1º CONGRESSO LATINO AMERICANO E DO CARIBE SOBRE O DIACONATO PERMANENTE
DOCUMENTO DE TRABALHO DA CONCLUSÃO FINAL
I. Luzes e sombras do diaconato em nosso continente
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Luzes |
Sombras |
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FORMAÇÃO Nível propedêutico O aparecimento de um maior acompanhamento vocacional do aspirante |
1. Falta de uma pastoral vocacional orgânica. |
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Formação do candidato 1. A procura de uma homologação nos conteúdos dos programas formativos 2. O esforço do candidato para conseguir sua formação teológica-pastoral 3. Constata-se a necessidade de uma formação específica do diácono permanente em temas relacionados ao exercício do ministério nas pastorais ambientais. 4. A presença cada vez mais da esposa na formação do diácono permanente. |
1. Necessidade de estabelecer critérios comuns 2. Constata-se a existência de diferentes intensidades na formação em cada uma das diferentes dioceses do continente. 3. Restrições de tempo para a formação. 4. Em algumas dioceses, a distância para chegar ao centro de formação. 5. Falta uma adequada formação do candidato para desempenhar o seu ministério nos âmbitos da caridade, do anúncio da palavra e da liturgia. 6. A falta de preparação e acompanhamento de algumas esposas durante o período de formação do marido. |
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Formação permanente do diácono permanente 1. Reconhecimento progressivo da importância da formação permanente. 2. O aumento do número de Escolas diaconais dedicadas à formação permanente, sobretudo com o emprego de novas tecnologias de ensino à distância. |
1. A escassez de pessoal capacitado para a formação dos diáconos permanentes. 2. Falta de uma metodologia para levar a cabo o processo da formação permanente. 3. O pouco interesse dos diáconos em sua formação permanente, com a ausência a encontros e momentos de formação. 4. A falta de Escolas diaconais em algumas dioceses. A falta de atualização de alguns temas teológico-pastorais. |
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VIDA E MINISTÉRIO Realidade continental do diaconato permanente. 1. Um crescimento gradual e constante do número de diáconos permanentes. Nas diversas igrejas locais e nacionais. 2. A boa disposição do diácono permanente para colaborar com as atividades eclesiais. O diácono permanente realiza seu ministério com alegria, sabendo que vive em uma igreja pobre, que sofre, que trata de superar as adversidades. Nesta realidade, o diácono permanente faz ouvir sua voz. |
1. No entanto, muitas dioceses ainda não restauraram o diaconato permanente. 2. No entanto, aparecem desculpas para não restaurar o diaconato permanente, por se considerar suficiente o número de sacerdotes. 3. Os diáconos permanentes são geralmente pobres e um certo número, desempregados. 4. Tem diáconos que percorrem grandes distâncias para exercer o seu ministério 5. Os diáconos permanentes precisam de um certo tempo ao trabalho para manter a sua família. |
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O diaconato permanente em relação à família e ao trabalho Apoio familiar, especialmente por parte da esposa, nas tarefas pastorais. Reconhecimento, por parte de alguns bispos e vigários, da necessidade do diácono dedicar parte do tempo à família. |
1. O descuido da família por causa das tarefas pastorais. 2. A falta de equilíbrio na distribuição do tempo entre a família e o trabalho pastoral. |
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O diácono permanente na sociedade O diácono permanente, por causa da sua vivência, adquire uma maior consciência da realidade social. O diácono permanente, com a sua presença, anima as comunidades das quais participa. |
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O diácono permanente na Igreja Observa-se uma maior participação do diácono permanente nas instituições diocesanas e paroquiais, de modo especial nas áreas da caridade e da administração. |
1. A pouca presença de diáconos permanentes em comissões pastorais e sociais, a níveis internacional, nacional, diocesano e paroquial. |
II. Futuras linhas de ação do diaconato no continente
PERFIL DO DIÁCONO PERMANENTE
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CARACTERÍSTICAS |
LINHAS DE AÇÃO |
SUGESTÕES |
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LITÚRGICA |
. Ser, na sua vida, um homem de fé, aberto à oração, configurando, assim, dia a dia, a sua espiritualidade. . Que o serviço do altar se constitua no meio de se ofertar os trabalhos da sua comunidade eclesial. |
. Procurar estar em sintonia com as direções e propostas das Conferências Episcopais. . Incentivar estudos de liturgia nas suas comunidades, a fim de educar o povo para que conheçam as funções litúrgicas inerentes ao seu ministério. . Contribuir, nas suas comunidades, para inculturar a liturgia. |
. Estar consciente das realidades das suas comunidades, a fim de estar inserido na orientação das mesmas. . Apoiá-las em seus crescimento e maturidade espiritual. . Estabelecer uma coerência entre o seu ministério e as atividades pastorais nas quais se requer seu apoio, solidariedade e estima. . Deve procurar chegar ao conhecimento pleno da liturgia, através de estudos e comunicação frequente com o seu vigário. |
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PROFÉTICA |
. Testemunha com a sua vida a palavra que prega. . Assume a atitude profética que une o anúncio e a denúncia. . procura adequar-se sempre aos níveis dos receptores da sua mensagem. . Organiza a pastoral profética, dando especial atenção à catequese e aos ambientes mais marginalizados. |
. Exortar, na sua pregação, a responder com atitudes de vida |
. Incorporar a sua família no desenvolvimento da sua pastoral. . Cuidar da seleção do candidato. . Conjugar, no seu estudo e na sua reflexão, a dimensão teológica e bíblica, assim como o Magistério da Igreja. . Participação nos encontros regionais. . Utilizar os meios ao seu alcance para a difusão da Palavra. . Fomentar a participação de diáconos permanentes na organização de encontros e congressos. |
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SOCIAL |
. Conscientizar-se no ser e na missão do diaconato permanente. . Sensibilizar-se com o social e identificar-se com as necessidades do pobre e do marginalizado. . Promover a caridade e a igualdade nas suas comunidades. . Fortalecer a sua "diakonia" na contemplação da atitude de Cristo Servo. . Intensificar os seus conhecimentos no que diz respeito ao Magistério social da Igreja e a realidade social do país. |
. Estar presente em sua ação pastoral, a ação pastoral da Igreja pelos pobres e marginalizados. |
. Estar presente aos encontros nos quais se faça a reflexão sobre a ação social da Igreja. . Maior participação do diácono permanente nas organizações sociais. . Desenvolver habilidades para a liderança e a direção social. |
III. Conclusões e recomendações
CELAM
1. Considerar a possibilidade de solicitar à Santa Sé a isenção do pedido de autorização nacional para a instauração do diaconato permanente nas dioceses.
2. Manter a estrutura continental desenvolvida pelo DEVYM para que garanta os encontros latino-americanos e regionais e para assegurar melhor o caminho comum para a formação.
3. Manter o grupo de estudos para que pesquise, em matéria teológica pastoral, os eixos fundamentais da natureza da missão do diaconato permanente.
4. Manter as relações com o Centro Internacional do diaconato para o seu intercâmbio enriquecedor de experiências.
CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS
1. Propiciar um estudo que atualize a Ratio de preparação dos diáconos permanentes.
2. Elaborar um diretório litúrgico para o diácono permanente, para que oriente o desempenho do seu ministério.
3. Promover a criação de conselhos consultivos para a formação e o acompanhamento do diaconato permanente.
4. Fomentar os encontros e convivências de diáconos permanentes e suas esposas a nível nacional.
IGREJAS PARTICULARES
1. Promover a criação de Escolas diaconais de acordo com as necessidades pastorais locais a nível da preparação dos candidatos e da formação permanente do diácono permanente.
2. Desenvolver uma pastoral vocacional para o diaconato permanente.
3. Mostrar, aos seminaristas, a riqueza da presença do diaconato permanente na Igreja.
4. Favorecer a comunhão do diácono permanente com o seu pastor e seus irmãos sacerdotes.
5. Convidar os diáconos permanentes para as reuniões do clero.
6. Promover confraternizações e retiros dos diáconos permanentes e suas esposas.
PARÓQUIAS E COMUNIDADES DIACONAIS
1. Integrar os diáconos permanentes nos Conselhos paroquiais (pastoral e econômico)
IV. Conclusões dos trabalhos no grupo das esposas dos diáconos presentes
CARACTERÍSTICAS QUE A ESPOSA DO DIÁCONO PERMANENTE DEVE REUNIR
1. Ser imitadora da Virgem Maria no silêncio, na participação, na capacidade de escuta, na atenção às necessidades do próximo, na fortaleza, prudência e simplicidade, na oração, esperança e fidelidade.
2. Uma mulher paciente, compreensiva, tolerante, discreta, alegre, virtuosa, aberta ao diálogo, modesta no modo de vestir.
3. Com sólida base cristã. Que saiba dar testemunho de sua vida cristã e que esteja disposta a crescer na fé e no conhecimento.
4. Tem coerência entre o seu pensamento e a sua ação. Capaz de inserir-se no trabalho comunitário.
5. É uma mulher que sabe que a primeira vocação do seu marido - ao menos na ordem temporal - é a do matrimônio, e que o diaconato permanente deve enriquecê-la; Que é feliz porque se associa à vocação do seu marido.
6. Que saiba suprir a ausência do esposo no lar, para que também o ajude para que ele encontre um equilíbrio na distribuição do seu tempo entre a família e o ministério.
MANEIRAS DE ACOMPANHAR O ESPOSO NO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO DIACONAL
1. A primeira forma de acompanhá-lo é com a sua espiritualidade, nos momentos de oração e com a oração da Liturgia das Horas.
2. Através dos carismas e possibilidades de cada uma, nas diferentes pastorais: matrimonial, familiar, social, educativa, catequética, da saúde, carcerária, etc.
3. Estando atenta aos cuidados com a assembléia, especialmente no cuidado com seus ornamentos.
4. Ajudando a preparar palestras, retiros, jornadas, etc.
SUGESTÕES PARA MELHORAR ESSE ACOMPANHAMENTO
1. Conseguir uma adequada formação durante o tempo de preparação do esposo para o diaconato permanente, tanto no aspecto espiritual, como no doutrinal.
2. Depois da ordenação, continuar essa formação de maneira permanente.
3. Que, na medida do possível, a esposa participe da atividade pastoral do diácono permanente.
4. Integrar os filhos em encontros e atividades paroquiais, diocesanas e nacionais.
5. Organizar confraternizações e intercâmbios que incluam toda a família do diácono permanente.
6. Que a comunidade cristã: a) facilite a integração da família do diácono permanente; b)que não o deixe descuidar da atenção à família.
7. Participar de retiros espirituais junto com o marido.
8. Ser consciente de ser esposa de diácono e não "diaconisa"
9. Contar com um diretor espiritual, se possível, o mesmo do marido.
10. Que o DEVYM continue aprofundando os aspectos da dupla sacramentalidade do diácono permanente.
11. Que o DEVYM estude a possibilidade de integrar a esposa e os filhos no rito da ordenação ( DEVYM = Dep. De Vocaciones y Ministérios do CELAM)
Lima, 13 a 16 de agosto de 1998