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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1.  Da dexteram surgentibus. [De um hino católico]. Dá tua mão aos que se estão levantando.

2.  Da dextram misero. [Virgílio, Eneida 6.370]. Dá tua mão ao desgraçado. VIDE: lCadenti porrige dextram. lIniquum est collapsis manum non porrigere.

3.  Da et accipe. [Vulgata, Eclesiástico 10.16]. Dá e recebe.

4.  Da fidei quae fidei sunt. [Bacon, Advancement of Learning 2.6.1]. Entrega à fé o que à fé pertence.

5.  Da gloriam Deo. [Vulgata, João 9.24]. Dá glória a Deus. lDate gloriam Deo. [Vulgata, Salmos 67.35]. Dai glória a Deus.

6.  Da locum melioribus. [Terêncio, Phormio 522]. Cede o lugar aos melhores que tu.

7.  Da mi basia mille, deinde centum, dein mille altera. [Catulo, Carmina 5.7]. Dá-me mil beijos, depois um cento, depois outros mil.

8.  Da mihi animas, cetera tolle tibi. [Vulgata, Gênesis 14.21]. Dá-me as almas; o mais toma-o para ti.

9.  Da mihi castitatem et continentiam, sed noli modo! [S.Agostinho, Confessiones 8.7]. Dá-me castidade e continência, mas não já!

10.  Da mihi factum, dabo tibi ius. [Jur]. Expõe-me o fato, que eu te direi o direito.

11.  Da mihi hodiernum, tu sume crastinum. [S.Crisóstomo / Stevenson 2335]. Dá-me o de hoje e fica com o de amanhã.

12.  Da mihi mendacem, et ego dabo tibi furem. [Thomas Adams / Stevenson 1397]. Dá-me um mentiroso, e eu te darei um ladrão. nQuem sempre mente vergonha não sente. VIDE: lMendaces aiunt furibus esse pares. lMendax est fur. lMendax et furax.

13.  Da mihi mutuum testimonium. [Erasmo, Adagia 1.7.95]. Dá-me teu testemunho mútuo. lDa mihi testimonium mutuum. [Cícero, Pro Flacco 19]. VIDE: lMutuum testimonium dare.

14.  Da mihi potum. [Rabelais, Gargantua 1.27]. Dá-me de beber.

15.  Da mihi solem, dabo tibi horam. [Inscrição em quadrante solar]. Dá-me o sol, que eu te darei a hora.

16.  Da mihi ubi consistam, et terram caelumque movebo. [Atribuído a Arquimedes / DAPR 786]. Dá-me onde me apóie, e moverei a terra e o céu. VIDE: lNihil nisi punctum petebat Archimedes, quod esset firmum et immobile, ut integram terram loco dimoveret.

17.  Da operam ut vivus quidem laudabilis, defunctus autem beatus existimeris. [Periandro / Rezende 1105]. Esforça-te para que em vida sejas considerado louvável e morto sejas considerado bem-aventurado.

18.  Da pacem, Domine, diebus nostris. [VES 40]. Senhor, dá paz aos nossos dias.

19.  Da requiem; requietus ager bene credita reddit. [Ovídio, Ars Amatoria 2.351]. Descansa; o campo descansado paga com bom lucro.

20.  Da, si vis accipere. Dá, se queres receber. nÉ dando que se recebe. nCom mel se pegam as moscas.

21.  Da spatium tenuemque moram, male cuncta ministrat impetus. [Estácio, Thebaida 10.704]. Dá tempo e pequena folga; a pressa governa mal todas as coisas. nA pressa é inimiga da perfeição. VIDE: lMale cuncta ministrat impetus.

22.  Da tua dum tua sunt, post mortem tunc tua non sunt. [Black 498]. Dá as tuas coisas enquanto são tuas; depois da morte elas não são tuas.

23.  Da vacuae menti, quo teneatur, opus. [Ovídio, Remedia Amoris 150]. Dá a teu espírito vazio um trabalho com que se ocupe.

24.  Da veniam culpae. [Ovídio, Heroides 7.109]. Perdoa a falta.

25.  Da veniam lacrimis. Perdoa estas lágrimas.

26.  Dabit deus his quoque finem. [Virgílio, Eneida 1.199]. Deus dará fim também a isso. nTudo passa sobre a terra. VIDE: lO passi graviora, dabit deus his quoque finem.

27.  Dabit ira vires. [Sêneca, Troades 673]. A ira dará forças.

28.  Dabit qui dedit. Quem deu dará. nQuem deu dará, e quem pediu pedirá.

29.  Dabo eis cor unum et viam unam. [Vulgata, Jeremias 32.39]. Dar-lhes-ei um coração e um caminho. VIDE: lCor unum, via una.

30.  Dabo merulum album, ni hoc ita se habuerit. [Grynaeus 776]. Darei um melro branco, se assim não for.

31.  Daemon daemone pellitur. [DAPR 242]. Um demônio se expulsa com outro. nUm prego empurra outro. nUm cravo com outro se tira.

32.  Daemon ipse crucem fugit, ut malus undique lucem. [Stevenson 712]. O demônio foge da cruz, do mesmo modo que o homem mau em toda parte foge da luz. nQuem obra mal detesta a luz.

33.  Daemon languebat, monachus bonus esse volebat; sed cum convaluit, manet ut ante fuit. O demônio estava doente, queria ser um bondoso monge; mas, como se restabeleceu, continua como era antes. nO que o berço dá só a cova o tira. VIDE: lAegrotavit daemon, monachus tunc esse volebat; daemon convaluit, daemon ut ante fuit. lCum languebat lupus, agnus ut esse volebat; postquam convaluit, talis ut ante fuit. lLupus languebat, monachus tunc esse volebat; sed cum convaluit, lupus ut ante fuit.

34.  Daemon nunquam te otiosum inveniat. [Henderson, Latin Proverbs / Stevenson 1216]. Que o demônio nunca te encontre ocioso. VIDE: lBibite, fratres, bibite, ne diabolus vos otiosos inveniat. lBibite, fratres, bibite, ut diabolus nunquam nos inveniat inoccupatos. lFacito aliquid operis, ut te semper diabolus inveniat occupatum.

35.  Daemonium repetit quidquid procedit ab ipso. [Walther 4888 / Tosi 811]. O demônio pede de volta tudo que venha dele. nO diabo dá, o diabo leva. nO mal ganhado, leva-o o diabo. VIDE: lMale parta male dilabuntur. lMale partum male disperit. lNon habet eventus sordida praeda bonos. lQuod male lucratur, male perditur et nihilatur. lQuod male quaesitum est, peius abire solet. lRes male partae non sunt diuturnae. lRes male quaesita saepe recedit ita. lRes quasi bruma fluit, quae male parta fuit.

36.  Daemonium vendit, qui daemonium prius emit. [Pereira 118]. Vende demônio quem antes comprou demônio. nQuem diabos compra diabos vende. nQuem com o demo cava a vinha com o demo a vindima. nQuem com o demo semeia, com o demo colhe.

37.  Damae adversus leonem ineunt pugnam. [Schottus, Adagia 520]. As corças começam uma briga contra o leão. nNão têm pés e querem dar coices. VIDE: lNanus cum sis, cede. lNon cum leone caprea pugnare audeas. lPumilio cum sis, cede.

38.  Damna minus consueta movent. [Henderson, Latin Proverbs / Stevenson 1455]. As adversidades a que estamos acostumados nos afetam menos.

39.  Damnabile peccatum. Um pecado mortal. VIDE: lPeccatum mortale.

40.  Damnant quod non intellegunt. Condenam o que não entendem. VIDE: lLaudant quod non intellegunt. lNe damnent quae non intellegunt.

41.  Damnare est obiurgare, cum auxilio est opus. [Publílio Siro]. Quando é de auxílio que se precisa, a repreensão é uma condenação.

42.  Damnati lingua vocem habet, vim non habet. [Publílio Siro]. A língua do condenado tem voz, mas não tem força.

43.  Damnatio est iudicum, poena legis. [Cícero, Pro Sulla 63]. A condenação é dos juízes, a pena é da lei.

44.  Damnatores suos et damnavit. Também censurou os que o censuravam.

45.  Damnosa hereditas. [Gaio, Instituta 2.163]. A herança danosa. (=Uma herança que representa ônus, em vez de benefício).

46.  Damnum absque iniuria. [Jur / Black 503]. Dano sem injustiça. (=Uma perda que não provoca um ação de  perdas e danos). VIDE: lDamnum sine iniuria esse potest. lIniuria absque damno.

47.  Damnum appellandum est cum mala fama lucrum. [Publílio Siro]. Deve-se considerar prejuízo o que se ganha com má reputação.

48.  Damnum dedisse videtur, qui occasionem damni dat. [Jur]. Considera-se que causou o dano quem criou a ocasião do dano. VIDE: lQui causam praebuit damni dandi, damnum dedisse.

49.  Damnum emergens est lucrum cessans. [Jur]. Dano emergente é lucro cessante.

50.  Damnum facere dicitur, qui facit quod sibi non est permissum. [Jur]. Diz-se que causa dano quem faz o que não lhe é permitido.

51.  Damnum fatale. [Digesta 13,6,5,4]. Um dano fortuito. (=A causa do dano está fora do controle humano). VIDE: lActus Dei. lVis divina. lVis maior.

52.  Damnum, nisi ab abundantia, raro venit. [PSa]. Raramente ocorre uma perda que não provenha da abundância. lDamnum, nisi ex abundantia, raro venit.

53.  Damnum non est lumini alteri de sua claritate largiri. [Cassiodoro, Epistulae 10.21]. Não é prejuizo acender a candeia de outrem com a luz da sua.

54.  Damnum, quod quis sua culpa sentit, sibi debet, non alteri, imputari. [Regulae Iuris Bonifacii VIII]. Quem sofre dano por sua culpa deve atribuí-lo a si mesmo, não a outrem.

55.  Damnum rei amissae. [Jur]. O dano de coisa perdida.

56.  Damnum sentire non videtur qui sibi damnum dedit. [Jur / Broom 223]. Não se considera que sinte prejuízo quem causou o prejuízo a si mesmo.

57.  Damnum sentit dominus. [Jur / Broom 611]. É o dono que sofre o prejuízo. VIDE: lCasum sentit dominus. lRes naturaliter perit domino. lRes perit domino.

58.  Damnum sequitur ludibrium. [DAPR 70]. O insulto acompanha o prejuízo. nAlém de queda couce. nTrás apedrejado chovem pedras.

59.  Damnum sine iniuria esse potest. [Jur / Black 503]. Pode acontecer um dano sem injustiça. VIDE: lDamnum absque iniuria.

60.  Damnum ubi feceris, ibi lucrum quaerito. Onde tiveres prejuízo, procura aí o lucro. nOnde perdeste a capa, aí a cata. nOnde quebraste o pote, aí procura a rodilha.

61.  Danaidum dolium exples. [Dumaine 235]. Enches o tonel das Danaides. (=As Danaides foram condenadas, no Tártaro, a encher de água um tonel sem fundo. Compara-se ao tonel das Danaides o insatisfeito cujos desejos nada é capaz de saciar, o pródigo que dissipa à medida que recebe, etc). nCarregas água em cesto. VIDE: lDolium Danaidum. lDolium inexplebile. lDolium pertusum. lInexplebile dolium. lPertusum dolium.

62.  Danda erit opera, ut omnes intellegant, si salvi esse velint, necessitati esse parendum. [Cícero, De Officiis 2.74]. É preciso cuidar para que todos compreendam que, se quiserem ter segurança, é preciso obedecer ao inevitável. VIDE: lNecessitati parendum est. lTempori cedere, id est, necessitati parere, semper sapientis est habitum.

63.  Danda est animis remissio; meliores acrioresque requieti resurgent. [Sêneca, De Tranquillitate Animi 15.5]. Deve ser dado descanso aos espíritos; repousados, eles ficam melhores e mais vigorosos.

64.  Danda venia lapso. [Erasmo, Adagia 3.10.59]. Deve-se desculpar quem escorrega.

65.  Dando retinentur amici. [Albertano da Brescia, Liber Amoris 2.1]. É dando que se conservam os amigos. VIDE: lObsequio retinentur amici.

66.  Dando semper tibi proximus esto. [Stevenson 950]. Ao dar, fica sempre próximo de ti. (=Não te esqueças dos teus interesses). nDá, que não peças.

67.  Dandum semper est tempus: veritatem dies aperit. [Sêneca, De Ira 2.22.3]. Deve-se sempre dar tempo: o tempo descobre a verdade. nO tempo corre e tudo descobre. VIDE: lVeritatem dies aperit.

68.  Dant animos vina. O vinho dá coragem. VIDE: lVina dabant animos. lVina dant animos. lVina parant animos.

69.  Dante Deo. Por dádiva de Deus.

70.  Dantur opes nullis nunc nisi divitibus. [Marcial, Epigrammata 5.81.2]. Riquezas atualmente são dadas somente aos ricos. nGanha dinheiro quem tem dinheiro. nDinheiro ganha dinheiro. lDantur divitiae non nisi divitibus. [Mota 103].

71.  Dare aliud est, et aliud dare promittere. [Jur]. Uma coisa é dar, outra coisa é prometer dar. VIDE: lAliud est dare, aliud promittere.

72.  Dare Deo accipere est. Dar a Deus é receber.

73.  Dare et remittere paria sunt. [Jur]. Dar e perdoar se equivalem.

74.  Dare fidem. Dar a palavra.

75.  Dare fidem publicam. Dar um salvo-conduto. Prometer impunidade.

76.  Dare in solutum est vendere. [Jur]. Dar em pagamento é vender.

77.  Dare medicinam cineri. Dar remédio às cinzas. nDepois da morte, o remédio. VIDE: lCineri nunc medicina datur. lCineri medicina.

78.  Dare melius est quam accipere. [Signoriello 208]. Melhor é dar que receber. VIDE: lMelius est dare quam accipere.

79.  Dare nemo potest quod non habet, nec plus quam habet. [Jur]. Ninguém pode dar o que não tem, nem mais do que tem. nMal dá quem não há.

80.  Dare pondus fumo. [Pérsio, Satirae 5.20]. Dar peso à fumaça. nFazer tempestade em copo d’água.

81.  Dare significat dominium transferre. [Jur]. Dar significa transferir o domínio.

82.  Dare vel non adimere qui potest, paria sunt. [Jur]. Dar ou não tirar, quem pode, importa o mesmo.

83.  Dari bonum quod potuit, auferri potest. [PSa]. O bem que pôde ser dado, pode ser retomado. VIDE: lAuferri et illud, quod dari potuit, potest.

84.  Dat census honores. [Ovídio, Amores 3.8.55]. nDinheiro dá senhoria. nBons costumes e muito dinheiro farão a meu filho cavalheiro. lDat census honores, census amicitias, pauper ubique iacet. [Ovídio, Fasti 1.217]. A riqueza assegura as honras, a riqueza garante as amizades; o pobre está mal em qualquer lugar.

85.  Dat Deus immiti cornua curta bovi. [DAPR 795]. Ao boi bravo Deus dá chifres curtos. nDeus dá o frio conforme a roupa.

86.  Dat Deus omne bonum, sed non per cornua taurum. [Albertano da Brescia, Liber de Amore 3.4]. Deus dá todo bem, mas não traz o touro pelos chifres. nDeus dá as nozes, mas não as parte. nDeus dá o pão, mas não amassa a farinha. nDeus não manda nem cozido nem assado.

87.  Dat, donat, dicat. Dá, dedica, consagra. lDat, dicat, dedicat.

88.  Dat facies animos. [Ovídio, Amores 2.17.7]. A beleza dá altivez.

89.  Dat foetorem per nares mola foetida semper. Allia petra sapit, quae semel illa capit. A mó fétida sempre exala fedor; a pedra que uma vez recebe o alho, sempre sabe a alho. nQuem azeite mede, as mãos se unta. nCada cuba cheira ao vinho que tem. VIDE: lAllia petra sapit, quae illa capit. lAllia quando terunt, retinent mortaria gustum.

90.  Dat Galenus opes, dat Iustinianus honores, pauper Aristoteles cogitur ire pede. Galeno (a medicina) dá riquezas; Justiniano (o direito) dá honras: o pobre Aristóteles (a filosofia) é obrigado a andar a pé. lDat Galenus opes, dat sanctio Iustiniana, ab aliis paleas, ab istis colligis grana. [Rezende 1117]. Galeno (a medicina) dá riquezas, também as dá a lei de Justiniano (o direito); das outras profissões colherás palhas, dessas colherás grãos. VIDE: lPauper Aristoteles cogitur ire pede.

91.  Dat ille veniam facile, cui venia est opus. [Sêneca, Agamemnon 267]. Quem precisa de perdão facilmente perdoa.

92.  Dat ira vires. A ira proporciona a força. VIDE: lIra enses procudit.

93.  Dat legem natura tibi, non accipit ipsa. [Dionísio Catão, Disticha, Appendix 7]. A natureza te impõe sua lei, mas ela mesma não aceita lei nenhuma.

94.  Dat manus. Dá a mão. (=Dá-se por vencido).

95.  Dat mora doctrinam, cum omnes odimus illam. [Walther 4995a / Tosi 1579]. A espera nos dá ensinamento, embora todos a odiemos. VIDE: lMora omnis odio est, sed facit sapientiam.

96.  Dat qui non aufert. [Sêneca, De Beneficiis 2.12.1]. Quem não nos tira nos dá.

97.  Dat tibi, ut accipiat duplicata numismata, egenus. [Pereira 122]. O pobre te dá para receber o dinheiro em dobro. nSe te dá o pobre, é para que mais te tome.

98.  Dat veniam corvis, vexat censura columbas. [Juvenal, Satirae 2.63]. A censura absolve os corvos e condena as pombas. nSó vão à forca os ladrões pequenos.

99.  Dat verba in ventos. Fala ao vento. (=Diz mentiras. Faz juramento falso. Diz coisas a que ninguém presta atenção). VIDE: lIn ventum verba profertis.

100.  Dat virtus quod forma negat. [Divisa de Bertrand Duguesclin / Rezende 1122]. O valor dá o que a beleza nega.

101.  Data et accepta. Despesas e receitas.

102.  Data magno aestimas, accepta parvo. [Sêneca, De Ira 3.31.3]. Valorizas muito o que dás e pouco o que recebes.

103.  Data non apto tempore vina nocent. [Ovídio, Remedia Amoris 131]. Vinho dado fora de hora faz mal.

104.  Data venia. Com a devida licença. (=Fórmula de cortesia com que se começa uma argumentação para discordar do interlocutor). VIDE: lConcessa venia. lPermissa venia.

105.  Date Caesari quae sunt Caesaris. Dai a César o que é de César.

106.  Date et dabitur vobis. [Vulgata, Lucas 6.38]. Dai e ser-vos-á dado. VIDE: lDate, vobis dabitur. lDate, vobis datur.

107.  Date gloriam Deo. [Vulgata, Salmos 67.35]. Dai glória a Deus. lDa gloriam Deo.

108.  Date mihi patellam ut vomam. [Suidas]. Dá-me o vaso para eu vomitar. (=Estás dizendo bobagens!).

109.  Date nobis de oleo vestro, quia lampades nostrae exstinguntur. [Vulgata, Mateus 25.8]. Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

110.  Date obolum Belisario quem virtus extulit, invidia obcaecavit. [Rezende 1116]. Dai uma esmola a Belisário, a quem a virtude exaltou, e a inveja cegou. (=Belisário foi um general bizantino que, segundo a lenda, ficou reduzido à miséria).

111.  Date thura flammis. [Sêneca, Hercules Furens 918]. Atirai incenso às chamas.

112.  Date vinum his qui amaro sunt animo. [Vulgata, Provérbios 31.6]. Dai vinho aos que estão em amargura de coração.

113.  Date, vobis datur. Daí, pois vos é dado. lDate, vobis dabitur. Dai e ser-vos-á dado. VIDE: lDate et dabitur vobis.

114.  Datio contrahendi animo. [Jur / Black 505]. Dação com intenção de receber valor equivalente, de criar uma obrigação.

115.  Datio in solutum vices obtinet solutionis. [Jur]. Dação em pagamento faz as vezes de pagamento.

116.  Datio solvendi animo. [Jur / Black 505]. Dação com intenção de pagamento.

117.  Dato uno absurdo, sequitur alterum. Acontecido um absurdo, logo se segue outro. nUm abismo atrai outro. VIDE: lAbsurdo uno dato, sequitur alterum. lUno absurdo dato, infinita sequuntur.

118.  Datum insipientis non erit utilis tibi; oculi enim illius septemplices sunt. [Vulgata, Eclesiástico 20.14]. O donativo do insensato não te será útil, porque ele tem sete olhos para te considerar.

119.  Datum serva. [Dionísio Catão, Monosticha 5]. Conserva o que te foi dado.

120.  Datur digniori. [Jur / Black 506]. É dado ao que mais merece.

121.  Datur, fruare, dum licet. [Terêncio, Heauton Timorumenos 345]. Se te é dado, aproveita, enquanto podes. nQuando te derem um porquinho, segura-o pelo rabinho.

122.  Datur ignis, tametsi ab inimico petas. [Plauto, Trinummus 678]. O fogo é dado, mesmo que se peça ao inimigo.

123.  Datur meritis maiorum nulla gloria. [PSa]. Não se alcança nenhuma glória com o mérito dos antepassados. nDeixemos pais e avós e por nós sejamos bons.

124.  Datur omnibus mori. A todos é concedido morrer. nA morte é a coroa de todos na terra.

125.  Datus est verbis ad amicas transitus aures. [Ovídio, Metamorphoses 4.77]. As palavras podem entrar nos ouvidos amigos.

126.  Davus sum, non Oedipus. [Terêncio, Andria 194]. Sou Davos, não Édipo. (=Davos era um escravo; Édipo adivinhou os enigmas da Esfinge). nNão sou adivinho. nNão entendo patavina.

127.  De absentibus nihil nisi bene. Dos ausentes só se fale bem. lDe absentibus nisi bene.

128.  De acquirendo rerum dominio. [Digesta 41.1.0]. Da aquisição do domínio das coisas.

129.  De albo nigrum, de quadrato rotundum. (Fazer) do branco negro, do quadrado redondo.

130.  De alieno corio liberalis. [Stevenson 1379]. Generoso com o couro alheio. nDe couro alheio correias compridas. VIDE: lDe alieno liberalis. lEx alieno corio longa corrigia. lEx alieno tergore lata secantur lora.

131.  De alieno disce periclo. [Grynaeus 40]. Aprende com a desgraça alheia. nMal alheio dá conselho.

132.  De alieno facile largimur, de nostris non item. [Grynaeus 447]. Dos bens alheios nós damos facilmente, dos nossos não. nDo pão do nosso compadre grande fatia ao afilhado.

133.  De alieno liberalis. [Sêneca, Epistulae 16.7]. Ser liberal com a coisa alheia. nPólvora alheia, tiro grande. VIDE: lDe alieno corio liberalis. lEx alieno corio longa corrigia. lEx alieno tergore lata secantur lora.

134.  De alieno ludit corio. [DAPR 154]. Ele está brincando com a pele alheia. nTira a sardinha do fogo com a mão do gato.

135.  De alio experimentum capere. [Rezende 1127]. Ganhar experiência de outrem. nAprender com o exemplo do vizinho. nExperimentar em cabeça alheia.

136.  De alliis loquenti respondet de caepis. [Pereira 105]. A quem lhe fala em alhos, responde com cebolas. nFalo-lhes em alhos, respondem-me com bugalhos. nMisturas alhos com bugalhos. nTomais sesta por balhesta. VIDE: lEgo de alliis tibi loquor, tu autem de caepis respondes. lEgo de caseo loquor, tu de creta respondes. lEgo loquor de alliis, tu respondes de caepis. lEgo tibi de alliis loquor, tu respondes de caepis.

137.  De animo nubila pelle tuo. [Petrônio, Fragmenta]. Expulsa as tristezas de teu coração.

138.  De apicibus iuris disputare. [Digesta 17.1.29.4]. Disputar sobre sutilezas do direito.

139.  De asini umbra disputare. [Erasmo, Adagia 1.3.52]. Brigar por causa da sombra do burro. (=Disputar sobre nugas). nDiscutir o sexo dos anjos. nDiscutir por lã de cabra. nDiscutir se penico de barro dá ferrugem. nTratar de coisa que nem vai nem vem. lDe asini umbra disceptare. [Medieval / Tosi 488]. lDe asini prospectu incusatio est. [Medina 582]. A acusação é por ter pisado a sombra do burro. VIDE: lDe fumo disceptare. lDe lana caprina contendere. lDe lana caprina rixare. lDe pilis lutove disceptare. lDe umbra aselli verba sunt. lRixatur de lana saepe caprina.

140.  De auditu. De oitiva. De orelhada. Por ouvir dizer.

141.  De bene merenti bene mereri. Ser favorecido por quem é merecedor. nUma mão lava a outra.

142.  De bonis asportatis. [Jur / Black 509]. Dos bens retirados.

143.  De bonis non administratis. [Jur / Black 509]. A respeito dos bens ainda não administrados.

144.  De caelo in caenum. [Tertuliano, De Spectaculis 25.5]. Do céu para o lodo. VIDE: lDe limo in caelum.

145.  De calcaria in carbonariam pervenire. [Tertuliano, De Carne Christi 6]. Cair da caleira no braseiro. nIr de mal a pior. nFugi do fumo, caí nas brasas. nFugi do lobo, caí no arroio.

146.  De calceo sollicitus, et pedem nihil curans. [Stevenson 2095]. Preocupado com o sapato, mas sem se preocupar com o pé. nQuebra a louça e guarda os palitos.

147.  De capite ad pedem. Da cabeça ao pé.

148.  De cetero. Quanto ao mais. De resto.

149.  De certa scientia. De conhecimento certo. Com conhecimento.

150.  De claro die. À luz do dia.

151.  De cocleare interdum cadit quod hianti porrigis ori. [Erasmo]. Às vezes cai da colher o que ofereces à boca aberta. nDa mão à boca se perde a sopa. .nEntre a boca e a mão vai o bocado ao chão. nDo prato à boca perde-se a sopa. nDe uma hora para outra cai a casa. VIDE: lInter calicem et os multa interveniunt. lInter calicem et os multa cadunt. lInter manum et mentum multa cadunt. lInter os et offam multa cadunt. lInter os et offam multa intercedunt. lMulta cadunt inter calicem supremaque labra. lMulta cadunt inter calicem et suprema labra. lMulta cadunt inter calicem et labra. lSaepe audivi inter os et offam multa intervenire posse. lSaepe inter buccam contingit casus, et offam. lSaepe os inter et offam multa venire solent. lVel mille calamitates sunt inter calicem et labra.

152.  De commodo et incommodo. A respeito das vantagens e desvantagens.

153.  De contaminatis contaminamur. [Tertuliano, De Spectaculis 8.10]. Somos contaminados pelos que estão contaminados. nUma ovelha tinhosa faz todo o rebanho tinhoso.

154.  De corde enim exeunt cogitationes. [Vulgata, Mateus 15.18]. Do coração saem os pensamentos.

155.  De corde, non ex ore tantum. Do fundo do coração, não apenas da boca.

156.  De cuius. [Jur]. De cujo. De cuja. (=Usa-se em português a locução de cuius, ou de cujus, para designar o testador falecido. São as palavras iniciais da expressão Is de cuius successione agitur. Aquele de cuja sucessão se trata).

157.  De cunctis loquitur femina quae tota cursitat urbe vaga. [Rezende 1153]. De todos fala a mulher que anda à-toa por toda a cidade. nA mulher andeja diz de todos, e todos dizem dela. nMulher andeja fala de todos, e todos dela. lDe cunctis loquitur cunctorumque ore vagatur femina quae tota cursitat urbe vaga. [Pereira 94]. De todos fala e na boca de todos anda a mulher que vaga à-toa por toda a cidade.

158.  De damno proprio quisque dolere scit. [Pereira 99]. Cada qual sabe sentir o próprio mal. nCada qual sente o seu mal. nCada um sente o seu, e não o mal alheio.

159.  De die. Em pleno dia. Durante o dia.

160.  De die in diem. De dia a dia. Continuadamente.

161.  De die vivitur. [S.Jerônimo / Tosi 580]. As pessoas vivem para o dia presente. nViver o dia a dia. nViver da mão à boca.

162.  De duobus bonis maius, et de duobus malis minus, ex rationis ductu sequemur. [Espinosa, Ethica 4. Propositio 65]. Sigamos, de acordo com a razão, de dois bens o maior, e de dois males o menor.

163.  De duobus malis, minus est semper eligendum. [Tomás de Kempis, De Imitatione Christi 3.12.6]. De dois males, sempre se deve escolher o menor. nDos males, o menor. lDe duobus malis minus malum est eligendum. [VES 93]. lDe duobus malis, minus est deligendum. VIDE: lE duobus malis minus eligendum. lE duobus malis, cum maius fugiendum sit, levius est eligendum. lE malis multis malum quod minimum est. lElige ex malis minima. lEx malis eligere minima oportere. lMinima de malis eligenda. lMinima de malis. lMinus damnum maiori anteponendum.

164.  De ea re quae te non molestat ne certeris. [Vulgata, Eclesiástico 11.9]. Não disputes sobre coisas que não te dizem respeito. nO que não te queima, não o apagues. nNão te importes com moitas que não são do teu alqueive. VIDE: lQuod te non tangit hoc te nullatenus angit.

165.  De eadem re alio modo. [Cícero, Ad Familiares 13.27]. Da mesma coisa de maneira diferente. VIDE: lAntiqua nove. lNon nova, sed nove. lNove, sed non nova. lSi non nova, saltem nove.

166.  De emptione et venditione. Da compra e venda.

167.  De facie nosse. [Grynaeus 125]. Conhecer superficialmente.

168.  De facto. [Jur / Black 533]. De fato. (=Expressão usada juridicamente para caracterizar um funcionário, um governo, um ato ou um estado de coisas que deve ser aceito para todos os objetivos práticos, mas que é ilegal ou ilegítimo). VIDE: lDe gratia. lDe iure.

169.  De fide et officio iudicis non recipitur quaestio, sed de scientia sive sit error iuris sive facti. [Jur / Broom 70]. Da honestidade e integridade do juiz, não se aceita questionamento, mas sim de seu conhecimento, seja o erro de direito ou de fato.

170.  De filo pendet. [Erasmo, Adagia 1.9.72]. Está pendurado por um fio. nEstá por um fio. VIDE: lA filo pendet. lDe pilo pendet. lE pilo pendet.

171.  De fimbria telam omnem. [Schottus, Adagia 220]. Pela beira (se conhece) todo o pano. nPela amostra se conhece o pano. VIDE: lE fimbria de texto iudicatur. lE fimbria de texto iudico. lEx fimbria tela ipsa ostenditur. lEx fimbria textura manifesta.

172.  De flavis vetula in canos vulpecula pilos mutat, illius at mores vertere nemo videt. [Grynaeus 389]. A raposa velha muda os pêlos de amarelos para brancos, mas ninguém a vê mudar de costumes. nA raposa muda de pêlo, mas não de manha. nA raposa muda de pêlo, mas não de vezo. nO pêlo muda a raposa, mas do natural não a despoja. VIDE: lFlavos permutat canis vulpecula crines, at nunquam mores alterat ipsa suos. lIngenium suum vulpecula mutare nescit. lLiquit sponte pilos Romae fera saeva lupinos, non tamen assuetos liquit in urbe dolos. lLupus pilum mutat, non animum. lLupus pilum mutat, non mentem. lLupus pilum, non ingenium mutat. lPilos lupus mutat, sed animum non item. lSenecta canitiem affert improbis, non item aufert malitiam. lVulpes pilum mutat, non mores. lVulpeculorum mutantur pili, non mores.

173.  De fructu arborem cognosco. [Erasmo, Adagia 1.9.39]. Pelo fruto conheço a árvore. nPelo fruto se conhece a árvore. nPelo fruto conheço a árvore. nÁrvore ruim não dá bom fruto. VIDE: lArbor ex fructu cognoscitur. lE fetu cognosco arborem; e factis hominem iudico. lE fructu arborem cognosco. lE fructu arborem. lEx fructu arbor. lEx fructu cognoscitur arbor. lEx fructu arbor agnoscitur. lFructibus ex propriis arbor cognoscitur omnis. lFructibus ipsa suis, quae sit, cognoscitur arbor. lUnaquaeque enim arbor de fructu suo cognoscitur.

174.  De fumo ad flammam. [Luciano / Amiano Marcelino, Res Gestae 14.11.12]. (Fugir) da fumaça e cair na chama. nEscapei do trovão e dei no relâmpago. lDe fumo in flammam. VIDE: lIre de fumo ad flammam.

175.  De fumo disceptare. [Erasmo, Adagia 1.3.54]. Brigar pela fumaça. nDiscutir o sexo dos anjos. nDiscutir se penico de barro dá ferrugem. . nTratar de coisa que nem vai nem vem. VIDE: lDe asini umbra disputare. lDe asini umbra disceptare. lDe lana caprina contendere. lDe lana caprina rixare. lDe pilis lutove disceptare. lDe umbra aselli verba sunt. lRixatur de lana saepe caprina.

176.  De futuris rebus etsi semper difficile est dicere, tamen interdum coniectura possis accedere. [Cícero, Ad Familiares 6.4]. Embora seja sempre difícil adivinhar o futuro, no entanto podemos aproximar-nos dele usando conjecturas.

177.  De futuro. No futuro.

178.  De gratia. [Jur / Black 514]. De favor. Por favor. VIDE: lDe facto. lDe iure.

179.  De gustibus non est disputandum. [DAPR 331]. De gostos não se deve discutir. nGostos não se discutem. nSe todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo? nCada um tem seu gosto. lDe gustibus non oportet disputare. lDe gustibus et coloribus non est disputandum. [DAPR 749]. De gostos e cores não se deve discutir.

180.  De hac luce ad meliorem, vocante Deo, migravit. [Boncompagno, Palma 30]. Chamado por Deus, migrou desta luz para uma melhor. nPassou desta para melhor.

181.  De gustu cognosco. [Erasmo, Adagia 1.9.37]. Conheço pelo gosto.

182.  De iis rebus quae narrata sunt non debemus cito credere. [Sêneca, De Ira 2.29.2]. Não devemos crer com muita rapidez naquilo que nos contam.

183.  De improbis viris auferri praemium et praedam decet. [Plauto, Pseudolus 1216]. Dos desonestos, é preciso tirar deles vantagem e proveito.

184.  De improviso. De improviso. Sem ser esperado.

185.  De industria. Com todo o cuidado. Intencionalmente.

186.  De inimico non loquaris male, sed cogites. [Publílio Siro]. Pensa mal do teu inimigo, mas não o digas.

187.  De integro. [Jur]. Por inteiro. Não alterado. Fielmente. VIDE: lAb integro.

188.  De iure. [Jur / Black 515]. De direito. Legítimo. A justo título. VIDE: lDe facto. lDe gratia.

189.  De iure constituendo. [Jur]. Do direito a constituir.

190.  De iure humano. Por direito humano.

191.  De iure iudices, de facto iuratores respondent. [Jur / Black 515]. À questão de direito respondem os juízes, à questão de fato respondem os jurados. VIDE: lAd quaestionem iuris respondeant iudices, ad quaestionem facti respondeant iuratores.

192.  De lana caprina contendere. Brigar a respeito da lã da cabra. nDiscutir o sexo dos anjos. nDiscutir se penico de barro enferruja. . nTratar de coisa que nem vai nem vem. lDe lana caprina rixare. lDe lana caprina digladiari. [Erasmo].VIDE: lDe asini umbra disputare. lDe asini umbra disceptare. lDe asini prospectu incusatio est. lDe fumo disceptare. lDe pilis lutove disceptare. lDe umbra aselli verba sunt. lRixatur de lana saepe caprina.

193.  De lana sua cogitare. Pensar na própria lã. (=Cuidar dos próprios interesses).

194.  De latere. [Jur]. Do lado. Colateralmente.

195.  De lege ferenda. [Jur]. Da lei a criar.

196.  De lege lata. [Jur]. De acordo com a lei já promulgada.

197.  De lege non iudicat artifex. [Pereira 98]. Um artesão não julga de leis. nCada qual no seu ofício. nSapateiro, aos teus sapatos. nNão suba o sapateiro além da chinela. VIDE: l Ne supra crepidam sutor iudicaret. lNe sutor supra crepidam. lNe sutor ultra crepidam.

198.  De limo in caelum. (Subir) do lodo para o céu. VIDE: lDe caelo in caenum.

199.  De lingua stulta veniunt incommoda multa. Da língua insensata vêm muitos aborrecimentos. nLíngua é que fala, corpo é que paga. VIDE: lNon est in silva peior fera quam mala lingua; de lingua stulta veniunt incommoda multa.

200.  De lunatico inquerendo. [Jur]. Da inquirição do estado mental da pessoa.

 

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