facto. Por esse mesmo fato. Por isso mesmo. Em conseqüência.

1823. Ipso iure. [Jur]. Pela própria lei. De acordo com a lei.

1824. Ipsos absentes inimicos laedere noli. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 58]. Não faças mal nem mesmo aos inimigos ausentes.

1825. Ipsum ostii limen tetigisti. [Erasmo, Adagia 3.3.21]. Tocaste a própria soleira da porta. nAcertaste em cheio. lIpsum ostii limen attigisti. [Schottus, Adagia 377]. lIpsum ianuae limen pulsasti. [Albertatius 660]. Bateste na própria soleira da porta. VIDE: lIn ipsam incidisti veritatem.

1826. Ipsum silentium tuum fatentis est. [Grynaeus 501]. O teu próprio silêncio é de quem reconhece a culpa. nQuem cala confessa. VIDE: lSilentium fatentis est. lSilentium videtur confessio. lTaciturnitas confessionem imitatur.

1827. Ira avida poenae est. [Sêneca, De Ira 1.5]. A cólera é ávida de vingança.

1828. Ira brevis insania. nA cólera é uma loucura passageira. VIDE: lIra furor brevis est.

1829. Ira enses procudit. [Horácio, Carmina 4.15.19]. A ira produz as armas. VIDE: lDat ira vires.

1830. Ira est cupiditas ulciscendae iniuriae. [Sêneca, De Ira 1.2.3]. A ira é o desejo de vingar uma ofensa. VIDE: lIram esse cupiditatem doloris reponendi.

1831. Ira est plerumque initium insaniae. [Ênio / Cícero, Tusculanae 4.44]. A cólera é geralmente o começo da loucura. VIDE: lIra initium insaniae.

1832. Ira et lacrimae. Ira e lágrimas.

1833. Ira et vini amor sunt omnibus perniciosa. A ira e o amor ao vinho fazem mal a todos.

1834. Ira furor brevis est. [Horácio, Epistulae 1.2.62]. nA cólera é uma loucura passageira. VIDE: lIra brevis insania.

1835. Ira furor brevis est involvens turbine mentem. [Tosi 1750]. A ira é uma breve loucura que envolve a mente num turbilhão.

1836. Ira impendit, paucis gratuita est. [Sêneca, De Ira 3.5.4]. A cólera tem preço; para poucos ela é gratuita.

1837. Ira initium insaniae. [DAPR 382]. A cólera é o começo da loucura. VIDE: lIra est plerumque initium insaniae.

1838. Ira non excusat delictum. [Jur]. A cólera não desculpa o crime.

1839. Ira odium generat, concordia nutrit amorem. [Dionísio Catão, Disticha 1.36]. A cólera gera o ódio, a concórdia alimenta o amor.

1840. Ira omnibus in rebus repudianda est. [Cícero, De Officiis 1.25]. A cólera deve ser evitada em todas as ocasiões.

1841. Ira omnium tardissime senescit. [Erasmo, Adagia 1.7.13]. A ira é a última coisa a envelhecer. nÓdio velho não cansa. lIra postremum senescit. [Apostólio, Paroimiai 10.35]. VIDE: lIrae nulla senectus est, nisi mors. lIrae senectus nulla praeter quam emori.

1842. Ira perit subito quam gignit amicus amico. [Sweet 140]. Desaparece logo a cólera que um amigo causa a outro.

1843. Ira pietatem fugat, iramque pietas. [Sêneca, Medea 943]. A cólera expulsa o amor; o amor expulsa a cólera.

1844. Ira procul absit, cum qua nihil recte fieri, nihil considerate potest. [Cícero, De Officiis 1.136]. Fora com a cólera; com ela nada pode ser bem feito, nada pode ser feito com reflexão.

1845. Ira quae tegitur, nocet. [Pereira 99]. É o ódio oculto que nos causa dano. nCão que não ladra, guarda-te dele. nGuarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra. lIra quae tegitur, nocet; professa perdunt odia vindictae locum. [Sêneca, Medea 153]. É a cólera dissimulada que faz mal; o ódio declarado perde todo meio de vingança.

1846. Ira tempore sanari potest, odium non potest. A cólera pode curar-se com o tempo, o ódio não pode.

1847. Ira virtutis calcar. [Aristoteles / John Owen, Epigrammata 2.99]. A ira é o aguilhão da coragem.

1848. Iracunda mens facile effervescit in iras. [Lucrécio, De Rerum Natura 3.296]. O coração furioso facilmente ferve em cólera.

1849. Iracundi hominis iracunda oratio est, commoti nimis incitata. [Sêneca, Epistulae 114.20]. O homem colérico fala de maneira irritada, o homem abalado fala de maneira excitada.

1850. Iracundia leones adiuvat, pavor cervos, accipitrem impetus, columbam fuga. [Sêneca, De Ira 2.16.1]. A fúria serve aos leões, o medo aos cervos, a agressividade ao gavião, a fuga à pomba.

1851. Iracundiae tristitia comes est. [Sêneca, De Ira 2.6]. A tristeza é companheira da cólera.

1852. Iracundiam moderare. [Quílon / Rezende 2886]. Modera tua cólera.

1853. Iracundiam qui vincit, hostem superat maximum. [Publílio Siro]. Quem vence a cólera, vence um inimigo muito grande. lIracundiam qui vincit, hostem superat maximum et validissimum. Quem domina a cólera, supera um inimigo muito grande e muito poderoso. VIDE: lIram qui vincit, hostem superat maximum.

1854. Iracundiam rege. [Dionísio Catão, Monosticha 45]. Domina tua cólera.

1855. Iracundus cum irasci desierit, tunc irascitur sibi. [Sócrates / Albertano da Brescia, De Amicitia Iracundi Hominis]. O homem irado, quando deixa a ira, zanga-se consigo mesmo. VIDE: lIratus, cum ad se rediit, sibi tum irascitur.

1856. Iracundus, etiamsi mortuum suscitet, nulli placet. [S.Beda, Proverbiorum Liber]. O iracundo a ninguém agrada, mesmo que ressuscite um morto.

1857. Irae nulla senectus est, nisi mors. [Schottus, Adagia 445]. A ira não envelhece, só passa com a morte. nÓdio velho não cansa. lIrae senectus nulla praeter quam emori. [Schottus, Adagia 613]. VIDE: lIra omnium tardissime senescit. lIra postremum senescit.

1858. Iram enim ulcus esse animi diuturnum, interdum perpetuum, prudentes definiunt, nasci ex mentis mollitia consuetum. [Amiano Marcelino, Historia 27.7.4]. Os filósofos definem a ira como uma duradoura, às vezes permanente, úlcera do espírito, geralmente causada pela fraqueza da mente.

1859. Iram esse cupiditatem doloris reponendi. [Aristóteles / Sêneca, De Ira 1.3.3]. A ira é o desejo de dar troco à dor recebida. VIDE: lIra est cupiditas ulciscendae iniuriae.

1860. Iram qui vincit, hostem superat maximum. Quem domina a cólera, supera um inimigo muito grande. VIDE: lIracundiam qui vincit, hostem superat maximum et validissimum. lIracundiam qui vincit, hostem superat maximum.

1861. Irascere ob rem gravem. [Dionísio Catão, Monosticha 20]. Irrita-te somente por motivo sério.

1862. Irasci hominis est, at iram non perficere, Christiani. [S.Jerônimo / Bernardes, Luz e Calor 1.35]. Irar-se é do ser humano, mas não transformar sua ira em ato é do cristão.

1863. Irascimini, et nolite peccare. [Vulgata, Salmos 4.5; Efésios 4.26]. Irai-vos, mas não pequeis.

1864. Iratum breviter vites, inimicum diu. [Publílio Siro]. Evitarás o homem zangado por um momento, o inimigo, sempre.

1865. Iratus, cum ad se rediit, sibi tum irascitur. [Publílio Siro]. O homem irado, quando cai em si, zanga-se consigo mesmo. VIDE: lIracundus cum irasci desierit, tunc irascitur sibi.

1866. Iratus, de re incerta contendere noli; impedit ira animum ne possit cernere verum. [Dionísio Catão, Disticha 2.4]. Quando estiveres irado, não discutas sobre questão duvidosa, pois a ira impede que a mente perceba a verdade.

1867. Iratus etiam facinus consilium putat. [Publílio Siro]. O homem irado até o conselho considera como ação hostil.

1868. Iratus potest non esse iracundus, iracundus potest aliquando iratus non esse. [Sêneca, De Ira 1.4.1]. O homem irado pode não ser irascível; o homem irascível às vezes pode não se irritar.

1869. Iratus vult eum, cui irascitur, vicissim angi et dolorem sentire, sed qui odit, vult eum, quem odit, exstingui et perire. O homem irado quer que aquele contra quem se irou seja atormentado e sinta dor, mas quem odeia quer que aquele a quem odeia seja destruído e morra.

1870. Ire de fumo ad flammam. Ir da fumaça à chama. nFugir da fumaça e cair no fogo. nEscapar do trovão e dar no relâmpago. VIDE: lDe fumo ad flammam. lDe fumo in flammam.

1871. Ire per extentum funem. [Grynaeus 743]. Andar numa corda estendida. nAndar na corda bamba.

1872. Ire per ignes et gladios ausim. [Ovídio, Metamorphoses 9.76]. Eu ousaria atravessar o fogo e as espadas.

1873. Ire praecipitem in lutum per caputque pedesque. [Catulo, Carmina 17.9]. Enterrar-se no lodo dos pés à cabeça.

1874. Irridens miserum dubium sciat omne futurum. [Dionísio Catão, Monosticha, Appendix 18]. Quem ri do infeliz saiba que todo futuro é incerto.

1875. Irrita verba ventus dissipat. [Pereira 116]. Palavras vãs, o vento as leva. nPalavras e plumas, o vento as leva. nPalavras sem obras, cítara sem cordas.

1876. Irritare canem noli dormire volentem. [DAPR 531]. Não provoques o cão que quer dormir. nNão acordes o cão que dorme. nQuem acorda cão dormindo vende a paz e compra arruído.

1877. Irritabis crabrones. [Plauto, Amphitruo 707]. Assim provocarás as vespas. nNão acordes o cão que dorme. nNão mexas em casa de marimbondo. VIDE: lCrabrones non sunt irritandi. lIncitare crabrones. lNoli irritare crabrones. lNoli irritare leones. lOctipedem excitare. lStimulare leones.

1878. Irritare est calamitatem, cum te felicem voces. [Publílio Siro]. Dizer-se feliz é provocar o azar.

1879. Irritus est quidquid lege prohibente factum est. [Jur]. É nulo tudo que se faz quando a lei o proíbe.

1880. Irritus ingenti scopulo fluctus assultat. [Sêneca, De Ira 3.25.3]. O mar bate em vão no rochedo grande.

1881. Irus et est subito qui modo Croesus erat. [Ovídio, Tristia 7.42]. De repente é Iro quem há pouco era Creso. (=Iro, mendigo de Ítaca; Creso, rei da Lídia, extremamente rico). nHoje rico e festejado, amanhã pobre e desprezado.

1882. Is bonus est medicus sua qui sibi vulnera curat. [Tosi 168]. Bom médico é o que trata das próprias feridas. VIDE: lMedice, cura te ipsum. lMedice, sana te ipsum. lNeque imitare malos medicos, qui alienis morbis profitentur tenere se medicinae scientiam, ipsi se curare non possunt.

1883. Is cadit ante senem qui sapit ante diem. [Rezende 2895]. Quem amadurece antes do tempo é ceifado antes de chegar à velhice. nO que cedo amadurece cedo apodrece. VIDE: lCitius pubescunt, citius senescunt. lCito maturum, cito putridum. lIndicium imminentis exitii nimia maturitas est. lQuod cito fit, cito perit.

1884. Is committit in legem qui legis verba complectens contra legis nititur voluntatem. [Regulae Iuris Bonifatii VIII]. Comete falta contra a lei quem, respeitando as palavras da lei, avança contra a vontade da lei.

1885. Is damnum dat, qui iubet dare; eius vero nulla culpa est, cui parere necesse est. [Digesta 50.17.169]. Causa o dano aquele que manda praticá-lo; nenhuma culpa tem aquele que é obrigado a obedecer. VIDE: lEius nulla culpa est, cui parere necesse sit.

1886. Is demum infortunatus est homo pauper, qui educit in egestatem liberos. [Menandro / Aulo Gélio, Noctes Atticae 2.23.21]. É verdadeiramente infeliz o homem pobre que põe no mundo filhos destinados à pobreza.

1887. Is demum miser est, qui aerumnam suam nequit occultare. [Aulo Gélio, Noctes Atticae 2.23]. Verdadeiro infeliz é aquele que não pode esconder seu sofrimento.

1888. Is est amicus qui in re dubia re iuvat, ubi re est opus. [Plauto, Epidicus 117]. Amigo é aquele que, na dificuldade, quando há necessidade de atos, ajuda com atos.

1889. Is est honos homini pudico meminisse officium suum. [Plauto, Trinummus 696]. Para o homem honesto é uma honra lembrar-se de seu dever.

1890. Is fecit cui prodest. Praticou o ato aquele a quem o ato beneficia. VIDE: lCui prodest scelus, is fecit. lIpse fecit cui prodest.

1891. Is in culpa sit, qui faciat, non is qui patiatur iniuriam. [Cícero, De Amicitia 21]. Fique infamado o que pratica a injustiça, não quem a sofre.

1892. Is maxime divitiis fruitur, qui minime divitiis indiget. [Sêneca, Epistulae 14.17]. Mais goza as riquezas quem delas nenhuma necessidade tem. lIs maxime opibus fruitur, qui opibus non indiget.

1893. Is mihi videtur amplissimus, qui sua virtute in altiorem locum pervenit; non qui ascendit per alterius incommodum et calamitatem. [Cícero, Pro Roscio 83]. Considero o mais ilustre aquele que atinge posto mais alto por suas qualidades, não o que ascende com prejuízo e sofrimento de outrem.

1894. Is minimo eget mortalis, qui minimum cupit. [Publílio Siro]. Tem menos necessidades o mortal que menos ambiciona.

1895. Is non caret, qui non desiderat. nA quem nada deseja nada falta. VIDE: lNon caret is, qui non desiderat.

1896. Is optime dicit cuius oratio congruit rebus. Fala muito bem aquele cujo discurso corresponde às suas ações.

1897. Is pater vero est, quem iustae nuptiae demonstrant. É pai aquele que as núpcias legítimas indicam. VIDE: lEst pater ille quem iustae nuptiae demonstrant lPater is est quem nuptiae demonstant. lPater is est, quem iustae nuptiae demonstrent, nisi evidentibus argumentis contrarium probatur.

1898. Is peccatum auget quem peccati non pudet. Aumenta sua falta quem dela não se envergonha.

1899. Is plurimum habebit, qui minimum desiderabit. [Apuleio, Apologia 20]. Mais terá quem menos desejar. nTem mais aquele que menos deseja.

1900. Is qui nullius non uxorem concupiscit et satis iustam causam putat amandi quod aliena est, idem uxorem suam aspici non vult. [Sêneca, De Ira 2.28.7]. Quem não vê a mulher de outrem sem a desejar, e justifica o desejo com o fato de ser de outrem, esse não admite que olhem para sua mulher.

1901. Is qui se excusat, se accusat. nQuem se escusa se acusa. VIDE: lApud iudicem enim iustum et misericordem, qui se accusat, excusat.

1902. Is qui tacet non fatetur, sed nec utique negare videtur. [Regulae Iuris Bonifacii VIII 44]. Quem cala não confessa, mas também não parece negar. nQuem cala não diz nada. VIDE: lQui tacet non utique fatetur, sed tamen verum est eum non negare.

1903. Is ridet qui cras flebit. [DAPR 800]. Ri hoje aquele que amanhã chorará. nQuem ri hoje, chora amanhã.

1904. Ista in me cudetur faba. [Terêncio, Eunuchus 381]. Esta fava será malhada em mim. nSou eu que vou pagar o pato. VIDE: lIn me ista cudetur faba.

1905. Ista lex tam evidens est, ut expositione non indigeat. [Codex Theodosiani 9.27.1]. Esta lei é tão evidente que não precisa de explicação.

1906. Ista tria semper mente habeas: quid fuisti? quid es? quid eris? [S.Bernardo / Rezende 2902]. Tem sempre na memória estas três coisas: que foste? que és? que serás?

1907. Iste meus stupor nil videt, nihil audit. [Catulo, Carmina 20.21]. Este meu estúpido nada vê, nada ouve.

1908. Iste mundus aut nos irridet, aut irridetur a nobis. [S.Agostinho / Bernardes, Nova Floresta 1.57]. Este mundo, ou ele ri de nós, ou nós rimos dele.

1909. Isti qui linguam avium intellegunt plusque ex alieno iecore sapiunt quam ex suo magis audiendum quam auscultandum censeo. [Pacúvio / Cícero, De Divinatione 1.67]. Esses homens que compreendem a língua das aves e conhecem mais do coração alheio do que do próprio, na minha opinião deve-se dar-lhes mais ouvido do que crédito.

1910. Isto bono utare, dum adsit; cum absit, non requiras. [Cícero, De Senectute 10]. Usa deste bem, enquanto ele existir; quando faltar, não reclames.

1911. Istud est sapere: non quod ante pedes modo est videre, sed etiam illa quae futura sunt prospicere. [Terêncio, Adelphi 386]. Isto é que é ser inteligente: não ver somente aquilo que está diante dos próprios pés, mas prever aquelas coisas que ainda vão acontecer.

1912. Istud est sapere, qui ubicumque opus sit animum possis flectere. [Terêncio, Hecyra 608]. Isto é que é ser sábio: poder dirigir o pensamento para onde seja necessário.

1913. Istud incredibile est, etiam si dicat Cato. [Plutarco / Medina 591]. Isso é inacreditável, mesmo que o diga Catão. nNem vendo acredito. VIDE: lEtiam si Cato dicat.

1914. It nigrum campis agmen. [Virgílio, Eneida 4.404]. O negro batalhão avança pelo campo.

1915. Ita ab immortale Deo constitutum est. Foi assim decidido pelo Deus imortal.

1916. Ita amare oportere, ut si aliquando esset osurus. [Cícero, De Amicitia 16.59]. É preciso amar como se algum dia se vá odiar. lIta amicum habeas, posse ut facile fieri hunc inimicum putes. [Publílio Siro]. Trata teu amigo com o pensamento de que ele pode facilmente tornar-se teu inimigo. VIDE: lAma tamquam osurus, oderis tamquam amaturus. lAmare oportet tamquam osuros, et odisse tamquam amaturos. lAmicum ita habeas posse ut fieri hunc inimicum scias. lEt ama tamquam inimicus futurus, et odi tamquam amaturus. lEx inimico cogita posse fieri amicum. lIta amare oportere, ut si aliquando esset osurus. lIta amicum habeas, posse ut facile fieri hunc inimicum putes. lSicut osurus adama, oderis velut amaturus.

1917. Ita crede amico, ne sit inimico locus. [Publílio Siro]. Confia no teu amigo de tal maneira que não haja oportunidade para o inimigo.

1918. Ita diis est placitum, voluptatem ut maeror comes consequatur. [Plauto, Amphitruo 635]. Assim aprouve aos deuses que a tristeza siga o prazer como companheira. nCada doçura custa uma amargura. VIDE: lExtrema gaudii luctus occupat. lVoluptatem maeror sequitur. lVoluptatem ut maeror comes consequatur. lVoluptatis comes maeror.

1919. Ita dis placuit. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 30.30]. Assim aprouve aos deuses.

1920. Ita est. Assim é. (=É verdade. Está conforme o original. Sim). VIDE: lSic est. lUtique.

1921. Ita est amor, balista ut iacitur: nihil sic celere est, neque volat. [Plauto, Trinummus 667]. O amor é como se tivesse sido lançado por uma balista: nada é tão veloz nem voa como ele.

1922. Ita est, fili. Tens razão, filho.

1923. Ita fabulantur, ut qui sciunt Dominum audire. [Tertuliano, Apologeticus 39.6]. Eles falam como quem sabe que o Senhor ouve.

1924. Ita feri ut se mori sentiat. [Suetônio, Caligula 30]. Fere-o de tal maneira que ele sinta que está morrendo.

1925. Ita finitima sunt falsa veris, ut in praecipitem locum non debeat se sapiens committere. [Cícero, Academica 2.21]. O falso é tão vizinho do verdadeiro, que o sábio não deve aventurar-se num desfiladeiro tão perigoso.

1926. Ita fit ut sapientia sanitas sit animi, insipientia autem quasi insanitas quaedam. [Cícero, Tusculanae 3.10]. Acontece que a sabedoria é a saúde do espírito, e a ignorância é uma espécie de doença.

1927. Ita fugias ne praeter casam. [Terêncio, Phormio 768]. Foge sem perder de vista a tua casa.

1928. Ita impossibile est emissum verbum retrahere sicut suscitare virginem post ruinam. [Boncompagno, De Amicitia 34]. É tão impossível trazer de volta a palavra pronunciada quanto reerguer uma virgem depois da queda.

1929. Ita ingenium meum est. [Grynaeus 389]. Minha natureza é esta.

1930. Ita iracundia obstitit oculis. [Plauto, Asinaria 450]. A ira afetou assim meus olhos.

1931. Ita iustitia sperat. Assim a justiça espera. VIDE: lIta speratur iustitia.

1932. Ita lex dixit. Assim disse a lei.

1933. Ita lex scripta est. [Digesta 40.9.12.1]. Assim está escrita a lei. VIDE: lDurum est, sed ita lex scripta est. lQuod quidem perquam durum est, sed ita lex scripta est.

1934. Ita multae res id difficile inscio faciunt, quod perito facillimum est. [Celso, De Medicina 2.10.16]. Assim muitas coisas tornam difícil para o inábil aquilo que é muito fácil para o experimentado.

1935. Ita plerique ingenio sumus omnes: nostri nosmet paenitet. [Terêncio, Phormio 172]. Assim somos quase todos: não estamos contentes com o que temos. nA cabra da minha vizinha dá mais leite do que a minha.

1936. Ita populus, sic sacerdos. Como é o povo, assim é o sacerdote. lIta populus, sicut sacerdos. VIDE: lSicut populus, sic sacerdos. lUt populus, sic sacerdos.

1937. Ita reprehendit ut laudet. [Plínio Moço, Epistulae 3.12.2]. Criticou-me de tal maneira, que me elogiou. nHá injúrias que louvam.

1938. Ita res se habet. [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 22.39]. É assim que a coisa está. nEssa é a verdade.

1939. Ita speratur iustitia. Assim espera-se (que seja feita) justiça. VIDE: lIta iustitia sperat.

1940. Ita te Deus adiuvet! Que Deus te ajude!

1941. Ita ut dicam. Por assim dizer.

1942. Ita ut hirundines aestivo tempore praesto sunt, frigore pulsae recedunt, item falsi amici sereno vitae tempore praesto sunt; simul atque hiemem fortunae viderunt, devolant omnes. [RH 4.61]. Do mesmo modo que as andorinhas, quando chega o verão, logo aparecem, também os falsos amigos estão presentes no período feliz da nossa vida, mas, assim que percebem o inverno da sorte, partem todos voando.

1943. Ita utere tuo ut alienum non laedas. [Jur / Black 1014]. Usa tua propriedade (ou teu direito) de modo a não prejudicar a outrem. VIDE: lSic utere tuo ut alienum non laedas.

1944. Ita vero. Certamente.

1945. Ita vita est hominum quasi cum ludas tesseris. [Terêncio, Adelphi 739]. A vida dos homens é como um jogo de dados.

1946. Ita vive, ut te vixisse ignoretur. [Schottus, Adagia 470]. Vive de tal maneira que se ignore que viveste. lIta vive, ut nemo vixisse te sciat. Vive de tal modo que ninguém saiba que viveste.

1947. Ita vixi, ut non frustra me natum existimem. [Cícero, De Senectute 84]. Vivi de maneira que eu não achasse que nasci inutilmente. VIDE: lNeque me vixisse paenitet, quoniam ita vixi ut me non frustra natum existimem.

1948. Ita vos collegi, ut gallina pullos suos sub alas suas. [Vulgata, 4Esdras 1.30]. Eu vos reuni da mesma maneira que a galinha reúne seus pintos sob suas asas.

1949. Italice. Em italiano. À italiana. Em caracteres itálicos.

1950. Itane tu ista credis? [S.Agostinho, De Civitate Dei 3.4]. Então tu acreditas nisto?

1951. Itaque non quid fiat, aut quid datur, refert, sed qua mente: quia beneficium non in eo quod fit aut datur, consistit, sed in ipso dantis aut facientis animo. Por isso, não importa o que se faz ou o que se dá, mas com que intenção, pois o benefício não consiste no que se faz ou se dá, mas no próprio sentimento de quem dá ou faz. VIDE: lNon quantum dederis, sed quanta mente dedisti, pensandum est. lNon quid detur refert, sed qua mente.

1952. Ite domum saturae, venit Hesperus, ite capellae. [Virgílio, Eclogae 10.77]. Ide para casa, que estais alimentadas, já vem a estrela vespertina, ide, minhas cabrinhas.

1953. Ite et videte. Ide e vede.

1954. Ite et vos in vineam meam. [Vulgata, Mateus 20.7]. Ide vós também para a minha vinha.

1955. Ite in pace. [Vulgata, Atos 16.36]. Ide em paz.

1956. Ite, ite, inertes. [Sêneca, Troades 192]. Ide, parti, homens moles.

1957. Ite, leves menses, alisque fugacibus anni. Ide, leves meses e anos com asas fugazes.

1958. Ite, missa est. [Palavras finais da missa]. Ide, a missa está terminada.

1959. Ite potius ad vendentes. [Vulgata, Mateus 25.9]. Ide antes aos vendedores.

1960. Ite procul; sacer est locus; ite profani. [Calpúrnio Sículo, Eclogae 2.55]. Afastai-vos; este lugar é sagrado; fora, profanos.

1961. Ite, profanae! [Juvenal, Satirae 2.89]. Fora daqui, profanas!

1962. Ite, si itis. [Plauto, Poenulus 1236]. Se ides, ide logo.

1963. Iter angustum rixas transeuntium concitat, diffusa et late patens via ne populos quiddem collidit. [Sêneca, De Ira 3.24.3]. Uma passagem estreita provoca lutas entre os transeuntes, mas num caminho espaçoso e largamente aberto nem populações inteiras se chocam.

1964. Iter criminis. [Jur]. O caminho do crime. (=As fases do ato criminoso).

1965. Iter declive senectae. [Ovídio, Metamorphoses 15.227]. O caminho em declive da velhice.

1966. Iter est, quacumque dat prior vestigium. [Publílio Siro]. Onde quer que alguém antes deixa suas pegadas, aí é um caminho.

1967. Iter para tutum. [Divisa]. Prepara um caminho seguro.

1968. Iter pigrorum quasi sepes spinarum. [Vulgata, Provérbios 15.19]. O caminho dos preguiçosos é como uma cerca de espinhos.

1969. Iteranti culpam non solet dari veniam. [Medina 583]. A quem repete o erro não se costuma perdoar. nAo que erra, perdoa-lhe uma vez, mas não três.

1970. Iteratae preces tandem exaudiuntur. [Branco 300]. Rogos repetidos acabam sendo atendidos.

1971. Iterum eumdem ad lapidem offendere. [Erasmo, Adagia 1.5.8]. Tropeçar de novo na mesma pedra. Tropeçar novamente na mesma pedra. VIDE: lBis ad eumdem lapidem offendere culpa est. lBis ad eumdem impingere lapidem turpe. lBis ad eumdem. lCulpa est bis ad eumdem lapidem offendere. lNon bis ad eumdem lapidem offendere. lSapientis haud est bis in eodem lapide labi. lTurpe est eumdem bis ad lapidem impingere. lTurpe est idem saxum ferire saepius.

1972. Iterum iam ad unum saxum me fluctus ferunt. [Plauto, Mostellaria 668]. As ondas me atiram mais uma vez contra a mesma pedra.

1973. Iterum iterumque. [Floro, Epitoma 1.23]. De novo e de novo. Repetidamente. Freqüentemente.

1974. Iterum rudit leo. O leão está rugindo de novo.

1975. Ito bonis avibus! Vai com bons augúrios! nQue a boa sorte te acompanhe! nVai com Deus!

1976. Ito in malam rem. [Apostólio, Paroimiai 5.41]. Vai para a má sórte. nVai para o inferno! VIDE: lAbi in malam rem. lAufer te in malam rem. lI in malam rem!

1977. Ito malis avibus! Vai com maus augúrios! nMá hora vá contigo! nDiabos te levem!

1978. Iubeas, si sapias, porculum afferri tibi. [Plauto, Menaechmi 314]. Se fores sabido, darás ordem de te ser trazido um porquinho. (=O porco era sacrificado aos deuses no caso de loucura). nNão estás batendo bem.

1979. Iubente Deo. [Vulgata, 1Esdras 6.14]. Por ordem de Deus.

1980. Iubet igitur nos Pythius Apollo noscere nosmet ipsos. [Cícero, De Finibus 5.44]. Apolo Pítio ordena que nos conheçamos a nós mesmos. (=Pytho. Antigo nome da cidade de Delfos, na Grécia, em cujo templo de Apolo estava gravada, em grego, a frase “Conhece-te a ti mesmo”). VIDE: lNosce teipsum. lScito teipsum. lTe nosce.

1981. Iubilate Deo, omnis terra. [Vulgata, Salmos 97.4]. Alegrai-vos com Deus, ó toda a terra.

1982. Iucunda est malorum praeteritorum memoria. [Cícero, De Finibus 2.32]. É agradável a recordação dos males passados. nO duro de passar é doce de lembrar. nOs trabalhos passados consolam. lIucunda et suavis est praeteritorum malorum memoria. É agradável e doce a lembrança dos males passados. lIucunda praeteritorum malorum recordatio. [Branco 872].

1983. Iucunda macula est ex inimici sanguine. [Publílio Siro]. É agradável a mancha do sangue do inimigo.

1984. Iucunda poma, si procul custodia. [Apostólio, Paroimiai 6.36]. Gostosas são as frutas, se o vigia está longe. nNão há melhor bocado que o furtado. VIDE: lAbsente custode, dulce pomum est. lCustos ubi deest, dulce pomum est scilicet. lDulce pomum, cum abest custos. lDulcia poma custode absente. lDulcia poma sunt, absente custode.

1985. Iucunda vicissitudo rerum. [Erasmo, Adagia 1.7.64]. É agradável a variedade das coisas. nA variedade deleita. nTudo enfada, só a variedade recreia. lIucunda rerum omnium vicissitudo. VIDE: lIucundum nihil est nisi quod reficit varietas.

1986. Iucundi acti labores. [Cícero, De Finibus 2.105.7]. Os sofrimentos passados são agradáveis. nDoce é o tormento que traz contentamento. VIDE: lActi labores iucundi. lDulcis malorum praeteritorum memoria. lMeminisse dulce est quod fuit durum pati. lMemoria dulcis iam peracti olim mali. lMemoria dulcis iam peracti incommodi. lQuae durum fuit pati, meminisse dulce est. lQuae fuit durum pati, meminisse dulce est. lQuod durum fuit pati, meminisse dulce est. lSuavis laborum est praeteritorum memoria. lSuavis laborum post salutem memoria est.

1987. Iucundissima est aetas devexa iam. [Sêneca, Epistulae 12.5]. A vida é muito agradável, quando já se está na descida.

1988. Iucundissima navigatio iuxta terram, ambulatio iuxta mare. [Plutarco / Erasmo, Adagia 1.2.91]. É muito agradável navegar junto à terra e caminhar a beira-mar.

1989. Iucunditas victus est in desiderio, non in satietate. [Cícero, Tusculanae 5.99]. O prazer da comida está no desejo, não na saciedade.

1990. Iucundius esse amicum facere quam habere. [Sêneca, Epistulae 9.7]. Dá mais prazer fazer o amigo do que tê-lo.

1991. Iucundum est narrare sua mala. Dá prazer contar os próprios sofrimentos.

1992. Iucundum nihil est nisi quod reficit varietas. [Publílio Siro]. Só é verdadeiramente agradável aquilo que a variedade renova. nTudo enfada, só a variedade recreia. VIDE: lIucunda vicissitudo rerum. lIucunda rerum omnium vicissitudo.

1993. Iucundum nil agere. Ficar sem fazer nada é gostoso. lIucundum tamen nihil agere. [Plínio Moço, Epistulae 8.9.1]. Mas é gostoso não cuidar de nada.

1994. Iucundum tamen, si prohibere publice videas quod nunquam tibi ipse permiseris. [Plínio Moço, Epistulae 5.13.9]. É agradável veres proibido por lei aquilo que nunca permitiste a ti.

1995. Iudex a quo. [Jur / Black 1022]. Juiz ou tribunal de cuja decisão se recorre.

1996. Iudex ad quem. [Jur / Black 1022]. Juiz ou tribunal superior a que se recorre.

1997. Iudex aequitatem semper spectare debet. [Jur / Black 1022]. O juiz deve sempre olhar a eqüidade.

1998. Iudex ante oculos aequitatem semper habere debet. [Jur / Black 1022]. O juiz deve ter sempre diante de seus olhos a eqüidade.

1999. Iudex bonus est pice nunc rarior alba. [Scaliger, Epidorpides 324]. Em nossos tempos, um bom juiz é mais raro do que piche branco.

2000. Iudex bonus nihil ex arbitrio suo faciat, nec proposito domesticae voluntatis, sed iuxta leges et iura pronunciet. [Jur / Black 1033]. O bom juiz não deve fazer nada por seu arbítrio, nem por decisão de sua inclinação pessoal, mas deve pronunciar-se de acordo com as leis e a justiça.

 

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