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ÁGUA,
FONTE DE VIDA
Introdução
Longe de mim a pretensão de abordar o tema da água
em termos técnicos, menos ainda em termos científicos. O que, sim, posso fazer
é propor algumas chaves de leitura, de caráter ético-religioso, que permitam
uma aproximação, digamos, de caráter pastoral a essa temática. Temos em
vista a Campanha da Fraternidade de 2004, que reflete sobre o tema Fraternidade
e Água e tem como lema Água, fonte de vida. Os itens abaixo são como
que janelas que visam descortinar os debates em torno da água, através de
variados enfoques. Apesar da seqüência pedagógica em que são apresentados,
na realidade encontram-se todos inextricavelmente entrelaçados.
Deixo de lado números e estatísticas, não por achá-los desnecessários,
evidentemente, mas pelo tipo de abordagem a que me proponho. Trata-se, antes de
tudo, de uma reflexão livre e solta sobre os imperativos éticos e religiosos
que a temática da água, da ecologia e do meio ambiente hoje estão levantando.
Imperativos que, diga-se logo, devem conduzir a uma ação conjunta e inadiável
para salvar o planeta terra e a vida sobre ele.
Menção inicial e positiva merecem os esforços somados de movimentos,
entidades, pastorais, associações e pessoas na luta pela convivência com o
semi-árido brasileiro, na construção de cisternas para armazenar e utilizar a
água da chuva. Esse exemplo tem mostrado à saciedade que, ao lado dos alarmes
sobre a falta de água, é preciso estudar formas de reaproveitamento e justa
distribuição das reservas de que dispomos. Caso contrário, tais alarmes soam
falsos e enganosos, como veremos mais adiante.
A biodiversidade
A primeira chave desta abordagem debruça-se
sobre a temática da biodiversidade. Todo o organismo vivo tem algum tipo de
sangue. A terra é um organismo vivo, seu sangue é a água. A esse respeito, não
basta dizer que a água é a fonte de vida. É mais que isso: a água é a fonte
da vida em todas as suas formas, vegetal, animal e humana. Felizmente hoje
cresce a consciência de que ou defendemos o planeta e seus recursos naturais ou
pereceremos junto com ele. Daí o combate à contaminação das águas, à
devastação da natureza, por um lado, e o respeito ao equilíbrio ecológico e
à preservação dos ecossistemas, por outro.
Entender a água como sangue da vida, e de todas as formas de vida, é opor-se
à lógica do sistema capitalista, que a vê unicamente como um bem a ser
mercantilizado, como tantos outros ao longo da história. Além disso, a ótica
da biodiversidade privilegia uma abordagem sistêmica, no sentido de que cada
ser vivo é interdependente dos demais. Todos os seres vivos – humano, animal
ou vegetal – interagem organicamente. Tudo o que prejudica um, tem conseqüências
nocivas para os outros. E inversamente, defender determinada forma de vida é
defender a vida no seu conjunto. Em síntese, o planeta inteiro é um grande ser
vivo, em que os diversos ecossistemas necessitam uns dos outros para
permanecerem igualmente vivos.
Num paralelo com o corpo humano, o que afeta um membro, diminui a qualidade de
vida de todo o organismo. Da mesma forma, destruir qualquer mini-ecossistema é
comprometer a vida sobre a face da terra. Poderíamos tomar alguns exemplos: a
Amazônia, o cerrado, o pantanal – isso para citar apenas os mais próximos de
nós. O avanço predatório sobre qualquer uma destas regiões traz prejuízos
irreversíveis não só para a fauna e flora brasileiras, mas para todo povo
deste país e para toda a humanidade. Não precisamos ser cientistas para saber
que, entre os seres prejudicados, estão em primeiro lugar os organismos mais frágeis,
o que, no caso dos humanos, significa dizer os pobres. As classes dominantes não
hesitarão em jogar sobre os mais indefesos todo o ônus da devastação
ambiental. Isso, evidentemente, não as exclui das catástrofes finais, mas adia
para elas a tragédia.
A lógica do
mercado
Uma segunda chave da abordagem toma como enfoque
a economia de mercado. Desde o nascimento, o capitalismo expande-se pelo
planeta, convertendo bens naturais em moeda de troca. Ao contrário do que
muitas vezes pensamos, o dinheiro que temos no bolso não é moeda, mas apenas
sua parte visível, simbólica. A verdadeira moeda são bens que adquirem valor
através do intercâmbio comercial. Ou seja, bens que se transfiguram em
mercadoria. O dinheiro não passa de um mero intermediário das trocas, um
denominador comum para facilitar o comércio.
Vejamos isso na evolução histórica da economia capitalista. Por exemplo, as
especiarias e produtos exóticos do oriente, bem como o ouro e a prata das Américas
converteram-se em verdadeiras moedas do capitalismo em sua fase mercantil. Já
no capitalismo industrial, o petróleo assume o papel fundamental, dado seu
valor energético para mover a era da máquina. A expressão “petrodólares”,
cunhada na sociedade moderna, revela bem a relação entre moeda e dinheiro. Na
chamada sociedade pós-moderna, com a revolução tecnológica e a era da informática,
a informação assume o status de moeda. Daí o afã das nações e das grandes
corporações em desenvolver tecnologia de ponta para acumular o maior volume de
informações no menor espaço possível, com a evolução da micro-eletrônica.
Não é sem razão que se fala hoje em “latifúndio do conhecimento”.
Qual a moeda de troca das décadas ou séculos vindouros? Não poucos estudiosos
indicam a água como uma das mercadorias mais cobiçadas no futuro relativamente
próximo. O que, de resto, não é grande novidade. Já na sociedade industrial,
e até antes dela, a água vem sendo utilizada como fonte privilegiada de
energia, gerando a eletricidade como um dos bens mais indispensáveis ao modo de
vida contemporâneo. Não irá o “ouro azul” substituir o “ouro negro”?
Há até quem ouse avançar que a disputa pela água será motivo de conflitos e
guerras, num tempo não muito longe do nosso. O acesso às fontes de água não
é um dos motivos que, há décadas, alimenta a violência entre palestinos e
israelenses?
Numa palavra, em futuro breve a água deverá tornar-se um bem cada vez mais
raro e caro. Certamente crescerá a cobiça das nações e empresas por seu
controle, da mesma forma que a pressão pela privatização de suas reservas
mais abundantes. Para ser mais concreto, um dos principais temas da Alca,
imposto ferreamente pelos Estados Unidos, é justamente os serviços públicos,
aqui incluído o gerenciamento e abastecimento dos recursos hídricos. O
resultado é a crescente comercialização da mesma, como mercadoria
internacional. Em muitos lugares, como bem sabemos, um litro de água e um litro
de gasolina já praticamente se equivalem no preço.
A evolução da economia capitalista, na busca desenfreada de lucros imediatos,
explora todo o potencial de riquezas à disposição, sejam os recursos
naturais, seja a força de trabalho humana. A imensa reserva de água doce que
é a bacia amazônica ou o aqüífero Guarani, para citar dois exemplos
brasileiros, não escaparão a essa lógica empresarial. Não custa recordar,
aliás, que o Brasil dispõe de cerca de 12% da água potável e aproveitável
do planeta, o que sem dúvida deverá atrair a cobiça das empresas
multinacionais sobre o país. Nem precisa lembrar as conseqüências nocivas que
tal estado de coisas pode acarretar, seja quanto à depredação da natureza,
seja no que diz respeito à poluição e contaminação dos rios, lagoas, lençóis
freáticos e oceanos. Umas vez mais, não ignoramos quem serão os primeiros
atingidos!
Mito e verdade da
escassez
Como terceira chave, tomemos o discurso da
escassez da água. Ele é ambíguo e perigoso, se não for bem entendido.
Primeiro, porque pode ser uma forma indireta de elevar o seu preço, o que acaba
fazendo o jogo daqueles que detêm o poder de manipular os recursos naturais e
as pessoas. Ninguém desconhece atualmente o poder da propaganda ou marketing.
Depois, a escassez pode justificar a extrema desigualdade que hoje se verifica
no uso da água disponível, levando os pobres, e somente eles, a
“acostumarem-se” passivamente com mais essa carência. Dizer que a água está
acabando pode ainda ser um falso alarme, com vistas a acelerar o processo de
privatização de seu controle social, uma vez que é comum a idéia de que a
iniciativa privada trabalha com mais racionalidade e melhor aproveitamento.
Nessa interpretação equivocada, esconde-se o fator lucratividade presente em
qualquer empreendimento particular, ao mesmo tempo que se procura subestimar os
resultados positivos de uma administração pública séria e responsável.
É verdade que há uma crescente escassez de água
potável, mas deve-se esclarecer que ela é diferenciada em termos geográficos,
qualitativos e de classe. Em algumas regiões o produto é abundante, enquanto
outras sofrem com sua carência ou com sua qualidade duvidosa. Enquanto alguns
setores da população enfrentam filas enormes ou léguas para conseguir uma
lata de água, outros jamais se preocuparam com sua falta e a possuem até em
abundância. Por que não usar a tecnologia mais avançada para uma maior e
melhor distribuição de um recurso tão essencial à vida? Por que não
estender esse recurso de forma mais justa a toda população do planeta? Claro
que estender esse direito a todos supõe uma decisão política que implica,
como veremos, em ferir os privilégios de setores poderosos e influentes. Daí a
tendência à inércia que acaba naturalizando as disparidades hoje existentes.
As perguntas colocadas levantam outras questões que devem ser tratadas ao lado
do tema da escassez. Antes de mais nada, é preciso denunciar o acúmulo da água
por setores da sociedade que, em hipótese alguma, pretendem renunciar a um padrão
de vida incompatível com a tão falada escassez. Também neste caso, não seria
fora de propósito falar em “latifúndio da água”. Como a terra, a riqueza
e a renda, a água também se concentra nas mãos de poucos. Quem sabe, em lugar
de escassez, fosse mais realista falar em luxo de poucos como contraface à sede
de muitos!
Outra questão que não pode ser desvinculada do discurso da escassez é o
desperdício da água. Alguns exemplos podem ilustrar o que queremos dizer: até
quando será permitido, com água potável, lavar calçadas e carros, ou encher
a piscinas de casas privilegiadas? Ou inclusive dar descarga a cada vez que se
vai urinar? Esse padrão de consumo não se sustenta com o ritmo de purificação
e reciclagem da água. Esta, é bem verdade, constitui um dos principais bens
renováveis, mas sua renovação tem um ritmo que não pode ser desconsiderado.
O processo natural de purificação não dá conta de tornar novamente potável
a água na mesma velocidade com que nós a contaminamos. O consumo exacerbado e
o desperdício de alguns agravam a escassez para outros. Em síntese, escassez
sim, mas para quem? – poderíamos perguntar.
Por fim, não podemos falar de escassez sem abordar simultaneamente a destruição
e contaminação dos mananciais. Como vimos acima, a lógica do mercado leva ao
uso indiscriminado dos bens naturais e da força humana. As causas são muitas,
variadas e convergentes: desmatamento irracional, destruição de ecossistemas,
agressão aos rios e lagoas, poluição das reservas subterrâneas... O
resultado é a condenação irreversível e progressiva de enormes recursos hídricos
que poderiam ser aproveitados. Daí que, ao lado do discurso da escassez seja
necessário repensar seriamente o uso frugal, sóbrio e responsável dos
recursos naturais. O cenário de devastação que hoje domina o planeta tem que
ser revertido. Isso exige uma nova forma de relação dos seres humanos com a
natureza, com outros seres vivos e com as coisas. Exige o uso correto de todos
os recursos, notadamente a água.
O critério ético
A quarta e última chave toma como enfoque o critério
ético e religioso, o que não significa dizer que este critério não esteja
presentes nas chaves anteriores. Na verdade, a dimensão moral perpassa toda a
reflexão, na medida em que condena uma racionalidade sócio-econômica e político-cultural
que tem levado a humanidade a uma exclusão social crescente. Como bem lembra a Populorum
Progressio de Paulo VI, o progresso tecnológico e o crescimento econômico,
longe de trazer um verdadeiro desenvolvimento social, aprofundou ao longo da
história as desigualdades e a assimetria entre as nações e entre as regiões
de um mesmo país.
Um olhar para o nosso dia-a-dia, ainda que superficial, mostrará que alguns
bens naturais são absolutamente indispensáveis à vida e à sobrevivência.
Entre eles, o alimento, o ar, a luz e, claro, a água. Muitas coisas que
utilizamos com naturalidade, mesmo sem ser supérfluas, podem ser dispensáveis
do nosso cotidiano. Cada cultura cria necessidades que, não raro, podem ser
deixadas de lado, sem prejuízo para a sobrevivência. Mas o ar e a luz, a
comida e água – não há como suprimir. Sem esses elementos simplesmente não
há vida. O acesso a eles é condição sine qua non para qualquer ser
vivo manter-se como tal e perpetuar a espécie.
De um ponto de vista ético e religioso, aquilo que é vital á sobrevivência não
pode ser acumulado ou comercializado, com vistas ao lucro de poucos. Entra aqui
o conceito de função social da propriedade privada, tão recorrente na
Doutrina Social da Igreja. Diante destes recursos naturais, sem os quais a vida
corre perigo, levanta-se um imperativo ético. Não se pode privar as pessoas e
outros seres vivos do oxigênio, da água, da terra, do alimento, da saúde. A
vida está em primeiro lugar! Vender e comprar água de forma indiscriminada,
utilizando apenas critérios de mercado é uma grande ameaça á vida em todas
as suas formas. Só pelo fato de existir, cada ser vivo tem direito inalienável
àquilo que é necessário para mantê-lo vivo. As leis do mercado devem estar
subordinadas a essa exigência ética, e as políticas públicas devem garantir
sua realização. Caso contrário, como assistimos hoje por todo mundo, milhões
de seres humanos, para não falar de outras formas de vida, acabam sendo
condenados à subnutrição, à miséria, à fome e à sede – ou seja, à
morte!
Na mesma perspectiva ético-religiosa, vale a pena nos determos um pouco sobre
um texto bíblico que se enquadra bem no curso desta reflexão. Trata-se da
passagem que narra a aliança de Javé com seu povo no Livro do Gênesis,
simbolizada pelo arco-íres. É interessante notar que a aliança é feita não
apenas com os homens e mulheres, mas com “todos os seres vivos” e com
“todas as gerações futuras”. Como se pode notar, o Deus bíblico
preocupa-se simultaneamente, com a sobrevivência do planeta e com a preservação
de todas as formas de vida. Desta passagem Bíblica (Gn 9, 12-17), deriva um
critério fundamental para a luta dos movimentos sociais e pelo equilíbrio ecológico.
Ou seja, o que está em jogo é a continuidade da vida, seja ela humana, vegetal
ou animal. Não é ocioso recordar que o próprio arco-íres, manifestação visível
da aliança, é formado de gotículas de água refletidas nos raios da luz
solar.
Ainda em termos morais, cabe por fim insistir no apelo à frugalidade no uso dos
bens naturais. A raiz etimológica da palavra ecologia pode nos trazer alguma
outra lição. Sua origem grega compõe-se de dois vocábulos: oikos e logos.
Isto é, o estudo ou a ciência sobre a casa. Em outras palavras, o planeta
terra na sua integridade orgânica é a casa de todos os seres vivos. O dicionário
Aurélio, por sua vez, assim a define ecologia: “parte da biologia que estuda
as relações entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem, bem como suas
recíprocas influências”. A pergunta fundamental é como estabelecer novas
relações entre seres vivos e coisas que levem em conta o uso correto, justo e
racional dos recursos à disposição. Chegamos, assim, novamente à necessidade
de dar novo rumo à própria civilização como um todo, especialmente na sua
versão ocidentalizada.
Sabemos que o credo da chamada modernidade caracteriza-se pela fé na ciência,
na tecnologia, na razão humana e no progresso indefinido. Semelhante crença,
apesar do conforto e avanços inegáveis que trouxe à trajetória humana,
acabou por nos conduzir à civilização do produtivismo e do consumismo, bem
como do uso descartável e efêmero de pessoas e coisas. Hoje cresce a consciência
de que, usando corretamente a tecnologia e a razão, podemos reverter os
estragos causados ao planeta e à vida em seu conjunto. Na comunidade científica
e em outras instâncias, consolida-se cada vez mais a idéia de que é urgente
corrigir a rota desta imensa nave azul chamada terra. A busca coletiva de uma
nova civilização exigirá de todos e todas uma nova maneira de nos
relacionarmos com o planeta, uma coexistência pacífica com outros seres vivos,
um cuidado materno para com a vida, ao mesmo tempo tão frágil e tão bela.
É nesse sentido do cuidado e da preservação da vida que será importante
desenvolver o lado feminino de homens e mulheres. Não seria exagero afirmar que
a civilização ocidental tem sido marcadamente masculinizada, caracterizando-se
pela exploração à exaustão dos recursos naturais e humanos. Reverter esse
quadro exige um toque feminino para lidar com a terra e a vida. Daí a importância
dos movimentos sociais, com destaque para a organização das mulheres, dos
ambientalistas, entre outros.
Conclusão
Longe de esgotar o assunto, os itens apontados
querem apenas levantar algumas interrogações que a temática da água vem
suscitando. Embora a condução da reflexão não seja talvez a mais correta, as
interrogações não deixam de colocar sobre a mesa problemas pertinentes para a
construção de uma nova sociedade e, até mesmo, para os rumos de nossa
civilização. O que não podemos é ignorar por mais tempo o grito da terra e
da água. Tanto os desequilíbrios naturais quanto os cientistas e os movimentos
sociais não se cansam de alertar para os sinais de devastação. Não nos é lícito
cerrar os olhos, as janelas e as portas e esses sinais. Se ainda podemos
respirar e matar nossa sede e fome com relativa tranqüilidade, o que será das
gerações futuras. E já agora, quantos se vêm privados do essencial à vida e
até à mera sobrevivência?
Levanta-se com veemência o imperativo ético da ação. Não podemos nos dar ao
luxo de desfrutar irresponsavelmente de determinados bens que, a milhões de
outros seres vivos, estão faltando. Tal imperativo têm três dimensões
complementares: uma mudança individual e intransferível, na busca de uma nova
atitude diante dos bens que Deus deixou à disposição de todos e, em conseqüência,
uma nova forma de utilizá-los; um trabalho comunitário, no sentido de debater
o tema e elevar o nível de consciência das pessoas para os problemas aqui
levantados; por fim, uma denúncia vigorosa de um sistema econômico que, em sua
voracidade pela capitalização dos bens, vem condenando a terra e a humanidade
a um extermínio lento mas inexorável. Denúncia que, não custa recordar, deve
ser acompanhada pelo anúncio de um tipo de desenvolvimento sustentável, tanto
do ponto de vista ecológico quanto do ponto de vista social, político e
cultural. De resto, esses três aspectos apontados fazem parte da conversão
pessoal e social a que nos chama o clima da Quaresma, pela reflexão em torno da
Campanha da Fraternidade.
Alfredo J. Gonçalves
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