|
NABATEUS
Grupo de tribos do deserto, apegadas à vida nômade, talvez descendentes dos
recabitas (Jr 35,1-11). Após a destruição de Jerusalém viviam espalhados na
região de Petra, ao sul do mar Morto. Mantinham caravanas de comércio entre a
Arábia, a Mesopotâmia e o Mediterrâneo. São mencionados várias vezes nos livros
dos Macabeus. Quando S. Paulo fugiu de Damasco, Aretas, um rei nabateu,
controlava a cidade (2Cor 11,32).
NAÇÕES
O termo no plural designa os povos pagãos (ou os gentios), que não fazem parte
do povo eleito, judeu ou cristão (Dt 7,6; Jr 10,25; Mt 4,15; 1Cor 5,1; 1Pd
2,12). Ver “Gentio”.
NAZIREU
Pessoa consagrada a Deus. Em virtude desta consagração, tanto a mãe, durante a
gestação, como o futuro nazireu deviam abster-se de certos alimentos e bebidas,
ou de cortar o cabelo (Jz 13,4s). Sansão (13,4-7; 16,17), Samuel (1Sm 1,11) e
João Batista (Lc 1,15) eram nazireus. O nazireato foi institucionalizado e
regulamentado por lei (cf. Nm 6,1-21 e nota). No NT S. Paulo, junto com outros
cristãos, faz um voto temporário de nazireato (At 18,18; 21,23-26).
NECROMANCIA
Ou evocação dos mortos, é uma prática que supõe a possibilidade de entrar em
contato com os mortos e de esses poderem comunicar mensagens do além, a até de
aconselhar os vivos em problemas difíceis. A prática era conhecida na
Mesopotâmia, no Egito e em Canaã. Apesar da proibição (cf. Lv 19,31 e nota),
Saul recorreu à necromancia (cf. 1Sm 28,7-10) e foi por isso punido (cf. 1Cr
10,13 e nota). Ver “Espiritismo”.
NEFTALI
Filho de Jacó e Bala, escrava de Raquel (Gn 30,7s), antepassado da tribo de
Neftali (cf. 29,31–30,24 e nota), localizada na região mais tarde chamada
Galiléia (Js 19,32-39; Mt 4,15).
NEGUEB
Deserto localizado ao sul da Palestina (Dt 1,7).
NEOMÊNIA
Ver “Lua Nova”.
NOIVO
No AT o noivo, ou seu pai, tinha que pagar o preço da noiva (mohar em hebraico)
ao pai da noiva ou ao seu substituto (Gn 34,12; Ex 22,15s; 1Sm 18,25). Este
preço podia constar de uma prestação de serviços (Gn 29; 1Sm 17,25; 2Sm 3,14) ou
ser pago com animais (Gn 30,25-41). A partir deste momento o noivo tornava-se de
direito o “senhor”(baal) da noiva. Ver “Esposo”, “Matrimônio”.
NOME
Na concepção antiga o nome não apenas distingue uma pessoa da outra, mas exprime
seu caráter fundamental, sua personalidade, sua missão neste mundo (Gn 3,20; Mt
1,21.23). O nome vale pela pessoa; onde está o nome, está a pessoa (Jr 14,9).
Mudar o nome de alguém é mudar a sua vocação (Mt 16,16-18). Dar nome a alguém é
exercer certo poder sobre ele (Gn 2,19-21). Pronunciar o nome de Deus sobre
alguém é garantir-lhe a proteção divina (Nm 6,27). Invocar o nome de Deus é
prestar-lhe culto (Gn 4,26; 12,8), pois o nome de Deus significa o próprio Deus.
Por isso Deus “age por causa de seu nome”(Ez 20,14) e o pecado pronafa o seu
nome (Lv 18,21). Por respeito ao nome de Deus Javé (= Senhor em nossa Bíblia),
os israelitas não o pronunciavam e liam Senhor (escrito Adonai em hebraico) em
vez de Javé .
O nome de Jesus é usado e pronunciado com respeito pelos cristãos (At 3,6; Cl
3,17; Fl 2,10). O cristão se persigna “em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo” e reza no Pai-Nosso: “Santificado seja o vosso nome”.
NOVO TESTAMENTO
Ver “Aliança”, “Testamento”.
NÚMEROS
Os números na Bíblia, além de seu valor aritmético exato, têm um valor
simbólico. Assim, por exemplo, sete significa um número elevado (sete dias, sete
anjos, sete demônios, perdoar sete vezes); 12 (tribos, apóstolos); 40 (dias de
chuva, de oração no Sinai, de jejum de Jesus, dias da Ascensão). Muitas vezes os
números elevados na Bíblia são fruto do exagero, próprio dos orientais (cf. Nm
1,21; Jz 16,27 e notas), para dar importância aos fatos.
NUVEM
Em muitas religiões as nuvens pertencem à esfera do divino. Por isso são
elemento integrante das teofanias ou aparições divinas. A coluna de nuvens é a
presença divina que acompanha e protege os israelitas na saída do Egito (Ex
13,21). Nuvens envolvem o monte Sinai (19,16) e uma nuvem envolve a tenda da
reunião (Nm 9,15-23 e nota), a cena da transfiguração e a da ascensão de Jesus
(Lc 9,34; At 1,9). Quando Cristo voltar, na segunda vinda, virá sobre as nuvens
do céu (Mc 14,62).
|