A HISTÓRIA DA SALVAÇÃO
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A Bíblia ou Sagrada Escritura contém toda a revelação divina. Trata-se de uma coleção de livros sagrados que contém relatos desde a criação do universo até o que virá no final dos tempos. Foi através das Sagradas Escrituras que Deus se comunicava e se comunica até os dias de hoje com os homens, para Se revelar, ensinar, guiar, repreender, exortar, instruir, encorajar. Enfim, para se comunicar com suas criaturas tão amadas. A Bíblia, quando utilizada em oração, é o diálogo com Deus.
Após o pecado original, feito
pelos nossos antepassados, Adão e Eva, o homem viveu afastado de
Deus, até o surgimento de Abraão. De fato, Deus pede a Abraão, A História da Salvação é, na verdade a história da revelação de Deus aos homens, a princípio dirigido a um povo, o povo hebreu, através de Moisés, e mais tarde, de modo público, isto é, dirigido a todos, na figura de Jesus Cristo. O “Antigo Testamento” é um conjunto de Livros Inspirados por Deus e escritos por diversos autores, chamados de “Hagiográficos”, “escritores da Palavra divina”. O mais importante deles foi o próprio Moisés, que escreveu os primeiros cinco livros da Bíblia, conhecidos como “Pentateuco”. O primeiro livro é o “Gênese”, que nos fala sobre a criação do mundo e o desenvolvimento dos povos primitivos, passando por Abraão, Isaac, filho de Abraão, Esaú e Jacó, filhos de Isaac, até o advento de Moisés, que recebeu de Deus, no monte Sinai, as Tábuas contendo os dez mandamentos. Os demais Livros são: “Êxodo”, “Levítico”, “Números” e “Deteuronômio”, todos eles estabelecendo um conjunto de Leis e Regras para a vida cotidiana e espiritual do povo. Após a morte de Moisés, segue-se um conjunto de livros tidos como “históricos”, pois contam o desenvolvimento do Reino e dos fatos mais importantes na vida de Israel. Os livros de “Juízes”, “Reis”, “Crônicas” contam essas principais passagens, tendo como base a vida dos principais reis, sobretudo David, que reinou em Israel por volta de 1000 anos antes de Cristo, e seu filho, o rei Salomão. Seguem-se os livros “Sapienciais”, que são Livros de ensinamentos morais e de espiritualidade. Após esses, temos os livros “proféticos”, onde aparecem as grandes personalidades proféticas do antigo Israel, como Isaías, Jeremias, “Lamentações” etc. Por volta do ano 600-580 antes de Cristo, Israel cai sob o domínio dos babilônicos, com o comando de Nabucodonosor, Imperador da Babilônia. São deportados e escravizados novamente. Surgem então os grandes profetas do exílio, como Daniel, Ezequiel, Oséias e outros. Setenta anos depois da deportação Ciro substitui Nabucodonosor como imperador e publica um Édito Imperial libertando os hebreus, que voltam para Israel. A volta dos hebreus e a construção do II Templo em Jerusalém são relatada nos Livros de Neemias e Esdras. Por volta do ano 250 antes de Cristo, porém, Israel cai novamente, agora sob domínio do grande Império romano, que está em franca ascensão. O último livro do “Antigo Testamento”, é o de Malaquias, próximo do ano 50 antes de Cristo. Finalmente, já no contexto do “Novo Testamento”, aparece João Batista, a pregar no deserto a vinda do Messias, que se realiza na pessoa de Jesus de Nazaré.
Segundo os santos Evangelhos, Jesus pregou durante três anos. Por volta do ano 33 de nossa era, Jesus é preso pelo poder dos judeus, o “sinédrio”, e apresentado a Pilatos, que era na época governador da Judéia, e acusado de “blasfemador” e “falso profeta” que não merece senão a morte! Nessa situação, Cristo, o Salvador dos homens é condenado à crucificação! Cristo é crucificado numa sexta-feira (a chamada sexta-feira da paixão) apenas para surgir Vitorioso dos laços da morte no domingo seguinte que é, portanto, o domingo da Ressurreição, isto é, a Páscoa cristã. Após a Ressurreição e Ascensão de Cristo (que se deu 40 dias depois de sua gloriosa Ressurreição), o Espírito Santo, que já havia sido prometido por Jesus, desce sobre os Apóstolos, no chamado domingo de Pentecostes. Aí se dá verdadeiramente o nascimento da Igreja. |