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DICIONÁRIO  DE  EXPRESSÕES  E  FRASES  LATINAS
Compilado por HENERIK KOCHER

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1201. Contra verbosos noli contendere verbis; sermo datur cunctis, animi sapientia paucis. [Dionísio Catão, Disticha 1.10]. Contra os prolixos não lutes com palavras; a palavra é dada a todos, a sabedoria, a poucos.

1202. Contra veritatem lex nunquam aliquid permittit. [Jur / Black 421]. A lei nunca permite nada contrário à verdade.

1203. Contra vim mortis non nascitur herba in hortis. [Grynaeus 539]. Contra o poder da morte não nasce erva nos jardins. nContra a morte não há coisa forte. nContra a morte não há remédio. nPara tudo há remédio, menos para a morte. lContra vim mortis non herbula crescit in hortis. Contra o poder da morte não cresce nenhuma ervinha nos jardins. lContra vim mortis nulla herba in hortis. lContra vim mortis non est medicamen in hortis. [Regimen Sanitatis Salernitanum, De Salvia 2]. Contra o poder da morte, não há remédio no jardim. VIDE: lContra malum mortis non est medicamen in hortis. lContra malum mortis non est medicamentum in hortis.

1204. Contra vim non valet ius. O direito não tem poder contra a força. nContra a força não há direito.

1205. Contractus, aut totus accipiendus est, aut totus repudiandus. [Jur]. O contrato ou deve ser integralmente aceito ou integralmente rejeitado.

1206. Contractus enim legem ex conventione accipiunt. [Digesta 16.3.1.6]. Os contratos recebem sanção legal pelo acordo das partes. VIDE: lContractus ex conventione partium legem accipiunt.

1207. Contractus est duorum vel plurium in idem placitum consensus, animo contrahendae obligationis. [Jur]. O contrato é o acordo de duas ou mais pessoas com intenção de contrair uma obrigação.

1208. Contractus est ultro citroque obligatio. [Digesta 50.16.19, adaptado]. O contrato é uma obrigação recíproca.

1209. Contractus ex conventione partium legem accipiunt. [Jur]. Os contratos se tornam lei pela convenção das partes. VIDE: lContractus enim legem ex conventione accipiunt.

1210. Contractus inter partes parem vim habet cum lege. [Jur]. O contrato tem força igual à de uma lei entre as partes. lContractus inter partes legem facit. O constrato constitui lei entre as partes.

1211. Contractus non debet operari ultra intentionem agentium. [Jur]. O contrato não deve ter efeitos além da intenção das partes.

1212. Contractus qui habent tractum successivum et dependentiam de futuro rebus sic stantibus intelleguntur. [Citado por Fran Martins, Contratos e Obrigações Comerciais 120]. Contratos que têm duração contínua e dependência do que há de ocorrer entendem-se como sendo mantidas as mesmas condições. VIDE: lConventio omnis intellegitur rebus sic stantibus. lRes sic stantibus.

1213. Contrahe: de multis, grandis acervus erit. [Ovídio, Remedia Amoris 424]. Reúne: de muitos se formará um grande monte. nMuitos poucos fazem um muito.

1214. Contrahe tu teipsum, difficultatique oblucteris. [Grynaeus 122]. Domina a ti mesmo e resistirás à dificuldade. nVence quem se vence.

1215. Contrahentium voluntas fit lex. [Jur]. A vontade dos contratantes se torna lei.

1216. Contraria contrariis curantur. [Rabelais, Pantagrueline Prognostication 8]. Tratam-se os contrários com os contrários. lContraria contrariis curentur. Tratem-se os contrários com os contrários.

1217. Contraria contrariis pelluntur. [Grynaeus 94]. As coisas contrárias são expulsas pelos seus contrários. nUm prego empurra outro. VIDE: lContrariis nam pellitur contrarium.

1218. Contraria contrariis remedio. [Hipócrates / Grynaeus 94]. Os contrários servem de remédio para seus contrários. lContraria contrariorum medicamenta.

1219. Contraria simul esse non possunt. [Jur]. As coisas contrárias não podem coexistir.

1220. Contrariis nam pellitur contrarium. [Gregório Teólogo / Grynaeus 94]. O contrário é expulso pelos contrários. nUm prego empurra outro. VIDE: lContraria contrariis pelluntur.

1221. Contrario sensu. Em sentido contrário.

1222. Contrarium contrario amicissimum. [Grynaeus 651]. Os contrários são muito amigos. nOs extremos se tocam. nA bela e a fera.

1223. Contraxi vela. [Cícero, Ad Atticum 1.16.2]. Recolhi as velas. (=Desisti). VIDE: lVela contrahere.

1224. Contritionem praecedit superbia. [Vulgata, Provérbios 16.18]. A soberba precede o arrependimento. nO orgulho nos eleva, para nos precipitar de mais alto.

1225. Controversia mota est. Levantou-se uma controvérsia.

1226. Contubernia sunt lacrimarum ubi misericors miserum aspicit. [Publílio Siro]. Quando o piedoso vê o infeliz, as lágrimas se juntam. lContubernia illic sunt lacrimarum, quando misericors conspicit miserum.

1227. Contumaces non videntur nisi qui, cum oboedire deberent, non obsequuntur. [Digesta 42.1.53.3]. Só se consideram contumazes aqueles que, quando deveriam obedecer, não se submetem.

1228. Contumacia est actus spernendi leges. [Jur]. A contumácia é o ato de desprezar as leis.

1229. Contumeliam nec fortis pote, nec ingenuus pati. [Publílio Siro]. Nem o bravo nem o honesto podem suportar a afronta. lContumeliam nec fortis fert, neque ingenuus facit. Nem o bravo suporta a afronta, nem o honesto a faz.

1230. Contumeliam si dices, audies. [Plauto, Pseudolus 1166]. Se disseres uma injúria, ouvirás outra. nBoca fala, boca paga. nQuem diz o que quer ouve o que não quer.

1231. Conubia sunt fatalia. Casamentos são coisas do destino. nCasamento e mortalha no céu se talha.

1232. Conturbat domum suam qui sectatur avaritiam. [Vulgata, Provérbios 15.27]. Aquele que vai atrás da avareza perturba a sua casa.

1233. Conturbat te formido subita. [Vulgata, Jó 22.10]. Um repentino temor te perturba.

1234. Conveniet nulli qui secum dissidet ipse. [Dionísio Catão, Disticha 1.4]. Quem discorda de si mesmo não entrará em acordo com ninguém.

1235.  Convenire cum dolore difficile est sapientiae. [PSa]. É difícil para a sabedoria concordar com a dor. VIDE: lDifficile est dolori convenire cum patientia.

1236. Convenit dimicare pro legibus, pro libertate, pro patria. [Cícero, Tusculanae 4.43]. É justo lutar pelas leis, pela liberdade, pela pátria.

1237.  Convenit eiusdem patris liberis intra fores convitiari. [Apostólio, Paroemiai 16.69]. Convém que os filhos do mesmo pai sejam censurados entre quatro paredes. nRoupa suja se lava em casa.VIDE: lLiberi intra fores increpandi sunt.

1238. Convenit igitur in vultu pudorem et acrimoniam esse. [RH 3.19]. É conveniente que no rosto haja pudor e austeridade.

1239. Conveniunt rebus nomina saepe suis. [Ricardo de Verona / Rezende 914]. Muitas vezes os nomes são adequados às coisas.

1240. Conventio dat legem contractui. [Jur]. O ajuste dá fundamento legal ao contrato.

1241. Conventio est lex. [Jur]. Ajuste é lei.

1242.  Conventio omnis intellegitur rebus sic stantibus. Todo tratado compreende-se enquanto perdurar nas mesmas condições (da ocasião de sua assinatura). VIDE: lContractus qui habent tractum successivum et dependentiam de futuro rebus sic stantibus intelleguntur. lRebus sic stantibus. lSic stantibus rebus.

1243.  Conventio privatorum non potest publico iuri derogare. [Jur / Black 429]. O entendimento de particulares não pode revogar o direito público.

1244.  Conventio vincit legem. [Jur / Black 429]. A convenção entre as partes prevalece sobre a lei.

1245. Convertimini ad munitionem, victi spei. [Vulgata, Zacarias 9.12]. Voltai à fortaleza, ó presos da esperança.

1246. Conventus magnatum vel procerum. [Black 430]. A assembléia dos chefes. (=Era um dos nomes dados ao parlamento inglês).

1247. Convicia, si irascare, agnita videntur; spreta exolescunt. [Tácito, Annales 4.34]. Os insultos, se tu te ofenderes com eles, parecerão reconhecidos como verdadeiros; desprezados, perdem a força. lConvicia si irascaris tua divulgas; spreta exolescunt. [Black 432]. Se te zangares com as ofensas, tu as tornarás conhecidas; desprezadas, elas se apagam.

1248.  Convivae non vocati ad amicos eunt. [Apostólio, Paroimiai 2.20]. Os comensais vão à casa dos amigos sem serem chamados. lConviva amico amicus ultro etiam venit. [Schottus, Adagia 182]. O comensal amigo vem à casa do amigo até sem ser chamado. VIDE: lBoni ad bonorum convivia invocati accedunt. lBonorum ultro ad convivia accedunt boni. lInvocati comessatum ad amicos veniunt amici. lMos miseri ultro convivia adire bonorum. lNon vocati amici amicorum mensam accedunt. lSponte boni ad parium laeti convivia tendunt. lSponte bonis mos est convivia adire bonorum. lUltro adeunt hominis timidi convivia fortes.

1249. Convivare raro. [Dionísio Catão, Monosticha 26]. Participa raramente de banquetes.

1250. Convivatoris, ut ducis, ingenium res adversae nudare solent. [Horácio, Sermones 2.8.73]. Ao anfitrião, como ao general, as contrariedades costumam desnudar o caráter.

1251. Copia ciborum subtilitas animi impeditur. [Sêneca, Epistulae 15.3]. A abundância de alimentos entorpece a inteligência.

1252. Copia fandi. A abundância no falar.

1253. Copia parit fastidium. [DAPR 21]. nA abastança faz fastio. nA abundância traz a saciedade. nDa abundância vem o tédio. lCopia nauseam parit. [DAPR 21]. VIDE: lFit fastidium copia.

1254. Copia sermonis non est consors rationis. [Pereira 111]. A abundância verbal não combina com a razão. nMuito falar, muito errar. nQuem mais grita não é quem tem mais razão. VIDE: lDiversa sunt, multa eloqui, opportunius. lMulta dicere et opportune non eiusdem est. lRaro est eiusdem hominis multa et opportune dicere.

1255. Copia verborum. A abundância verbal. lCopia sermonis.

1256.  Copiae cornu. [Plínio Antigo, Naturalis Historia, Praefatio 24]. O chifre da abundância. A cornucópia. VIDE: lCornu copiae.

1257. Copiae non plus credendum quam originali. [Jur]. A cópia não merece mais confiança que o original.

1258. Coquus domini debet habere gulam. [Marcial, Epigrammata 14.220.2]. O cozinheiro deve ter o paladar do patrão.

1259. Cor ad cor loquitur. [Cardeal John Henry Newman]. O coração fala ao coração. VIDE: lQuantum ore dixerimus, sane cor cordi loquitur, lingua non nisi aures pulsat.

1260. Cor calidum in re frigida. [Erasmo, Adagia 5.2.3]. Coração quente em questão fria.

1261. Cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies. [Vulgata, Salmos 50.19]. Ao coração contrito e humilhado, não o desprezarás, ó Deus. (=A frase Cor contritum et humiliatum Deus non despiciat é traduzida jocosamente por Couro curtido e molhado nem Deus espicha).

1262. Cor cordium. [Inscrição no túmulo do poeta Shelley]. O coração dos corações.

1263. Cor delinquentium semper est pavidum et ideo minus valens ad negotium. [VES 125]. O coração dos criminosos está sempre cheio de medo e, por isso, é menos efetivo para a ação.

1264. Cor dolet, atque ira mixtus abundat amor. [Ovídio, Heroides 6.78]. O coração se aflige, e transborda o amor misturado com a ira.

1265. Cor durum habebit male in novissimo. [Vulgata, Eclesiástico 3.27]. Um coração duro acabará mal.

1266. Cor gaudens exhilarat faciem. [Vulgata, Provérbios 15.13]. O coração feliz alegra o rosto. nCoração contente tem o riso na boca.

1267. Cor hominis disponit viam suam, sed Domini est dirigere gressus eius. [Vulgata, Provérbios 16.9]. O coração do homem decide o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. nO homem propõe e Deus dispõe. nOs homens fazem o almanaque, e Deus manda o tempo. VIDE: lHomo proponit, sed Deus disponit. lOmnia homo statuit, Deus optimus omnia condet. lVanus homo statuit, Deus optimus omnia condit.

1268. Cor hominis immutat faciem eius. O coração do homem modifica a face dele. nNa face e nos olhos se lê a letra do coração. lCor hominis immutat faciem illius, sive in bona sive in mala. [Vulgata, Eclesiástico 13.31]. O coração do homem muda-lhe o rosto, quer para bem, quer para mal.

1269. Cor in ore, os in corde. [Tosi 55]. (Um tem) o coração na boca, (o outro,) a boca no coração. VIDE: lIn ore fatuorum cor illorum, et in corde sapientium os illorum. lOs habet in corde sapiens, cor stultus in ore.

1270. Cor ingrediens duas vias non habebit successus. [Vulgata, Eclesiástico 3.28]. O coração que segue dois caminhos não terá sucesso. nQuem corre a duas lebres, não apanha nenhuma.

1271. Cor lapideum portat qui nulla movetur compassione circa proximum. [S.Antônio de Pádua]. Traz coração de pedra quem não tem nenhuma pena de seu próximo.

1272. Cor meum et caro mea. [Vulgata, Salmos 83.3]. Meu coração e minha carne.

1273. Cor meum quase immolatum tibi offero, Domine. [Inscrição no emblema de João Calvino]. Ofereço meu coração a Ti, ó Senhor, como um sacrifício.

1274. Cor, nisi cura, nihil; caro nil, nisi triste cadaver: nasci aegrotare est, vivere saepe mori. [John Owen, Epigrammata 3.109]. O coração, só cuidados; a carne, só um triste cadáver: nascer é adoecer, viver é morrer muitas vezes.

1275. Cor non mentitur. [DAPR 190]. O coração não engana. nA língua não mente o que o coração sente.

1276. Cor regis bene regentis dicitur esse in manu Dei. [Henry de Bracton, De Legibus Angliae]. Diz-se que está na mão de Deus o coração do rei que reina bem.

1277. Cor regum inscrutabile. [Vulgata, Provérbios 25.3]. O coração dos reis é inescrutável.

1278. Cor salit. [Plauto, Cistellaria 550]. Meu coração está aos saltos.

1279. Cor sapientis quaerit doctrinam. [Vulgata, Provérbios 15.14]. O coração do sábio busca o conhecimento.

1280.  Cor sapit, pulmo loquitur, fel commovet iram, splen ridere facit, cogit amare iecor. [Regimen Sanitatis Salernitanum]. O coração guarda a sabedoria, o pulmão é o órgão da palavra, a bílis provoca a ira, o baço faz rir, o figado obriga a amar.

1281. Cor unum et anima una. [Vulgata, Atos 4.32]. Um só coração e uma só alma. VIDE: lAnima una et cor unum. lUnum cor et anima una.

1282. Cor unum, via una. [Owen, Epigrammata 4.188 / Divisa do Marquês do Paraná]. Um só coração, um só caminho. VIDE: lDabo eis cor unum et viam unam.

1283. Cor, vox, dens, frons, ren, splen, pes, lux sunt tibi; deest mens. [Rezende 949]. Tens coração, voz, dentes, cara, rins, baço, pés e olhos; só te falta juízo.

1284. Coram cano capite consurge, et honora personam senis. [Vulgata, Levítico 19.32]. Levanta-te diante dos que têm a cabeça cheia de cãs, e honra a pessoa do velho. nRespeita os cabelos brancos.

1285. Coram Deo et hominibus. [Vulgata, Provérbios 3.4]. Diante de Deus e dos homens.

1286. Coram iudice. [Jur / Broom 35]. Perante o juiz.

1287. Coram lege. Perante a lei.

1288. Coram nobis. Em nossa presença.

1289. Coram non iudice. [Jur / Broom 75]. Diante de um não juiz. (=Perante um tribunal impróprio). VIDE: lFactum a iudice quod ad officium eius non pertinet ratum non est. lIudicium a non suo iudice datum nullius est momenti.

1290. Coram paribus. Perante seus pares.

1291. Coram populo. Diante do povo. Em público. VIDE: lApud populum.

1292. Corcillum est quod homines facit, cetera quisquilia omnia. [Petrônio, Satiricon 75.8]. Um pouco de bom-senso é que faz os homens; tudo o mais são nugas.

1293. Corda fratres. Corações irmãos.

1294. Corde expelle desidiam tuo. [Plauto, Trinummus 649]. Expulsa a preguiça do teu coração.

1295. Corde magno et animo volenti. [Vulgata, 2Macabeus 1.3]. Com um grande coração e com o espírito favorável.

1296. Cordibus imis laetantes. Alegres do fundo dos corações.

1297. Cornibus tauri, apri dentibus, morsu leones se tutantur. [Cícero, De Natura Deorum 2.50]. Os touros se defendem com os chifres, os javalis com os dentes, os leões com mordidas.

1298. Cornibus uti videmus boves, nepas aculeis. [Cícero, De Finibus 5.42]. Vemos que os bois se valem dos chifres, os escorpiões, dos ferrões.

1299.  Cornici oculos confringere. [Cícero, Pro Murena 11.25]. Furar os olhos à gralha. (=Enganar o vigarista). VIDE: lOculos cornicum confringere.

1300.  Cornix aquilam provocat. [Pereira 113]. A gralha provoca a águia. nNão tem pé, e quer dar coice. nAs folosas querem dar nos grous. nFraco abusado. lCorniculae aquilam provocant magnam leves. [Schottus, Adagia 611]. As insignificantes gralhinhas provocam a grande águia. VIDE: lAquilam cornix lacessit. lAquilam cornix provocat.

1301.  Cornix cornici nunquam oculos effodit. [Macróbio, Saturnalia 7.5.2, adaptado]. Uma gralha nunca vaza os olhos de outra. nCorvos a corvos não se arrancam os olhos. nLobo não come lobo. nLadrão não furta a ladrão. lCornix cornici non effodit oculos. lCornix cornici nunquam effodit ocellos. VIDE: lCorvus oculum corvi non eruet.

1302.  Cornu bos capitur, voce ligatur homo. [Pereira 114]. O boi é apanhado pelo chifre; o homem é aprisionado pela palavra. nO boi pela ponta, o homem pela palavra. nPega-se o boi pelos cornos e o homem pela palavra. lCornu bos capitur, verbo ligatur homo. VIDE: lUt fune boves, sic sermone homines vinciuntur. lVerba ligant homines, ut taurorum cornua funes.

1303.  Cornu copiae. [Plauto, Pseudolus 671]. O chifre da abundância. A cornucópia. VIDE: lCopiae cornu.

1304.  Cornu ferit ille, caveto! [Pereira 100]. Toma cuidado, ele dá chifradas! (=Cuidado, esse homem é perigoso). VIDE: lFaenum habet in cornu.

1305.  Cornu taurus petit. [Horácio, Sermones 2.1.52]. O touro ataca com o chifre.

1306.  Cornutam bestiam petis. [Erasmo, Adagia 1.1.82]. Buscas um animal chifrudo. nA ruim mato ides fazer lenha.

1307.  Corona dignitatis senectus, quae in viis iustitiae reperietur. [Vulgata, Provérbios 16.31]. A velhice é uma coroa de dignidade que se encontra no caminho da justiça.

1308.  Corona sapientiae timor Domini. [Vulgata, Eclesiástico 1.22]. O temor do Senhor é a coroa da sabedoria. VIDE: lEcce timor Domini, ipsa est aspientia. lInitium sapientiae, timor Domini. lPrincipium sapientiae timor Domini. lTimor Domini principium sapientiae. lTimor Domini principium scientiae.

1309.  Corona senum filii filiorum, et gloria filiorum patres eorum. [Vulgata, Provérbios 17.6]. Os filhos dos filhos são a coroa dos velhos, e a glória dos filhos são os pais deles.

1310.  Corona senum multa peritia. [Vulgata, Eclesiástico 25.6]. A coroa dos anciãos é uma grande experiência.

1311.  Coronat virtus cultores suos. [Stevenson 2432]. A virtude coroa os seus cultores.

1312.  Coronemus nos rosis, antequam marcescant. [Vulgata, Sabedoria 2.8]. Coroemo-nos de rosas, antes que murchem.

1313.  Coronemus nos rosis, cras enim moriemur. Coroemo-nos de rosas, pois amanhã morreremos.

1314.  Corpora enim qui credit caelitus posse labi, profanus merito iudicatur, et demens. [Amiano Marcelino, Historia 25.2.5]. Quem acredita que corpos possam cair do céu com razão é considerado ignorante, e louco.

1315.  Corpora ipsorum in pace sepulta sunt, et nomen eorum vivit in generationem et generationem. [Vulgata, Eclesiástico 44.14]. Os corpos deles estão sepultos em paz, e o nome deles vive de geração em geração.

1316.  Corpora nostra lente augescunt, cito exstinguuntur. [Tácito, Agricola 3]. Os nossos corpos crescem devagar, mas se extinguem rapidamente.

1317.  Corpora vix ferro quaedam sanantur acuto. [Ovídio, Remedium Amoris 527]. Certos organismos só se curam pelo ferro afiado.

1318.  Corporalis exercitatio ad modicum utilis est. [Vulgata, 1Timóteo 4.8]. O exercício corporal para pouco é proveitoso.

1319.  Corpore et animo. [Digesta 41.2.3.1]. Com o corpo e o espírito. (=Por ação e intenção).

1320.  Corporea pulchritudo in pelle solum modo constat. [Odon de Cluny, Collatione 2 / Pereira 935]. A beleza do corpo está só na pele. nA beleza depressa acaba. nA beleza é um bem frágil.

1321.  Corporis ex habitu non est censenda facultas. [Medina 588]. Não se deve avaliar o patrimônio pela roupa do corpo. nDebaixo de má capa há um bom vivedor.

1322.  Corporis exigua desideria sunt. [Sêneca, Ad Helviam 10.2]. As necessidades do corpo são mínimas.

1323.  Corporis exigui vires contemnere noli: consilio pollet, cui vim natura negavit. [Dionísio Catão, Disticha 2.9]. Não desprezes as forças do corpo pequeno: pela prudência tem muito poder aquele a quem a natureza negou a força.

1324.  Corporis exsuperat vires prudentia mentis. [Columbano / Stevenson 1583]. A sabedoria do espírito supera a força do corpo. nMais vale sabedoria que força.

1325.  Corporis partes per quas sentimus sunt animae fenestrae. As partes do corpo pelas quais sentimos são as janelas da alma.

1326.  Corpus. Corpo. (=Termo empregado para designar um conjunto extenso e ordenado de dados ou textos, científicos ou literários, que podem servir de base a uma pesquisa).

1327.  Corpus alienum. [Jur]. Um corpo estranho. (=Coisa que não é objeto da lide).

1328.  Corpus Christi. [Da liturgia católica]. O corpo de Cristo. VIDE: lVos autem estis corpus Christi.

1329.  Corpus delicti. [Jur / Black 443]. O corpo de delito. lCorpus criminis.

1330.  Corpus humanum non recipit aestimationem. [Jur / Black 444]. O corpo humano não admite avaliação.

1331.  Corpus Iuris Canonici. Código de Direito Canônico.

1332.  Corpus Iuris Civili. Código de Direito Civil.

1333.  Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus illud a viribus impressis cogitur statum suum mutare. [Isaac Newton, Principia Mathematica]. Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma direção, a não ser que seja obrigado a mudar de estado por forças que lhe são impressas.

1334.  Corpus politicus. O organismo estatal.

1335.  Corpus quasi vas est, aut aliquod animi receptaculum. [Cícero, Tusculanae 1.22]. O corpo é como um vaso, ou um refúgio do espírito. VIDE: lCorpus vas animi.

1336.  Corpus si non reficitur, vox ipsa subtrahitur. Se o corpo não se refaz, a própria voz se perde.

1337.  Corpus sine pectore. [Erasmo, Adagia 1.10.80]. Um corpo sem coração.

1338.  Corpus valet, sed aegrotat crumena. [Erasmo, Colloquia 2, De Valetudine]. O corpo vai bem, mas a bolsa está doente.

1339.  Corpus vas animi. O corpo é o invólucro do espírito. VIDE: lCorpus quasi vas est, aut aliquod animi receptaculum.

1340.  Corrige peccantes, prohibe peccare volentes. [Periandro, traduzido do grego]. Corrige os pecadores; impede os que querem pecar.

1341.  Corrige pravum morem, et praecide linguas vaniloquas. Corrige o costume vicioso e apara as línguas mentirosas.

1342.  Corrige te primum, qui rector sis aliorum. [S.Beda, Proverbiorum Liber]. Corrige primeiro a ti, tu que és mestre de outros.

1343.  Corrigenda. Coisas que devem ser corrigidas. VIDE: lAdenda.

1344.  Corrigere res est ardua. [Ovídio, Ex Ponto 3.9.23, adaptado]. Corrigir é um trabalho penoso.

1345.  Corrigunt malos mores bona colloquia. [Schottus, Adagialia Sacra 118]. Palavras honestas corrigem os maus costumes.

1346.  Corripe peccantem, noli at dimittere, amicum. [Columbano]. Repreende o amigo que erra, mas não o abandones.

1347.  Corripe prudentem: reddetur gratia verbis. [Columbano / Stevenson 2533]. Repreende o ajuizado: suas palavras te trarão a gratidão.

1348.  Corripit Deus quem diligit. Deus corrige a quem ama.

1349.  Corrumpunt mores bonos colloquia mala. [Vulgata, 1Coríntios 15.33]. As más conversas corrompem os bons costumes. nQuem com lobos anda aprende a uivar. lCorrumpunt bonos mores colloquia prava. [Erasmo, Adagia 1.10.74]. lCorrumpunt mores bonos confabulationes pessimae. [S.Jerônimo / Tosi 1328]. VIDE: lBonos corrumpunt mores confabulationes malae. lMores bonos corrumpimus verbis malis. lTurpia colloquia bonos mores corrumpunt.

1350.  Corrupisti vinum infusa aqua. Estragaste o vinho, adicionando água. VIDE: lAqua pernicies vini. lPerdidisti vinum, infusa aqua. lVini liquorem perdidisti infusa aqua.

1351.  Corrupti mores depravatique sunt admiratione divitiarum. [Cícero, De Officiis 2.22]. Os costumes estão corrompidos e depravados por causa da paixão pelas riquezas.

1352.  Corruptio optimi pessima. [S.Gregório Magno, Moralia in Iob]. A corrupção do melhor é a pior de todas. lCorruptio optimi est pessima. [Black 445]. VIDE: lOptima corrupta, pessima.

1353.  Corruptio unius, generatio alterius. [Dante, Epistulae 3]. A corrupção de um é a geração de outro.

1354.  Corruptissima re publica plurimae leges. [Tácito, Annales 3.27.3]. As leis são mais numerosas, quando o país é mais corrupto. nAs leis se complicam, quando se multiplicam. [Marquês de Maricá]. VIDE: lPessima respublica, plurimae leges.

1355.  Corvi crocitant, cuculi cuculant, lupi ululant, sues grundiunt, oves balant, mugiunt boves, hinniunt equi, rudunt asini. Corvos crocitam, cucos cuculam, lobos uivam, porcos grunhem, ovelhas balam, bois mugem, cavalos relincham, burros zurram.

1356.  Corvi lusciniis honoratiores. [Erasmo, Adagia 4.3.8]. Os corvos são mais homenageados do que os rouxinóis. nAbaixam-se os muros, levantam-se os monturos. VIDE: lCorvus lusciniis praestat. lLusciniis corvi sunt hodie honorationes.

1357.  Corvo quoque rarior albo. [Rezende 947]. Mais raro do que um corvo branco. VIDE: lAlbo corvo rarior. lAquila alba. lCorvus albus.

1358.  Corvum in sinu foves. Aqueces um corvo ao peito. nAcalenta a serpente, que ela te arrancará o olho. VIDE: lPabula da corvis, dement tibi lumina corvi.

1359.  Corvus ab aquila relictis cadaveribus vescitur. [Grynaeus 288]. O corvo se alimenta dos cadáveres deixados pela águia. (=Diz-se de quem se apropria do prestígio de obra alheia).

1360.  Corvus albus. [Erasmo, Adagia 4.7.35]. É um corvo branco. (=Uma coisa nunca vista. Uma maravilha). VIDE: lAquila alba. lCorvo quoque rarior albo.

1361.  Corvus corvo nigredinem obicit. [Binder, Novus Thesaurus Adagiorum Latinorum]. Um corvo critica outro por sua negridão. nÉ o roto falando do esfarrapado. nDiz o tacho à caldeira: tira-te para lá, não me enfarrusques.

1362.  Corvus hians delusus est. [Pereira 105]. O corvo enganado ficou com a boca aberta. nFicou o vilão com a aguilhada na mão.

1363.  Corvus lusciniis praestat. [Pereira 93]. O corvo é mais importante do que os rouxinóis. nAbaixam-se os muros, levantam-se os monturos. lCorvus lusciniae praestat. O corvo é mais importante do que o rouxinol. VIDE: lCorvi lusciniis honoratiores. lLusciniis corvi sunt hodie honorationes.

1364.  Corvus non alis nigrior esse potest. [Medina 602]. nO corvo não pode ser mais negro do que suas asas.

1365.  Corvus oculum corvi non eruet. [Tosi 1346]. Corvo não arrancará olho de corvo. nCorvos a corvos não se arrancam os olhos. nLobo não come lobo. VIDE: lCornix cornici nunquam oculos effodit. lCornix cornici non effodit oculos. lCornix cornici nunquam effodit ocellos.

1366.  Corvus tantum mortuos impetit; adulator etiam vivis insidiatur. [Rezende 953]. O corvo só ataca os mortos; o adulador, porém, arma ciladas até para os vivos.

1367.  Cotidiana vilescunt. As coisas quotidianas não têm valor. nNão se aprecia o que se vê a cada dia. nNinguém se embriaga com o vinho de sua adega. nA intimidade diminui o respeito. VIDE: lAb assuetis non fit passio. lAssiduum mirabile non est. lAssueta vilescunt.

1368.  Cotidiano convictu auctoritas minuitur. [Rezende 5790]. Na convivência diária a autoridade diminui. nA familiaridade gera o desdém. nMuita confiança, pouco respeito. nSantos da porta não fazem milagre. lCotidiano convictu auctoritas imminuitur. [Branco 262]. VIDE: lFamiliaritas nimia contemptum parit. lNimia familiaritas contemptum parit. lNimia familiaritas parit contemptum. lParit contemptum nimia familiaritas.

1369.  Cotidie aliquid addiscentem senescere. [Valério Máximo, Facta et Dicta Memorabilia 8.7.14]. Envelheço aprendendo alguma coisa nova todo dia. nVivendo e aprendendo. VIDE: lConsenesco cotidie addiscens aliquod.

1370.  Cotidie pridie caveat ne faciat quod pigeat postridie. [Plauto, Stichus 121]. Diariamente tome cuidado para que não faça num dia coisa de que se arrependa no dia seguinte.

1371.  Cotidie damnatur, qui semper timet. [Publílio Siro]. É castigado diariamente quem sempre está com medo.

1372.  Cotidie est deterior posterior dies. [Publílio Siro]. (Para agir) o amanhã é sempre pior do que o hoje. nNão deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

1373.  Cotidie morimur; cotidie enim demitur aliqua pars vitae, et tunc quoque cum crescimus vita decrescit. [Sêneca, Epistulae 24.20]. Morremos a cada dia; a cada dia nos é subtraído um pedaço de nossa vida, e então, à medida que crescemos, a vida decresce.

1374.  Cotidie morior. [Inscrição em quadrante solar]. Eu morro todos os dias. lCotidie morior per vestram gloriam, fratres. [Vulgata, 1Coríntios 15.31]. Cada dia, irmãos, morro pela vossa glória.

1375.  Cotidie peius. [Petrônio, Satiricon 44.12]. Cada dia pior. nAs coisas vão de mal a pior.

1376.  Crabrones non sunt irritandi. Não se devem provocar as vespas. nNão mexas em casa de marimbondo. VIDE: lIncitare crabones. lIrritabis crabrones. lNoli irritare crabrones. lNoli irritare leones. lOctipedem excitare. lStimulare leones.

1377.  Crambe repetita mors est. [Schottus, Adagia 407]. Repolho requentado é morte. nDe amigo reconciliado e de caldo requentado, nunca bom bocado. nNem amigo reconciliado, nem manjar duas vezes guisado. lCrambe bis posita mors. [Erasmo, Adagia 1.5.38]. lCrambe bis cocta mortem fert. [Schrevelius 1172]. Repolho duas vezes guisado traz a morte. lCrambe bis cocta. Repolho requentado. (=Uma história velha). VIDE: lOccidit miseros crambe repetita magistros.

1378.  Cras agito, perendie agito. [Plauto, Mercator 370]. Faze isso amanhã, faze isso depois-de-amanhã.

1379.  Cras alia evenient. [Branco 334]. Amanhã acontecerão coisas diferentes. nAmanhã será outro dia.

1380.  Cras amet qui nunquam amavit, quique amavit cras amet! [Pervigilium Veneris, poema anônimo escrito no tempo de Júlio Céser e atribuído por alguns a Catulo]. Ame amanhã quem nunca amou, e quem já amou também ame amanhã!

1381.  Cras credo, hodie nihil. [Varrão, Satirae Menippeae]. Amanhã darei crédito, hoje não. nFiado só amanhã. lCras credemus, hodie nihil. [Stevenson 161]. Amanhã daremos crédito, hoje não.

1382.  Cras do, non hodie: sic nego cotidie. [Tosi 938]. Darei amanhã, hoje não: assim nego todos os dias. nQuem fia de vilão é parvo de antemão.

1383.  Cras est dies incerta; et quis scit si crastinum habebis? [Tomás de Kempis, De Imitatione 1.23.9]. Amanhã é dia incerto, e quem sabe se terás um amanhã?

1384.  Cras ingens iterabimus aequor. [Horácio, Carmina 1.7.32]. Amanhã percorreremos o vasto mar.

1385.  Cras petito; dabitur. Nunc abi. [Plauto, Mercator 770]. Pede amanhã, que te será dado. Agora, vai embora.

1386.  Cras te victurum, cras dicis, Posthume, semper; dic mihi, cras istud, Posthume, quando venit? [Marcial, Epigrammata 5.58.1]. Dizes, Póstumo, que amanhã tu vais viver; dize-me, Póstumo, quando chega esse amanhã?

1387.  Crassa ignorantia. [Jur / Black 474]. Crassa ignorância.

1388.  Crassa neglegentia. [Jur / Black 474]. Grande negligência.

1389.  Crasso ditior. [Erasmo, Adagia 1.6.74]. Mais rico do que Crasso. VIDE: lCroeso ditior.

1390.  Crastino die. No dia seguinte. lCrastino. VIDE: lAltera die. lDie altera. lIn crastino.

1391.  Crebro ignoscendo facies de stulto improbum. [Publílio Siro]. Perdoando sempre, de um tolo farás um mau-caráter.

1392.  Crebro si iacias, aliud alias ieceris. [PSa]. Se atirares com freqüência, cada vez atirarás de outra maneira. nInsiste, não desiste. nPerseverança tudo alcança. VIDE: lSi crebro iacias, aliud alias ieceris. lSi multa iacias, aliud alias ieceris. lSi saepe iacias, aliud alias ieceris.

1393.  Credant posteri! Creiam os pósteros! VIDE: lCredite, posteri.

1394.  Credat Iudaeus Apella, non ego. [Horácio, Satirae 1.5.100]. Creia o judeu Apela, não eu. nAcredite quem quiser. (=Noël registra: Apella, ae. Circoncis, isto é, circunciso,circuncidado).

1395.  Crede experto, non fallimus. [Sílio Itálico, Punica 7.395]. Confia em quem tem experiência, eu não me engano. nOuve a voz da experiência.

1396.  Crede quod habes, et habes. [Erasmo / Stevenson 162]. Crê que tens, e tens.

1397.  Crede ratem ventis, animam ne crede puellis, namque est feminea tutior unda fide. [De Mulierum Levitate, poema de autor incerto, atribuído a Quinto Cícero e a Petrônio, entre outros]. Confia teu barco aos ventos, mas não confies teu coração às mulheres, pois é mais seguro o mar do que a fidelidade de uma mulher. nMulher boa, ave rara.

1398.  Crede ut intellegas. Crê para compreenderes. VIDE: lCredimus enim ut cognoscamus, non cognoscimus ut credamus. lCredo ut intellegam, non intellego ut credam. lIntellege ut credas. lNeque enim quaero intellegere, ut credam, sed credo ut intellegam. lSi non credideritis, non intellegetis. lSi non potes intellegere, crede ut intellegas. Praecedit fides, sequitur intellectus.

1399.  Credebas dormienti haec tibi confecturos deos? [Terêncio, Adelphi 693]. Acreditavas que os deuses te haveriam de fazer isso enquanto dormias? nDinheiro não cai do céu. nTrabalha, que Deus te ajudará.

1400.  Credens lilium me tenere, sensi vepreculam. [Cataldo / Ramalho 38]. Julgando pegar num lírio, senti um espinho.

 

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